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Jogos Eternos – Chelsea 3×0 PSG 2025

Chelsea 3x0 PSG 2025

Data: 13 de julho de 2025

O que estava em jogo: o título da Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2025.

Local: MetLife Stadium, New Jersey, EUA.

Árbitro: Alireza Faghani (AUS)

Público: 81.118 pessoas

Os Times:

Chelsea-ING: Robert Sánchez; Malo Gusto, Chalobah, Colwill e Cucurella; Reece James (Dewsbury-Hall) e Caicedo; Cole Palmer, Enzo Fernández (Andrey Santos) e Pedro Neto (Nkunku); João Pedro (Delap). Técnico: Enzo Maresca.

Paris Saint-Germain-FRA: Donnarumma; Hakimi (Gonçalo Ramos), Marquinhos, Beraldo e Nuno Mendes; Vitinha, João Neves e Fabián Ruiz (Zaïre Emery); Doué (Mayulu), Dembélé e Kvaratskhelia (Barcola). Técnico: Luis Enrique.

Placar: Chelsea 3×0 PSG. (Gols: Cole Palmer-CHE, aos 22’ e aos 30’, e João Pedro-CHE, aos 43’ do 1º T).

 

“COLD Chelsea”

Por Guilherme Diniz

Havia um consenso antes daquela final de Copa do Mundo de Clubes: o PSG era o imenso favorito ao título. Também pudera, afinal, os parisienses vinham de quatro conquistas na temporada e golearam o poderoso Real Madrid por 4 a 0 na semifinal daquele Mundial, com 3 a 0 apenas no primeiro tempo, fora o baile. Os comandados de Luis Enrique já estavam na história e queriam o título mundial para coroar a temporada perfeita. Só que do outro lado estava o Chelsea, uma das equipes mais copeiras dos últimos anos e acostumada a superar os mais imensos desafios e favoritos em sua história recente. 

Foi assim em 2012, quando despachou na semifinal da Liga dos Campeões da UEFA um favoritaço Barcelona em pleno Camp Nou. Foi assim na final daquela UCL, quando perdia para o Bayern München na Allianz Arena e conseguiu o empate, levando o jogo para a prorrogação e vencendo nos pênaltis. Foi assim na final da Liga Europa de 2012-2013, quando fez o gol do título no último minuto contra o Benfica. E foi assim na trajetória do título europeu de 2020-2021, quando despachou o Real Madrid e derrotou na final o Manchester City de Guardiola.

O Chelsea estava acostumado e calejado. Aquele cenário não era estranho a ele. E, subjugado, demonstrou em campo que sua história mais do que centenária deveria ser respeitada. Jogando com garra, aplicação tática, pressionando o rival e criando chances, o Chelsea fez o PSG provar do próprio veneno naquela tarde ensolarada de New Jersey. O primeiro gol quase saiu aos 7’, quando Cole Palmer recebeu na entrada da área e chutou colocado, mas a bola raspou a rede de Donnarumma. Minutos depois, o mesmo Palmer teve outra chance e não perdoou: 1 a 0. Palmer apareceu novamente oito minutos depois e fez o segundo. E foi dele o passe para João Pedro anotar o terceiro, aos 43’: Chelsea 3×0 PSG. E só no primeiro tempo!

A final era de um time só. O PSG simplesmente não existia e sofria do mesmo mal que o Real Madrid dias antes. Letal, o Chelsea aproveitava cada oportunidade e Cole Palmer demonstrava o quão decisivo era, assim como havia sido na final da Liga Conferência da UEFA meses antes, diante do Real Betis. No segundo tempo, alguns acreditaram na “mágica” de Luis Enrique, na mudança de postura. Só que o placar não se alterou. E o Chelsea levantou seu segundo título mundial, além de ser o primeiro campeão da história da Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Campeão de todos os títulos possíveis na Europa, a equipe de Londres faturava outra taça inédita para sua coleção. É hora de relembrar Chelsea 3×0 PSG 2025.

Pré-jogo

Onde assistir Chelsea x PSG final do Mundial de Clubes 2025

O Chelsea se classificou para a Copa do Mundo de Clubes da FIFA graças ao título da Liga dos Campeões da UEFA de 2020-2021, quando superou favoritos e levantou sua segunda Velhinha Orelhuda. Tempo depois, a equipe conquistou a Supercopa da UEFA e o Mundial de Clubes da FIFA de 2021, fechando um período de glórias que começou em 2019, no título da Liga Europa da UEFA. Desde então, o clube londrino passou por um período conturbado por causa da saída de Roman Abramovich da diretoria, até ser administrado pela BlueCo, de Todd Boehly. Ainda com um generoso poder financeiro, o Chelsea passou a investir mais em jogadores jovens e formou uma equipe competitiva que conduziu o clube ao título da Liga Conferência da UEFA de 2024-2025, após 13 vitórias e duas derrotas em 15 jogos, com direito a goleada de 4 a 1 sobre o Real Betis na grande final.

