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Esquadrão Imortal – Villarreal 2020-2022

Última atualização em 01 de setembro de 2026 às 07:05

Grandes feitos: Campeão Invicto da Liga Europa da UEFA (2020-2021), Vice-campeão da Supercopa da UEFA (2021) e Semifinalista da Liga dos Campeões da UEFA (2021-2022). Conquistou o maior título da história do clube.

Time-base: Rulli (Asenjo); Foyth, Raúl Albiol, Pau Torres e Pedraza (Estupiñán / Alberto Moreno); Parejo, Capoue e Trigueros (Coquelin / Álex Baena); Gerard Moreno, Carlos Bacca (Paco Alcácer / Boulaye Dia / Danjuma) e Yéremy Pino (Chukwueze / Fer Niño / Lo Celso). Técnico: Unai Emery.

 

“Submarino da Europa”

Por Guilherme Diniz

Entre 2004 e 2006, um imponente Submarino Amarelo conseguiu encarar de igual para igual grandes potências do Velho Continente e por muito pouco não chegou à uma final continental. Quase duas décadas se passaram e esse mesmo Submarino voltou a brigar por uma glória europeia. Ponto a ponto, foi superando os desafios, eliminou um antigo carrasco – o Arsenal – até chegar à sonhada final, em Gdansk, na Polônia. Ele ficou ali, à espreita, aguardando o momento certo para atacar. Teve que ser paciente e enfrentar angustiantes 22 cobranças de pênaltis para confirmar o porto seguro e a festa. Enfim, campeão da Europa. E não foi só isso: foi campeão da Europa de maneira invicta e superando na final o poderoso e favorito Manchester United! 

No ano seguinte, aquele Submarino voltou a aterrorizar pelas cidades europeias e chegou a uma semifinal de Liga dos Campeões após superar pelo caminho Juventus e Bayern München. No último desafio antes da final, porém, um novo carrasco inglês atrapalhou os planos dos casteloneses, que viram o Liverpool se classificar, mas não sem batalhar e lutar até o fim. Relembre agora a grande epopeia continental do Villarreal 2020-2022.

O grande retorno

Depois do período mágico de 2004-2006, o Villarreal ainda teve alguns anos de boas campanhas até começar a cair de produção no futebol espanhol. Depois do vice-campeonato de 2008, o clube viveu um último suspiro em 2010-2011, quando alcançou as semifinais da Liga Europa da UEFA, mas a “síndrome pré-final” voltou a assombrar o clube, que acabou eliminado pelo futuro campeão Porto. Em 2012, os amarelos foram rebaixados em La Liga, algo que não acontecia desde 1999, mas conseguiram subir já na temporada seguinte. Entre 2013 e 2018, o Villarreal conseguiu ficar pelo menos entre os seis primeiros colocados de La Liga, mas tropeçava quando tentava uma vaga nas etapas finais das competições europeias.

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Em 2011, o Villarreal não resistiu ao Porto de Radamel Falcao (foto) e foi eliminado nas semis da Liga Europa. Foto: Angel Martinez/Getty Images

Após um 14º lugar em na temporada 2018-2019 do Campeonato Espanhol, o clube conseguiu se recuperar na época 2019-2020 e ficou na 5ª colocação, o que lhe deu uma vaga direta na Liga Europa da UEFA de 2020-2021. A boa campanha se deu muito por conta das boas contratações do time como o experiente zagueiro espanhol Raúl Albiol, o lateral-esquerdo espanhol Alberto Moreno e o meio-campista camaronês Anguissa, que complementaram um elenco que já tinha nomes como o goleiro Sergio Asenjo, o defensor Pau Torres, o meia/atacante nigeriano Chukwueze, o meio-campista espanhol Trigueros, o meia Álex Baena – que seria campeão do mundo com a Espanha em 2026 – e o goleador Gerard Moreno.

Já na época 2020-2021, o Villarreal viu a saída do técnico Javier Calleja, ex-jogador do clube nos anos 2000, e contratou o espanhol Unai Emery, que vinha de um trabalho razoável no Arsenal, onde foi vice-campeão da Liga Europa da UEFA. Especialista na competição pelo Sevilla – com o qual levantou três troféus -, Emery ganhou novos reforços para compensar a extensa barca de dispensas e vendas da equipe. Entre os contratados, destaque para o goleiro argentino Gerónimo Rulli (ex-Real Sociedad-ESP), o lateral equatoriano Pervis Estupiñán (ex-Watford-ING) e o meio-campista francês Étienne Capoue (ex-Watford-ING).

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Unai Emery em sua apresentação no Villarreal. Foto: Domenech Castello

Emery chegou com a missão de levantar algum troféu com os amarelos. “Não penso no fim, mas sonho. Os sonhos são livres e sonho com um título com o Villarreal. É um desafio continuar dando prestígio a este clube e espero poder ajudar e desfrutar ao longo do caminho. Obtive êxitos e quero continuar, mas o mais importante é aproveitar a jornada”.

