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Argentina x Espanha: Grandes Jogos na História

Última atualização em 20 de julho de 2026 às 07:20

Por Guilherme Diniz

Com um passado que reúne colonização, guerras, independência e boas relações bilaterais posteriores, Argentina e Espanha possuem laços estreitos quando o assunto é futebol. Mesmo sem nunca terem se enfrentado em grandes finais ou de maneira constante, sul-americanos e europeus nutrem um respeito enorme entre si e têm jogadores que se tornaram ídolos graças às suas histórias em um e outro. Alfredo Di Stéfano, por exemplo, era argentino de nascimento, mas consolidou sua carreira jogando pelo super Real Madrid pentacampeão europeu e vestiu a camisa da Espanha após se naturalizar. Antes dele, Sergi Barba foi o primeiro argentino a brilhar pelo Barcelona, nos anos 1920, e também vestiu a camisa da Roja. 

Tempo depois, Héctor Rial, argentino de nascimento, foi destaque no Real Madrid e seguiu o caminho de Alfredo Di Stéfano ao se naturalizar espanhol. Ao longo dos anos, vários outros jogadores também repetiram tais roteiros, além de um jovem cobiçadíssimo pelos espanhóis, mas que acabou permanecendo fiel à Argentina: Lionel Messi, ídolo do Barcelona e que viveu o auge de sua carreira exatamente na Espanha. São países apaixonados pelo esporte, com torcidas únicas e clubes multicampeões que já se enfrentaram em finais de Mundiais e tantos outros torneios internacionais. 

Mas o grande capítulo dessa história foi escrito no dia 19 de julho de 2026, na grande e inédita final da Copa do Mundo da FIFA entre Argentina e Espanha. Um confronto que mudou para sempre as relações dessas seleções que já se enfrentaram 15 vezes, com sete vitórias para a Espanha, seis vitórias da Argentina e apenas dois empates. É hora de relembrar os grandes jogos entre Argentina x Espanha!

Espanha 0x1 Argentina – Amistoso – 1952

Argentina x Espanha: Grandes Jogos na História
Foto: Arquivo / RFEF
 

A primeira partida da história aconteceu em dezembro de 1952, em um estádio de Chamartín – antiga casa do Real Madrid – lotado com mais de 70 mil pessoas. Comandada pelo ex-atacante Guillermo Stábile e com craques como Norberto Méndez, Mario Boyé, Félix Loustau e Ángel Labruna, a Argentina não se intimidou com o território hostil nem com o bom time ibérico formado pelo goleiro Ramallets, o defensor Seguer e os atacantes Gaínza, Escudero e Basora, e venceu por 1 a 0, com gol de Ricardo Infante no começo do segundo tempo. As equipes se enfrentaram mais uma vez em julho de 1953, dessa vez em Buenos Aires, e deu Argentina de novo: 1 a 0, gol de Ernesto Grillo.

Argentina 2×0 Espanha – Amistoso – 1960

Sete anos depois, um novo amistoso aconteceu em Buenos Aires, na casa do River Plate, e teve uma particularidade: Alfredo Di Stéfano, argentino de nascimento, enfrentou a albiceleste vestindo a camisa da Espanha! A Fúria tinha a esperança de derrotar pela primeira vez os sul-americanos e apostava não só em Di Stéfano, mas também no craque Luis Suárez Miramontes, no defensor barcelonista Segarra e no atacante Peiró. Só que a Argentina tinha o artilheiro Sanfilippo, que marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 que ampliou a hegemonia albiceleste no duelo com três vitórias em três jogos na época.

Espanha 2×0 Argentina – Amistoso – 1961

di stefano
Di Stéfano deu a vitória à Espanha contra a Argentina em 1961.
 

Um ano depois, jogando em casa, no estádio Ramón Sánchez Pizjuán, em Sevilha, a Espanha, enfim, conseguiu vencer sua primeira partida contra a Argentina. Com uma equipe mais forte na qual se destacavam o zagueiro naturalizado uruguaio Santamaría, o meia Luis del Sol e os atacantes Paco Gento e Peiró, a Fúria conseguiu a vitória no segundo tempo em gols de Luis del Sol, aos 63′, e Di Stéfano, aos 73′, que marcou seu primeiro gol diante de sua pátria já veterano e com 34 anos.

Argentina 2×1 Espanha – Fase de Grupos da Copa do Mundo da FIFA de 1966

O primeiro grande duelo entre a dupla aconteceu na primeira fase do Mundial da Inglaterra, em 1966. Comandada por Juan Carlos Lorenzo, um dos mais icônicos técnicos argentinos, a Albiceleste tinha na época lendas como o goleiro Antonio Roma, o lateral-esquerdo Silvio Marzolini, o volante Antonio Rattín e os atacantes Onega, Luis Artime e Oscar Más. Já a Espanha era comandada por José Villalonga, comandante da equipe campeã da Eurocopa de 1964 e que tinha esperanças de realizar uma grande Copa naquele ano, afinal, grandes nomes não faltavam: o goleirão Iribar, os defensores Sanchís e Zoco, o meia Luis Suárez Miramontes, o meio-campista Pirri e os atacantes Luis del Sol, Ufarte, Peiró e Gento. 

argentina espanha 1966
Gento e Rattín, capitães de Espanha e Argentina, na Copa de 1966.
 

