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Jogos Eternos – Bayern München 4×3 Real Madrid 2026

Última atualização em 21 de abril de 2026 às 19:38

Data: 15 de abril de 2026

O que estava em jogo: uma vaga na semifinal da Liga dos Campeões da UEFA de 2025-2026.

Local: Allianz Arena, Munique, Alemanha.

Árbitro: Slavko Vinčić (ESL)

Público: 75.000 pessoas

Os Times:

Bayern München-ALE: Neuer; Stanisic (Alphonso Davies, 46′), Upamecano, Tah e Laimer; Kimmich e Pavlovic; Olise, Gnabry (Musiala, 61′) e Luis Díaz; Harry Kane. Técnico: Vincent Kompany.

Real Madrid-ESP: Lunin; Alexander-Arnold (Pitarch, 90′), Éder Militão, Rüdiger e Mendy; Bellingham, Valverde e Arda Güler (Mastantuono, 90′); Brahim Díaz (Camavinga, 61′), Mbappé e Vinícius Júnior. Técnico: Álvaro Arbeloa.

Placar: Bayern München 4×3 Real Madrid. Gols: Arda Güler-RMD, aos 1′ e aos 29′, Pavlovic-BMN, aos 6′, Kane-BMN, aos 38′ e Mbappé-RMD, aos 42′ do 1º T; Luis Díaz-BMN, aos 44′ e Olise-BMN, aos 45’+4′ do 2º T.

Cartão Vermelho: Camavinga-RMD, aos 41’ do 2º T

 

“O Retorno da Bestia Negra”

Por Guilherme Diniz

Titãs de seus países e dois dos clubes mais vitoriosos do mundo, Bayern München e Real Madrid fazem há décadas um duelo conhecido como Clássico Europeu. Tal confronto já foi realizado 30 vezes na Liga dos Campeões da UEFA, competição na qual alemães e espanhóis já duelaram em diferentes fases, menos na final. Acontece que isso nunca fez falta, pois o nível dos jogos da dupla ao longo dos anos sempre foi altíssimo. Apesar de um considerável equilíbrio, com o Bayern ganhando dos torcedores do Madrid o apelido de “Bestia Negra”, o Real ostentou a partir da temporada 2013-2014 uma soberania inédita perante o rival na Liga dos Campeões. Foram quatro classificações dos espanhóis e nenhuma dos bávaros nas temporadas 2013-2014, 2016-2017, 2017-2018 e 2023-2024. E, em todas, o Real terminou como campeão

A fama de Bestia estava abalada em Munique. Há mais de uma década que o torcedor não sabia o que era triunfar com estilo ou se classificar diante do rei da Europa. Mas isso mudou na temporada 2025-2026, quando o Bayern evocou seu passado, buscou inspiração nos esquadrões dos anos 1970, 1980, 2000 e 2010 e conseguiu eliminar os merengues com duas vitórias históricas: primeiro, em pleno Santiago Bernabéu, onde os bávaros não venciam desde 2001. Depois, na Allianz Arena, quando terminou o primeiro tempo perdendo por 3 a 2 um jogo delirante e, no segundo tempo, conseguiu a virada para 4 a 3. E é este jogo o tema deste texto, afinal, não foi apenas um jogo. Foi um acontecimento, provavelmente o maior clássico da história dos titãs. E que marcou o retorno da Bestia Negra de Munique. É hora de relembrar o Bayern München 4×3 Real Madrid 2026.

Pré-jogo

Após consolidarem suas vagas nas quartas de final, Bayern e Real confirmaram o clássico mais esperado daquela fase na Liga dos Campeões da UEFA de 2025-2026. O time alemão vinha embalado após terminar na segunda colocação a Fase de Liga, com sete vitórias e uma derrota, e eliminar a Atalanta-ITA com um acachapante 6 a 1 no duelo de ida, fora de casa, e um “protocolar” 4 a 1 na volta, em casa, totalizando um assustador 10 a 2 em uma equipe que havia despachado o Borussia Dortmund nos playoffs. Mas tudo aquilo não era nenhuma surpresa, afinal, o Bayern jogava um futebol de altíssimo nível há muito tempo sob o comando de Vincent Kompany, que criou um time fortíssimo no ataque e que dificilmente passava em branco. Só na Bundesliga, o esquadrão de Munique tinha 105 gols em 29 jogos, uma média de quase quatro por partida! E, na UCL, já eram 32 gols em apenas 10 jogos, uma média de 3,2 gols por jogo.

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Bayern não teve piedade da Atalanta: 10 a 2 no agregado. Foto: Tom Weller/picture alliance via Getty Images
 

O apetite por gols lembrava bastante o super Bayern de 2019-2020, único campeão com 100% de aproveitamento da história da Liga dos Campeões e que marcou 43 gols em 11 jogos, média de 3,9 gols por jogo! Com Olise, Luis Díaz, Gnabry e Kane comandando o ataque, além do sempre impecável Kimmich no meio de campo e da zaga formada por Upamecano e Tah, o Bayern era um dos times mais fortes da Europa, mas precisava de uma conquista continental para ratificar tal condição. Só que ter o Real Madrid pela frente era sinal de mau agouro para os alemães, que não venciam o rival há 9 jogos e ainda colecionavam quatro eliminações em UCLs.