Já na Copa do Mundo, os Blues avançaram em segundo lugar na fase de grupos após duas vitórias (2 a 0 no Los Angeles FC-EUA e 3 a 0 no Espérance-TUN) e uma derrota (3 a 1 para o Flamengo-BRA). Na fase final, o Chelsea eliminou Benfica-POR (4 a 1), Palmeiras-BRA (2 a 1) e Fluminense-BRA (2 a 0), provando a força de um elenco jovem, rápido e muito bem treinado pelo técnico Enzo Maresca.

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O time da final. Em pé: João Pedro, Colwill, Chalobah, Caicedo e Sánchez. Agachados: Cole Palmer, Malo Gusto, Cucurella, Reece James, Pedro Neto e Enzo Fernández.
 

Do outro lado, o PSG conseguiu sua vaga no Mundial graças ao ranking da UEFA, mas queria confirmar a temporada espetacular que vivia em 2024-2025 após vencer quatro títulos, entre eles a Liga dos Campeões da UEFA. Na fase de grupos, os comandados de Luis Enrique derrotaram o Atlético de Madrid-ESP (4 a 0), perderam para o Botafogo-BRA (1 a 0) e bateram o Seattle Sounders-EUA (2 a 0). Na fase final, passaram por cima do Inter Miami-EUA de Messi (4 a 0), venceram o Bayern München-ALE (2 a 0) mesmo com dois jogadores a menos e golearam sem dó o Real Madrid-ESP por 4 a 0.

E foi esse triunfo histórico sobre os merengues que credenciou o PSG ao favoritismo naquela final. Com um estilo de jogo muito bem definido pelo toque de bola, as linhas altas de marcação e um meio de campo dominante, de fato a equipe parisiense demonstrava o melhor futebol do torneio e do planeta. Porém, o Chelsea vinha em uma ascensão notável principalmente na reta final da Copa, quando o técnico Enzo Maresca passou a escalar o brasileiro João Pedro, contratado durante a disputa e que já mudou o time no segundo tempo do jogo contra o Palmeiras e principalmente na semifinal, quando anotou os dois gols da vitória sobre o Fluminense.

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Dembélé brilhou no triunfo sobre o Real.
 

O Chelsea tinha como virtudes a juventude do elenco, a velocidade e o poder de combate nas laterais graças a Malo Gusto e Cucurella e também no meio de campo, em especial com o argentino Enzo Fernández, campeão do mundo com a Argentina e capaz não só de ajudar no setor defensivo como também municiar o ataque com passes e até gols. Embora a imprensa taxasse o time francês como favorito, Maresca acreditava no potencial dos Blues. 

“Nossa equipe merece toda a confiança dos torcedores, porque nesta temporada terminamos no Top 4 da Premier League, vencemos a Conference League e estamos na final da Copa de Clubes. […] PSG e Luis Enrique são uma referência, não só para mim, mas para muita gente que ama futebol. Junto com Pep Guardiola, ele é o melhor técnico do mundo hoje. Será um grande desafio, mas temos o nosso estilo e já mostramos como queremos jogar” , disse o italiano, em coletiva de imprensa dias antes da final.

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O MetLife Stadium no dia da final.
 

Ele previu ainda um jogo com equipes parecidas. “Nós gostamos de ficar com a bola, com certeza, e eles também. Eles gostam de pressionar em cima, nós fazemos o mesmo. Acho que vai ser um jogo com poucos processos de passes, porque ambos gostam de pressionar. Tenho a sensação de que vai ser um jogo de atacar, atacar e atacar”. Por essas e outras que o Chelsea já entrava naquela final com mais ânimo e “mordido”. Era a chance de provar que todos estavam errados sobre ele e que o elenco tinha qualidade e potencial para derrotar o PSG. 

O time francês tinha seus problemas, como toda equipe, e não era perfeito. E o Chelsea, também a par dos seus, sabia que seu ataque era rápido e prolífico e que João Pedro era uma arma poderosa naquela final. E ainda tinha Cole Palmer, um dos destaques nas quartas de final e que gostava de jogo grande. E, acima de tudo, havia a tradição de um clube acostumado aos grandes jogos e que sabia como se portar em uma final: o Chelsea FC.