“A Europa League cresceu muito e oferece a você um lugar de prestígio. Significa muito para mim competir nesse torneio que me deu muitas alegrias, mas também quero disputar a Liga dos Campeões. Quero contribuir com minhas experiências, meus conhecimentos, estou em um lugar em que me sinto confortável”, finalizou o espanhol.

Imbatíveis e o início da saga continental

Após perder por 4 a 0 para o Barcelona na 3ª rodada de La Liga, o Villarreal começou uma era vertiginosa que englobou todas as competições que disputava entre setembro e dezembro de 2020. A equipe permaneceu 12 jogos sem perder no Campeonato Espanhol, um jogo na Copa do Rei e seis partidas na Liga Europa da UEFA, totalizando 19 partidas sem derrotas, um recorde na história do clube. A série só acabou na 16ª rodada de La Liga, quando os amarelos visitaram o Sevilla e perderam por 2 a 0.

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Na Liga Europa, o Villarreal deu show e terminou como líder de seu grupo com 16 pontos em seis jogos, após vencer Sivasspor-TUR (5 a 3, em casa), Qarabag-AZB (3 a 1, fora), Maccabi Tel Aviv-ISR (4 a 0, em casa), empatar com os israelenses fora em 1 a 1 e vencer o Sivasspor, fora, por 1 a 0 e o Qarabag por 3 a 0 em partida que não aconteceu por conta dos muitos casos de atletas do clube do Azerbaijão contaminados com o vírus da COVID-19 na época. Estava claro que o foco dos espanhóis era mesmo a competição europeia, que dava ao campeão uma vaga na Liga dos Campeões da UEFA. Unai Emery conhecia bem o caminho até a glória e queria recuperar o troféu que perdeu em 2019.

Para ter um time inteiro nos momentos mais agudos da competição, Emery decidiu manter um goleiro nos compromissos nacionais (Asenjo) e outro na Liga Europa (Rulli). Alternava alguns nomes no ataque e mantinha a espinha dorsal com Raúl Albiol, Pau Torres, Dani Parejo, Manu Trigueros e Gerard Moreno. No primeiro compromisso do mata-mata, o Villarreal enfrentou o RB Salzburg-AUT e venceu as duas partidas: 2 a 0 fora de casa, com gols de Paco Alcácer (que ainda perdeu um pênalti) e Fernando Niño, e 2 a 1, de virada, em casa, com os gols anotados por Gerard Moreno. Naquele momento, o Villarreal era uma equipe muito mais sólida e trabalhadora, além de se ajustar em momentos de crise – como após a goleada sofrida para o Barça em 2020.

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Gerard Moreno, o grande artilheiro do Villarreal na temporada 2020-2021.

Com o foco total na Liga Europa, naturalmente que o desempenho do clube caiu no Campeonato Espanhol no returno. A equipe perdeu muitos pontos e passou praticamente a reta final inteira da competição entre vitórias e derrotas, sem nenhum empate nos 14 jogos finais. O Submarino perdeu para os principais rivais do topo da tabela e venceu compromissos mais tranquilos, com destaque para os 4 a 0 sobre o Sevilla na penúltima rodada. Mesmo com sete vitórias e sete derrotas nesses jogos citados, o Villarreal terminou na 7ª colocação, com 15 vitórias, 13 empates e 10 derrotas em 38 jogos, com 60 gols marcados e 44 gols sofridos. Na Copa do Rei, o Submarino chegou até as quartas de final, quando acabou eliminado pelo Levante após derrota por 1 a 0.

Acerto de contas e vaga na final

Nas oitavas de final, os espanhóis tiveram pela frente o Dynamo de Kiev-UCR, do lendário técnico Mircea Lucescu. Na ida, em Kiev, a presença ofensiva dos zagueiros fez a diferença e o Villarreal venceu por 2 a 0, com gols de Pau Torres e Raúl Albiol. Na volta, Gerard Moreno voltou a decidir e anotou os gols do triunfo por 2 a 0 que colocou os amarelos nas quartas de final. O desafio seguinte foi o Dinamo Zagreb-CRO, que não conseguiu fazer valer seu mando no jogo da ida e perdeu por 1 a 0, em gol de pênalti do atacante Gerard Moreno. Na volta, na Espanha, Alcácer e Gerard Moreno fizeram os gols da vitória por 2 a 1 que colocou o Villarreal em mais uma semifinal europeia. 

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Aquele era o tradicional limite do time de Castellón. Sempre que disputava uma semifinal, a equipe perdia. E um velho fantasma do passado voltou para assombrar o torcedor do Submarino naquela temporada: o Arsenal-ING, responsável por eliminar o esquadrão de Riquelme, Forlán e companhia na semifinal da Liga dos Campeões da UEFA de 2005-2006 e destruir o sonho de uma inédita final europeia. Só que daquela vez o Villarreal estava munido do experiente Unai Emery, o Rei da Liga Europa e que conhecia muito bem o time londrino. 

