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Esquadrão Imortal – PSG 2024-2026

Última atualização em 21 de agosto de 2026 às 10:34

PSG 2024-2025
O time de 2025. Em pé: Nuno Mendes, Pacho, Fabián Ruiz, Donnarumma e Marquinhos. Agachados: Doué, Hakimi, Vitinha, João Neves, Kvaratskhelia e Dembélé.
 

Grandes feitos: Campeão da Copa Intercontinental da FIFA (2025), Bicampeão da Liga dos Campeões da UEFA (2024-2025 e 2025-2026), Bicampeão da Supercopa da UEFA (2025 e 2026), Bicampeão do Campeonato Francês (2024-2025 e 2025-2026), Campeão da Copa da França (2024-2025), Bicampeão da Supercopa da França (2024 e 2025) e Vice-campeão da Copa do Mundo de Clubes da FIFA (2025). Conquistou a primeira UCL da história do clube, foi o primeiro clube francês a vencer um Treble, o terceiro clube na história a vencer um Sêxtuplo e o segundo clube no século XXI a vencer a Liga dos Campeões da UEFA por duas vezes seguidas.

Time-base: Donnarumma (Safonov / Chevalier); Hakimi, Marquinhos, Pacho (Beraldo) e Nuno Mendes (Lucas Hernández); João Neves (Zaïre-Emery), Vitinha e Fabián Ruiz (Mayulu); Doué (Barcola), Dembélé (Lee Kang-in) e Kvaratskhelia (Gonçalo Ramos). Técnico: Luis Enrique.

 

“Le Premier Treble

Por Guilherme Diniz

Desde 2011, quando foi comprado pelo QSI (Qatar Sports Investments) e passou a gastar milhões em contratações, o PSG sonhava em dominar o continente e levantar a Liga dos Campeões da UEFA. A ambição era enorme e os mandatários não mediram esforços para isso. Em 14 anos, foram impressionantes 2,283 bilhões de euros em reforços como Ibrahimovic, Beckham, Thiago Silva, Pastore, Di María, Cavani, Draxler, Lucas Moura, Buffon, Neymar, Messi, Sergio Ramos, Mbappé, isso só para citar alguns. O problema é que, por mais que o clube tenha dominado o futebol francês, nunca teve um time realmente balanceado e bem treinado a ponto de conquistar a maior glória continental. Só contratar estrelas não era garantia alguma de sucesso. Muito pelo contrário. O PSG, a cada temporada, era mais um “catado” do que um time. Uma união de atletas bem pagos sem qualquer compromisso com o clube ou sua história, que estavam ali apenas pelo dinheiro.

Nesses 14 anos, foram muitas decepções, como a goleada de 6 a 1 para o Barcelona em 2017, a derrota na final de 2020 para o Bayern, as eliminações nas semifinais de 2021 e 2024 e a queda para o Real Madrid nas oitavas de final de 2022. Até que, a partir de 2024, quando a diretoria parisiense percebeu que precisava de um time e não de estrelas, tudo fluiu. Primeiro, contratou um grande técnico. Depois, se desfez de atletas desnecessários e que não agregavam ao conjunto. E, por último, trouxe jovens que tivessem a vontade de crescer e se desenvolver. Com essa união de fatores, o PSG viu o sonho que tanto buscou se tornar realidade.

Em casa, foi campeão, como de praxe, do Campeonato Francês, da Copa da França e da Supercopa da França. E, na Liga dos Campeões da UEFA, após um sufoco na Fase de Liga, conseguiu derrubar seus adversários até chegar à final contra a tradicional Internazionale. E, como se fosse um titã com vários títulos europeus na bagagem, o PSG aplicou a maior goleada da história das finais da UCL: 5 a 0, fora o baile. Depois de mais de 30 anos ouvindo calado as gozações do rival Olympique de Marselha, primeiro clube francês a vencer a UCL, enfim, o PSG também levantava sua UCL. E de maneira única, histórica e incomparável. De quebra, os parisienses ainda se tornaram os primeiros vencedores do Treble vindos da França, entrando para um clube seletíssimo de campeões. Insaciáveis, venceram mais títulos na época 2025-2026, alcançaram um estratosférico Sêxtuplo no ano de 2025 e ainda um bicampeonato europeu consecutivo, feito raríssimo neste século e na própria história da UCL. É hora de relembrar o PSG 2024-2026.

Hora de fazer a limpa

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Messi, Mbappé e Neymar, no ataque do “melhor time que nunca existiu”.
 

Na temporada 2023-2024, o PSG viveu o mesmo cenário de anos e anos: glórias em casa, decepção na Europa. Ainda com Mbappé no comando de ataque e vivendo grande fase – foram 44 gols na temporada do tortuga – a equipe chegou às semifinais da UCL após superar no mata-mata a Real Sociedad-ESP (4 a 1 no agregado) e passar pelo Barcelona-ESP de maneira categórica após perder em casa por 3 a 2 e golear os blaugranas por 4 a 1 em pleno Estádio Olímpico, com dois gols de Mbappé, um de Dembélé e outro de Vitinha. Já comandado por Luis Enrique, curiosamente o técnico do Barcelona naquela que é considerada até hoje a maior derrota da história do PSG – os 6 a 1 nas oitavas de final da UCL de 2017 – o clube de Paris enfrentou o Borussia Dortmund nas semis e acabou derrotado tanto na Alemanha (1 a 0) quanto na França (1 a 0), em mais uma eliminação dolorosa. 

“Momento triste no esporte quando você perde, e ainda mais quando você faz assim. Dou os parabéns ao rival porque está fazendo uma excelente Liga dos Campeões. Em dois jogos fizemos seis gols, hoje 31 chutes a gol, quatro bolas na trave… E não marcamos. Quase impossível acreditar!”, comentou Luis Enrique após o jogo.

Aquela foi a deixa para Mbappé não renovar seu contrato com o clube e partir de graça rumo ao Real Madrid, seu antigo sonho. O atacante estava desde 2018 no PSG e foi um dos artífices na tentativa de vencer a UCL, sem sucesso. Naquela temporada 2023-2024, o PSG contratou 16 novos jogadores, entre eles Marco Asensio (sem clube), Lee Kang-in (ex-Mallorca, por 22 milhões de euros), Lucas Hernández (ex-Bayern, por 40 milhões de euros), Gonçalo Ramos (ex-Benfica, por 65 milhões de euros), Dembélé (ex-Barcelona, por 50 milhões de euros), Barcola (ex-Lyon, por 45 milhões de euros) e Lucas Beraldo (ex-São Paulo, por 20 milhões de euros). 

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Revés diante do Dortmund foi o último capítulo de Mbappé (centro) pelo PSG em competições continentais. Foto: AP Photo/Martin Meissner.
 

Por outro lado, a equipe vendeu, liberou ou emprestou 29 atletas, entre eles Mauro Icardi (Galatasaray-TUR, por 10 milhões de euros), Neymar (Al Hilal-ARS, por 90 milhões de euros), Wijnaldum (Al-Ettifaq-ARS, por 10 milhões de euros), Verratti (Al-Arabi-CAT, por 45 milhões de euros), Draxler (Al Ahli-CAT, por 20 milhões de euros) e Ekitike (Eintracht Frankfurt-ALE, por 16,5 milhões de euros). A limpa continuou na temporada 2024-2025, com mais de 20 atletas liberados, vendidos ou emprestados e apenas cinco novos reforços, mas pontuais: 

  • Matvey Safonov, goleiro, por 20 milhões de euros;
  • João Neves, meio-campista, por 59,9 milhões de euros;
  • William Pacho, zagueiro, por 40 milhões de euros;
  • Désiré Doué, atacante, por 50 milhões de euros;
  • Khvicha Kvaratskhelia, meia/atacante, por 70 milhões de euros.

Claro que o clube gastou bastante, como sempre, mas foram contratações pensadas e na contramão do que o clube fez em épocas anteriores. Os contratados tinham características essenciais para o que Luis Enrique planejava. Com um elenco mais enxuto e uma média de idade de apenas 23 anos, o técnico espanhol pôde trabalhar da maneira como queria e estava acostumado, a fim de dar sua cara ao time. O espanhol ainda minimizou a saída de Mbappé, salientando que o clube teria forças para brigar por troféus mesmo sem o artilheiro. 

“Entendo sua decisão, mas o PSG vai continuar sendo um grande time e vamos ser ainda melhores. Vamos trazer jogadores com uma mentalidade forte e que se identifiquem com o clube para nos ajudar. Assim é a vida. Não importa quem esteja aqui ou quem não esteja, minha meta é que sejamos mais fortes na próxima temporada, é assim que eu penso”.

Muitos acharam uma loucura Luis Enrique pensar que o PSG iria melhorar sem Mbappé, mas na verdade ele estava certo. Sem nenhuma estrela no elenco, o PSG teria sua primeira temporada em 14 anos de investimentos sem o peso de provar algo, de ser favorito, de chegar a uma final europeia. Luis Enrique teria autoridade, o elenco na mão, e nenhuma preocupação em afagar egos, tirar esse ou aquele jogador. Ele poderia pensar no time, e não em um só jogador. Era o melhor cenário para o PSG, enfim, jogar sem pressão.

A montagem do esquadrão

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Desde os tempos de Barcelona que Luis Enrique primava por um meio de campo controlador e três jogadores no ataque. No Barça de 2015, o espanhol tinha Busquets, Rakitic e Iniesta – além de Xavi em algumas partidas -, jogadores que davam movimentação e imponência no ataque, além de chegarem à frente para marcar gols e dar passes que cortavam linhas de marcação. Não foi à toa que Messi, Suárez e Neymar anotaram tantos gols naquela época. No PSG, Luis Enrique armou seu meio de campo com os portugueses Vitinha e João Neves e o espanhol Fabián Ruiz (velho conhecido do técnico dos tempos em que ele comandava a seleção espanhola). 

Vitinha jogaria mais centralizado, distribuindo a bola e flutuando pelo ataque, sendo o grande vértice do setor parisiense. Pela esquerda, Fabián Ruiz ficaria mais na contenção, além de distribuir a bola e ajudar nos desarmes, mesma função de João Neves, este pela direita e com características mais defensivas e perito nos desarmes. Na frente, Luis Enrique iria escalar Dembélé como atacante centralizado, mas que saía para atrapalhar os zagueiros rivais, o habilidoso Doué na ponta-direita e o georgiano Kvaratskhelia pela esquerda, jogando como ele estava acostumado no Napoli campeão italiano de 2023, rompendo zagas com seus dribles e chutes poderosos. 