Primeiro tempo – COLD Palmer

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Palmer chuta: inglês foi o craque da final. Foto: Reuters
 

Com mais de 80 mil pessoas – a grande maioria torcendo pelo Chelsea -, o MetLife Stadium estava belíssimo para a primeira final da Copa do Mundo de Clubes. Era um jogo histórico, imenso, que as pessoas só terão noção de seu peso e importância provavelmente daqui alguns anos ou décadas, quando a competição já estiver consolidada no calendário esportivo (oremos!). E, após dar a saída de bola, o Chelsea tratou aquele jogo como ele merecia. Jogando muito concentrado, brigando pela posse de bola e empurrando o PSG para seu próprio campo, os Blues tomaram para si o protagonismo nos primeiros minutos e, aos 7’, quase abriram o placar quando, após uma bela troca de passes, João Pedro ajeitou para Cole Palmer, na entrada da área, e o camisa 10 chutou colocado, mas a bola passou raspando a rede do goleiro do PSG. Em alguns pontos do estádio, parecia até gol!

Letárgico e sem o apetite dos outros jogos, o PSG parecia acreditar que o jogo estava ganho, que a qualquer momento era só apertar o “play” que o gol iria sair. Só aos 15’ que a equipe parisiense, enfim, apareceu no ataque, mas cometeu o erro crasso de não definir. Fabián Ruiz recebeu de Dembélé e virou o jogo, rasteiro, lá na direita, para Doué. O atacante só tinha que bater pro gol e fazer, mas quis tocar no meio para Kvaratskhelia. Cucurella apareceu e teve tempo para cortar e afastar o perigo. Aos 17’, Doué teve a chance de se redimir ao receber de Dembélé na direita, cortar e chutar da entrada da área, mas Sánchez fez uma defesaça! Ali, naquele instante, o PSG perdeu a chance de ser campeão do mundo. 

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Doué, ao invés de bater direto, preferiu tocar no meio. Cucurella afastou o perigo e o jogo mudou. Foto: Lapresse
 

Um gol àquela altura do jogo seria o combustível para os espaços surgirem e o PSG liquidar o jogo como estava acostumado. Mas nada disso aconteceu. Serviu como alerta para o Chelsea reforçar a marcação no lado esquerdo de sua defesa, com recuos de Pedro Neto para ajudar Cucurella, e mais foco no ataque pelo lado direito do ataque, aproveitando as lacunas de Fabián Ruiz e Nuno Mendes por ali (ambos não estavam em um bom dia).

E, aos 22’, o primeiro gol do Chelsea nasceu exatamente pelo lado direito. Tudo começou com o goleiro Sánchez, que fez um lançamento em profundidade para Malo Gusto, que ganhou a dividida de Nuno Mendes, avançou em direção à área, cortou Beraldo e chutou, mas o brasileiro conseguiu travar. No rebote, Gusto tocou no meio para Cole Palmer, que bateu rasteiro, no canto exato onde o corpanzil de 1,96m de Donnarumma não iria alcançar, e fez 1 a 0. Que frieza do jovem dos Blues!

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Cold, cold, cold…
 
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Muita festa azul em New Jersey! Foto: FIFA
 

Foi o prêmio ao grande jogo do Chelsea, marcando homem a homem o PSG e atacando pelo lado esquerdo da defesa francesa, com Malo Gusto e Cole Palmer. No outro lado, Cucurella ficava mais preso na defesa a fim de conter Hakimi e Doué, além de Pedro Neto ajudar muito na marcação ao recuar e tentar engatilhar contra-ataques. E foi em um deles que nasceu o segundo gol. Aos 30’, Colwill fez um passe longo na direita, para Cole Palmer, que apareceu livre e teve uma avenida pela frente. Ele foi levando, passou como quis pelos marcadores, invadiu a área, fingiu tocar para João Pedro, segurou a bola e, com ainda mais espaço, chutou cruzado para fazer 2 a 0. Como era frio aquele garoto! Não à toa que exibia em sua comemoração a frieza do COLD Palmer!

O jogo ficou dramático para o PSG, que sentia na pele o jogo que ele aplicou no Real Madrid dias atrás. Alucinado, o Chelsea ia com tanta fome atrás da bola que cometia faltas e reclamava com o árbitro, o que gerou cartões amarelos para Pedro Neto, Caicedo e Gusto entre os 34’ e 39’. Na zaga, Marquinhos e Beraldo não iam bem e cometiam erros bobos, principalmente Beraldo. Era uma tarde para esquecer do time parisiense, totalmente dominado pelos Blues e incapaz de levar perigo como de costume. Perigoso era o Chelsea, que, aos 43’, apareceu mais uma vez no ataque para fechar de vez o jogo: Palmer arrancou lá de trás, foi conduzindo a bola com toda liberdade até a entrada da área e viu a chegada de João Pedro. Palmer tocou com precisão e o brasileiro só deu um toque, de cavadinha na saída do goleiro, para fazer um golaço: 3 a 0.

