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Todos os Estádios das Finais das Copas do Mundo

Por Guilherme Diniz

Com quase 100 anos de história, a Copa do Mundo da FIFA é o maior evento futebolístico do planeta. Além dos craques, das seleções e dos gols que compõem essa rica e espetacular história, o torneio também possui protagonistas icônicos: os estádios. De 1930 até 2026, dezenas de templos sediaram as finais e deram ainda mais misticismo aos jogos que definiram o campeão. Muitos seguem intactos e cheios de aura, outros foram reformados e alguns nem existem mais. É hora de conhecer todos os estádios das finais das Copas do Mundo!

Copa do Mundo de 1930 – Centenário

Todos os Estádios das Finais das Copas do Mundo

Construído especialmente para o primeiro Mundial da história, o Centenário foi levantado em apenas oito meses e, para acelerar a obra, a capacidade foi reduzida de 102 mil para pouco mais de 70 mil pessoas. A festa de inauguração ocorreu em 18 de julho de 1930, data do centenário da independência do Uruguai. Por causa disso, o estádio foi naturalmente batizado de Centenário. Naquele dia, foi também a partida inaugural do Uruguai na Copa, e terminou com vitória da Celeste por 1 a 0, gol de Héctor Castro. Pouco mais de 57 mil pessoas estavam presentes, pois faltavam alguns ajustes nas Tribunas América e Colombes e ainda pontos com concreto fresco e materiais de construção sobre as arquibancadas.

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Dias depois, tudo terminou e o estádio pôde receber as mais de 70 mil pessoas que comportava nas partidas seguintes. O recorde de público pagante aconteceu exatamente naquela Copa, na semifinal entre Uruguai e Iugoslávia, com goleada de 6 a 1 da Celeste diante de 79.867 pessoas. Na grande final, o público pagante foi de 68.346 pessoas segundo a FIFA, mas estima-se que mais de 90 mil pessoas estiveram presentes para ver o Uruguai vencer a Argentina por 4 a 2 e encerrar seu mais vitorioso ciclo futebolístico na história. Foi a coroação de um time brilhante no mais novo palco futebolístico mundial. Porém, muito se enganava quem acreditava que o gigante iria virar um “elefante branco”. A história do Centenário estava apenas começando… Leia mais sobre ele clicando aqui!

Copa do Mundo de 1934 – Stadio Nazionale

Copa 1934 Stadio Nazionale

Construído em 1911, o Stadio Nazionale era um dos principais da Itália na época e abrigou três jogos daquela Copa, incluindo a final vencida pela Itália sobre a Tchecoslováquia por 2 a 1, diante de 55 mil pessoas. Com estrutura clássica e uma tribuna coberta, o Nazionale foi fechado em 1953 para a construção de um novo estádio, com foco nas Olimpíadas de Roma de 1960. As obras começaram em 1957 e, em 1959, nasceu o Stadio Flaminio, com capacidade para pouco mais de 40 mil pessoas, embora ele fosse utilizado normalmente para 25 mil pessoas. Preservando o mesmo estilo de seu antecessor, o Flaminio foi utilizado frequentemente por Lazio e Roma até a construção do Estádio Olímpico, que tomou o protagonismo e virou o mais importante da cidade. Com isso, em 2011, o Flaminio foi fechado e segue abandonado. A Lazio estuda adquirir o espaço e construir uma arena. 

Copa do Mundo de 1938 – Stade Olympique de Colombes

Copa 1938 Stade Olympique Colombes

Apesar de o Mundial daquele ano ter outros estádios novinhos em folha – entre eles o belíssimo Vélodrome -, foi o Olympique de Colombes que ganhou o direito de sediar a final da Copa pelo fato de o estádio ser um dos mais tradicionais da França na época – foi inaugurado em 1907 – e ter sido palco dos principais jogos de Futebol das Olimpíadas de 1924, incluindo a final que consagrou a Celeste Olímpica. O Estádio foi palco também de provas de atletismo, ginástica e tênis, além de algumas provas de ciclismo, hipismo, rúgbi e duas das modalidades do pentatlo moderno (corrida e esgrima). 

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Em 2024, o Yves du Manoir foi um dos palcos das Olimpíadas de Paris.
 