Com muitas opções no ataque, Luis Enrique não iria mexer muito no sistema defensivo, onde confiaria em um quarteto entrosado e muito eficiente: o marroquino Hakimi, na lateral-direita, o português Nuno Mendes na lateral-esquerda e no miolo de zaga o brasileiro e capitão Marquinhos e o equatoriano Pacho. No gol, o italiano Donnarumma seguiria titular mesmo com a contratação do russo Safonov, que chegou mais para compor elenco.

No banco, Luis Enrique ainda tinha boas opções como o lateral-esquerdo e zagueiro Lucas Hernández (campeão do mundo com a França em 2018), o zagueiro brasileiro Beraldo, que fez bons jogos no final da temporada 2023-2024 e seria titular em algumas partidas de 2024-2025, o meia sul-coreano Lee Kang-in, o meio-campista francês Warren Zaïre-Emery, o habilidoso atacante francês Bradley Barcola e o centroavante português Gonçalo Ramos, que fez ótima Copa do Mundo em 2022 por Portugal.

Liderança no francês e a discussão

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Barcola, João Neves e Gonçalo Ramos.
 

Os primeiros compromissos do PSG foram pelo Campeonato Francês, no qual o clube permaneceu no topo desde o início. Foram quatro vitórias nos primeiros quatro jogos – 4 a 1 no Le Havre (fora), 6 a 0 no Montpellier (casa), 3 a 1 no Lille (fora) e 3 a 1 no Brest (fora). Já em setembro, os parisienses começaram sua trajetória de oito jogos na inédita Fase de Liga da Liga dos Campeões da UEFA, que encerrou a monótona fase de grupos que por décadas perdurou no torneio. Nela, o PSG teria oito adversários diferentes, quatro em casa e quatro fora, na luta por uma vaga direta nas oitavas de final ou pelo menos nos playoffs. Jogando em casa, os franceses venceram o Girona-ESP por 1 a 0, com um gol nos acréscimos, e conquistaram os primeiros três pontos. Mas, logo depois, um início de crise tomou conta do elenco quando Dembélé foi cortado da delegação que viajou até a Inglaterra para o duelo contra o Arsenal, no Emirates Stadium.

Tudo começou após a vitória por 3 a 1 sobre o Rennes, pelo Campeonato Francês, que teve dois gols de Barcola e um de Lee Kang-in, e Dembélé levando cartão amarelo. Luis Enrique não quis entrar em detalhes sobre o motivo do corte, mas a imprensa francesa noticiou que o técnico e o atacante tiveram “uma discussão acalorada” nos vestiários após a partida. Segundo os veículos RMC e L’Équipe, o treinador teria cobrado o jogador por conta de algumas decisões tomadas dentro de campo. Em coletiva de imprensa, Luis Enrique falou:

“Se alguém não cumpre com as obrigações do time, não está pronto. Considero essa semana importante, considero esse jogo importante, e quero meus jogadores nas melhores condições possíveis. Portanto, deixei ele fora porque quero o melhor para o time. […] Não há qualquer disputa entre nós dois, isso é totalmente falso. Existe um problema de comprometimento do jogador com a equipe, mas não um problema entre o jogador e o treinador”.

O atacante era o principal nome do time no setor ofensivo, mas mesmo assim percebeu que a autoridade era do técnico, uma prova de que o espanhol tinha o elenco nas mãos. Sem ele, o PSG perdeu para o Arsenal por 2 a 0, mas aquele episódio seria fundamental para o camisa 10 mudar totalmente e ser ainda mais decisivo nos meses seguintes.

Passeio sobre o rival e sinal de alerta na UCL

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Foto: Xavier Laine/Getty Images.
 

Após o revés para o Arsenal, o PSG empatou em 1 a 1 com o Nice e venceu o Strasbourg por 4 a 2, ambas partidas pela Ligue 1. Na UCL, os parisienses jogaram em casa contra o PSV-HOL e só empataram em 1 a 1, resultado péssimo e que manteve o time longe do pelotão de frente. Na sequência, a equipe visitou o rival Olympique de Marselha e venceu por 3 a 0, com todos os gols anotados ainda no primeiro tempo. João Neves, Balerdi (contra) e Barcola foram os autores dos tentos parisienses no Le Classique daquela 9ª rodada – a sexta vitória seguida do PSG em jogos válidos pela Ligue 1. O PSG venceu mais três jogos seguidos após a vitória no clássico naquele mês de novembro, mas sofreu dois duros baques na Liga dos Campeões. 

Primeiro, jogando em casa, perdeu de virada para o Atlético de Madrid por 2 a 1 e, depois, visitou o Bayern München e viu o zagueiro Kim Mim-jae anotar o gol da vitória bávara por 1 a 0, em duelo tenso, cheio de cartões e com Dembélé expulso. O segundo revés fez o PSG estacionar na 25ª colocação, fora da zona de repescagem da UCL. A equipe parisiense teria que vencer pelo menos dois dos três jogos restantes se quisesse pelo menos ir aos playoffs. A mídia francesa não poupou críticas, com Vincent Duluc, do jornal L’Équipe, avaliando que o PSG era “um time que já não existe na Europa”.

“Foi assim que acabou o PSG, um clube que já não existe na Europa, que perde um jogo por causa de um erro do goleiro (Safonov) e uma expulsão estúpida, típica de uma equipe francesa dos anos 1980. Um clube relegado ao último lugar do grupo, com três derrotas em cinco jogos europeus, e um treinador arrogante, com uma autoavaliação excessivamente branda”, completou o jornalista, em trecho reproduzido pela CNN em 27 de novembro de 2024.

A volta por cima e o primeiro troféu

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Dembélé mudou de postura e foi outro jogador em 2025. Foto: KARIM JAAFAR / AFP
 

Entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, o PSG viveu grandes momentos que recolocaram o clube de volta aos trilhos. Na Ligue 1, a equipe disparou na liderança com mais quatro vitórias seguidas, entre elas um 2 a 1 sobre o Saint-Étienne (com dois gols de Dembélé) e uma emocionante virada de 4 a 2 sobre o Monaco, em pleno Stade Louis II, com dois gols de Dembélé, um de Doué e outro de Gonçalo Ramos. O lado negativo desse jogo foi a lesão no rosto do goleiro Donnarumma, que sofreu um pisão do zagueiro Wilfried Singo e precisou ser substituído durante a partida. O italiano teve que levar 10 pontos na bochecha (!) e ostentaria uma visível cicatriz a partir dali.

Na Liga dos Campeões da UEFA, o PSG engatilhou três vitórias seguidas que colocaram a equipe na 15ª colocação e classificou o time parisiense aos playoffs. Tudo começou na Áustria, nos 3 a 0 sobre o RB Salzburg (gols de Gonçalo Ramos, Nuno Mendes e Doué). Depois, um complicado duelo contra o Manchester City de Guardiola, no Parque dos Príncipes tomado por quase 48 mil pessoas. Os ingleses abriram o placar com Grealish, aos 50′, e ampliaram com Haaland, aos 53′. Sem se abater, o PSG descontou com Dembélé, aos 56′, e empatou com Barcola, aos 60′. O Parque dos Príncipes entrou em ebulição e o PSG foi no embalo de sua torcida. João Neves, aos 78′, virou, e Gonçalo Ramos, aos 90’+3′, decretou a vitória histórica dos franceses, que fizeram grande jogo coletivo e tático.

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Barcola vibra: PSG virou pra cima do City e seguiu rumo à fase final da UCL. Foto: Franco Arland/Getty Images.
 

Na última partida da Fase de Liga, o PSG visitou o Stuttgart-ALE e contou com outra atuação mágica de Dembélé, autor de três gols na vitória por 4 a 1 em plena MHPArena (o outro gol foi de Barcola). Em oito jogos, o PSG venceu quatro, empatou um, perdeu três, marcou 14 gols e sofreu 9. Ainda em janeiro de 2025, o time de Luis Enrique conquistou mais uma taça nacional para a coleção: a Supercopa da França, disputada no Estádio 974, no Catar. Os parisienses tiveram pela frente o Monaco e venceram por 1 a 0, com o gol do título anotado por Dembélé aos 90’+2′, quando Fabián Ruiz cruzou rasteiro, Gonçalo Ramos não conseguiu chutar, mas atrapalhou a saída do goleiro Köhn, deixando a bola livre para Dembélé concluir. O título foi simbólico para o zagueiro Marquinhos, que chegou aos 31 troféus pelo clube e se isolou como atleta mais vencedor da história do PSG, superando em um troféu o italiano Verratti.

Um ponto de destaque era a grande fase de Dembélé. Em apenas oito jogos disputados entre janeiro e começo de fevereiro, o atacante tinha anotado 15 gols. Luis Enrique não escondeu a satisfação sobre seu jogador. “A melhor coisa que fiz foi não o escalar em Londres contra o Arsenal… Mesmo tendo sido muito criticado. Esta é minha melhor decisão do ano”, disse o espanhol, em coletiva de imprensa de fevereiro de 2025. Tempo depois, o jogador destacou o trabalho do treinador. “Sempre tive a confiança do Luis Enrique. Conheço a posição de camisa 9 desde que comecei como profissional. O treinador me dá muita liberdade. Tento criar desequilíbrio nos times adversários. Precisamos deixá-los loucos. Me adaptei bem”, disse o francês.

Hora de liquidar!

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Os meses de fevereiro e março seriam decisivos para o PSG. A equipe teria a chance de fincar pé no topo da Ligue 1, jogos decisivos na Copa da França e os playoffs da Liga dos Campeões da UEFA. No campeonato nacional, os parisienses venceram simplesmente todos os 8 jogos que disputaram naqueles meses:

  • 5 a 2 no Brest (fora)
  • 4 a 1 no Monaco (em casa)
  • 1 a 0 no Toulouse (fora)
  • 3 a 2 no Lyon (fora)
  • 4 a 1 no Lille (em casa)
  • 4 a 1 no Rennes (fora)
  • 3 a 1 no Olympique (em casa)
  • 6 a 1 no Saint-Étienne (fora)

Esses duelos marcaram a nítida evolução do time de Luis Enrique e deixaram os parisienses a um empate do título, faltando sete rodadas para o fim! Por mais que os adversários não fossem lá tão fortes, a equipe foi amplamente dominante e jogou com o devido status de líder e candidato ao título. Dembélé seguiu jogando muito, assim como Doué, Hakimi, João Neves e companhia. O entrosamento dos jogadores era notável e a concentração em campo constante. Na Copa da França, o PSG superou o Lens (1 a 1 e vitória nos pênaltis por 4 a 3, em dezembro de 2024), Espaly (4 a 2), Le Mans (2 a 0) e Stade Briochin (7 a 0), resultados que colocaram a equipe na semifinal, disputada no dia 1º de abril e vencida sobre o Dunkerque por 4 a 2.