O que animava os bávaros era a má fase da equipe madrilena, mesmo em sua competição favorita. Os espanhóis fizeram uma Fase de Liga irregular e acabaram indo para os playoffs após sofrerem um revés na última rodada para o Benfica por 4 a 2, com direito a gol de goleiro no minuto final. Na etapa seguinte, o Real conseguiu se vingar dos portugueses, e, nas oitavas, passou pelo freguês Manchester City-ING com duas vitórias (3 a 0 e 2 a 1). Apesar de ter Mbappé em grande fase, o Real continuava a exibir seus erros defensivos de anos e problemas no gol, já que Courtois se lesionou e seria desfalque importante naquela etapa de quartas de final. O técnico Arbeloa, ainda inexperiente, tentava animar o time que se apegava totalmente à UCL após ser eliminado da Copa do Rei e ver o rival Barcelona abrir grande vantagem no topo de La Liga.

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No primeiro jogo entre Bayern e Real, no Santiago Bernabéu, o time merengue teve mais volume de jogo e criou as melhores chances, mas o Bayern conseguiu segurar o rival graças ao goleiro Neuer, que fez um punhado de defesas sensacionais. Na frente, Luis Díaz, aos 41’, e Kane, no primeiro minuto do segundo tempo, fizeram os gols que deram a dianteira ao Bayern. Mbappé descontou, aos 74’, e fez seu 14º gol naquela UCL, mas a vitória foi mesmo do time de Munique, que conseguiu seu primeiro triunfo sobre o Real no Bernabéu desde o 1 a 0 na semifinal de 2000-2001, com gol do brasileiro Giovane Élber. O gol de Mbappé deixou o Real esperançoso e crente na remontada, que foi desmistificada pelo técnico do Bayern, Vincent Kompany. 

“Acredito que eles estejam em uma fase de desenvolvimento e ainda estejam entre os melhores da Europa, mas não vejo as ‘histórias de remontadas’ como algo único. São histórias de outros clubes, como Barcelona, Liverpool e Bayern München. Qualquer clube pode contar essas histórias quando alcança um feito excepcional. Acredito no Real Madrid quando eles acham que podem dar a volta por cima, mas quero vencer. Nada vai me afetar antes da partida”, disse o treinador na coletiva de imprensa antes da volta, em Munique.

Do outro lado, o técnico Arbeloa atiçou: “Somos o time que nunca desiste e aquele com 15 Copas da Europa. Não precisamos realizar um ‘milagre’ para avançar”, uma fala interpretada por alguns como falta de respeito. O fato é que o duelo seria enorme, sem dúvidas o melhor e mais aguardado daquela etapa de quartas de final. No dia do jogo, as duas equipes foram com seus uniformes tradicionais, com o Real em luto pelo falecimento de José Santamaría, aos 96 anos, um de seus mais lendários zagueiros e presente no esquadrão que ajudou a construir o misticismo do clube na Liga dos Campeões lá nos anos 1950. Porém, aquela lenda só foi possível porque o Bayern não cruzou o caminho merengue na época…

Primeiro tempo – Espetáculo de Titãs!

Com apenas 35 segundos de jogo, isso mesmo, 35 segundos, o Real Madrid abriu o placar em uma falha clamorosa do goleirão Manuel Neuer, que saiu do gol para jogar como líbero e deu um passe de presente para Arda Güler, muito atento, que chutou de primeira para o gol vazio e fez 1 a 0. O gol gelou o torcedor na Allianz Arena, que começou a recordar os pesadelos de 2014 (derrota por 4 a 0), 2017 (2 a 1) e 2018 (2 a 1), as últimas três derrotas do Bayern em casa diante do rival em duelos pela UCL. Mas o time alemão colocou a bola no chão e, logo aos 6’, Kimmich cobrou escanteio na área e Pavlovic aproveitou a péssima saída do goleiro Lunin para apenas escorar a bola e empatar. 

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Bayern München 4x3 Real Madrid 2026
Arda Güler aproveitou o gol vazio e abriu o placar com apenas 35 segundos de jogo!
 

A partida ficou sob controle do Bayern, que dominou as ações nos minutos seguintes e não deixou o Real lhe agredir. O perigo bávaro vinha sempre nas jogadas trabalhadas e em cobranças de escanteio fechadas de Kimmich. Na direita, Mendy conseguia neutralizar o perigoso Olise até aquele momento e não deixava o habilidoso ponta francês aprontar como havia aprontado no duelo de ida, no Bernabéu. No meio de campo merengue, Bellingham era muito discreto e não brilhava como em outros tempos. A temporada, de fato, não era boa do inglês. Só aos 19’ que o Madrid chegou com perigo, quando Mbappé foi travado por Laimer na hora certa. Aos 21’, Vini Jr teve boa chance pela esquerda, mas Upamecano conseguiu um desarme perfeito, arrancando muita vibração da torcida. Aos 26’, Olise teve espaço na direita, tocou para Kimmich, que bateu cruzado e Lunin fez linda defesa, mandando a bola para escanteio – os bávaros tiveram sete a seu favor contra nenhum do Real naquela etapa inicial.