Em 1938, o Olympique de Colombes recebeu três jogos da Copa: a vitória da França sobre a Bélgica por 3 a 1, nas oitavas de final; a vitória da Itália sobre a França por 3 a 1, nas quartas de final, e a grande final vencida pela Itália sobre a Hungria por 4 a 2. O Olympique de Colombes segue na ativa até hoje e sediou algumas modalidades das Olimpíadas de 2024. Com capacidade para 15 mil pessoas atualmente, o estádio é conhecido como Stade Yves-du-Manoir, nome que homenageia o ex-jogador de rúgbi francês Yves du Manoir, que faleceu em 1928, com apenas 23 anos, em um acidente aéreo.

Copa do Mundo de 1950 – Maracanã

Copa 1950 Maracana

Com o Brasil como sede da primeira Copa do Mundo do pós-guerra, o governo decidiu construir um estádio à altura do maior espetáculo futebolístico mundial. E, em apenas dois anos, o Estádio Municipal, como era conhecido em sua inauguração, se transformou no maior estádio do mundo na época e símbolo da esperança brasileira de conquistar a Copa do Mundo em casa. Oficialmente, seriam mais de 155 mil lugares, superando outros colossos como Wembley, na Inglaterra, e Hampden Park, na Escócia, no entanto, a capacidade acabou sendo de quase 200 mil pessoas, número visto na grande final entre Brasil e Uruguai, que na verdade era o último jogo do triangular final da Copa, mas que “virou” final pelo fato de os dois times brigarem pelo título.

O Brasil abriu o placar, mas a Celeste virou para 2 a 1 e ficou com o título mundial, causando o Maracanazo ao escrete brasileiro. Nos anos seguintes, o Maracanã conseguiu deixar para trás o estigma da derrota de 1950 graças ao desfile de craques que por lá passaram e também pelo bom momento que a seleção brasileira viveu depois do Maracanazo, culminando com o bicampeonato mundial de 1958 e 1962 e ainda o tri, em 1970. O Maracanã seguiu com sua capacidade superior a 150 mil pessoas por décadas, mas, nos anos 2000, começou a encolher por conta das novas exigências da FIFA. Hoje, o estádio comporta cerca de 78 mil torcedores. Leia mais sobre ele clicando aqui!

Copa do Mundo de 1954 – Wankdorf Stadium

Copa 1954 Wankdorf

Inaugurado em 1925, o principal estádio de Berna nasceu acanhado, para pouco mais de 25 mil torcedores, mas foi ganhando melhorias até comportar 42 mil pessoas nos anos 1940. Após a escolha da Suíça como sede do Mundial de 1954, o governo decidiu remodelar por completo o velho Wankdorf, que teve sua capacidade aumentada para 62 mil torcedores. Com arquibancadas próximas ao gramado, o estádio era um verdadeiro caldeirão e abrigou cinco jogos da Copa de 1954, entre eles o tenso Hungria 4×2 Brasil, conhecido como a Batalha de Berna, e também a final do Mundial entre Alemanha 3×2 Hungria, que ficou conhecida como o Milagre de Berna.

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Atualmente, o Wankdorf é bem diferente e ostenta a modernidade presente em vários estádios da Europa.
 

Em 1997, um plebiscito foi realizado em favor da demolição do estádio para a construção de um novo, o que começou em 2001. Em 2005, foi inaugurado o Stade de Suisse, com capacidade para 32 mil pessoas e gramado artificial, o que gerou muitas críticas na época. Em 2020, o estádio foi rebatizado como Wankdorf Stadium, a fim de resgatar seu passado histórico.

Copa do Mundo de 1958 – Estádio Råsunda

Copa 1958 Rasunda

O primeiro Råsunda foi inaugurado em 1910, mas deu lugar em 1937 a um novo e maior em 1937, com capacidade para quase 38 mil pessoas. Nos anos 1950, o estádio ganhou benfeitorias e passou a comportar mais de 50 mil pessoas, o que fez dele o principal palco da Copa de 1958. Oito jogos do Mundial foram realizados no estádio de Solna, incluindo uma semifinal – Brasil 5×2 França – e a grande final vencida pelo timaço de Pelé, Garrincha e companhia sobre os anfitriões por 5 a 2. Em 1995, o Råsunda foi palco da final da Copa do Mundo Feminina da FIFA e se tornou o primeiro na história a abrigar as finais masculina e feminina de um Mundial – depois dele, o Rose Bowl, nos EUA, também ganhou a honra ao abrigar as finais de 1994 (masculina) e 1999 (feminina).