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Os times em campo: Chelsea dominou o meio de campo, explorou contra-ataques e venceu.
 
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Joao Pedro vs PSG
Assim como nas semis, João Pedro deixou sua marca na final. Que fase do brasileiro!
 

Parecia inacreditável, mas era a realidade: o Chelsea vencia o PSG por 3 a 0 apenas no primeiro tempo da final, assim como o PSG venceu o Real Madrid por 3 a 0 apenas no primeiro tempo da semifinal! Outro gol com participação de Cole Palmer, o nome daquela final, assim como ele foi o nome da final da Liga Conferência da UEFA meses antes, quando deu dois passes para dois dos quatro gols do Chelsea sobre o Real Betis. Já nos acréscimos, o PSG conseguiu um ataque pela direita, com Hakimi, que cruzou na área e João Neves cabeceou pra baixo e o goleiro Sánchez defendeu. Na sequência, Hakimi tentou mais uma vez, mas Caicedo bloqueou o marroquino. Ao apito do árbitro, a sensação era de jogo encerrado. A diferença entre as duas equipes era assustadoramente gritante. O Chelsea jogava como legítimo candidato ao título mundial, enquanto o PSG jogava sem qualquer ânimo nem dava esperança de que poderia empatar ou virar.

Segundo tempo – Contagem regressiva e Chelsea campeão do mundo

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Vitinha tenta desarmar Cole Palmer. Foto: EFE
 

O PSG tentou ser mais agressivo na etapa final e até levou algum perigo nos minutos iniciais, principalmente em chute de Dembélé, aos 6’, defendido por Sánchez. Sem qualquer pressa, o Chelsea tocava a bola quando podia e irritava a equipe francesa. Aos 13’, Vitinha fez boa jogada e arriscou o chute, mas Sánchez defendeu. Que partida do goleiro dos Blues! Na sequência, Luis Enrique mexeu pela primeira vez e colocou Barcola no lugar de Kvaratskhelia (outro que não jogou bem). Mais presente no ataque, o PSG tentava pressionar com bolas aéreas, mas quando a zaga azul não tirava, o ataque ajudava, como aos 14’, quando João Pedro desviou tentativa de Marquinhos. Aos 22’, Delap, que havia acabado de entrar no lugar de João Pedro, recebeu pouco depois do meio de campo, foi em direção à grande área, superou Beraldo e chutou, mas Donnarumma espalmou.

Aos 31’, Luis Enrique fez mais três mudanças, mas nada mudava o panorama do jogo. As melhores chances, na verdade, eram do Chelsea, que apareceu de novo aos 34’, em chute rasteiro de Delap, após aproveitar nova falha de Beraldo, mas Donnarumma defendeu. Aos 38’, João Neves, enervado por causa de um encontrão de Cucurella, revidou puxando a cabelereira do espanhol (!). O árbitro não viu, mas foi notificado pelo VAR. Na sequência, ele viu o lance e aplicou cartão vermelho. A partir dali, o jogo ficou mais pegado e sem grandes chances. Aos 45’ + 5’, o árbitro encerrou a partida e o Chelsea pôde comemorar seu segundo título mundial e o primeiro no novo formato de disputa. O lado negativo foi uma pequena confusão logo após o apito final envolvendo jogadores dos dois times e até o técnico Luis Enrique, mas rapidamente a turma do deixa disso encerrou a briga.

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Foto: Hannah Mckay / Reuters via Imagn Images
 
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Contra todos os prognósticos, com garra, disciplina tática e vontade, o Chelsea superou o badalado campeão europeu e venceu a primeira Copa do Mundo de Clubes com 32 equipes. Viu seu escudo e nome ser gravado pela primeira vez no imponente troféu. E terá o privilégio de usar durante quatro anos um emblema de campeão do mundo na camisa. 

Um feito histórico, marcante e imenso, que consolidou o clube de uma vez por todas como um dos maiores do planeta. Um jogo eterno protagonizado por jovens e por um técnico que tiveram a noção exata da importância que aquele troféu tinha. Pois eles prestaram a mais bela homenagem a uma história que vem desde 10 de março de 1905, quando Gus Mears fundou o Chelsea FC no pub The Rising Sun (hoje The Butcher’s Hook), em frente à atual entrada principal do estádio Stamford Bridge, na Fulham Road, há 120 anos atrás. 