Na Liga dos Campeões, os parisienses tiveram pela frente o compatriota Brest na etapa dos playoffs. Na ida, em Guingamp, Vitinha e Dembélé (2) garantiram a vitória por 3 a 0 que deixou a situação dos comandados de Luis Enrique muito tranquila. Na volta, no Parque dos Príncipes, uma festa: 7 a 0, com sete jogadores diferentes marcando os gols: Barcola, Kvaratskhelia, Vitinha, Doué, Mendes, Ramos e Mayulu. Enfim, oitavas de final! Mas os franceses teriam pela frente um adversário poderoso: o Liverpool, dono da melhor campanha na Fase de Liga e prestes a ser campeão inglês.

DonnaROAD!

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Por ter avançado pelos playoffs, o PSG teria que decidir a maioria dos jogos fora de casa no mata-mata. Por isso, o resultado do primeiro duelo contra o Liverpool, no Parque dos Príncipes, seria um fator determinante para a classificação dos parisienses. Só que tudo deu errado naquela noite de 05 de março de 2025. Por mais que tenha atacado bastante, o time de Luis Enrique não conseguiu furar o bloqueio inglês e viu o goleiro Alisson realizar grandes defesas. Até que, aos 41’ do segundo tempo, o goleirão dos Reds lançou a bola para o ataque, Darwin Núñez limpou a jogada e tocou para Elliott, que invadiu a área e fez o gol da vitória por 1 a 0.

Foi uma ducha de água fria no PSG, a exemplo do que havia acontecido na eliminação diante do Borussia Dortmund, nas semifinais da temporada anterior da UCL, o que deixou o torcedor temeroso por um novo fracasso. No entanto, o técnico Luis Enrique garantiu que seu time iria para o tudo ou nada, lembrando inclusive a virada que protagonizou com o Barça em 2017, em coletiva pré-jogo.

“Neste momento, estamos eliminados, então só nos resta uma opção: ganhar. Os torcedores estarão lá, como sempre. É muito importante ter o apoio deles e nosso objetivo é dar tudo para que eles se orgulhem de nós. Eu preferiria não ter que virar desvantagem de quatro gols do PSG com o Barça. Mas, na minha carreira, mesmo quando as coisas vão mal, ainda há elementos que você pode administrar. Acho interessante administrar e tenho a habilidade de fazer isso”.

E, quando a bola rolou na Fortaleza Vermelha de Anfield Road, o PSG sofreu bastante nos primeiros 10 minutos, mas viu Donnarumma inspirado e a zaga sabendo bloquear as investidas inglesas. Até que, aos 12’, Nuno Mendes fez uma ligação direta no círculo central, Dembélé baixou, tocou em Barcola e se mandou para a área. Barcola cruzou, Konaté tentou impedir a bola de chegar ao camisa 10 dos franceses, mas acabou ajeitando para o próprio Dembélé, que mandou a redonda para o fundo do gol: 1 a 0. A partida seguiu frenética, com o Liverpool tentando o empate e o PSG em busca do segundo gol, desperdiçando grandes chances com Dembélé e Kvaratskhelia. 

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Donnarumma se agigantou (ainda mais!) e garantiu o PSG na fase seguinte! Foto: Getty Images.
 
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Camisa 1 foi o melhor do jogo em Anfield. Foto: Alex Pantling UEFA via Getty Images
 

No segundo tempo, os Reds tiveram as melhores oportunidades, mas Donnarumma voltou a salvar. O placar seguiu sem alterações e levou a partida para a prorrogação, na qual Doué enervou os zagueiros ingleses com sua habilidade e jogadas incisivas, além de o atacante Dembélé quase fazer o segundo gol, mas parar em grande defesa de Alisson. O 1 a 0 persistiu e a decisão foi para os pênaltis. Na marca da cal, o PSG converteu todas as suas cobranças e Donnarumma defendeu com maestria os chutes de Darwin Núñez e Curtis Jones, garantindo a vitória por 4 a 1 e a vaga nas quartas de final. O italiano foi eleito o melhor em campo e usou a performance como resposta às críticas que recebeu após a derrota na ida, em Paris, comentando no pós-jogo:

“Estou um pouco nervoso com isso (o prêmio de MVP). Vejo muitas críticas de jornalistas, se é que podemos chamá-los assim, e isso me incomoda. Eles não sabem o que significa ser um goleiro. No jogo de ida, sofremos um gol com só um chute, e parecia que era minha culpa. Eu sempre penso em sorrir, dar o meu melhor e trabalhar para o time”.

Tetracampeões!

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Luis Enrique nas alturas: rei da França em 2024-2025.
 

Após garantir a vaga nas quartas de final, o PSG se dedicou ao Campeonato Francês e tratou de garantir o título por antecipação para concentrar suas forças na competição europeia. E, no dia 05 de abril, a equipe derrotou o Angers por 1 a 0 (gol de Doué) e selou o tetracampeonato seguido da Ligue 1, se isolando ainda mais como o clube com mais títulos do Campeonato Francês (13 troféus, contra 10 do Saint-Étienne). Nas seis rodadas finais, o PSG venceu três, empatou um e perdeu apenas dois – o clube foi perder seu primeiro jogo naquele campeonato apenas na 31ª rodada. O último jogo foi em casa, com vitória por 3 a 1 sobre o Auxerre. 

Em 34 jogos, o PSG venceu 26, empatou 6 e perdeu apenas dois, com 92 gols marcados (melhor ataque) e 35 gols sofridos (melhor defesa). Dembélé foi o artilheiro da competição com 21 gols em 29 jogos e eleito o melhor jogador da Ligue 1. Barcola, com 14 gols em 34 jogos, foi outro goleador do clube na lista de artilheiros – ele também apareceu na lista dos maiores assistentes, com 10 passes para gols. João Neves, com 8 assistências, e Doué, com 6, também brilharam na trajetória parisiense.

Para acabar com o estigma

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Kvaratskhelia (à esq.) no duelo contra o Aston Villa. Foto: REUTERS / Hannah Mckay
 

De volta à UCL, o PSG teve pela frente o Aston Villa-ING, do goleirão argentino Emiliano Martínez, do zagueiro Pau Torres, do meio-campista Tielemans e do atacante Rashford. Os franceses tinham mais time e provaram isso na ida, em Paris. Apesar de levar o primeiro gol aos 35’ do primeiro tempo, os parisienses empataram quatro minutos depois, em golaço de Doué, no ângulo. No começo do segundo tempo, Kvaratskhelia aproveitou contra-ataque, invadiu a área, deixou Disasi no chão e fez outro golaço na noite. E, já nos acréscimos, Nuno Mendes recebeu de Dembélé, driblou Konsa e Dibu Martínez e finalizou de pé direito para fazer 3 a 1. Vitória de golaços no Parque dos Príncipes! Em êxtase, Luis Enrique comentou sobre a vitória no pós-jogo.

“Eu nunca disse que não queria estrelas. O que eu sempre quis foi um time. E um time forte, com bons jogadores, é o que todo treinador procura. […] O time mostrou que está pronto. Temos que jogar esta segunda partida, mas as coisas estão bem encaminhadas. A melhor maneira de manter a liderança é atacar, atacar e vencer o jogo. Vamos continuar com essa mentalidade”.

Com a vantagem de até perder por um gol de diferença, o PSG viajou até a Inglaterra consciente de que não poderia relaxar. “O PSG não pode se dar ao luxo de se acomodar. O caminho da Champions League é pavimentado com favoritos que foram eliminados ao longo do caminho”, salientou Luis Enrique, na coletiva pré-jogo. “Com o passar do tempo, os cenários ao nosso redor mudaram. Passamos do pessimismo máximo que víamos no início da temporada para a motivação e a alegria excessivas que estamos vendo no momento. O ponto-chave nesses casos é a maturidade que estamos vendo, apesar da juventude da minha equipe”. 

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Hakimi, grande nome do time no setor direito. Foto: Reuters
 

E, mesmo jogando fora de casa, o PSG começou a partida de volta no ataque e abrindo o placar aos 11’, quando Barcola escapou pela esquerda, cruzou, Dibu Martínez espalmou para o meio da área e Hakimi chegou batendo pro gol. Fulminante, o PSG seguiu na ofensiva e, aos 25’, em lindo contra-ataque, Dembélé escapou pela direita e cruzou para Nuno Mendes marcar: 2 a 0. O agregado apontava 5 a 1 para os parisienses! Só um desastre poderia tirar a vaga da equipe. Pois ele quase aconteceu. Tielemans descontou para os Villans, aos 34’. Aos 55’, McGinn marcou um golaço de fora da área e empatou. E, dois minutos depois, Rashford fez linda jogada individual e cruzou para Konsa virar para 3 a 2. Mais um gol do Aston Villa e a partida iria para a prorrogação! 

Os ingleses até tiveram duas boas chances, mas desperdiçaram. O fôlego acabou e o PSG voltou a mandar no jogo. Mesmo com a derrota a equipe avançou às semifinais com a vitória no agregado por 5 a 4. Foi um jogo que ajudou o PSG a moldar sua “carcaça” para os encontros mais agudos da temporada. O time provou saber sofrer e manter o controle quando necessário. De quebra, deixou o torcedor esperançoso por sair classificado em um duelo que, no passado, a equipe certamente seria eliminada por levar gols e mais gols e se descontrolar emocionalmente.

A final é logo ali!

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Nas semis, o PSG teve pela frente o Arsenal-ING, que passou de maneira categórica pelo campeão Real Madrid após vitória por 3 a 0 na Inglaterra e 2 a 1 em Madri. Os Gunners tinham algumas semelhanças com os franceses por contarem com atletas jovens e que também buscavam um grande título para se firmarem de vez. Mas o PSG provou que tinha mais futebol e sangue frio. Jogando em Londres, a equipe começou com tudo e, logo aos 4’, Dembélé abriu o placar, para a festa da barulhenta torcida francesa que lotou seu setor no Emirates e calou a torcida do Arsenal em praticamente todo o jogo!