Emery queria provar que não era apenas o técnico que “venceu três Ligas Europa com o Sevilla”, tanto é que vários torcedores dos Gunners não consideravam o treinador um vencedor a ponto de ter dirigido o Arsenal na época. “Superar a barreira das semifinais é o grande desafio. A ideia de chegar à Liga dos Campeões por meio da Liga Europa é muito importante. Quando assinei contrato aqui, tratava-se de mais uma etapa do processo. Meu passado no Arsenal é menos importante”, comentou Emery na época.

Já comandado por Mikel Arteta, o Arsenal tinha nomes como Xhaka, Saka, Odegaard e Aubameyang, e queria repetir a decisão de 2019 para buscar o título perdido naquele ano. Mas os Gunners sofreram no primeiro tempo no Estádio de la Cerámica e viram Trigueros e Albiol fazerem 2 a 0 com 29 minutos de jogo. Na etapa final, Ceballos foi expulso do lado do Arsenal, mas ainda sim a equipe conseguiu descontar em gol de Pépé, de pênalti, aos 73’. Sete minutos depois, Capoue também foi expulso do lado dos espanhóis e o placar de 2 a 1 deu a vantagem do empate para o Submarino na volta, em Londres.

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Festa amarela no Emirates! Foto: Adrian Dennis / AFP

Jogando no Emirates Stadium – ainda sem público na época por conta da pandemia -, o Villarreal se propôs a anular o Arsenal e não deixar o rival se impor. Aubameyang foi o único que teve as melhores chances, com direito a duas bolas na trave, mas o time de Unai Emery foi implacável na marcação, cedeu poucos espaços e o 0 a 0 garantiu a vaga inédita em uma final europeia depois de quatro tropeços – o Submarino havia caído na semifinal da Copa da UEFA de 2003-2004, na semifinal da Liga dos Campeões de 2005-2006, na semifinal da Liga Europa de 2010-2011 e na semifinal da Liga Europa de 2015-2016. Enfim, a barreira das semis foi quebrada!

“Hoje à noite, choro de emoção em vez de decepção. O Villarreal deixou escapar tantas chances de chegar à final, mas agora, finalmente, conseguimos! São momentos de muita emoção. O clube todo, a torcida, o presidente, o elenco do ano passado… Todos nós merecemos isso. É hora de aproveitar, mas também é fundamental preparar muito bem a final, pois é uma oportunidade histórica.”Pau Torres, zagueiro do Villarreal, em entrevista à UEFA no pós-jogo.

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Os campeões da Liga Europa: força do meio de campo e ataques rápidos eram as virtudes do time de Emery.

O técnico Unai Emery foi outro que não escondeu a satisfação pela vaga na decisão. “Estou muito orgulhoso, pois isso é muito importante para nós e o Arsenal é uma equipe muito boa. Nós merecemos. Hoje trabalhamos muito bem, defendemos muito bem e, em alguns momentos, controlamos a partida com a posse de bola, criando oportunidades de ataque para marcar. Eles tiveram as melhores chances de gol. Merecemos disputar esta final; vamos apresentar nosso melhor desempenho e mostrar que queremos lutar por este título”.

A inédita glória europeia

A missão do Villarreal não seria das mais fáceis: enfrentar o Manchester United-ING, favorito ao título e com um elenco cheio de jogadores badalados como Paul Pogba, McTominay, Bruno Fernandes, Marcus Rashford, Edinson Cavani, entre outros. Só que o peso do adversário não causava nenhum temor em Unai Emery. 

“Sinto a obrigação com o Villarreal, com este emblema, com este clube e com o seu presidente. Não podemos escapar a uma realidade. Há uns meses, incluímos [o Manchester United] entre os favoritos. Agora, estamos na mesma situação. Somos candidatos firmes a disputar este título contra um favorito”, disse o treinador ao TVI (POR), dias antes da final.

A partida foi disputada em Gdansk, na Polônia, com público de pouco mais de 9 mil torcedores, ainda sob as restrições da pandemia. Mais organizado, o Villarreal teve controle da partida na primeira etapa e abriu o placar aos 29’, quando Foyth cobrou falta da intermediária, Gerard Moreno ganhou da defesa e tocou de pé direito para fazer 1 a 0. De quebra, o atacante alcançou os 82 gols com a camisa do Villarreal e se tornou naquele dia o maior artilheiro da história do clube, além de chegar aos 7 gols e ser um dos artilheiros daquela edição de Liga Europa. 

No segundo tempo, aos 9’, Shaw cobrou escanteio da esquerda, a zaga do Villarreal cortou e a bola sobrou para o chute de Rashford. Após o desvio no meio da área, a bola ficou livre para Cavani empatar. Os ingleses passaram a dominar o jogo, mas o Villarreal soube se defender e a partida foi para a prorrogação, que não teve grandes chances. Com isso, a disputa do título foi para os pênaltis e todos os jogadores foram acertando seus chutes, um a um. Quando todos os atletas de linha terminaram, o placar de 10 a 10 fez com que os goleiros entrassem na disputa. Primeiro, Rulli bateu e marcou para o Villarreal. Depois, foi a vez do goleiro do United, David de Gea. Ele chutou rasteiro, no canto esquerdo, e Rulli defendeu! O 11 a 10 sacramentou o título do Villarreal, sua primeira grande taça em 98 anos de história. E justamente um troféu europeu! 

