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Técnico Imortal – Gusztáv Sebes

Nascimento: 22 de Janeiro de 1906, em Budapeste, Hungria. Faleceu em 30 de Janeiro de 1986, em Budapeste, Hungria.

Equipes que treinou: Szentlörinc AC-HUN (1940-1942), Csepel-HUN (1943-1944), Budafoki MTE-HUN (1945-1946), Seleção da Hungria (1949-1957) e Diósgyöri VTK-HUN (1968).

Principais títulos por seleção: 1 Ouro Olímpico (1952), 1 Copa da Europa Central (1953) e Vice-campeão da Copa do Mundo da FIFA (1954) pela Hungria.

 

“O Comandante dos Mágicos Magiares”

Por Leandro Stein e Guilherme Diniz

Alguns técnicos marcam seus nomes na história do futebol com títulos. Outros, com inovações táticas, treinos e manias. E raros com revoluções. Pois houve um húngaro que conquistou tal posto pela revolução que proporcionou nos anos 1950. Gusztáv Scharenpeck, mais conhecido como Gusztáv Sebes, foi o grande arquiteto da seleção húngara conhecida como Mágicos Magiares que encantou o mundo e se transformou no ponto de virada para o futebol moderno. Em tempos no qual o esquema tático WM, com dois zagueiros, três volantes, dois meias e três atacantes era a principal referência no esporte e comum em praticamente todas as equipes, Gusztáv Sebes decidiu inovar. Ele percebeu que o WM provocava espelhos nos confrontos em que duas equipes o utilizavam. Com a facilidade de ter craques fora do comum no time húngaro, ele inverteu o M e criou o WW.

O esquema primou pela movimentação do time, pelo toque de bola, e pelo fator surpresa no ataque, pois um meia-atacante pelo meio (que os zagueiros achavam ser um centroavante) atraía a marcação adversária, deixando os dois atacantes livres para fazer a festa. No caso da Hungria, Hidegkuti era o falso centroavante, e Puskás e Kocsis os atacantes genuínos. O trio foi fundamental para o sucesso que aquela seleção começaria a fazer com o “futebol socialista”, que mais tarde seria chamado de Futebol Total. 

Foi assim que Sebes desenhou o 4-2-4, fundamental para o sucesso da Hungria na Copa de 1954 e nos muitos jogos do esquadrão magiar na época. Estrategista, Sebes foi um dos maiores técnicos de sua geração e moderno para sua época, pois primava pela eficiência de seus jogadores, bem como preparo físico, treinamento e habilidade. Se a Hungria não venceu a Copa de 1954 por detalhes, Sebes fez daquela seleção uma das mais cultuadas da história e dona da melhor média de gols em um Mundial em todos os tempos – mais de cinco por partida! É hora de relembrar a carreira dessa lenda.

Jogador sindicalizado

Filho de sapateiro, o meio-campista Sebes começou a praticar futebol aos 12 anos. Emigrou para França, onde encontrou trabalho na Renault, participando ativamente de greves e movimentos sindicais e defendendo os modestos Sauvages Nomades e Olympique Billancourt. Em 1927, voltou para a Hungria, onde por 13 anos defendeu as cores do MTK FC, com o qual conquistaria por três vezes o Campeonato Húngaro e uma vez a Copa da Hungria. Pela seleção, disputou apenas uma única partida, como meia direito, em 15 de março de 1936, contra a Alemanha. Sebes jogou mais de 200 partidas pelo campeonato nacional antes de encerrar a carreira no começo dos anos 1940.

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Após terminar sua trajetória dentro dos relvados, Sebes decidiu tornar-se treinador porque, para ele, o futebol era uma “questão existencial”. Ele iniciou sua trajetória comandando equipes em divisões inferiores do futebol húngaro. Em clubes, o máximo que alcançou foi disputar por dois anos a primeira divisão do nacional, obtendo um nono lugar com o Csepel na temporada 1943-44. Em 1946, foi demitido do modesto Budafoki MTE, após o time ser rebaixado no grupo ocidental da Liga Húngara com apenas cinco vitórias em 26 partidas. 