Era um timaço, mas que não conseguiu derrotar a competitiva Argentina, que saiu na frente aos 66’, com Luis Artime aproveitando cruzamento rasteiro na área. Pirri empatou para a Espanha logo aos 72’, após saída errada do goleiro, mas Artime, aos 79’, recebeu na esquerda, mandou a bomba e fez um golaço que decretou o 2 a 1. Os argentinos empataram sem gols com a Alemanha e venceram a Suíça por 2 a 0 na sequência, enquanto a Espanha derrotou a Suíça (2 a 1) e perdeu para a Alemanha (2 a 1), resultados que classificaram a Nationalelf em primeiro lugar e a Argentina em segundo. Em terceiro, a Espanha foi eliminada e decepcionou. Já a albiceleste acabou eliminada nas quartas de final para a Inglaterra, no tenso duelo que iniciou as intrigas entre os dois países em Copas e no futebol como um todo.

Espanha 1×0 Argentina – Copa Hispanidad – 1972

Como parte das celebrações do Dia de la Hispanidad, a Festa Nacional da Espanha, data comemorativa no país desde 1892, Espanha e Argentina fizeram um amistoso no Santiago Bernabéu em 11 de outubro de 1972. Com vários remanescentes do bom time dos anos 1960, a equipe da casa enfrentou uma Argentina que vivia um período de reconstrução sob o comando do técnico Omar Sívori, que tentava encontrar peças para recolocar a seleção de volta aos trilhos após a ausência na Copa do Mundo de 1970. 

hispanidad 1972

No entanto, faltava algum tempo até a geração campeã do mundo de 1978 aparecer e se firmar. Sem criatividade, a Argentina perdeu por 1 a 0, gol de Asensi, um resultado que deixou a torcida espanhola decepcionada, pois o time da casa poderia ter feito mais gols. As equipes se enfrentaram em mais uma Copa Hispanidad dois anos depois e empataram em 1 a 1, mesmo resultado de outro amistoso de 1988.

Espanha 2×1 Argentina – Amistoso – 1995

Já pensando no ciclo da Copa de 1998, Espanha e Argentina fizeram um bom amistoso em setembro de 1995, no Santiago Bernabéu. Comandada por Javier Clemente, a Espanha tinha na época o goleiro Zubizarreta, os defensores Abelardo, Nadal e Ferrer, os meio-campistas Caminero, Fran e Donato (brasileiro naturalizado espanhol) e o atacante Pizzi, argentino de nascimento e naturalizado espanhol. Já a Argentina, treinada pelo ex-zagueiro Daniel Passarella, contava com os defensores Ayala, Chamot e Zanetti, os meio-campistas Astrada, Simeone e Ortega e os atacantes Balbo e Batistuta, este vivendo grande fase.

simeone guardiola 1999

A Espanha abriu o placar no primeiro tempo, em gol de Pizzi, aos 35’, que não comemorou em respeito ao seu país de origem. Na segunda etapa, Guerrero fez 2 a 0, aos 68’, em rebote dentro da pequena área, e Ortega aproveitou passe de Batistuta para descontar, aos 80’, em um bonito gol. A albiceleste não teve tempo para buscar o empate e a vitória ficou mesmo com a Espanha.

Espanha 0x2 Argentina – Amistoso – 1999

Mais uma vez “catando os cacos” após serem eliminadas de uma Copa, Espanha e Argentina disputaram outro amistoso em território espanhol, dessa vez em Sevilha, e a albiceleste deu o troco. Com gols de Kily González e Pochettino, ambos no segundo tempo, a seleção sul-americana venceu por 2 a 0 e conquistou sua primeira vitória na casa da Roja desde o triunfo de 1952. 

Espanha 2×1 Argentina – Amistoso – 2006

Comandada por Luis Aragonés e já com vários atletas que iriam compor a mágica seleção campeã de tudo entre 2008 e 2012 como Sergio Ramos, Capdevila, Iniesta, Xavi, David Villa, Fernando Torres, Xabi Alonso e Fàbregas, a Espanha enfrentou uma Argentina destroçada após a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo daquele ano, nos pênaltis, para a Alemanha mesmo com um timaço comandado por José Pekerman. Naquele mês de novembro, a seleção era treinada por Alfio Basile e contava com alguns remanescentes como Abbondanzieri, Ayala, Mascherano, Lucho González, Maxi Rodríguez, Tevez e um novato Messi, que enfrentou a Espanha pela primeira vez na carreira.