Em 2013, o Råsunda foi demolido para dar lugar ao Nationalarenan (atual Strawberry Arena), construído a algumas quadras dali. O jogo que encerrou a história do Råsunda foi um amistoso entre Brasil e Suécia, justamente os protagonistas da final de 1958. O time brasileiro entrou em campo com uma réplica da camisa azul utilizada naquela final e, durante o jogo, usou o uniforme azul que utilizava na época. Do lado do sueco, ex-jogadores que fizeram história na seleção foram homenageados, como Larsson e Ravelli. Pelé deu um simbólico pontapé inicial e foi ovacionado. A seleção canarinho venceu por 3 a 0, com dois gols de Alexandre Pato e um de Leandro Damião, e deu adeus ao estádio da primeira estrela em grande estilo.

Copa do Mundo de 1962 – Estádio Nacional

Copa 1962 Estadio Nacional

Inaugurado em dezembro de 1938, o Coloso de Ñuñoa é um dos mais lendários estádios da América do Sul e vivenciou momentos de glórias esportivas e também de dramas na época da ditadura chilena. Escolhido pela FIFA como país-sede da Copa do Mundo de 1962, o Chile superou adversidades, problemas de infraestrutura e um violento terremoto ocorrido em 1960 para realizar o segundo Mundial em território sul-americano. E o Estádio Nacional, como não poderia deixar de ser, foi o palco principal do torneio e passou por reformas que aumentaram sua capacidade para pouco mais de 76 mil pessoas. 

Dez jogos foram realizados no local, entre eles a famigerada Batalha de Santiago entre Chile e Itália, na primeira fase, e a grande decisão, vencida pelo Brasil sobre a Tchecoslováquia por 3 a 1. O estádio abrigou também várias finais de Libertadores e virou um ícone do país. Leia mais sobre ele clicando aqui!

Copa do Mundo de 1966 – Estádio de Wembley

Copa 1966 Wembley

Após o fim da 1ª Guerra Mundial, o Governo Britânico decidiu organizar em Wembley Park, no norte de Londres, a Exposição do Império Britânico, um mega evento que seria realizado de 23 de abril de 1924 até 31 de outubro de 1925 com mostras de tudo o que o Império produzia e tinha a oferecer. Para atrair ainda mais o público e comprovar a força britânica, o rei George V queria construir um estádio enorme, digno da grandeza do Império. Com isso, em 1922, começaram as obras do mítico Wembley, inaugurado em 1923. Embora o custo fosse alto para a época, o nomeado Empire Stadium seria inicialmente demolido logo após o evento do Império, mas a ideia foi dissolvida.

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Vista aérea do novo Wembley.
 

Com capacidade para mais de 100 mil torcedores, Wembley virou um marco do futebol inglês e um símbolo da grandeza e imponência da Inglaterra no esporte. Na Copa de 1966, o estádio foi palco de 9 jogos, incluindo, claro, a épica e polêmica final vencida pela Inglaterra sobre a Alemanha por 4 a 2, com o famoso “gol fantasma” de Hurst. Além do futebol, Wembley virou palco de shows históricos e momentos inesquecíveis de outros esportes até começar a ser demolido em 2002 para dar lugar ao novo Wembley, inaugurado em 2007 e que possui capacidade para 90 mil torcedores. Leia mais sobre ele clicando aqui!

Copa do Mundo de 1970 – Estádio Azteca

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Ele é, antes de tudo, um privilegiado. Nenhum estádio no mundo teve a honra de abrigar tantos jogos de Copa do Mundo como ele – 19 partidas (e teremos mais em 2026). Nenhum estádio no mundo viu tantos, mas tantos craques em grandes formas e até em seus auges como ele. Nenhum estádio no mundo viu aqueeeele gol de Maradona ou a consagração definitiva de Pelé como Rei do Futebol. Nenhum estádio no mundo viu o Jogo do Século. Nenhum estádio no mundo viu o gol mais arquitetado da história dos Mundiais, na final de 1970, entre Brasil e Itália. E nenhum estádio no mundo nasceu com tanta vocação para sediar grandes eventos como ele. 

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Final de 1970 consagrou de vez Pelé como Rei do Futebol e único a vencer a Copa três vezes como jogador.
 