Muitos se perguntam ainda hoje como um treinador com resultados, até então, no máximo, medianos poderia assumir uma forte seleção húngara. Seria, no entanto, os créditos políticos, apreciados pelo poder stalinista, que levaram Sebes até ao banco da seleção. Ele ocupou posição de destaque na estrutura esportiva do país, o que lhe deu influência direta sobre planejamento, calendário, preparação e até a forma de reunir jogadores por longos períodos, e isso mesmo sem grandes trabalhos como técnico de clubes.

Política e futebol

Vice-campeão do Mundial de 1938, os húngaros contavam com grandes jogadores e mantinham no pós-guerra a mesma fama de potência conseguida antes do conflito. A paixão pelo futebol resistira a todo sofrimento e transformava-se num grande divertimento para todo o povo húngaro. Percebendo essa força, o regime comunista resolveu transformar o futebol numa bandeira política. Para isso, nada melhor do que um socialista convicto.

Sebes, um homem com recomendáveis credencias socialistas, que em meados dos anos 1930 organizara, em Paris, uma manifestação de operários da Renault e que depois fora um dos principais ativistas do movimento sindical na Hungria do pós-guerra, tinha apreciação do poder stalinista. Dessa forma, em 1948, junto com Bela Mandik e Kompoti-Gabor-Kleber, começou a fazer parte de uma comissão que assumiu o comando da seleção da Hungria, com efetivação plena em 1949, quando recebeu o título de Vice-Ministro do Esporte e obteve o controle completo do planejamento da Seleção Magiar.

Gusztáv Sebes

Com o cargo de chefe da comissão técnica, vice-ministro do Esporte e presidente do Comitê Olímpico húngaro, Sebes começou a pôr em prática seu sistema de jogo “socialista”: ataque e defesa como tarefas coletivas, com jogadores capazes de circular por zonas e assumir funções diferentes. Para isso, e aproveitando-se desse controle e poder que detinha, distribuiu os melhores jogadores do país em dois clubes principais, possibilitando aos mesmos um entrosamento impossível de ser adquirido apenas com o tempo em que estivessem à disposição da seleção.

Como o forte Ferencvaros, então potência da liga húngara, contava com um nítido sentimento nacionalista, o jeito foi apelar para o até então pequeno Kispest, fundado em 1909, mas de poucas conquistas. O clube passou a se chamar Budapeste Honvéd e virou a representação do time do Exército. Contando com a sorte de encontrar já nesse pequeno clube do lado sul de Budapeste os amigos de infância Puskás e Bozsik, Sebes levou também Czibor, o goleiro Grosics, o zagueiro Lóránt e os atacantes Budai e Kocsis, vindos do Ferencvaros, este praticamente desmantelado.

Para equilibrar um pouco as coisas para o MTK FC, ligado à Polícia Secreta húngara e time pelo qual jogara a maior parte da carreira como atleta, Sebes deslocou o zagueiro Zakariás, o lateral Lantos e os atacantes Hidegkuti e Palotás. Até a Copa de 1954, o Honvéd conquistaria quatro títulos nacionais, ficando o MTK com as outras duas taças.

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No campo de jogo, a Hungria de Sebes ficou famosa por sair do velho padrão rígido e apresentar um desenho mais “fluido”, frequentemente descrito como 3–2–3–2, com um centroavante recuado (Hidegkuti, o primeiro “falso 9” do futebol) arrastando a marcação e abrindo espaços para Puskás, Kocsis e cia. Essa abordagem é lembrada como precursora de ideias que depois seriam associadas ao “Futebol Total” — e, ao mesmo tempo, como uma das raízes do 4-2-4 que se espalharia em diferentes leituras pelo mundo.