Com uma tática mais precavida, Luis Enrique não deixou seu time se expor muito e usou da marcação como principal arma contra os ingleses. Outro destaque era o goleirão Donnarumma, que fez defesaças em chutes de Martinelli, no primeiro tempo, e Trossard, no segundo. Barcola e Gonçalo Ramos ainda quase marcaram para o PSG na reta final, mas o 1 a 0 permaneceu e os franceses foram para Paris com a vantagem do empate.

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PSG na final! Foto: Reuters
 

Diante de sua torcida pela primeira vez em uma partida de volta no mata-mata (exceto nos playoffs), o PSG foi recebido por quase 48 mil pessoas em sua casa. E tratou de presentear os fieis torcedores com a vitória e a vaga na final. Apesar de ter sofrido nos primeiros minutos, o time da casa viu Donnarumma garantir o placar com mais um punhado de defesas gigantes. Até que, aos 27’, Vitinha cobrou falta e, na sobra, Fabián Ruiz abriu o placar em um lindo gol. No segundo tempo, o PSG dominou as ações e chegou aos 2 a 0 em contra-ataque no qual Kvaratskhelia carregou a bola até a área, cruzou, Hakimi dividiu, ganhou na raça e tabelou com Dembélé antes de marcar um belo gol. O Arsenal ainda descontou, com Saka, mas era tarde. O 2 a 1 colocou o PSG em sua segunda final de UCL. 

O capitão Marquinhos, em entrevista à TNT Sports, destacou a chance de ouro do clube conquistar o sonhado e inédito título europeu. “Muitos jogadores passaram aqui, muitos grandes jogadores que sonhavam com esse título. Eu penso em todos eles também que queriam estar vivendo esse momento. Então eu estou tendo essa oportunidade de estar vivendo isso. E eu não posso deixar passar, porque a gente não sabe quando vai acontecer de novo. É muito difícil, o caminho é longo”.

Segunda taça: a Copa da França

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Na rota de buscar um inédito Treble no futebol francês, o PSG enfrentou o Stade de Reims na decisão da Copa da França, em 24 de maio, no Stade de France tomado por 77 mil pessoas. O rival de Champagne era azarão e vivia péssima fase, brigando para não cair na Ligue 1 – eles caíram, após perderem os playoffs para o Metz -, mas tinham uma remota esperança de pegar o adversário com a cabeça na final da UCL e conquistar seu primeiro grande título após 34 anos (o último havia sido a Copa da Liga Francesa de 1990-1991). Mas, quando a bola rolou, o PSG não deu qualquer chance para os alvirrubros e liquidou o jogo ainda no primeiro tempo, com dois gols de Barcola e um de Hakimi: 3 a 0. 

Na segunda etapa, foi só administrar o resultado e tentar ampliar, mas o goleiro Diouf evitou um placar mais elástico dos parisienses. Ao apito do árbitro, o PSG levantou o bicampeonato consecutivo da Copa da França e ficou a um passo do Treble. Só faltava a final da Liga dos Campeões da UEFA. A tão sonhada. A inédita. Aquela que só o rival Olympique tinha na França. Era hora de acabar com o jejum, com as gozações de mais de 30 anos vindas de Marselha, e coroar de vez aquele trabalho fantástico. Só que eles teriam pela frente um rival embalado, tradicional e perigoso: a Internazionale-ITA.

Os preparativos

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Com a final definida, a expectativa era de um jogo sem favoritos e com estilos bem diferentes. Do lado francês, o PSG apostava em um jogo de toque de bola e velocidade, com o talento de seu ótimo meio de campo, as chegadas do lateral Hakimi pela direita e o ataque formado por Doué, Dembélé e Kvaratskhelia. O time vivia seu auge e soube enfrentar rivais poderosos sem medo. “O que tento transmitir é que nosso caminho foi muito difícil. Jogamos partidas de altíssimo nível desde o início da Champions. Jogamos nesse estádio (Allianz Arena, palco da final) contra o Bayern München. Não temos motivo para ter medo. Tentaremos mostrar nossas melhores armas. Estou muito orgulhoso de estar aqui na final. Nada foi fácil. É simplesmente um prazer estar neste ponto da competição. A Inter também é uma grande equipe e merece estar na final. Eles sabem atacar, defender, são um time físico”, comentou dias antes da final o técnico Luis Enrique. 

O rival do PSG seria a Internazionale, que fez uma Fase de Liga confortável, terminou na 4ª colocação e avançou direto para as oitavas de final. Os italianos empataram em 0 a 0 com o Manchester City-ING (fora), derrotaram o Estrela Vermelha-SER por 4 a 0 (em casa), o Young Boys-SUI por 1 a 0 (fora), o Arsenal-ING por 1 a 0 (em casa), o RB Leipzig-ALE por 1 a 0 (em casa), perderam para o Bayer Leverkusen-ALE por 1 a 0 (fora), e venceram o Sparta Praga-RCH por 1 a 0 (fora) e o Monaco-MO, em casa, por 3 a 0.

Nas oitavas, eliminaram o Feyenoord-HOL com um 2 a 0 em pleno De Kuip e um 2 a 1 em casa. Na sequência, derrotaram o Bayern por 2 a 1 fora e empataram em 2 a 2 no Giuseppe Meazza até encontrarem o Barcelona-ESP, melhor ataque da competição e com Raphinha e Lamine Yamal infernais. E os jogos foram simplesmente alucinantes: empate em 3 a 3 na ida, em Barcelona, e vitória nerazzurri por 4 a 3 na volta, decidida na prorrogação. Leia mais clicando aqui! 

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O PSG de Luis Enrique: timaço já histórico no futebol europeu.
 

Do lado da Inter, o técnico Inzaghi esperava não sofrer tanto na defesa antes intransponível como havia sofrido diante do poderoso ataque do Barça nas semifinais. Mais do que isso, vencer o título europeu seria a salvação de uma temporada ruim, na qual a Inter foi eliminada nas semifinais da Copa da Itália para o rival Milan (derrota por 3 a 0), perdeu o título da Supercopa Italiana também para o Milan (derrota de virada por 3 a 2) e ficou com o vice no Campeonato Italiano, um ponto atrás do campeão Napoli. Inzaghi confiava no seu elenco, que soube “sofrer” e superar adversidades para chegar à final, a segunda do time em três anos – os italianos perderam para o Manchester City em 2023

Há anos que a final da UCL não era tão aberta, tão imprevisível. Por isso, nunca o PSG esteve tão perto de sua sonhada glória europeia. Outro fato que animava o lado francês era o local daquela final: Munique. A cidade já havia abrigado outras quatro finais de UCL (as três primeiras no Olímpico de Munique e a última na Allianz Arena) e em todas o campeão foi inédito. Primeiro, em 1979, quando o Nottingham Forest-ING levantou sua primeira Velhinha Orelhuda (o clube seria bi em 1980). Depois, em 1993, quando o Olympique de Marselha bateu o Milan e se tornou o primeiro clube francês campeão da UCL. Em 1997, foi a vez do Borussia Dortmund faturar sua primeira UCL com os 3 a 1 sobre a Juventus. E, em 2012, o Chelsea-ING jogou água no chope do Bayern e venceu sua primeira UCL em plena Allianz Arena. Será que o filme iria se repetir pela quinta vez? Era a grande hora. O grande momento.

L’Europe est notre!

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Quando a bola rolou na Allianz Arena lotada, apenas um time jogou futebol. E que futebol. O Paris simplesmente encaixotou a Internazionale. Fez 1 a 0 com menos de 15 minutos, com Hakimi. Ampliou aos 20’, com Doué. E poderia fazer mais. No segundo tempo, alguns pensaram na remontada italiana, na garra. Nada disso aconteceu. A equipe de Milão parecia entorpecida. A de Paris, ávida. Fez 3 a 0, de novo com Doué, primeiro jogador a participar de três gols (dois gols e uma assistência) em uma final na era moderna da UCL. Fez 4 a 0, em belo gol de Kvaratskhelia. Fez 5 a 0, com Mayulu. Poderia fazer 6, 7. Ficou em uma mão mesmo: PSG 5×0 Inter. Um passeio que poucas vezes vimos em uma final. Talvez o maior da história das finais. Foi uma avalanche. Um rolo-compressor que devastou a Inter e lhe impôs provavelmente sua maior derrota em mais de 100 anos.

Foi a maior goleada da história das finais da Liga dos Campeões. E ela coroou o Paris Saint-Germain campeão da maior competição da Europa pela primeira vez e campeão de um torneio continental depois de 29 anos, a primeira taça desde a Recopa da UEFA conquistada em 1996 com o esquadrão de Bernard Lama, Le Guen, Alain Roche, Guérin, Raí, Djorkaeff e Patrice Loko. Os parisienses terminaram a final com 23 chutes a gol contra apenas 8 da Inter, e 59% de posse de bola. De quebra, selou o inédito Treble do clube, o primeiro da França a alcançar tal feito.

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Achraf Hakimi (centro) abriu o placar. Foto: EFE/EPA/RONALD WITTEK
 
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Nas celebrações, Luis Enrique vestiu uma camisa em homenagem a sua filha, Xana, que esteve com ele na conquista europeia de 2015 e faleceu em agosto de 2019, aos nove anos, após cinco meses de luta contra um tumor ósseo. Nas arquibancadas, a torcida do PSG estendeu um bandeirão relembrando aquele momento, em uma linda homenagem ao treinador.

Em 17 jogos, o PSG venceu 11, empatou um e perdeu cinco, com 38 gols marcados e 15 sofridos, um aproveitamento de 64,7%. O título teve interessantes coincidências: foi conquistado em Munique (Allianz Arena) e contra um clube de Milão (Inter), assim como o título do rival Olympique foi conquistado em Munique (Estádio Olímpico de Munique) e contra um time de Milão (Milan). Dembélé foi eleito o melhor jogador da UCL e Désiré Doué o melhor jogador jovem da competição. No All-Star Team, ambos foram eleitos, assim como o goleiro Donnarumma, o lateral-direito Hakimi, o zagueiro Marquinhos, o lateral-esquerdo Nuno Mendes e o meio-campista Vitinha. 

O título do PSG foi histórico não só para o clube, mas para o futebol francês, realçando a força do esporte no país desde a conquista da Copa do Mundo de 2018. Com mais jovens no elenco, um conjunto forte e sem estrelas badaladas, um troféu como a UCL ser levantado por um clube francês encheu de orgulho o país – exceto, claro, os mais fanáticos torcedores do Olympique… -, principalmente por acontecer em um ano de turbulência financeira por causa da crise de renovação dos direitos de TV da Ligue 1. O Imortais elaborou um especial sobre a goleada parisiense sobre a Inter. Leia clicando aqui!