Além de tudo isso, ele foi o estádio que viu a Taça Jules Rimet ser erguida pela última vez, exatamente na final da Copa de 1970. Na pulsante Cidade do México, foi construído em 1966 o Colosso de Santa Úrsula, um mito que dispensa comentários que possam tecer sua importância para a história do esporte mundial. É impossível pensar em futebol sem pensar nele. Ali, na Calzada de Tlalpan, reside o Azteca, primeiro estádio a sediar duas finais de Copa do Mundo na história, berço de algumas das maiores obras de arte dos Mundiais e palco de momentos inesquecíveis, também, de Olimpíadas, Copas Ouro, Jogos Pan-Americanos, Libertadores e muito mais. Leia mais sobre ele clicando aqui!

Copa do Mundo de 1974 – Olímpico de Munique

Copa 1974 Olimpico de Munique

Visto de qualquer ângulo, ele é uma verdadeira obra de arte. E é mesmo, na mais pura essência. Por décadas, foi o principal estádio de Munique e um dos mais icônicos não só da Alemanha, mas do mundo. Diferente de muitos estádios, ele é leve, incorporado à natureza. Remete à mais nobre escola da engenharia e às ideias do genial Frei Otto. E, quando foi erguido, futebolistas e atletas fizeram questão de eternizar aquele estádio com gols, lances mágicos e conquistas inesquecíveis.

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O Estádio Olímpico de Munique, também conhecido como Olympiastadion de Munique, foi construído para ser a sede principal dos Jogos Olímpicos de 1972 e, em 1974, abrigou cinco jogos da Copa do Mundo, incluindo a final que consagrou a seleção alemã de Sepp Maier, Beckenbauer, Gerd Müller e companhia como bicampeã mundial. Nos anos seguintes, o estádio foi a casa do super Bayern tricampeão europeu, de três finais de Liga dos Campeões da UEFA e da Eurocopa de 1988, quando a Holanda levantou seu primeiro troféu com direito a um gol antológico de Van Basten. Com a construção da Allianz Arena, o Olympiastadion deixou de ser protagonista na cidade, mas é imbatível perto de seu vizinho em história e grandes jogos. Leia mais sobre ele clicando aqui!

Copa do Mundo de 1978 – Estádio Monumental

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Inaugurado em maio de 1938, o Monumental de Buenos Aires nasceu como foco para os grandes eventos e esportes olímpicos (mais populares do que a Copa do Mundo na época), por isso, ele iria abrigar uma pista de atletismo, ser feito de concreto armado, ter espaços desportivos anexos e havia até a ideia de uma super capacidade de 120 mil pessoas, algo revisto posteriormente para cerca de 80 mil. O estádio rapidamente se transformou em um dos mais notáveis da América do Sul e, com a escolha da Argentina como sede da Copa de 1978, o Monumental passou por reformas pontuais para ser o principal estádio do Mundial. Durante esse processo, um fato pitoresco antes entrou para a história. A cidade de Buenos Aires passava por sérios problemas no fornecimento de água e, para tentar sanar o problema na hora de irrigar o gramado, os argentinos tiveram a “brilhante” ideia de regar a grama com água do mar. Resultado: todo o gramado ficou queimado e teve que ser replantado… 

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Atualmente, o Monumental é o maior estádio da América do Sul.
 

Após a gafe, o Monumental ficou pronto a tempo para o grande evento do futebol. Foram 9 jogos no estádio, incluindo a final vencida pela Argentina sobre a Holanda por 3 a 1, vista por mais de 71 mil pessoas. Nos anos 2020, o Monumental passou por reformas e, hoje possui capacidade superior a de 1978: mais de 85 mil espectadores. Leia mais sobre ele clicando aqui!

Copa do Mundo de 1982 – Santiago Bernabéu

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Mais lendário estádio da capital espanhola e um dos mais conhecidos do mundo, o Santiago Bernabéu também ganhou o privilégio de sediar uma final de Copa do Mundo, em 1982. A casa merengue foi inaugurada em 1947, já abrigou mais de 120 mil pessoas, teve avalanches de euforia semelhantes às vistas em La Bombonera e viu o desfile dos maiores esquadrões merengues ao longo das décadas. Seu maior batismo foi justamente quando mudou seu nome de Nuevo Chamartín para Santiago Bernabéu, nos anos 1950, época de Di Stéfano, Kopa, Zárraga, Gento, Puskás e companhia, artífices do pentacampeonato europeu, do maior Real Madrid de todos os tempos, do responsável pela precoce imortalidade do estádio.