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Foto: REUTERS / Kacper Pempel
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Rulli defendeu pênalti do goleiro De Gea e garantiu o caneco! Foto: Boris Streubel/Uefa/Getty Images

“Estou muito feliz pela vitória de hoje. O segredo do Unai? Ele é um grande treinador. Não precisa provar mais nada a ninguém. É uma aula de mestre — ele mostrou isso novamente hoje”, comentou o volante Capoue, eleito o melhor da final, após a partida.

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“Estes jogadores trabalharam muito duro ao longo da temporada, pelo presidente, pelo proprietário e pelo presidente do conselho. Estamos muito orgulhosos do Villarreal. Acho que merecemos vencer. Enfrentamos o Manchester United, mas fizemos uma partida muito competitiva hoje à noite”, disse Emery no pós-jogo.

O feito do Villarreal foi ainda maior por ter sido de maneira invicta. Em 15 jogos, foram 12 vitórias e 3 empates, com 31 gols marcados e apenas 9 sofridos, um aproveitamento de 80%.

O quase na Supercopa

Na temporada 2021-2022, o Villarreal promoveu mais uma enorme barca de transferências e outra com contratações. Entre as saídas, estavam Carlos Bacca, Fer Niño e Álex Baena, enquanto as novidades foram o atacante holandês Arnaut Danjuma, o meio-campista argentino Giovani Lo Celso, o atacante senegalês Boulaye Dia e a compra definitiva do zagueiro Foyth. O primeiro compromisso do time foi a final da Supercopa da UEFA, na qual os espanhóis tiveram pela frente o Chelsea-ING, campeão da UCL de 2021 em cima do Manchester City. Os Blues eram comandados por Thomas Tuchel e tinham nomes como Mendy, Rüdiger, Kanté, Kovacic, Azpilicueta, Pulisic, Ziyech, Havertz entre outros.

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Favoritos, os ingleses abriram o placar no primeiro tempo com Ziyech, que aproveitou um cruzamento rasteiro de Kai Havertz, vindo da esquerda, e desviou para o fundo da rede. No segundo tempo, o Villarreal foi pra cima e, aos 73’, o talismã Gerard Moreno chutou no ângulo superior esquerdo, após receber de Boulaye Dia pela direita da área, e empatou. Assim como na final da Liga Europa, a decisão foi para a prorrogação, na qual o Chelsea teve mais domínio de bola e o Villarreal acabou mais contido em seu campo. Com a iminente decisão por pênaltis se aproximando, o técnico do Chelsea substituiu o goleiro Mendy por Kepa, que passou a ter a responsabilidade de garantir a vitória dos Blues na marca da cal.

E o goleirão deu conta do recado. Apesar do erro inicial de Havertz, os Blues não desperdiçaram mais nenhum chute depois disso e Kepa defendeu os chutes de Mandi e o derradeiro de Albiol. O placar de 6 a 5 deu o título da Supercopa ao Chelsea e Unai Emery amargou mais um vice na competição – ele também não conseguiu nenhuma Supercopa nas duas disputas pelo Sevilla.

Foco na Europa

Com a pesada concorrência de La Liga, o Villarreal sabia que não tinha condições de brigar pelo título espanhol, por isso, uma campanha que deixasse a equipe pelo menos entre os 10 melhores já era satisfatória. Apesar do início ruim, com o clube na 13ª colocação na 16ª rodada, o desempenho melhorou no returno e o Submarino terminou na 7ª colocação, com direito a vitória por 2 a 0 sobre o Barcelona na última rodada e em pleno Camp Nou. Em 38 jogos, foram 16 vitórias, 11 empates, 11 derrotas, 63 gols marcados e 37 gols sofridos. Danjuma e Gerard Moreno, com 8 gols cada, foram os artilheiros da equipe na competição. Na Copa do Rei, a campanha terminou precocemente, com queda na etapa 16 avos de final, após derrota por 2 a 1 para o Sporting Gijón.

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Por outro lado, o desempenho dos amarelos foi diferente na Liga dos Campeões. No Grupo F, ao lado de Manchester United-ING, Atalanta-ITA e Young Boys-SUI, os espanhóis conseguiram a vaga no mata-mata graças ao segundo lugar. No turno do grupo, a equipe empatou em 2 a 2 com a Atalanta, em casa, perdeu em Old Trafford para o Manchester United e venceu o Young Boys tanto na Suíça (4 a 1) quanto na Espanha (2 a 0). Para fechar a campanha, derrota por 2 a 0 para os ingleses em casa e triunfo por 3 a 2 sobre a Atalanta em plena Itália. 

Derrubando gigantes!