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Foto: Francisco Bonilla / Reuters
 

A Espanha abriu o placar aos 33’ com Xavi, em chute de fora da área, após passe de Iniesta. Dois minutos depois, Daniel Bilos, que havia entrado no lugar do lesionado Maxi Rodríguez, recebeu passe dentro da área de Insúa e bateu de primeira, sem chance para o goleiro Reina: 1 a 1. A Argentina cresceu no jogo e continuou pressionando em busca do empate, em especial com Tevez, mas pecou demais na finalização. 

No segundo tempo, Fernando Torres perdeu um gol incrível dentro da pequena área, com Abbondanzieri batido no lance, apesar de estar pressionado por dois defensores. A Espanha seguiu no ataque até Iniesta ser derrubado dentro da área: pênalti. Na cobrança, David Villa fez 2 a 1 e fechou a vitória da roja.

Espanha 2×1 Argentina – Amistoso – 2009

Um ano depois de levantar o título da Eurocopa, a Espanha, já comandada por Vicente del Bosque, encarou uma Argentina treinada por Diego Maradona e que reunia alguns grandes nomes, mas sem qualquer força tática ou sinal de que poderia dar liga na Copa que se aproximava. E isso se viu em campo naquele amistoso de 14 de novembro de 2009, em Madri. Com seus toques envolventes e dominando as ações, a Espanha abriu o placar após linda jogada de ataque que terminou com chute de David Silva, rebote do goleiro Romero e gol de Xabi Alonso. No segundo tempo, Messi, de pênalti, empatou para a Argentina, mas Xabi Alonso, também de pênalti, deu a vitória à dona da casa, que no ano seguinte seria campeã do mundo.

Argentina 4×1 Espanha – Amistoso – 2011

Mesmo treinada por um técnico interino – Sergio Batista -, a Argentina se impôs diante da então campeã do mundo Espanha e goleou a equipe europeia em amistoso disputado no Monumental de Núñez – o primeiro jogo entre as seleções em território argentino desde 1974. Com nomes como Romero, Zanetti, Demichelis, Heinze, Mascherano, Cambiasso, Messi e Tevez, a dona da casa aproveitou os desfalques defensivos da Espanha naquele dia, que jogou sem Capdevila, Sergio Ramos, Puyol e Casillas. Logo aos 9’, Messi tabelou com Tevez, recebeu na área e tocou por cobertura, na saída de Reina, para fazer 1 a 0. 

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Apenas três minutos depois, Tevez deu um passe sensacional para Higuaín, que invadiu a área, driblou Reina e tocou para o gol vazio: 2 a 0. A Espanha tentou responder aos 27’, em chutaço de fora da área de Villa, mas a bola bateu na trave esquerda do goleiro Romero. A Argentina pressionava a saída de bola espanhola e, aos 33’, o goleiro Reina escorregou bisonhamente ao receber um recuo de Arbeloa e Tevez, muito bem posicionado, aproveitou para ampliar: 3 a 0. Foi uma falha ridícula do goleirão! 

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Reina escorregou bisonhamente…
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E Tevez aproveitou para fazer o gol.
 
Messi e Busquets, companheiros de Barcelona na época.
 

No segundo tempo, Fernando Llorente, aos 84’, recebeu passe de Pedro e descontou para a Espanha. Só que era tarde. E acordou a Argentina de novo, que, aos 90’, fez 4 a 1 após Tevez cruzar na área e Agüero, de cabeça, testar no canto do goleiro. A vitória deu esperança ao torcedor, que viu uma Argentina mais competitiva no ciclo sob o comando de Alejandro Sabella, que conduziu a albiceleste até a final da Copa de 2014, perdida para a Alemanha. Já a Espanha ainda teve grandes momentos até 2012, quando levantou outra Eurocopa, mas perdeu força a partir de 2013 e caiu na fase de grupos do Mundial do Brasil.

Espanha 6×1 Argentina – Amistoso – 2018

A campanha da Argentina na Copa de 2018 foi um fiasco, com derrotas marcantes para Croácia, na fase de grupos, e nas oitavas de final para a França de Mbappé. E os sinais de que o time não estava bem foram dados bem antes, mais precisamente no amistoso contra a Espanha de 27 de março de 2018, em Madri. Embalada na época e comandada por Julen Lopetegui, a Espanha simplesmente humilhou a Argentina e lhe impôs sua maior derrota desde 2009, quando levou de 6 a 1 da Bolívia nas Eliminatórias para o Mundial de 2010.