Ouro nas Olimpíadas de Helsinque e o convite inglês

Além de todo esse poder, Sebes ainda contou pelo tempo que quis com a possibilidade de juntar os selecionáveis para treinos e amistosos. Assim, conquistou com facilidade as Olimpíadas de 1952, em Helsinque, na Finlândia, derrotando Romênia (2 a 1), Itália (3 a 0), Turquia (7 a 1), Suécia (6 a 0) e Iugoslávia (2 a 0), sofrendo apenas 2 gols e marcando 20. Stanley Rous, presidente da Federação Inglesa e amigo de Sebes, estava presente à grande final em Helsinque e, encantado, fez o convite para uma amistoso contra os inventores do futebol. A Inglaterra se arrependeria para sempre dessa ideia…

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Os mágicos, ovacionados após o ouro. Mihaly Lántos, Peter Palotas, Zoltan Czibor, Jozsef Bozsik, Gyula Lorant, Jozsef Zakariás, Gyula Grosics, Sandor Kocsis, Nandor Hidegkuti, Ferenc Puskás e Jeno Buzanszky.
 

Para além de saber jogar com o comportamento humano, Sebes passava também muitas horas pensando em pequenos detalhes do jogo. Antes da memorável vitória por 6 a 3 em Wembley – a primeira derrota da Inglaterra para uma seleção não-britânica dentro de casa -, em novembro de 1953, com o encontro com os ingleses já marcado, se deslocou a Wembley para assistir a um jogo entre a Inglaterra e uma seleção do resto do mundo, terminado com um empate de oito gols. 

Sebes desceu ao gramado pouco antes do inicio do jogo e reparou que a bola nunca saltava mais de um metro. Ficou curioso e na manhã seguinte regressou ao estádio. Calçou umas chuteiras e, de gravata, correu com a bola no campo, deu uns chutes e observou os ressaltos que ela fazia. Mediu a largura e o cumprimento do gramado, perante o olhar espantado dos tratadores do campo e, antes de voltar a Budapeste, solicitou três bolas de marca inglesa.

Na Hungria, alargou o campo de treinos para 110m por 70m, e, três vezes por semana, os jogadores treinavam com as bolas inglesas, simulando situações de jogo, um exercício ainda muito pouco utilizado. Quando, meses depois, a seleção magiar entrou em Wembley, nada lhe era estranho. Sebes tinha reproduzido, num simples campo de treinos de Budapeste, todos os importantes pormenores do fantástico cenário inglês.

O Jogo do Século

Em 25 de Novembro de 1953, a Hungria se impôs diante de um time inglês que incluía Stanley Matthews, Stan Mortensen, Billy Wright e Alf Ramsey e venceu por 6 a 3. Em uma exibição maravilhosa de futebol, Hidegkuti marcou três vezes e Puskás, duas. Apesar de lembrada pela beleza de seu jogo e a classe de seus jogadores, o duelo também marcou uma virada na tática, dinâmica de grupo e na fluidez de campo de um time dentro dos gramados. Sebes sabia motivar seus jogadores: 

“Se vencermos os ingleses, em Wembley, os nossos nomes serão lendários”, afirmou nos vestiários.

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O capitão Billy Wright (à esq.) troca de flâmula com Ferenc Puskás, da Hungria, em 1953.
 

Após o jogo, envergonhados, os ingleses solicitaram uma revanche, marcada para maio de 1954, como preparação para a Copa. O jogo aconteceu no Nepstadion, atual Estádio Ferenc Puskás, em Budapeste. A Hungria realizou outra apresentação de gala e massacrou a Inglaterra por 7 a 1. Um pouco antes, em 1953, a equipe magiar venceu o título da Copa da Europa Central ao bater a Itália por 3 a 0, com dois gols de Puskás e um de Hidegkuti. 

Além dos shows, a Hungria de Sebes se destacava pelo preparo físico exemplar, com seus jogadores entrando no gramado aquecidos, algo pouco comum na época. Por isso, o time magiar costumava marcar pelo menos dois gols antes dos 20 minutos do primeiro tempo, característica marcante na sequência invicta de 32 partidas que a seleção ostentou entre 1950 e 1954, um recorde até hoje cultuado no mundo futebolístico de seleções.

O Milagre de Berna

Na Copa do Mundo da Suíça, era apenas questão de tempo até os húngaros humilharem seus adversários e conquistarem o título. E a primeira fase só confirmou o favoritismo: 9 a 0 na Coreia do Sul e 8 a 3 na Alemanha. Após derrotar o Brasil na chamada “Batalha de Berna”, pelas quartas-de-final, por 4 a 2, venceu o bicampeão Uruguai pelo mesmo placar e alcançou a final pela segunda vez na história. O duelo seria contra os alemães, que haviam sido goleados na primeira fase. Barbada? Assim esperavam os húngaros.