Do céu ao inferno na Copa do Mundo de Clubes 

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Vitinha deixou sua marca no duelo contra o Atlético.
 

Mesmo com a intensidade de uma temporada em alto nível, o PSG viajou aos EUA para a disputa da primeira edição da Copa do Mundo de Clubes da FIFA como um dos favoritos ao título. Embora estivesse no chamado “grupo da morte”, ao lado do Atlético de Madrid-ESP, do Botafogo-BRA e o Seattle Sounders-EUA, os franceses tinham convicção da classificação. Na estreia, derrotaram com autoridade o Atlético por 4 a 0, com gols de Fabián Ruiz e Vitinha no primeiro tempo, e Mayulu e Lee, no segundo. Um recado sonoro a todos de que o PSG estava ali para ser campeão do mundo.

Na partida seguinte, um choque: derrota por 1 a 0 para o Botafogo, que conseguiu neutralizar as investidas dos franceses e fez uma partidaça que virou manchete em todo planeta. E virou jogo eterno que você pode ler mais sobre clicando aqui. Precisando da vitória para se classificar, o PSG enfrentou o Seattle Sounders na rodada final e venceu por 2 a 0, garantindo o primeiro lugar do grupo graças à derrota do Botafogo para o Atlético (mesmo assim, os brasileiros avançaram às oitavas). Na fase final, o PSG voltou a exibir o futebol primoroso da trajetória europeia e não tomou conhecimento dos rivais.

Nas oitavas, goleou o Inter Miami-EUA, de Messi e Suárez, por 4 a 0, placar construído apenas no primeiro tempo. Nas quartas, duelo titânico contra o Bayern München-ALE, que vinha de vitória por 4 a 2 sobre o Flamengo-BRA. O jogo foi equilibrado na primeira etapa e o time alemão impôs bastante dificuldade ao time de Luis Enrique, que só conseguiu encaixar seu jogo no segundo tempo, quando passou a pressionar ainda mais a saída de bola bávara e o goleiro-líbero Neuer, que se atrapalhou em alguns lances e quase complicou o Bayern. 

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Foto: FIFA / via Getty Images
 

De tanto pressionar, o PSG conseguiu abrir o placar com Doué e, na reta final, mesmo com dois jogadores expulsos – Pacho e Lucas Hernández – conseguiu marcar mais um gol em contra-ataque mortal após jogadaça de Hakimi, que deixou três marcadores para trás antes de tocar para Dembélé fazer o 2 a 0. Nas semifinais, os franceses tiveram pela frente o Real Madrid-ESP, que vinha em franca ascensão no torneio. Só que o PSG mais uma vez não se importou com o peso do rival e uma camisa nove vezes campeã mundial.

O primeiro gol aconteceu logo aos 6’, quando Asencio cochilou e Fabián Ruiz abriu o placar. Três minutos depois, outro erro fatal e gol de Dembélé. Mais alguns minutos e o terceiro gol foi uma obra-prima de futebol, que parecia contra-ataque, mas na verdade era um ataque arquitetado e construído lá de trás, uma armadilha na qual o Real caiu como se fosse um time amador. O placar de 3 a 0 era um assombro. Em apenas 24 minutos. “Um time de homens contra um time de meninos”, diria alguém lá em 2014. No finalzinho, quase saiu o quarto, mas Courtois evitou. 

Na segunda etapa, o PSG só precisou administrar sua vantagem diante de um Real impotente. Acontece que aquele placar não condizia com a realidade. Era pouco. E, já perto do final, Gonçalo Ramos fez o quarto gol e deu um pouco mais de embasamento à realidade: PSG 4×0 Real Madrid. A vaga na final estava garantida. E o favoritismo francês aumentou ainda mais. Só faltava um desafio para aquele time ser campeão do mundo: vencer o Chelsea-ING, sempre copeiro, sempre perigoso.

Joao Pedro vs PSG

Só que os parisienses não viram a cor da bola no MetLife Stadium e levaram três gols apenas no primeiro tempo, dois de Cole Palmer e um de João Pedro. Na etapa final, o PSG não mudou a postura e viu o Chelsea administrar o placar de 3 a 0, que sacramentou o título mundial dos ingleses. Foi um banho de bola, uma atuação magistral da equipe de Stamford Bridge e um jogo decepcionante dos comandados de Luis Enrique, que entraram sem a vontade dos outros jogos. 

É assim que funciona o futebol. Não dá para explicar tudo. Vamos precisar assistir a partida de novo para analisar o que aconteceu. Mas acredito que eles começaram o jogo muito bem, com muita pressão. Tivemos boas oportunidades de marcar, mas não aconteceu. Mereceram a vitória, fizeram um jogo excelente. Acho que foi difícil para nós no início. Eles tinham muita energia. É algo que não depende só da preparação física, mas também dos elementos que você pode aproveitar ao longo do jogo. Eles souberam fazer melhor isso. É normal a derrota, não há problema. As pessoas sempre aproveitam esses momentos para nos criticar, o que também não é um problema. Precisamos aproveitar esse momento de descanso, que será muito curto, mas importante”, disse o técnico Luis Enrique após a derrota.

O capitão Marquinhos também falou sobre a derrota. “O Chelsea venceu a batalha física, principalmente no primeiro tempo. Eles venceram muitos duelos, e nós estivemos um pouco abaixo do nosso melhor, então foi difícil para nós. Eles foram muito eficientes, e isso muda tudo. Vimos isso na final da Liga dos Campeões, e também contra Bayern e Real Madrid: quando você é eficiente, muda tudo. Tivemos oportunidades, mas não fomos eficientes no primeiro tempo, e isso compensou no resultado”.

O Sêxtuplo

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PSG levantou a Supercopa da UEFA pela primeira vez em 2025.
 

O vice-campeonato mundial não deixou terra arrasada em Paris. Em agosto, a equipe derrotou o Tottenham Hotspur-ING nos pênaltis por 4 a 3 (após empate em 2 a 2 no tempo normal) e venceu sua primeira Supercopa da UEFA, tornando-se o primeiro clube francês a vencer a competição. Tempo depois, em dezembro, veio a Copa Intercontinental da FIFA após empate em 1 a 1 contra o Flamengo-BRA e vitória nos pênaltis por 2 a 1 – com show do goleiro Safonov, que defendeu impressionantes QUATRO cobranças do time brasileiro (!). O triunfo fez do PSG o primeiro clube francês a vencer a competição na história. De quebra, o time da Cidade-Luz entrou para o seleto grupo dos vencedores do Sêxtuplo!

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Para manter a hegemonia

O elenco do PSG não sofreu nenhuma mudança para o decorrer da temporada 2025-2026. Luis Enrique conseguiu manter todos os seus principais atletas e só quis uma mudança: no gol. Ele não queria mais Donnarumma e contratou Lucas Chevalier, ex-Lille, por 40 milhões de euros. “Donnarumma está fora do elenco porque é uma decisão minha. Sou 100% responsável. Quero um goleiro diferente e tomei essa decisão. Gianluigi é um dos melhores goleiros do mundo”, resumiu Luis Enrique à Sky Sport. O problema é que Chevalier se mostrou bem abaixo do italiano e acabou perdendo a vaga nos principais jogos da temporada para o russo Safonov, que já estava no elenco e brilhou na já citada Copa Intercontinental. 

Apesar desse imbróglio no gol, o PSG seguiu candidato ao título em todas as competições que tinha pela frente. No Campeonato Francês, a equipe começou vencendo os quatro primeiros jogos até perder o clássico diante do Olympique por 1 a 0, fora de casa. Depois, foram mais oito jogos sem perder e liderança consolidada até a derrota por 1 a 0 para o Monaco derrubar os parisienses para a vice-liderança na 14ª rodada. O topo só foi retomado na rodada 19, após triunfo por 1 a 0 sobre o Auxerre. Na rodada 21, os comandados de Luis Enrique se vingaram do Olympique e golearam por 5 a 0, resultado que consolidou a liderança parisiense. A vitória veio pouco mais de um mês depois do título da Supercopa da França sobre o mesmo Olympique, nos pênaltis, após empate em 2 a 2 no tempo regulamentar.

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Dembélé celebra com Kvaratskhelia: PSG pentacampeão consecutivo da Ligue 1. Foto: Xavier Laine / Getty Images
 

Entre fevereiro e março, o PSG oscilou bastante no campeonato nacional, mas conseguiu manter o primeiro lugar e garantiu o título na penúltima rodada, em confronto direto contra o Lens, fora de casa. Com gols de Kvaratskhelia, aos 29’, e Mbaye, aos 90’+3’, o PSG venceu por 2 a 0 e garantiu o pentacampeonato consecutivo da Ligue 1. A equipe até perdeu o último jogo para o vizinho Paris FC, mas o revés nem fez diferença. Em 34 jogos, foram 24 vitórias, quatro empates, seis derrotas, 74 gols marcados (melhor ataque), 29 gols sofridos (melhor defesa) e 76 pontos (seis a mais do que o Lens). 

Seguindo o lema de ter um time com foco no coletivo, o PSG não teve nenhum jogador com o status de artilheiro, mas vários atletas goleadores. Para se ter uma ideia, quem mais marcou gols no campeonato foi Barcola, com 11 tentos. Dembélé anotou 10, Kvaratskhelia fez 8, Doué anotou 7 e Gonçalo Ramos marcou 6 gols. Outros 12 jogadores também marcaram gols. O único tropeço doméstico foi na Copa da França, quando os Rouge-et-Bleu foram eliminados pelo vizinho Paris FC na segunda fase. Sem rivais em casa, o PSG tratou de expandir seu domínio para o continente. E lutar pelo raro bicampeonato da Liga dos Campeões.

Do susto aos passeios

A caminhada do campeão europeu na UCL começou bem: três vitórias nos primeiros três jogos da Fase de Liga: 4 a 0 na Atalanta-ITA (em casa), 2 a 1 no Barcelona-ESP, fora de casa e de virada, e um pirotécnico 7 a 2 no Bayer Leverkusen-ALE em plena Bay Arena, com gols de Pacho, Doué (2), Kvaratskhelia, Nuno Mendes, Dembélé e Vitinha. Aquele início avassalador parece ter entorpecido os franceses, que começaram a tropeçar e viram a vaga na etapa seguinte em perigo.