Nas oitavas de final, os comandados de Unai Emery tiveram pela frente a Juventus, comandada por Massimiliano Allegri e que tinha nomes como Danilo, Alex Sandro, Rabiot, Locatelli, Cuadrado e Vlahovic. Era um adversário com mais camisa do que força, por isso, o Villarreal foi confiante em busca da vaga nas quartas de final. No duelo de ida, em casa, Vlahovic abriu o placar para a Velha Senhora com menos de um minuto de jogo e assustou a torcida no estádio de la Cerámica. Mas o Villarreal não se abateu, tomou conta das ações no campo ofensivo com o talento de Lo Celso e por pouco não empatou em chute do argentino, aos 13’, que bateu na trave.

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Festa dos espanhóis em plena casa da Juve! Foto: Reuters / Massimo Pinca

No segundo tempo, Parejo aproveitou passe de Capoue e chutou de primeira, completamente livre dentro da área, para empatar a partida e deixar tudo aberto para a volta, em Turim. Jogando diante de mais de 30 mil pessoas no Juventus Stadium, o Villarreal soube esperar o momento certo para mostrar sua força. A Juventus dominou boa parte da partida, mandou bola na trave, teve 14 finalizações contra quatro do Villarreal e viu Rulli fazer cinco defesas até os 75’. Só que os italianos não esperavam um pênalti para o Villarreal aos 78’. E, após o gol de Gerard Moreno, o mundo bianconeri desabou. Aos 85’, Pau Torres, de cabeça, fez 2 a 0. E, aos 90’+2’, Danjuma, em cobrança de pênalti, fechou os 3 a 0 que classificaram o Villarreal para as quartas de final!

De quebra, foi a pior derrota em torneios europeus da Juventus em casa desde os 4 a 1 para o Bayern em 2008-2009. E, falando nos alemães, eles estavam no caminho do Submarino na fase seguinte…

Campeão europeu em 2020 e com nomes como Neuer, Pavard, Upamecano, Alphonso Davies, Kimmich, Musiala, Thomas Müller, Gnabry e Lewandowski, o Bayern parecia o muro intransponível do Villarreal naquela UCL. Era difícil imaginar a equipe de Castellón superando um adversário tão poderoso. Mas o Villarreal, em competições europeias, costuma aprontar… Na ida, em casa, a equipe de Unai Emery jogou de maneira compacta, com velocidade nas transições e não ofereceu espaços aos bávaros. Logo aos 8’, uma ótima jogada trabalhada de pé em pé pela direita resultou em gol de Danjuma, que vivia grande fase.

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Danjuma garantiu a vitória sobre o Bayern no Estádio de la Cerámica.

Os donos da casa quase fizeram 2 a 0 no começo da segunda etapa, quando Gerard Moreno acertou a base da trave de Neuer com um chutaço de longa distância. Dez minutos depois, o mesmo Gerard Moreno teve outra chance, mas o placar ficou mesmo 1 a 0 e deixou o Villarreal com vantagem para a volta, na Allianz Arena. Uma curiosidade é que o Bayern ficou um jogo sem marcar em uma UCL pela primeira vez em três anos, o que provou a enorme façanha do Submarino Amarelo.

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O time que venceu o Bayern.

Claro que tudo isso seria colocado à prova no duelo de Munique. Muito bem postado em sua retaguarda, o Villarreal suportou uma enorme pressão dos alemães em quase toda a partida, embora os anfitriões apostassem mais em jogadas pelo alto e no famoso chuveirinho – foram 21 cruzamentos só no primeiro tempo. Quando tinha a posse, o Villarreal não deixava o Bayern roubar a bola tão facilmente e conseguia preciosos minutos. O Bayern foi para o intervalo vaiado por sua torcida e teve que aumentar o ritmo na segunda etapa. E, em uma roubada de bola de Coman, aos 52’, o francês deixou com Lewandowski, que recebeu na entrada da área e bateu no canto para fazer 1 a 0.

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Os bávaros seguiram atacando e o Villarreal praticamente não foi ao ataque nos minutos seguintes. Só que havia a chance de contra-atacar. E ela surgiu aos 88’, quando Chukwueze aproveitou cruzamento rasteiro e finalizou cara a cara com Neuer para empatar: 1 a 1. Na primeira temporada após o fim do critério do gol qualificado na UCL, o Bayern poderia marcar mais um gol que o duelo iria para a prorrogação, mas não conseguiu. A vaga ficou com o Villarreal, semifinalista da UCL pela segunda vez em sua história!

“O jogo [das oitavas de final] contra a Juventus nos deu muita confiança, e aqui foi mais uma partida enorme, mas o jogo de ida já dizia muito sobre nós. Fomos perfeitos na defesa”, comentou o técnico Unai Emery no pós-jogo.

O atacante Gerard Moreno foi outro a exaltar a vaga. “Desde que o sorteio nos colocou frente a frente com o Bayern, dizíamos a nós mesmos que conseguiríamos. A confiança e a forma como esta equipe compete nos ajudaram a alcançar esse objetivo.” Assim como em 2006, o adversário do Villarreal na semifinal da UCL seria um clube inglês: o poderoso Liverpool de Jürgen Klopp.