Em 1982, o Real Madrid foi obrigado a fazer profundas mudanças em seu estádio para que ele passasse uma boa imagem aos milhões de telespectadores pelo mundo e abrigasse de maneira segura os torcedores no Mundial. Com isso, foi realizada uma nova pintura branca na parte externa, redução da capacidade para pouco mais de 90 mil pessoas – sendo 67 mil em pé -, aumento da potência do sistema de iluminação, novos placares eletrônicos e uma enorme cobertura que cobria três quartos das arquibancadas, que seriam preservadas das intempéries e trariam mais conforto ao público. 

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O Bernabéu, nos anos 1980.
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E o estádio atualmente: teto retrátil, modernidade plena e mais espaço.
 

Além disso, as áreas de imprensa, acessos e tribunas foram remodeladas em obras que duraram 16 meses ao custo de cerca de 704 milhões de pesetas, dos quais 530 milhões foram pagos pelo Real Madrid. Na Copa, o Bernabéu foi sede dos três jogos da Alemanha na primeira fase e da grande final, na qual a Itália venceu a Alemanha por 3 a 1 diante de 90 mil pessoas. Hoje, o Bernabéu é um dos estádios mais modernos do planeta, esbanja tecnologia e possui cobertura retrátil e até gramado que se recolhe em dias de eventos. Leia mais sobre ele clicando aqui!

Copa do Mundo de 1986 – Estádio Azteca

Copa 1986 Azteca

O mito das Copas fez história em 1986 ao se tornar o segundo estádio a abrigar duas finais de Copa na história. De quebra, viu Maradona se consagrar assim como Pelé, em 1970, ao conduzir a Argentina à vitória por 3 a 2 sobre a Alemanha de Rummenigge. A consagração do Azteca começou em 1983, quando o México foi escolhido pela FIFA como o país-sede de um novo Mundial, após a Colômbia, então designada como sede, desistir da competição por problemas financeiros. Como o México já tinha a estrutura pronta do Mundial anterior e a experiência de grandes eventos, a FIFA preferiu não arriscar e deu ao país o direito de organizar a Copa de 1986. 

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Em 1986, foi a vez de Maradona brilhar no Azteca.
 

Mesmo com um terrível terremoto que acometeu o país em 1985 e matou cerca de 10 mil pessoas, nenhum estádio sofreu danos, muito menos o Azteca, que passou por melhorias para acomodar ainda mais pessoas e uma tribuna com 400 lugares. Além disso, o estádio ganhou novas áreas para a imprensa, novos meios de segurança para entrada e saída de torcedores, nova área de estacionamento, muro protetor ao redor do estádio e novas saídas de segurança. As reformas, que começaram em 1984, deram ao estádio capacidade para quase 115 mil pessoas. Foram 9 jogos no Mundial de 1986, incluindo a decisão, vista por mais de 114 mil pessoas.

Copa do Mundo de 1990 – Olímpico de Roma

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O Olímpico de Roma nasceu modesto, mas foi ganhando dimensões e remodelações que alcançaram imponência no final da década de 1950 para abrigar os Jogos Olímpicos de 1960. Os anos se passaram e ele virou um dos mais tradicionais palcos do futebol não só da Itália, mas de toda a Europa. Relativamente novo perto de outros estádios tradicionais, ele resiste às remodelações e aos “raios arenatizadores” por manter sua estrutura de estádio clássico, algo cada vez mais difícil de se ver no Velho Continente. Na Copa, foram seis jogos, sendo cinco da seleção italiana – três da fase de grupos, oitavas de final e quartas de final – e a grande final, na qual a Alemanha venceu a Argentina por 1 a 0, com gol de Andreas Brehme. Leia mais clicando aqui!

Copa do Mundo de 1994 – Rose Bowl

Copa 1994 Rose Bowl

Um dos estádios mais antigos desta lista – foi inaugurado em 1922 – o Rose Bowl transborda aura e mitologia. Um marco do esporte estadunidense e palco de grandes acontecimentos esportivos ao longo das décadas, o gigante de Pasadena possui inspiração no Yale Bowl, estádio centenário na cidade de New Haven, Connecticut. Construído nos anos 1920 como palco de jogos de Futebol Americano, ele acabou virando um privilegiado quando o assunto é futebol. Motivo? Ele foi um dos raros estádios na história a sediar finais da Copa do Mundo masculina e feminina – o outro foi o Rasunda, já citado. 