Primeiro, perderam em casa para o Bayern München-ALE por 2 a 1, mesmo os alemães com um jogador a menos durante todo o segundo tempo. Depois, apesar do triunfo por 5 a 3 sobre o Tottenham-ING, em casa, com show de Vitinha (autor de três gols), os franceses não conseguiram vencer nenhum dos três jogos seguintes: empataram fora de casa com o Athletic Bilbao-ESP em 0 a 0; perderam para o Sporting-POR por 2 a 1 em Portugal e empataram em 1 a 1 com o Newcastle United-ING em casa. Com 14 pontos, a equipe francesa acabou de fora da zona de classificação direta às oitavas de final e teve que disputar mais uma vez os playoffs, assim como na temporada de 2024-2025. 

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Marquinhos disputa a bola com Kane, do Bayern: PSG perdeu duelo para os Bávaros na Fase de Liga da UCL 2025-2026.
 

O adversário do PSG foi o Monaco, justamente a pedra na chuteira da equipe naquela temporada da Ligue 1 e responsável por vencer os parisienses nos dois turnos do campeonato. E parecia que a farra dos monegascos iria continuar no duelo de ida, no Principado, quando Balogun fez 2 a 0 nos primeiros 18 minutos de jogo. Só que o PSG colocou a bola no chão, encaixou seu jogo e conseguiu empatar ainda na etapa inicial, com gols de Doué, aos 29′, e Hakimi, aos 41′. 

No segundo tempo, Doué, aos 67′, fez o gol da virada e o placar de 3 a 2 deixou os parisienses com a vantagem do empate para a volta, no Parque dos Príncipes, onde Akliouche até abriu o placar para o Monaco, no final do primeiro tempo, mas Marquinhos e Kvaratskhelia viraram na segunda etapa. Os monegascos empataram nos acréscimos e o 2 a 2 classificou o PSG para as oitavas de final, na qual eles teriam pela frente o clube que tirou a única taça que escapou de 2025: o Chelsea.

Os verdadeiros melhores do mundo!

O duelo das oitavas de final colocou frente a frente o campeão da Copa Intercontinental (PSG) contra o campeão da Copa do Mundo de Clubes (Chelsea). Era consenso geral de que o PSG, de fato, era o melhor time do mundo, mesmo com o peso do título do Chelsea ser maior. E os comandados de Luis Enrique, com o orgulho à prova, provaram em campo que a intensidade da temporada passada havia pesado demais na quente decisão da Copa. No primeiro jogo, em casa, o PSG abriu o placar logo aos 10′, com Barcola. Malo Gusto empatou, aos 28′, mas Dembélé, aos 40′, deixou o PSG na frente. No segundo tempo, Enzo Fernández empatou, até Vitinha, aos 74′, deixar o PSG em vantagem. Só que o 3 a 2 não era bom negócio para a volta. E Kvaratskhelia tratou de aumentar a vantagem com um gol aos 86′ e outro aos 90’+ 4′: 5 a 2. 

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Dembélé celebra um dos gols na goleada sobre o Chelsea em Paris. Foto: JULIEN DE ROSA / AFP
 

Em Stamford Bridge, a soberania parisiense foi gritante desde o início do jogo. Aos 6′, Kvaratskhelia fez 1 a 0. Aos 15′, Barcola ampliou. E, no segundo tempo, Mayulu fechou o show dos verdadeiros melhores do mundo: 3 a 0, sendo 8 a 2 no agregado! Um treino de luxo dos comandados de Luis Enrique! E outra partidaça de Kvaratskhelia, vivendo fase esplendorosa.

“Era importante que marcássemos o primeiro gol rapidamente. Depois disso, simplesmente jogamos o nosso jogo. Teria sido difícil se tivéssemos sofrido o primeiro gol, porque talvez o nosso jogo tivesse mudado”, comentou Kvara, no pós-jogo, ao site da UEFA.

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Foto: Reuters
 

Nas quartas de final, o PSG teve pela frente outro velho conhecido: o Liverpool-ING, um dos rivais mais complicados na caminhada europeia da temporada anterior. Só que, dessa vez, os parisienses não tiveram grandes problemas. Na ida, em casa, Doué e Kvaratskhelia fizeram os gols do 2 a 0 que deram boa vantagem para a volta, em Anfield Road. Jogando com a vantagem do empate e até podendo perder por um gol, os franceses apostaram nos contra-ataques e conseguiram neutralizar as principais jogadas dos ingleses. Muito organizados, os comandados de Luis Enrique liquidaram a partida no segundo tempo: Dembélé, aos 72’, abriu o placar. E, nos acréscimos, fez o segundo. O 4 a 0 no agregado colocou os franceses na semifinal.

“Foi difícil, mas conseguimos superar a pressão deles duas vezes e marcamos dois gols. Para vencer esse tipo de partida, é preciso defender com muita intensidade. Mostramos a todos que estamos prontos para jogar com a bola, mas, quando não a temos, também sabemos jogar sem ela. Na temporada passada, todos pensavam que não conseguiríamos ganhar a Liga dos Campeões porque éramos muito jovens. Agora todos sabem que somos os campeões, mas precisamos evoluir. Esse é o nosso objetivo”, comentou Luis Enrique sobre seu time no pós-jogo.

Só faltava um desafio para os parisienses. E ele seria enorme: o Bayern, embalado após eliminar o Real Madrid em um jogo histórico e adversário que havia derrotado o PSG na Fase de Liga.

A final antecipada que entrou para a história

Dois esquadrões poderosos e goleadores – ambos começaram as semis com 38 gols cada nessa UCL! -, Bayern e PSG fizeram a tão aguardada “final antecipada” da competição europeia de 2025-2026. O PSG precisava superar o desempenho ruim que vinha tendo contra o Bayern na UCL, afinal, os franceses haviam perdido os últimos cinco jogos para os bávaros e só venceram na Copa do Mundo de Clubes de 2025.

Luis Enrique certamente aprendeu com os erros do revés lá da Fase de Liga e sabia que qualquer vacilo diante do trio Luis Díaz, Kane e Olise seria fatal. Já o Bayern buscava continuar no embalo após o título da Bundesliga e de ter eliminado o Real Madrid no épico 4 a 3 da Allianz Arena para brigar pelo hepta e se igualar ao Milan em número de títulos europeus. 

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E o primeiro jogo, no Parque dos Príncipes, foi simplesmente uma ode ao futebol. Uma homenagem. Dois times que buscaram o gol do início ao fim, sem morosidade, sem lero lero, sem reclamações, sem polêmicas. Duas equipes concentradas em praticar o futebol pleno. Jogadores entorpecidos pelo gol. E que fizeram de Paris, a cultuada Cidade-Luz, a Cidade-Gol em 28 de abril de 2026. Em 13 chutes no gol, saíram 9 gols. O PSG chutou cinco vezes no gol e acertou todas (!). O Bayern chutou oito, acertou metade. No primeiro tempo, os alemães abriram o placar, mas o PSG virou. Lá foi o Bayern empatar, mas o PSG tomou a frente novamente: 3 a 2. 

No segundo tempo, em apenas dois minutos, Kvaratskhelia e Doué ampliaram para 5 a 2 a vantagem parisiense em gols de puro delírio. Só que o Bayern também tinha artilharia pesada e descontou sete minutos depois, com Upamecano. Três minutos depois, Harry Kane deu um passe espetacular por cobertura para Luis Díaz, que ajeitou bonito e fez um golaço: 5 a 4. O VAR quis atrapalhar aquela obra de arte, mas viu que foi tão perfeito que centímetros deram ao atacante colombiano a condição de marcar. 

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O PSG 5×4 Bayern: times ofensivos e futebol em estado puro.
 

O jogo seguiu com tudo e prosa, com direito a bola na trave do PSG. A única coisa ruim aconteceu nos acréscimos, quando o árbitro apitou o final do jogo… PSG 5×4 Bayern. Sem dúvidas, a maior partida da história do duelo. Nos outros 90 minutos em Munique, o PSG abriu o placar logo no começo do jogo, com Dembélé, e viu o Bayern muito nervoso e sem contar com o brilho de suas estrelas, muito apagadas, além de Safonov realizar grandes defesas. Harry Kane ainda empatou nos acréscimos da segunda etapa, mas era tarde. O placar de 1 a 1 colocou o PSG em mais uma final europeia. 

Era hora de tentar o bicampeonato. De entrar para a história com um raro bi consecutivo, algo restrito a este século apenas ao Real Madrid (campeão em 2016, 2017 e ainda em 2018) e o mais recente antes dos merengues apenas o Milan de Sacchi, em 1989 e 1990. 

Les Immortels

A final da Liga dos Campeões da UEFA de 2025-2026 foi disputada na bela Puskás Arena, na estonteante Budapeste (HUN). O PSG teve pela frente o Arsenal-ING, campeão inglês depois de 22 anos de jejum e que voltava a uma final de UCL depois de exatos 20 anos, quando foi derrotado pelo Barcelona-ESP de Ronaldinho e companhia no Stade de France (FRA). Assim como em 2006, os Gunners estavam invictos na competição e apostavam na solidez defensiva e na bola áerea, suas armas ao longo da temporada, para tentar a tão sonhada glória continental.

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Os bicampeões. Em pé: Pacho, Fabián Ruiz, Marquinhos, Nuno Mendes e Safonov. Agachados: Doué, Hakimi, João Neves, Vitinha, Kvaratskhelia e Dembélé. Mesmos 10 jogadores de linha da final de 2025.
 

O PSG alinhava seu time-base clássico, com os mesmos 10 jogadores de linha da final de 2025, com a única mudança no gol: Safonov no lugar de Donnarumma. Era algo raríssimo, mas que tinha semelhanças com outro bicampeão histórico: o Real Madrid de 2017 e 2018 (que na verdade foi tricampeão), que alinhou os mesmos 10 jogadores de linha em ambas as finais, além do goleiro (Keylor Navas). Vale destacar ainda o Milan de Sacchi, que alinhou 10 jogadores idênticos nas finais de 1989 e 1990 – a exceção foi Evani (1990) no lugar de Donadoni (1989). O goleiro (Galli) foi o mesmo nas duas finais.

O torcedor conhecia aquele time de cor. Sabia do que era capaz. Tinha na memória os shows protagonizados ao longo de duas temporadas incríveis. Acima de todos, os 5 a 0 na Inter que deu a primeira Velhinha Orelhuda aos parisienses. Mas, quando a bola rolou naquela final de 2026, o roteiro seria bem diferente. Se em 2025 o jogo foi dominado do início ao fim pelo PSG e os gols saíram com uma naturalidade assustadora e eficiente, em 2026 o time de Luis Enrique teve que ser paciente, persistente e sangue frio. Logo aos 6’, Havertz recebeu na ponta-esquerda e mandou um petardo indefensável que abriu o placar para os Gunners.