Não faltou garra

Unai Emery escalou o que tinha de melhor para o duelo da ida contra o Liverpool, no alçapão de Anfield Road. Lo Celso fez companhia a Danjuma no ataque, Chukwueze e Coquelin atuaram mais abertos e Capoue e Parejo fecharam o meio de campo, enquanto Foyth, Albiol, Pau Torres e Estupiñán compuseram o quarteto defensivo. A primeira etapa foi relativamente equilibrada, com o Liverpool acertando a trave do goleiro Rulli, aos 12’, embora o time da casa não tenha conseguido abrir o placar. Só no segundo tempo que os Reds elevaram o ritmo. Um gol de cabeça de Fabinho foi anulado por impedimento na origem da jogada, aos 50’, porém, três minutos depois, um cruzamento de Henderson encobriu o goleiro e entrou após desvios em Estupiñán e no punho de Rulli. Dois minutos depois, Sadio Mané ampliou e o placar de 2 a 0 deu uma vantagem bastante confortável ao time inglês para a volta, na Espanha.

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Emery precisava de uma equipe mais ofensiva e rápida para tentar reverter a desvantagem. A missão era muito, muito difícil, mas o Villarreal foi valente. Com Boulaye Dia no lugar de Danjuma (lesionado), e Gerard Moreno no ataque, municiados por Lo Celso, Parejo, Capoue e Coquelin, o Submarino Amarelo colocou o Liverpool contra as cordas no primeiro tempo e viu a final de perto. Logo aos 3’, Dia recebeu de Capoue e abriu o placar. Os comandados de Jürgen Klopp demonstraram muito nervosismo a partir dali e o Villarreal tomou conta da partida até chegar aos 2 a 0 aos 41’, quando Capoue foi novamente o articulador da jogada, girando com habilidade junto à linha de fundo antes de cruzar para Coquelin escapar da marcação de Trent Alexander-Arnold e desviar a bola para o gol.

O agregado de 2 a 2 levava o jogo para a prorrogação, mas o Villarreal tinha condições de fazer o terceiro e conseguir a vaga no tempo regulamentar. Só que o Liverpool tinha suas armas e o técnico Klopp. O alemão colocou Luis Díaz na volta do intervalo e viu o colombiano bagunçar a zaga espanhola e começar a abrir espaços. Aos 62’, Fabinho descontou para os Reds e o Villarreal não se reencontrou mais. Cinco minutos depois, Luis Díaz empatou ao cabecear um cruzamento de Alexander-Arnold, e Sadio Mané concretizou a virada aos 74’. A expulsão de Capoue, já no fim da partida, agravou a situação dos donos da casa, que perderam por 3 a 2.

Era o fim do sonho da final. E a volta do carma das semis. “Não deu para nós hoje à noite, mas o esforço da nossa equipe foi incrível, imenso. O primeiro gol deles nos prejudicou muito. Pagamos caro pelo enorme esforço que fizemos no primeiro tempo, quando jogamos tão bem. Caímos de rendimento fisicamente após o intervalo e pagamos o preço por isso”, comentou o defensor Raúl Albiol no pós-jogo. Na decisão, o Liverpool acabou perdendo para o Real Madrid por 1 a 0 e ficou com o vice.

À espera de novas façanhas

Na temporada seguinte, o Villarreal viu o técnico Unai Emery se transferir para o Aston Villa-ING, que pagou uma taxa de 6 milhões de euros para levar o treinador ao Villa Park. Os amarelos perderam também naquela temporada os goleiros Asenjo e Rulli, o lateral Estupiñan, os atacantes Boulaye Dia e Danjuma e não conseguiu repetir os grandes feitos das épocas anteriores, apesar de subir dois degraus em La Liga e terminar na 5ª colocação. O Submarino segue competitivo no futebol espanhol, mas ainda não conseguiu repetir em competições continentais os feitos de 2021 e 2022, que seguem intactos na memória do torcedor, que pôde, depois de tantas décadas, celebrar um título e ver seu clube em um dos maiores degraus do futebol europeu. Um esquadrão imortal.

Os personagens:

Rulli: cria do Estudiantes-ARG, o goleiro chegou ao futebol europeu em 2014 e foi contratado pelo Villarreal em 2020. Com bom senso de colocação, fez grandes jogos pelo clube e virou um dos heróis da campanha do título europeu ao defender o pênalti derradeiro de David De Gea. Permaneceu no Submarino até 2023, quando se transferiu para o Ajax. Esteve no grupo da seleção argentina campeã do mundo em 2022. Disputou 79 jogos pelo Villarreal.

Asenjo: jogou de 2014 até 2022 no Villarreal e foi uma das principais escolhas para a posição. Sob o comando de Unai Emery, acabou sendo o goleiro do Campeonato Espanhol, enquanto Rulli era o escolhido para as competições europeias. Alcançou 258 jogos pelo Submarino e se transferiu para o Valladolid, seu clube de origem, em 2022.

Foyth: defensor muito talentoso, capaz de jogar como zagueiro ou lateral pela direita, Foyth chegou ao Villarreal em 2020, por empréstimo, e acabou sendo contratado em definitivo na temporada seguinte, principalmente por conta do título da Liga Europa, competição na qual ele atuou em 10 jogos. Foi convocado constantemente para a seleção argentina no período e esteve no grupo campeão do mundo em 2022.