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Sem Messi, a Argentina foi a campo com Romero; Bustos, Otamendi, Rojo e Tagliafico; Biglia e Mascherano; Lo Celso, Banega e Meza; Higuain. Já a Espanha entrou com De Gea; Carvajal, Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Thiago, Iniesta e Koke; Isco, Diego Costa e Asensio. O massacre começou aos 12’, com Diego Costa. O segundo veio aos 27’, quando Isco recebeu de Asensio e tocou no canto de Caballero, que entrou aos 22’, no lugar do lesionado Romero. Tempo depois, Otamendi descontou e deu sobrevida à Argentina, mas os espaços na zaga continuaram e a bagunça tática que era aquele time de Jorge Sampaoli foi escancarada no segundo tempo.

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Isco foi o carrasco argentino daquela noite com 3 gols.
 
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A bagunça na zaga argentina no gol de Aspas, com assistência do goleiro De Gea.
 

Aos 52’, Iago Aspas invadiu a área, tocou no meio e Isco fez 3 a 1. Três minutos depois, Isco tocou para Iago Aspas e este deixou para Thiago encher o pé e marcar 4 a 1. Aos 73’, de novo Iago Aspas recebeu passe do goleiro De Gea, saiu em disparada e tocou na saída de Caballero para fazer o quinto. E, aos 74’, Isco atrapalhou um toque de Otamendi, Iago Aspas engatilhou um contra-ataque e deixou para Isco fazer o terceiro dele no jogo – ele se tornou o maior artilheiro da história do duelo com três gols: 6 a 1. Uma paliza inesquecível e que rendeu críticas ácidas da imprensa argentina, em especial do jornalista Sergio Maffei, do Diário Olé

“A equipe nacional foi incendiada inteira, inteirinha. A 78 dias da Copa do Mundo, ela se auto destruiu. […] Havia várias maneiras de passar por este jogo sem Messi (também sem o Kun e Di María), mas, no final, a Argentina escolheu o pior. E mais do que um tapa, como o treinador disse, levou um nocaute histórico, aqueles que deixam marcas no rosto, perda de conhecimento e sequelas emocionais. Um papelão. Uma derrota humilhante. Uma bofetada histórica. Uma vergonha. O 6 a 1 foi um escândalo, mas, acima de tudo, doeu”. 

Espanha 1×0 Argentina – Final da Copa do Mundo da FIFA de 2026

2026 final
finalFIFA World Cup 2026 Closing Ceremony

Oito anos depois da Paliza espanhola, as duas seleções se encontraram para o maior jogo da história do duelo: a final da Copa do Mundo de 2026. De um lado, uma Espanha embalada após a categórica vitória sobre a França de Mbappé, Dembélé, Olise e companhia, invicta e que sofreu apenas um gol em sete jogos. Do outro, a Argentina, dona do melhor ataque do Mundial e que passou por jogos dramáticos e duas viradas épicas – contra o Egito e contra a rival Inglaterra – para garantir lugar em sua segunda final de Copa seguida e lutar pelo tetracampeonato, na provável última Copa de Messi, o “alter ego” da própria Espanha, que se tornou a multicampeã que é neste século XXI muito por causa do argentino e suas genialidades no Barcelona de Guardiola, a inspiração máxima do tiki taka e símbolo das glórias de 2008 a 2012. 

O duelo serviu como a Finalíssima que não aconteceu, pois ambas iriam se enfrentar no começo de 2026 valendo o troféu do torneio, que reúne o campeão da Eurocopa contra o campeão da Copa América, além de ser um desempate no histórico dos confrontos. Quando a bola rolou, o que se viu foi uma Espanha dominadora, que controlou o jogo em todo momento e viu uma Argentina que simplesmente não criou nenhuma chance durante os 90 minutos e só se defendeu e esperou o adversário. A Espanha poderia ter criado mais chances claras de gol e lembrou um pouco o time de 2010, que ficava com a bola e não marcava gols, mas também não era agredido.

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O jogo ficou 0 a 0 e foi para a prorrogação. Nela, a Espanha seguiu dominante e passou a atacar mais, principalmente com os suplentes Nico Williams e Ferran Torres. E foi dos pés de Ferran que saiu o gol do título, aos 106′, após aproveitar toque de cabeça de Nico e bater de primeira, forte, sem chance para Dibu Martínez. A Argentina, enfim, tentou alguma coisa no ataque, mas não conseguiu furar a meta de Unai Simón. E o título mundial ficou mesmo com a Espanha, invicta e que levou apenas um gol em oito jogos na Copa.

Retrospecto entre Argentina x Espanha

  • 15 jogos
  • 7 vitórias da Espanha
  • 6 vitórias da Argentina
  • 2 empates
  • 20 gols da Espanha
  • 18 gols da Argentina

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1 COMENTÁRIO

  1. Guilhermeeee? Vindo de França 4 x 6 Inglaterra, a partida mais alucinante e maluca da copa!!!! Site incrível.

Comentários encerrados.

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