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Vitinha em ação durante a final. Foto: Acervo / UEFA / via Getty Images
 

O time de Arteta passou a fechar os espaços e obrigou o PSG a tentar invadir a área inglesa por meio de bolas longas e muita troca de passes. Com mais de 70% de posse de bola, a equipe de Luis Enrique dominava o jogo, mas parava na retranca inglesa. Permanecer daquela maneira por 90 minutos era arriscado para o time de Londres. E um desafio que Luis Enrique iria encarar. Depois de passar em branco o primeiro tempo, o PSG conseguiu destravar aquele ferrolho aos 65’, quando Kvaratskhelia foi derrubado dentro da área por Mosquera. Pênalti. Na cobrança, Dembélé bateu e empatou o jogo: 1 a 1.

Enfim, a partida voltou a ter o Arsenal atacando, ainda que não tanto quanto o PSG, que teve as melhores chances: com Kvaratskhelia, que acertou a trave em bola desviada; Vitinha, que chutou colocado e viu a bola passar caprichosamente por cima do travessão, e, nos acréscimos, com Barcola, que invadiu a área pela esquerda, livre, demorou demais para chutar e mandou a bola para fora. O duelo foi para a prorrogação e o cansaço acabou ditando os minutos finais, sem grandes oportunidades. Com isso, a final foi para os pênaltis, a primeira desde 2016.

Gonçalo Ramos e Doué converteram as primeiras cobranças do PSG, enquanto Gyökeres fez o primeiro do Arsenal e Eze chutou para fora o seu chute. Na terceira cobrança francesa, Nuno Mendes viu Raya espalmar. No terceiro chute inglês, Rice converteu e empatou em 2 a 2. O PSG fez o terceiro gol, com Hakimi, e Martinelli empatou para o Arsenal. Na última cobrança, o zagueiro Beraldo fez 4 a 3 e deixou a decisão para outro brasileiro, o zagueiro Gabriel Magalhães. Se ele fizesse, teríamos as cobranças alternadas. Se errasse, o bi era do PSG. Magalhães, que fez uma temporada magistral, foi para a bola e isolou: PSG 4×3 Arsenal.

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A história estava escrita. A Europa ganhava um novo bicampeão. Autêntico. Seguido. Incontestável. Que já havia reforçado sua condição nos jogos da semifinal. O melhor e mais bem treinado time venceu. O segundo a conseguir um bicampeonato na era moderna da UCL. E apenas o 10º esquadrão a vencer o torneio duas vezes seguidas na história. Em 17 jogos, foram 10 vitórias, cinco empates, duas derrotas, 45 gols marcados e 23 gols sofridos. Kvaratskhelia foi o artilheiro do time na competição com 10 gols, seguido de Dembélé, com 8. 

“Nós merecíamos. Talvez hoje ambas as equipes merecessem vencer, mas pela forma como jogamos durante toda a temporada, merecíamos ganhar a Liga dos Campeões. Estamos muito felizes e tentando estar lá (na final) no ano que vem – por que não? A partida começou da melhor maneira para eles. Depois disso, eles sabem se defender. Foi muito difícil. Estamos acostumados a atacar dessa forma, com muitos jogadores atrás da linha da bola, mas contra eles, eles são fisicamente fortes, muito resistentes”, disse Luis Enrique após a conquista. O espanhol entrou para o seleto clube de técnicos com três troféus após o bi, ao lado do espanhol Pep Guardiola, do francês Zinédine Zidane e do inglês Bob Paisley.

Os raros campeões consecutivos na história da Liga dos Campeões. Foto: Divulgação / UEFA
 

Quem também comentou sobre o bi foi o atacante Doué. “Estamos muito, muito orgulhosos esta noite. Muito felizes, muito gratos, também porque foi um jogo difícil contra uma equipe muito boa. Temos que parabenizá-los porque fizeram uma ótima temporada. Mas agora só temos que aproveitar como equipe, como uma família, porque merecemos”. De fato, poucas finais foram tão merecidas como a de 2026. O melhor time venceu. Após o fim da temporada, o PSG acumulou 56 jogos, com 35 vitórias, 12 empates, apenas 9 derrotas, 128 gols marcados e 58 gols sofridos, aproveitamento de 62,5%. Foram 5 títulos conquistados no calendário oficial de 2025-2026: 

  • Supercopa da UEFA;
  • Copa Intercontinental da FIFA;
  • Supercopa da França;
  • Campeonato Francês;
  • Liga dos Campeões da UEFA

O único que escapou foi a Copa da França.

Para sempre na história

O PSG de Luis Enrique tem tudo para seguir escrevendo laureados capítulos na história do clube, principalmente por ter um elenco jovem, talentoso e que deve permanecer em Paris. Com um trabalho louvável, o técnico espanhol construiu um time cujo compromisso principal é o coletivo, a gana pela bola, a marcação no campo do adversário, a arte de engatilhar contra-ataques devastadores e de sair bem com a bola do campo de defesa. Uma equipe que colocou o Paris Saint-Germain no topo da Europa e do mundo. Um esquadrão imortal.

psg bicampeao
Divulgação / PSG
 

Os personagens:

Donnarumma: após brilhar pelo Milan e em especial pela seleção da Itália campeã da Eurocopa de 2020, o goleirão chegou ao PSG em 2021, mas só foi assumir a titularidade de maneia mais regular na temporada 2022-2023. Após alternar grandes jogos com outros bem abaixo, o italiano viveu sua melhor fase pelo PSG na época 2024-2025, quando foi um dos destaques nas campanhas dos títulos nacionais e da UCL, esta com brilho do camisa 1 nas oitavas de final diante do Liverpool. Foram 47 jogos disputados. Acabou deixando o clube ao fim da temporada por atritos com o técnico Luis Enrique, que pediu à diretoria um novo goleiro para a época 2025-2026.

Safonov: herói da conquista da Copa Intercontinental ao defender quatro cobranças de pênaltis na decisão contra o Flamengo, o russo ganhou a vaga de Chevalier (que não demonstrou muita confiança em alguns jogos após a saída de Donnarumma) e saiu fortalecido do Catar para o restante da temporada 2025-2026. O russo atuou nos principais jogos do PSG, incluindo 11 na UCL.

Chevalier: seria o goleiro titular, mas não começou bem a temporada e perdeu espaço para Safonov ao longo da temporada. Jogou mais na Ligue 1 (17 partidas) e frequentou o banco nos jogos mais importantes.

Hakimi: considerado o melhor lateral-direito do mundo na atualidade, o marroquino vem brilhando com a camisa do PSG desde 2021, após um breve período na Internazionale. Depois de explodir de vez na Copa do Mundo de 2022, quando ajudou Marrocos a alcançar a semifinal, Hakimi virou peça-chave no esquema tático de Luis Enrique e um artífice nas jogadas ofensivas e também na marcação, graças ao seu fôlego privilegiado e excelente preparo físico. Disputou 55 jogos na temporada 2024-2025, marcou 11 gols e deu 16 assistências. Após sofrer uma séria lesão, perdeu alguns jogos na temporada 2025-2026, mas teve tempo de retornar na reta final e ajudou o time com sólidas atuações na Liga dos Campeões e no Campeonato Francês. Disputou 32 jogos, marcou três gols e deu nove assistências.

Marquinhos: o brasileiro é uma lenda do PSG e comprovou isso durante a temporada do Treble e do bicampeonato da UCL. Com atuações muito consistentes, espírito de liderança e uma importante voz em campo, Marquinhos fez uma memorável dupla de zaga ao lado do equatoriano Pacho e ajudou o PSG a alcançar glórias inesquecíveis. Foram 48 jogos e três gols na época 2024-2025 e 32 jogos e dois gols na época 2025-2026, que aumentaram a idolatria do jogador em Paris. Marquinhos é o jogador com mais jogos na história do PSG (mais de 500 jogos) e também o recordista em troféus (39 títulos).

Pacho: ótimo na saída de bola, no jogo aéreo e na marcação, o zagueiro foi uma contratação certeira do PSG para a temporada de ouro e foi titular absoluto do esquema tático de Luis Enrique. Com 57 jogos, Pacho foi um dos recordistas em aparições na temporada 2024-2025. Fez muita falta na final do Mundial contra o Chelsea, pois ele seria um oponente bem mais complicado para Cole Palmer e João Pedro naquele jogo. Na época 2025-2026, foram 44 jogos, dois gols e uma assistência.

Beraldo: o brasileiro chegou em 2024 ao PSG, após grandes momentos pelo São Paulo campeão da Copa do Brasil de 2023. Titular em alguns jogos em sua temporada de estreia, acabou perdendo espaço com a chegada de Pacho e oscilou bastante, fazendo bons jogos e outros nem tanto. Demonstrou frieza na decisão da UCL de 2025-2026 ao bater o pênalti derradeiro que garantiu o bicampeonato continental dos parisienses.

Nuno Mendes: se Hakimi é tido como o melhor lateral-direito do mundo, do lado esquerdo o mesmo vale para o português Nuno Mendes, simplesmente colossal nas temporadas recheadas de títulos do PSG. Rápido, habilidoso, dono de passes precisos e muito forte nas investidas ao ataque e no mano a mano, deu muita qualidade ao time quando passou a jogar como titular e não saiu mais, deixando o francês e campeão do mundo Lucas Hernández no banco. Foram 53 jogos, seis gols e seis assistências na temporada 2024-2025 e 41 jogos, seis gols e sete assistências na temporada 2025-2026. Seu único momento ruim foi a final da Copa do Mundo de Clubes, quando deu muitos espaços e perdeu os combates para Malo Gusto e Cole Palmer.

Lucas Hernández: após várias temporadas no Bayern, o francês chegou ao PSG em 2023, mas já em maio de 2024 acabou sofrendo uma grave lesão que o tirou de ação por alguns meses. Quando voltou, perdeu lugar para o português Nuno Mendes e virou reserva, entrando em algumas partidas. Disputou 29 jogos na temporada 2024-2025 e 36 jogos na época 2025-2026.