Raúl Albiol: o experiente zagueiro, presente na geração multicampeã da Espanha de 2008-2012, chegou ao Villarreal em 2019 e rapidamente se transformou em uma das referências defensivas da equipe. Soberano na grande área e um líder, foi essencial naquela caminhada vitoriosa da Liga Europa e nas grandes campanhas do Submarino tanto em La Liga quanto na UCL. Disputou 201 jogos pelo Villarreal no período e marcou 4 gols, dois deles na campanha continental de 2020-2021.

Pau Torres: outro zagueiro muito talentoso e que leva perigo nas jogadas aéreas de ataque, Pau Torres fez fama exatamente no Villarreal (clube que o revelou) entre 2016 e 2023. Com 173 jogos e 12 gols, o defensor fez uma ótima dupla de zaga com Albiol e foi uma peça importantíssima para o esquema de jogo do técnico Unai Emery, tanto é que o treinador conseguiu levar o zagueiro ao Aston Villa em 2023-2024, reeditando a parceria vencedora no clube inglês, campeão da Liga Europa de 2025-2026.

Pedraza: lateral-esquerdo com boa presença de ataque e capaz de jogar também como ponta-esquerda, Pedraza passou por todas as categorias de base do Villarreal e chegou ao time principal em 2015. Depois de alguns empréstimos, retornou em 2018-2019 e figurou entre os principais jogadores do elenco, com destaque para seus 44 jogos na época 2020-2021, sendo 12 deles na campanha do título da Liga Europa. Deixou o Villarreal em 2026 para jogar na Lazio.

Estupiñán: lateral-esquerdo eficiente no apoio ao ataque e muito rápido, o equatoriano despontou na LDU em 2015 e já em 2016 se transferiu para o futebol europeu. O sul-americano chegou ao Villarreal em 2020 e alternou jogos como titular e reserva durante as trajetórias na Liga Europa e na UCL (esta com mais destaque, pois jogou 10 partidas). Deixou a Espanha em 2022 para jogar no Brighton-ING.

Alberto Moreno: velho conhecido do técnico Emery, que o treinou no Sevilla campeão da Liga Europa de 2014, o lateral Alberto Moreno jogou de 2019 até 2024 no Villarreal e teve destaque na temporada 2021-2022, quando atuou em 35 jogos e marcou seis gols, um deles na campanha da UCL. Após 124 jogos e 8 gols, deixou o Villarreal em 2024 para jogar no Como-ITA, destaque na Serie A italiana de 2025-2026 ao terminar o torneio na 4ª colocação.

Parejo: o volante revelado pelo Real Madrid teve a grande chance de demonstrar seu futebol no Valencia por quase uma década até se transferir para o Villarreal em 2020, onde manteve a boa fase e virou titular absoluto da equipe. Com categoria nos passes, bom senso de colocação e visão de jogo, fez grandes jogos e foi um ícone do meio de campo dos amarelos principalmente na campanha do título da Liga Europa. Virou ídolo da torcida e alcançou os 270 jogos e 17 gols entre 2020 e 2026.

Capoue: meio-campista experiente com boas passagens pelo Toulouse-FRA e Watford-ING, Capoue chegou em janeiro de 2021 ao Villarreal e teve tempo de integrar o elenco campeão da Liga Europa daquele ano. Fez uma final brilhante contra o Manchester United e foi eleito o melhor jogador da decisão. Muito forte na marcação e nos desarmes, fez uma dupla de destaque com Parejo meio de campo do Submarino. Foram 148 jogos e 12 gols pelo Villarreal entre 2021 e 2024.

Trigueros: outra cria das bases, jogou no Villarreal de 2012 até 2024 e é o jogador que mais vestiu a camisa amarela na história: 477 jogos, com 38 gols marcados. Com muita regularidade e disposição, foi outro jogador que simbolizou a garra e perseverança do VIllarreal naquela época. Compôs um ótimo meio de campo com Parejo e Capoue na trajetória vencedora da Liga Europa da UEFA. Em 2024, foi jogar no Granada.

Coquelin: o francês chegou na temporada 2020-2021 ao Villarreal e conseguiu espaço no meio de campo do time de Emery. Alternou jogos como titular e reserva e revezou com Trigueros no setor. Tinha papel decisivo nas jogadas defensivas e na recuperação da bola, além de ser bom marcador. Foram 107 jogos e seis gols pelo Submarino entre 2020 e 2024. 

Álex Baena: outra cria das bases, o meia estreou nos profissionais do clube em 2019-2020 e entrou em algumas partidas da temporada 2020-2021. Marcou dois gols em nove jogos na Liga Europa e ajudou na trajetória do título invicto. Após ser emprestado ao Girona na época 2021-2022, retornou em 2022-2023 e virou titular absoluto até ser contratado pelo Atlético de Madrid e entrar de vez no rol de convocados da seleção da Espanha, pela qual venceu a Eurocopa de 2024 e a Copa do Mundo de 2026. Pelo Villarreal, Baena disputou 148 jogos e marcou 26 gols.