No Mundial de 1994, o Rose Bowl abrigou oito jogos, incluindo a agônica decisão entre Brasil e Itália, quando mais de 94 mil pessoas viram o time sul-americano ser tetra após uma dramática decisão por pênaltis e 0 a 0 no placar. Em 1999, na Copa Feminina, foram mais quatro jogos, além da final entre EUA e China, vencida pelas anfitriãs também nos pênaltis e após 0 a 0 no placar. Em 2025, o estádio foi uma das sedes da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, porém, estará ausente da Copa do Mundo de 2026 muito por conta de sua estrutura mais clássica e antiga, sem cobertura e que “derrete” os torcedores no verão, justamente a época de disputa do Mundial. Leia mais sobre ele clicando aqui!

Copa do Mundo de 1998 – Stade de France

Copa 1998 Stade de France

De todos os grandes países da Europa, a França era o único que não tinha até os anos 1990 um estádio gigante, com capacidade para mais de 70 mil pessoas. Pois isso acabou em 1998, quando foi inaugurado em Saint-Denis o Stade de France. Desde a construção do já citado Olympique de Colombes, atualmente conhecido como Stade Yves du Manoir, que o governo francês tinha planos de ter um estádio nacional que pudesse refletir a grandeza do país e capaz de abrigar diversos esportes, em especial o futebol e o rúgbi, modalidades que sempre foram a paixão do público. 

Até que, em julho de 1992, a França foi escolhida como sede da Copa do Mundo da FIFA e o país viu surgir a oportunidade de construir seu grande estádio. O governo, juntamente com a FFF (Federação Francesa de Futebol), se comprometeu com a entidade máxima do futebol a construir um estádio com capacidade superior a 80 mil pessoas e com todos os assentos cobertos. A inauguração aconteceu em janeiro de 1998 e seu nome inicial era Grand Stade. Mas, após uma série de pesquisas, quem acabou batizando o estádio foi um dos maiores craques da história do futebol da França: Michel Platini, que sugeriu a um ministro francês o nome Stade de France.

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Zidane marca um de seus gols na final.
 

O nome, simples, porém muito forte, agradou a todos e batizou instantaneamente a nova casa do futebol e do rúgbi do país. A partida inaugural do Stade de France foi realizada em 28 de janeiro de 1998 em um duelo entre França x Espanha, países que decidiram a Eurocopa de 1984 vencida pelos Bleus. Diante de mais de 78 mil pessoas, a França venceu por 1 a 0 e adivinhe quem fez o primeiro gol da história do estádio? Sim, ele mesmo: Zinédine Zidane, aos 20 minutos do primeiro tempo, quando o camisa 10 aproveitou rebote após chute de Djorkaeff e finalizou pro fundo do gol de Zubizarreta. Começava ali a ligação quase intrauterina do craque com o Stade de France. Meses depois, o estádio foi o principal palco da Copa do Mundo e abrigou nove partidas, entre elas a final vencida pela França sobre o Brasil por 3 a 0, com dois gols de Zidane. Leia mais clicando aqui!

Copa do Mundo de 2002 – International Stadium

Copa 2002 Yokohama

Inaugurado em março de 1998, o International Stadium de Yokohama virou um talismã do futebol brasileiro não só por conta do título conquistado pela seleção canarinho na Copa de 2002, mas também pelos outros três títulos mundiais levantados por clubes do Brasil no estádio: São Paulo, em 2005, Internacional, em 2006, e Corinthians, em 2012. Desde então, o International Stadium é o maior estádio do Japão, superando inclusive o Japan National Stadium, ao comportar pouco mais de 72 mil pessoas. Além da final da Copa de 2002, vencida pelo Brasil sobre a Alemanha por 2 a 0, o International Stadium de Yokohama abrigou outras três partidas do Mundial e várias finais de Mundiais de Clubes e também a final do futebol masculino e feminino nas Olimpíadas de Tóquio-2020: Brasil 2×1 Espanha (masculino) e Canadá 1×1 Suécia (Canadá 3×2 Suécia nos pênaltis / feminino).

Copa do Mundo de 2006 – Olímpico de Berlim

Copa 2006 Olimpico de Berlim

Com quase 100 anos de história – foi inaugurado em 1936 -, o Estádio Olímpico de Berlim acompanhou a transformação de um país. Viu sua ascensão, sua queda, sua divisão, sua reunificação, sua transformação, sua redenção. Abrigou momentos marcantes tanto na política quanto no esporte. Foi sede das Olimpíadas de 1936, quando registrou públicos superiores a 100 mil pessoas e viu histórias emblemáticas, sendo a principal delas de Jesse Owens, que calou a arrogância e prepotência de Hitler ao conquistar quatro medalhas de ouro e enterrar a ideia da supremacia ariana dos nazistas. 