João Neves: com apenas 20 anos, o português chegou em 2024 para assumir a titularidade no meio de campo do PSG com muita autoridade e excelente futebol. Perito na troca de passes, no desarme e em assistências, João Neves brilhou ao lado do compatriota Vitinha e demonstrou resistência, bravura e grande capacidade de manter a posse de bola em espaços apertados quando sob pressão. Foram 59 jogos, 7 gols e 10 assistências na época 2024-2025 e 38 jogos, sete gols e quatro assistências na temporada 2025-2026.

Zaïre-Emery: o meio-campista francês é cria das bases do PSG e estreou na equipe profissional em 2022, quando quebrou o recorde de jogador mais jovem do clube a debutar pelo time principal, com apenas 16 anos e 4 meses. Mesmo sem ser titular, foi um suplente utilizado constantemente pelo técnico Luis Enrique para dar mais fôlego no decorrer das partidas de 2024-2025, quando disputou 55 jogos, marcou três gols e deu duas assistências. Na época 2025-2026, ganhou mais oportunidades como titular e foi um dos gigantes do time nas caminhadas vencedoras da Ligue 1 e da Liga dos Campeões, demonstrando muita personalidade e excelente futebol, principalmente nos duelos épicos contra o Bayern. Ele foi o jogador que mais atuou na temporada ao disputar 54 partidas, com três gols e cinco assistências.

Vitinha: se no Barcelona Luis Enrique tinha Iniesta, no PSG foi Vitinha o grande expoente do meio de campo criativo e fabuloso que o técnico construiu. Com um controle de bola estupendo, leitura de jogo plena, enorme capacidade de trocar passes rápidos e sob pressão, Vitinha foi a grande figura do jogo bonito do PSG. O português disputou 59 jogos, marcou 8 gols e deu 5 assistências na época 2024-2025, além de ter sido escolhido para o All-Star Team da Liga dos Campeões, da Copa do Mundo de Clubes e ter ganhado a Bola de Prata da Copa de Clubes. Seguiu tinindo na época 2025-2026 e disputou 50 jogos, com sete gols e 10 assistências. Sem dúvida o melhor meio-campista do futebol mundial nesses últimos anos.

Fabián Ruiz: um dos mais talentosos meio-campistas do futebol há alguns anos e craque da Espanha campeã da Eurocopa de 2024, o espanhol também desempenhou no PSG o futebol primoroso que joga com a camisa da Fúria. Além de ajudar na construção de jogadas, Ruiz se especializou em aparecer como elemento surpresa no ataque e a dar assistências perfeitas aos companheiros naquela temporada fantástica de 2024-2025. O meio-campista disputou 61 jogos, marcou 8 gols e deu 11 assistências. Sofreu uma lesão na época 2025-2026 e acabou de fora de muitos jogos. Ainda sim, disputou 34 partidas, marcou dois gols e deu cinco assistências.

Mayulu: mais um garoto lançado no time principal por Luis Enrique, o meio-campista podia jogar tanto mais recuado, ajudando na marcação, quanto mais à frente, como meia-ofensivo. E foi assim que ele fechou a goleada de 5 a 0 na final da UCL contra a Internazionale. Em 38 jogos, Mayulu marcou 6 gols e deu 3 assistências na época 2024-2025. Na época 2025-2026, disputou 41 jogos, marcou seis gols e deu cinco assistências.

Doué: com 16 gols e 16 assistências em 61 jogos na temporada 2024-2025, o atacante de 20 anos foi uma das grandes estrelas ofensivas do PSG e principal nome da final da Liga dos Campeões da UEFA, na qual participou de três dos cinco gols do time parisiense. Ele ganhou o prêmio de Melhor Jogador Jovem da UCL, Melhor Jogador Jovem da Ligue 1, foi eleito para o time do ano da UCL e ganhou o prêmio de Melhor Jogador Jovem da Copa do Mundo de Clubes. Rápido, muito habilidoso e driblador, o francês já havia brilhado pela seleção olímpica da França em 2024 e rechaçou sua qualidade naquela temporada de ouro do PSG. Na temporada 2025-2026, aperfeiçoou alguns fundamentos e jogou mais para o time. Com isso, anotou 13 gols (5 deles na campanha do bi da UCL) e deu 11 assistências em 41 jogos.

Barcola: vice-artilheiro do PSG na temporada 2024-2025 com 21 gols em 64 jogos, além de contribuir com 21 assistências, o atacante foi um dos principais nomes ofensivos do time, mesmo sem ser titular absoluto na reta final da trajetória parisiense. Rápido, habilidoso e ótimo em abrir espaços nas zagas rivais, Barcola viveu sua melhor temporada no PSG desde que chegou ao clube, em 2023. Seguiu como um dos destaques de 2025-2026 e anotou 13 gols em 49 jogos, além de contribuir com sete assistências.

Dembélé: no PSG desde 2023, o craque viveu a melhor temporada da carreira no clube francês em 2024-2025 com um faro artilheiro implacável e que apagou de vez seu passado apenas mediano e problemático no Barcelona. Foram 35 gols e 16 assistências em 53 jogos, números impressionantes que condicionaram o atacante ao título do Ballon d’Or. Dembélé jogou como ponta em qualquer um dos lados e ainda centralizado, devido à sua capacidade de usar os dois pés e de utilizar sua habilidade, velocidade e agilidade para passar pelos adversários ou vencer os defensores em situações de um contra um. O francês foi o melhor jogador da UCL, da Ligue 1 e artilheiro da Ligue 1 (21 gols). Na temporada seguinte, seguiu em alta, decisivo e goleador: foram 20 gols (artilheiro do time na temporada) e 11 assistências em 40 jogos, sendo 8 gols na campanha da UCL.

Lee Kang-in: com 7 gols e 6 assistências na época 2024-2025 e quatro gols e cinco assistências na época 2025-2026, o sul-coreano foi um suplente bastante utilizado por Luis Enrique ao longo das temporadas para jogar como meia ou ponta, ajudando na renovação do fôlego do time, principalmente nos jogos mais complicados da época.

Kvaratskhelia: depois de brilhar no Napoli campeão da Itália em 2022-2023, Kvaratskhelia chegou ao PSG em janeiro de 2025 como primeiro jogador georgiano da história do clube. E, rapidamente, o ponta-esquerda encontrou seu espaço no time de Luis Enrique graças ao futebol incisivo, técnico, brigador e de alternativas que sempre desempenhou. Foram 8 gols e 8 assistências em 32 jogos pelos parisienses, incluindo um na final da UCL. Na Copa do Mundo, sentiu bastante o cansaço físico e não rendeu como nos outros jogos da temporada. Na temporada 2025-2026 subiu ainda mais de nível e foi sem dúvida um dos mais importantes jogadores das caminhadas dos títulos da Ligue 1 e principalmente da Liga dos Campeões, na qual foi o artilheiro da equipe com 10 gols. Em 48 jogos, Kvara marcou 19 gols e deu 11 assistências.

Gonçalo Ramos: o português foi o terceiro maior artilheiro do PSG na temporada 2024-2025 com 19 gols em 46 jogos, além de dar 6 assistências para gols. Destaque de Portugal na Copa do Mundo de 2022, o atacante chegou ao Paris em 2023 e cresceu bastante de produção sob o comando de Luis Enrique, atuando como centroavante ou segundo atacante. Na temporada seguinte, manteve o faro artilheiro e marcou 12 gols em 45 jogos. 

Luis Enrique (Técnico): a temporada 2023-2024 do PSG sob o comando de Luis Enrique terminou de maneira amarga, com a eliminação nas semifinais da UCL. Ficou o gosto de que aquele time, ainda com Mbappé, poderia ter ido mais longe. Mas o técnico soube reconstruir o time sem o badalado atacante francês e montou um esquadrão ainda melhor e histórico, que perdeu apenas 9 dos 65 jogos que disputou e venceu quatro troféus, além do vice-campeonato da Copa do Mundo de Clubes.
Luis Enrique criou um time coletivo, que nunca dependeu apenas de um só jogador, e derrubou titãs para alcançar as mais diversas glórias, a principal delas a Liga dos Campeões, com um show na final e jamais visto anteriormente.

A derrota na final do Mundial foi dolorida e evitou a “temporada perfeita”, mas a época 2024-2025 já é de longe a melhor do PSG em todos os tempos e uma das mais notáveis de Luis Enrique no futebol, além de ter feito dele o segundo técnico a levantar dois Trebles por dois clubes diferentes na carreira – Barça 2014-2015 e PSG 2024-2025 -, repetindo o feito de Guardiola, campeão pelo Barça 2008-2009 e pelo City 2022-2023. Em 65 jogos, o PSG de Luis Enrique venceu 48, empatou 8, perdeu 9, marcou 168 gols e sofreu 59, aproveitamento de 73,8%. Na temporada seguinte, manteve o mesmo time, melhorou alguns pontos e venceu quase tudo novamente, perdendo apenas a Copa da França. O bicampeonato europeu só reforçou o talento excepcional do treinador e o colocou no rol dos mais lendários e importantes técnicos da Europa em todos os tempos. Simplesmente imortal.

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4 COMENTÁRIOS

  1. E eu disse no outro comentário que vinha mais imortais e acertei vão preparando mais linhas aí por que a máquina de Paris não para nunca.gols e títulos em escala industrial.

  2. Depois da final da Champions, esse texto precisa ser atualizado

    O PSG mostrou que não é time de sucesso de uma temporada só, conquistou um bicampeonato europeu com autoridade e pode construir uma dinastia como times históricos (Real de Zidane/CR7, Milan dos Holandeses, Liverpool dos anos 70/80, Ajax de Cruyff, Bayern de Becknbauer) e o irônico é que depois de se desfazer dos galáticos e montar um time com força coletiva.

    E o Arsenal também merece um texto, que apesar de perder novamente a final da UCL após 20 anos, é um time que saiu da fila e fez uma campanha de respeito na Europa.

  3. Acompanho futebol europeu pra valer mesmo desde 91 e poucas vezes eu me emocionei tanto com um time igual esse Paris da última temporada pois quanto jogador bom,gols bonitos,futebol bem jogado e goleadas e mais goleadas contra times historicamente arrogantes como real e inter ha ha como foi bom e queremos mais que comece a próxima temporada logo.

  4. A direção do Paris fez o que eu digo ha trinta anos:montar um time não uma galáxia pois eu prefiro onze jogadores nota sete do que um time inteiro nota nove lembram do brasil de 2006?pois bem time homogêneo com peças importantes e o melhor jogadores com regularidade e compromisso com a camisa além de um técnico que sabe conduzir o barco e assim se fez o maior time da história do futebol francês e um dos maiores que o mundo viu e ainda vai ver mais pelo jeito.

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