Gerard Moreno: lenda do Villarreal e revelado pelo clube lá em 2012, Gerard Moreno se transformou no maior artilheiro da história do Submarino Amarelo com 130 gols em 321 jogos somando suas duas passagens pelo clube – 2012-2015 e 2018-atual. Foi o grande homem-gol da equipe na campanha do título da Liga Europa de 2020-2021 com 7 gols em 12 jogos e uma referência ofensiva que correspondia sempre que o time precisava. Aliás, naquela temporada, Moreno anotou 30 gols em 46 jogos e foi um dos maiores artilheiros do futebol espanhol na época – em La Liga, ele foi o vice-artilheiro com 23 gols, atrás apenas de Lionel Messi, autor de 30 gols naquele ano. Sem dúvida, um ídolo da torcida em Castellón.

Carlos Bacca: outro jogador que já havia trabalhado com Emery no Sevilla e bicampeão da Liga Europa em 2014 e 2015, Bacca disputou 35 jogos na temporada 2020-2021 e marcou 9 gols, três deles na campanha do título da Liga Europa. Ofuscado por Gerard Moreno, não foi o mesmo goleador dos tempos de Sevilla nem repetiu os números de suas duas primeiras temporadas no Submarino (2017-2018 e 2018-2019), mas deixou sua marca. Em 2021-2022, foi jogar no Granada.

Paco Alcácer: atacante com boa passagem pelo Valencia, Paco Alcácer foi jogar no Villarreal em 2020 e permaneceu até 2022. No período, fez bons jogos e marcou gols decisivos – foram seis na campanha do título europeu de 2021, apenas um a menos do que Gerard Moreno. Foram 76 jogos e 21 gols pelo Villarreal até se transferir para o futebol dos Emirados Árabes Unidos.

Boulaye Dia: o atacante permaneceu apenas uma temporada no clube e fez alguns bons jogos na Liga Europa, mas acabou não correspondendo como o esperado. Por isso, foi jogar na Salernitana-ITA já na época seguinte.

Danjuma: o atacante holandês veio para substituir Carlos Bacca e se transformou na referência ofensiva do Villarreal na época 2021-2022, sendo artilheiro do time em La Liga (10 gols) e na temporada (16 gols). Jogando pela esquerda e também centralizado no ataque, conseguia confundir a marcação com inteligência e demonstrou muito oportunismo em diversas oportunidades. Foram seis gols em 11 jogos na campanha do Submarino até a semifinal da UCL. Fez falta no duelo decisivo contra o Liverpool.

Yéremy Pino: outra cria do clube, o atacante começou a jogar nos profissionais em 2020 e foi cravando seu espaço alternando jogos como titular e como suplente que entrava no decorrer das partidas. Marcou sete gols em 37 jogos na época 2020-2021 e teve mais chances nas épocas seguintes, o que fez ele entrar no radar da seleção espanhola. Em 2025, foi jogar no Crystal Palace, pelo qual venceu a Liga Conferência da UEFA em 2025-2026. Esteve no elenco campeão do mundo da Espanha na Copa de 2026.

Chukwueze: o nigeriano podia jogar em várias posições no ataque e foi um coringa muito importante para o Villarreal não só naquela era de ouro, mas também nas temporadas anteriores. Com velocidade e bons passes, levou muito perigo aos rivais e criou grandes jogadas ofensivas, além de marcar alguns gols. Foram 37 gols em 207 jogos com a camisa amarela até se transferir para o Milan em 2023.

Fer Niño: o atacante de 1,91m estreou nos profissionais do Villarreal em 2020 e teve algumas chances no time titular, mesmo com a concorrência de Gerard Moreno e Bacca. Marcou dois gols em cinco jogos na campanha do título da Liga Europa, mas perdeu espaço na temporada seguinte e acabou emprestado ao Mallorca.

Lo Celso: meia de muito talento e visão de jogo, Lo Celso chegou por empréstimo ao Villarreal em 2022 e deu ainda mais qualidade ao meio de campo da equipe espanhola. Foram apenas 22 jogos, mas suficientes para ajudar o Submarino a alcançar a semifinal da UCL. O argentino permaneceu até novembro de 2023, quando retornou ao Tottenham.

Unai Emery (Técnico): se Emery não conseguiu títulos no Arsenal, no Villarreal ele provou sua estrela com uma trajetória impressionante e invicta até o título da Liga Europa de 2021, competição que o treinador possui uma simbiose impressionante. Com uma equipe muito organizada defensivamente e perigosa no ataque, transformou o Villarreal em um time copeiro e que batalhou de igual para igual contra titãs na Liga dos Campeões da UEFA de 2021-2022, quando só foi parado pelo Liverpool de Klopp. Após deixar o clube, conduziu o Aston Villa ao título da Liga Europa de 2025-2026 e alcançou sua 5ª taça da competição, um recorde. Pelo Villarreal, Unai Emery registrou 129 jogos, 65 vitórias, 34 empates e 30 derrotas.

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