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Fritz Walter cumprimenta o capitão húngaro, Ferenc Puskás, antes da decisão.
 

O estádio Wankdorf acomodava 60 mil pessoas preparadas para ver a consagração húngara. Apesar de Puskás colocar seu time à frente do marcador em apenas seis minutos de jogo, e com Czibor marcando o segundo gol dois minutos depois, a vantagem se desfez com Max Morlock e Helmut Rahn marcando para o selecionado germânico. O segundo tempo assistiu a erros impressionantes dos húngaros e, a seis minutos do fim da partida, Rahn marcou novamente. Puskás teve um gol anulado quando faltavam apenas dois minutos e a invencibilidade húngara de 32 partidas caiu justamente na partida final da Copa do Mundo: 3 a 2 para a Alemanha.

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Como podia um time daqueles, recheado de craques, perder uma Copa ganha? Vários fatores podem explicar. Na primeira fase, a Alemanha levou um chocolate da Hungria, lembra? Pois é, só que naquele jogo os alemães pouparam cinco titulares na derrota para os magiares, pensando no jogo seguinte. Ou seja, a Hungria não enfrentou a força máxima dos alemães. Outro ponto foi que naquela partida da primeira fase o zagueiro alemão Liebrich deu uma entrada dura no maior craque da Hungria, Puskás. O jogador saiu de campo contundido logo no primeiro tempo, perdeu os jogos seguintes e disputou a final “baleado”.

Outro ponto: a Hungria vinha de uma partida duríssima contra o Uruguai, que só foi decidida na prorrogação, e estava visivelmente cansada. Já a Alemanha vinha de uma goleada fácil sobre a Áustria por 6 a 1. O último ponto: o jogo final foi disputado debaixo de um dilúvio, uma chuva torrencial. Isso prejudicou demais o futebol recheado de toques de bola dos magiares, prevalecendo a força e robustez dos alemães. Mesmo com o vice, aquele time húngaro registrou recordes até hoje jamais superados em Copas:

  • Maior número de gols marcados em uma só Copa: 27 gols;
  • Maior média de gols marcados em uma só Copa: 5,4 gols por jogo;
  • Maior saldo de gols em uma só Copa: +17 gols;
  • Artilheiro com a maior média de gols em uma só Copa: Kocsis, com 2,2 gols por jogo – 11 gols em 5 jogos.

Legado eterno

A Hungria daqueles anos 1950 entrou direto para o rol das maiores seleções de todos os tempos. O futebol húngaro estava na vanguarda da inovação tática na década de 1950 e inspirou outras equipes a também jogarem no que viria a ser o 4-2-4, incluindo o Brasil de 1958, e, tempo depois, a Holanda de 1974, esta com o Futebol Total em sua essência e não no 4-2-4. Ferenc Puskás disse certa vez: 

“Quando atacamos, todos atacam, e, na defesa, era o mesmo. Fomos o protótipo de Futebol Total”. 

Era o famoso ideal socialista de Sebes, uma noção na qual cada jogador tinha o mesmo peso e era capaz de jogar em todas as posições. Gyula Grosics, recordou mais tarde: “Sebes era muito comprometido com a ideologia socialista, e você podia sentir isso em tudo o que ele dizia. Ele fazia de cada jogo importante ou competição uma questão política, e muitas vezes tratava o duelo em questão como uma luta entre o capitalismo e o socialismo, dizendo que no campo de futebol acontecia essa oposição como em qualquer outro lugar”.

Em seu livro de memórias, intitulado “Alegrias e Desilusões”, Gusztáv Sebes, confesso admirador de Hugo Meisl (técnico do poderoso Wunderteam austríaco dos anos 1920/1930) e Vittorio Pozzo (treinador da Itália bicampeã mundial nos anos 1930), explica que, para formar uma grande equipe, não bastava reunir jogadores com grande técnica. Essas qualidades só seriam decisivas se acompanhadas de uma inteligência de jogo especial e um comportamento forte nos treinos e, sobretudo, no modo de vida. Considerava obrigatório conhecer a personalidade de todos os seus jogadores fora de campo.