Foi palco da Medalha de Ouro da Itália no futebol, maior seleção do planeta na década de 1930. Durante a Segunda Guerra Mundial, conseguiu passar quase ileso, servindo como abrigo antiaéreo e fábrica oculta, perdendo apenas sua enorme Torre do Sino de 77 metros, mas cujo sino resistiu aos bombardeios e segue até hoje em um memorial do estádio. Anos depois, registrou o maior público da Bundesliga na história – mais de 88 mil pessoas -, abrigou partidas da Copa do Mundo de 1974 e outra Copa do Mundo, em 2006, quando a Itália, de novo, fez a festa ao levantar sua quarta Copa diante da França na grande final.

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Por fora, o Olímpico de Berlim é deslumbrante. Foto: Matthias Süßen
 

 Moderno, histórico, belíssimo e um monumento icônico, o Estádio Olímpico de Berlim, também conhecido como Olympiastadion, é um dos mais famosos estádios do mundo, orgulho alemão e um marco na arquitetura do país. Após ser uma das sedes do Mundial de 1974, ele ganhou o protagonismo na Copa de 2006 e recebeu várias melhorias como o rebaixamento da superfície do campo e a cobertura completa de todos os 74.475 assentos. 

O estádio manteve boa parte de sua aura histórica, em especial a fenda que abriga a pira olímpica. Com isso, se tornou um dos mais modernos do país, recebeu classificação máxima da UEFA (categoria Elite) e foi palco de seis jogos na Copa, incluindo a lendária final entre Itália e França, que terminou empatada em 1 a 1, teve a famosa cabeçada de ZIdane em Materazzi e triunfo italiano nos pênaltis. Leia mais clicando aqui!

Copa do Mundo de 2010 – Soccer City

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O maior templo de “vuvuzelas” do mundo é também o maior estádio de futebol do continente africano – tem capacidade para mais de 94 mil pessoas! – e um dos mais belos. Histórico, o Soccer City foi construído no final dos anos 1980 e palco do primeiro discurso de Nelson Mandela em Johanesburgo após sua saída da prisão, em 1990, para mais de 100 mil pessoas. Após abrigar 10 jogos da Copa Africana de Nações, em 1996, o estádio passou por significativas reformas para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2010, quando foi palco de oito jogos, incluindo a final entre Espanha e Holanda, vencida pela Fúria com gol de Iniesta na prorrogação. A reforma fez com que o estádio ganhasse o formato de um pote africano conhecido como cabaça e sua acústica fez com que as famosas cornetas da torcida, as vuvuzelas, ficassem ainda mais altas no decorrer dos jogos. 

Copa do Mundo de 2014 – Maracanã

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Sede da partida decisiva do Mundial de 1950, o Maracanã entrou na seletíssima lista de estádios que abrigam duas finais de Copa na história, repetindo o feito do Azteca, até então único no quesito. O tempo apresentou ao mundo naquele ano de 2014 um Maraca bem diferente de 1950 e bem longe de comportar as 200 mil pessoas vistas naquela tarde de julho. O estádio fechou para reforma em setembro de 2010 e reabriu oficialmente em 2013, para a disputa da Copa das Confederações. Com uma nova cobertura, novas arquibancadas e cadeiras, o Maracanã teve a mais drástica mudança de visual desde sua inauguração. 

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O Maracanã perdeu boa parte do encanto de antes, mas continua bonito.
 

O resultado final fez muitos torcerem o nariz por causa da perda da essência dos velhos tempos, principalmente com o fim da Geral, mas o Templo precisava se adequar ao século XXI. Com isso, a capacidade do estádio ficou em pouco mais de 74 mil pessoas. Na Copa de 2014, o Maraca foi palco de sete jogos, incluindo a grande final entre Alemanha e Argentina, vencida pelos europeus por 1 a 0 diante de 74.738 pessoas.

Copa do Mundo de 2018 – Luzhniki Stadium

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O maior estádio do leste europeu e maior da Rússia foi construído nos anos 1950, para abrigar as partidas da Seleção Soviética de futebol e demorou apenas 450 dias para ficar pronto. Nomeado Central Lenin Stadium (apenas em 1992 que o estádio ganhou o nome atual), com arquibancadas largas e bem localizado na cidade, o Luzhniki virou o mais importante do país e foi palco de diversos eventos ao longo das décadas, incluindo as Olimpíadas de 1980, quando sua capacidade máxima chegou a 103 mil pessoas. 