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Primeiro escudo do Chelsea, em 1905. Exatos 120 anos depois, clube fez história como o primeiro campeão da Copa do Mundo de Clubes da FIFA.
 

Pós-jogo: o que aconteceu depois?

Chelsea: Campeão de tudo na Europa, o Chelsea praticamente gabaritou os grandes torneios após vencer a Copa, afinal, já tem o Mundial de 2021. Agora só falta a Copa Intercontinental, que mudou de formato em 2024 e segue no calendário anual da FIFA. Muito felizes e emocionados, os jogadores fizeram uma festa enorme no gramado do MetLife Stadium e derrubaram qualquer crença de que “europeu não liga para Mundial”. No pós-jogo, o técnico Maresca revelou como conseguiu derrubar o favorito PSG. 

“A ideia era ir com a marcação homem a homem, não poderíamos dar espaço a eles. Pressionamos e deu certo. Contra o PSG, se você não marca alto, fica difícil. É uma equipe que, com tempo, sempre complica o jogo. […] Os três no meio-campo fizeram marcação individual, e sabíamos que o PSG tem problemas pelo lado esquerdo. Por isso coloquei Malo Gusto e Palmer naquele lado, e criamos muitas situações por ali”, explicou o italiano, que reforçou o peso da Copa em relação aos outros torneios.

“Considero essa competição… Falei aos jogadores sobre isso, tenho a sensação de que será tão ou mais importante do que a Champions (League). É com os melhores clubes do mundo, valorizamos como a Champions. Tive a sorte de há três anos pertencer a uma comissão técnica [do Manchester City] que ganhou a Champions, mas essa competição [Mundial] tem os melhores clubes do mundo. Por isso, valorizamos como a Champions, ou talvez mais. Para nós, foi um grande triunfo. Permitir aos torcedores do Chelsea ter na camiseta esse patch de campeão mundial para nós é um orgulho”.

O título mundial e a jovem base dos Blues mudam completamente como o clube será tratado nas próximas temporadas. A equipe tem tudo para retomar o protagonismo e ser um dos principais times a ser batido no Velho Continente. Leia mais sobre o Chelsea 2024-2025 clicando aqui!

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Divulgação FIFA
 

PSG: Após acalmar os nervos, Luis Enrique comentou sobre o revés do seu time e tentou encontrar alguma maneira de amenizar o péssimo jogo de sua equipe. “É assim que funciona o futebol. Não dá para explicar tudo. Vamos precisar assistir a partida de novo para analisar o que aconteceu. Mas acredito que eles começaram o jogo muito bem, com muita pressão. Tivemos boas oportunidades de marcar, mas não aconteceu. Mereceram a vitória, fizeram um jogo excelente. 

Acho que foi difícil para nós no início. Eles tinham muita energia. É algo que não depende só da preparação física, mas também dos elementos que você pode aproveitar ao longo do jogo. Eles souberam fazer melhor isso. É normal a derrota, não há problema. As pessoas sempre aproveitam esses momentos para nos criticar, o que também não é um problema. Precisamos aproveitar esse momento de descanso, que será muito curto, mas importante”, disse o espanhol.

O capitão Marquinhos também falou sobre a derrota. “O Chelsea venceu a batalha física, principalmente no primeiro tempo. Eles venceram muitos duelos, e nós estivemos um pouco abaixo do nosso melhor, então foi difícil para nós. Eles foram muito eficientes, e isso muda tudo. Vimos isso na final da Liga dos Campeões, e também contra Bayern e Real Madrid: quando você é eficiente, muda tudo. Tivemos oportunidades, mas não fomos eficientes no primeiro tempo, e isso compensou no resultado”.

O vice-campeonato, no entanto, não deixa terra arrasada em Paris. O clube viveu uma época gloriosa em 2024-2025 e deve seguir em alto nível, além de poder conquistar mais títulos inéditos como a Supercopa da UEFA e a Copa Intercontinental da FIFA, troféus que podem fechar o ano de 2025 como o mais glorioso do clube e igualar os franceses ao Barcelona-2009 e ao Bayern-2020 como vencedores do “Sêxtuplo”, ao levantar seis troféus em um só ano. Mas é preciso entrar com mais apetite e vontade, caso contrário, o roteiro será o mesmo da final de New Jersey…

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1 COMENTÁRIO

  1. Guardadas as devidas proporções Palmer teve atuação nível Rei Pele em 62 contra o Benfica
    Vamos ver agora se o Chelsea mantém o nível e o Paris mordido deve voltar com mais força ainda atrás do sextuple.a conferir e incrível como tivemos grandes jogos nesse super mundial.

Comentários encerrados.

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