Como exemplo de um jogador completo sob todos esses aspectos, citava o nome de József Turay, atacante que brilhou no Ferencvaros e no MTK, um dos melhores jogadores da história do futebol húngaro nos anos 1920 e 1930. Em campo, era a inteligência personificada para jogar futebol. Fora dele, não sabia ler nem escrever. Quando, porém, se tornou famoso em todo o país, teve a humildade de revelar aos seus dirigentes que era analfabeto e que isso lhe fazia sentir um enorme complexo de inferioridade, por isso queria aprender a ler e escrever. Já era um jogador de nível internacional quando terminou seus estudos. Para Sebes, ele era o exemplo do caráter que teriam de ter todos os jogadores de seus times.

Pós-Copa e o fim

Na Hungria, a derrota no Mundial despertou a fúria dos torcedores. Uma das acusações táticas era a de ter colocado, na final, Czibor a jogar pela direita, onde o seu pé esquerdo não poderia funcionar de forma plena. Sebes explicou que a intenção era aproveitar a debilidade do lateral esquerdo alemão Kohlmeyer. Orgulhoso, sempre recusou demitir-se. O projeto de Sebes não terminou “de um dia para o outro”, mas o período pós-1954 marca o início da descida: críticas internas, ambiente político turbulento e a própria mudança de era no futebol internacional. Acabaria por ser afastado em 1956, após uma derrota para a Bélgica por 5 a 4. O “Time de Ouro” húngaro seria desfeito após a Revolução Húngara de 1956.

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Com o passar dos anos, Sebes se tornou adorado por todo o futebol húngaro. Treinaria ainda a seleção húngara sub-23 e o modesto Diósgyöri, sem obter resultados relevantes. Morreu em 30 de janeiro de 1986, uma semana depois de completar 80 anos e no ano que a seleção da Hungria disputou sua última Copa do Mundo, caindo ainda na primeira fase após sofrer duas derrotas – uma goleada de 6 a 0 da URSS e um 3 a 0 da França – e vencer apenas o frágil Canadá por 2 a 0. Um time bem distante daqueles Mágicos Magiares que, sob o comando de Sebes, encantaram o mundo.

Números de destaque:

  • Entre 1950 e 1956, a Hungria disputou 69 jogos, venceu 58, empatou 10 e perdeu apenas um (exatamente a final da Copa…). Foram 436 gols marcados;
  • A Hungria detém até hoje o recorde mundial de aproveitamento na história: entre junho de 1950 e fevereiro de 1956, foram 42 vitórias, sete empates e uma derrota, aproveitamento de 91%;
  • Puskás e Kocsis formaram a dupla mais prolífica de uma seleção na história. Juntos, eles marcaram 159 gols.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Curioso como um vice faz cair no esquecimento todo um grande trabalho técnico construído nos mínimos detalhes e com inteligência única a frente do tempo. Gustav fez em poucos anos um trabalho que ficou pra eternidade mas sem devido reconhecimento.quando se fala daquela Hungria e seus craques é bom lembrar de quem montou e comandou com maestria toda aquela máquina.Grosics,Hidegkuti,Kocsis,Puskás e Sebes agora faltam Bozsik e Czibor pra fechar os mágicos magiares.

  2. Lembrar do Gusztáv Sebes foi uma boa ideia! Ele foi genial, visionário e inovador, sendo um treinador à frente do seu tempo e que soube o que fazer para os Magiares serem, de fato, mágicos! Uma pena que aqueles fatores citados no texto permitiram à Alemanha realizar aquele “Milagre” na final da Copa 1954! Mesmo assim, Gusztáv foi um craque no banco!
    Mandou bem, Imortais! Saiba que gosto muito de ler sobre a mítica Hungria de 1954! Mas eu ainda acho que Bozsik e Czibor poderiam virar craques imortais no site! Bom trabalho e abraço!

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