Em 1982, um desastre manchou sua imagem. Em um jogo entre Spartak e Haarlem-HOL, pela Copa da UEFA, o time da casa vencia com tranquilidade o rival e muitos já iam embora pelo único portão aberto naquele momento antes mesmo do fim do jogo. Mas o Spartak fez mais um gol e uma multidão correu de volta para tentar ver o que tinha acontecido, indo contra as que ainda saíam. Com a polícia tentando evitar tal ação e por ter apenas um portão para a saída – e não quatro em dias de casa cheia – o choque resultou na morte de 66 pessoas – a maioria adolescentes – por asfixia. 

Foi o maior desastre esportivo da Rússia em todos os tempos e aconteceu mesmo com o estádio relativamente vazio – por causa do frio (-10o C), havia pouco mais de 16 mil pessoas, sendo que foram colocados à venda mais de 82 mil ingressos. Nos anos 1990, após a mudança de nome, o estádio ganhou uma grande cobertura e teve a capacidade reduzida para pouco mais de 80 mil pessoas. Em 1999, foi sede da final da Copa da UEFA entre Parma e Olympique de Marselha, vencida pelos italianos por 3 a 0. 

Em 2008, o estádio foi palco da final da Liga dos Campeões entre Manchester United e Chelsea, que teve um fato curioso. Para evitar problemas com o gramado no inverno, a administração do estádio decidiu implantar grama artificial no local a partir de 2002. Mas, por determinações da UEFA, a final teria que ser jogada em grama natural. Com isso, foi gasto cerca de 160 mil libras para incorporar um gramado acima do original. Tal fato não atrapalhou o jogo e o Manchester venceu nos pênaltis por 6 a 5 após empate em 1 a 1 no tempo normal.

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Hugo Lloris com a Taça FIFA, em 2018. Foto: Shaun Botterill/Getty Images.
 

Em 2013, o estádio passou por uma nova reforma e foi demolido para dar lugar à construção de um novo. No entanto, a cobertura autoportante foi preservada, além da fachada, devido ao seu valor arquitetônico, e posteriormente reconectada à nova estrutura. A construção do novo estádio foi concluída em 2017. Na Copa de 2018, o Luzhniki abrigou sete partidas, incluindo a final que consagrou a França de Mbappé, Pogba, Griezmann, Kanté e companhia, que derrotou a Croácia de Modric por 4 a 2 e celebrou o bicampeonato mundial.

Copa do Mundo de 2022 – Lusail Stadium

Copa 2022 Lusail

Construído especialmente para a Copa de 2022 no Catar, o Lusail levou cinco anos para ser concluído e foi inaugurado em novembro de 2021. Com uma arquitetura icônica e bonita, o estádio se transformou no maior do país e abrigou mais de 88 mil pessoas em cada um dos 10 jogos que recebeu naquele Mundial. Na grande final, 88.966 privilegiados viram simplesmente a maior final da história das Copas, repleta de drama, lindos gols e momentos espetaculares protagonizados por Argentina e França, que empataram em 2 a 2 no tempo normal, em 1 a 1 na prorrogação e decidiram a final nos pênaltis, que terminou com triunfo argentino por 4 a 2 e consagrou Messi como um dos maiores craques de todos os tempos. Mbappé, da França, também brilhou ao anotar três gols e se tornar apena so segundo homem a marcar três gols em uma decisão, assim como Geoff Hurst lá em 1966.

Copa do Mundo de 2026 – MetLife Stadium

Copa 2026 METLIFE

Em 2026, a final da Copa aconteceu pela primeira vez em três países: Canadá, EUA e México, com a decisão disputada no moderno MetLife Stadium, em New Jersey (EUA), inaugurado em 2010 e com capacidade para 82.500 pessoas. Utilizado normalmente para futebol americano, o estádio foi reformado e ajustado para partidas de futebol e já teve bons testes durante a Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2025, quando abrigou oito jogos, incluindo a final entre Chelsea e PSG, vencida pelos ingleses por 3 a 0. Na Copa de 2026, apesar das críticas quanto à qualidade do gramado, o estádio abrigou oito jogos e foi palco da decisão entre Espanha e Argentina, que terminou com triunfo ibérico na prorrogação por 1 a 0, gol de Ferran Torres.

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