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Os times em campo: Bayern teve mais volume, mas o Real deu muito trabalho, em especial no primeiro tempo.
 

Aos 28’, o Real teve falta perigosa a seu favor na entrada da área. Arda Güler, muito bem na partida, foi para a bola. O turco bateu de canhota no canto esquerdo de Neuer. Era uma bola relativamente fácil, mas o goleirão não estava em um bom dia. Ele se atrapalhou todo e praticamente entrou junto com a bola dentro do gol! Bisonho! E Real na frente de novo.

Foi outro duro golpe ao Bayern, melhor no jogo, mas que não conseguia converter seu volume em gols. Fechado, o time merengue apostava nos contra-ataques e trazia muito o time bávaro ao seu campo, sendo obrigado a parar as jogadas com faltas e encontrões. De tanto insistir, o Bayern conseguiu o empate aos 37’, após recuperar a bola com Upamecano, que partiu em direção ao ataque e, livre, deu um passe rasteiro para Harry Kane, dentro da área. Ali, o inglês não perdoa. Ele dominou com a esquerda e bateu com a direita, no canto de Lunin: 2 a 2. Foi o 12º gol do atacante em 11 jogos! 

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Upamecano desarma Vini. Foto: Luis Gabriel / Lapresse
 

Aos 41’, Brahim Díaz aproveitou um buraco no lado esquerdo da zaga alemã e fez um lançamento para Vini Jr. O brasileiro ganhou de Upamecano e chutou forte, alto, sem chances para Neuer, só que a bola explodiu no travessão e foi para fora! Que chance! Que jogo! Mas se o camisa 7 não conseguia deixar o seu, ele contribuiu para um. Aos 42’, Bellingham lançou Vini pela ponta-esquerda. O atacante chamou o zagueiro Tah para dançar e foi entrando dentro da área alemã. Por ali, Mbappé apareceu pelo meio, nas costas de Upamecano, que nem percebeu o compatriota fungando em seu cangote. Vini, sim. O camisa 7 só rolou, Mbappé dominou e chutou na saída de Neuer: 3 a 2.

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Após uma bola na trave de Vini…
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Real conseguiu o terceiro em belo gol de Mbappé, com passe de Vini.
 

Foi o 15º gol do tortuga, que entrou para a seleta galeria dos artilheiros que alcançaram tal marca em uma só edição de UCL, a exemplo de Cristiano Ronaldo (2017-2018), Lewandowski (2019-2020) e Benzema (2021-2022). E a 8ª assistência de Vini naquela UCL. O Real não se dava por vencido. Estava em sua competição favorita, seu porto seguro, sua vitrine. Queria a vaga, queria continuar a luta por la 16ª. Mas o Bayern estava farto de ver o rival festejar em sua casa. Tinha mais time, tinha mais controle. Não fossem os erros de Neuer, a partida estaria 2 a 1 para os bávaros. Mas o Real tem isso, sempre interfere nas coisas lógicas, assim como já fez em tantos outros jogos e até em finais. O Bayern precisava ser mais místico do que o Real. Pelo menos naquela noite…

Segundo tempo – A virada de La Bestia

Com quase 70% de posse de bola no primeiro tempo e o dobro de chutes a gol – 10 a 5 -, o Bayern queria reverter aquela dominância também no placar. O Real havia sido letal em suas chances, já os donos da casa pecaram muito nas finalizações e no bloqueio que o time merengue fez, principalmente no meio. Kompany decidiu mexer e colocou o lateral Alphonso Davies no lugar de Stanisic, com o intuito de oferecer mais oportunidades pela direita a Olise, apagado em relação ao duelo da ida. Davies iria jogar em cima de Alexander-Arnold, um dos mais frágeis do setor defensivo merengue. Logo nos primeiros segundos, o Bayern quis responder à altura do que o Real havia feito com Arda Güler e Luis Díaz, dentro da área, quase empatou em chute que acabou prensado pela zaga madrilena, com Bellingham atuando como defensor. Na cobrança de escanteio, Lunin ficou plantado na pequena área e o Bayern quase fez. 

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Foto: Luis Gabriel / Lapresse
 

Minutos depois, aos 54’, Arnold apareceu com liberdade pela direita e cruzou para a área. Mbappé aproveitou o espaço deixado por Upamecano e Laimer e finalizou de primeira. Mas Neuer, com uma defesa espetacular, evitou o quarto gol merengue (o que, àquela altura, seria catastrófico). Era o “desculpas” do capitão pelas falhas no primeiro tempo. Na sequência, Brahim Díaz, fazendo um grande jogo na parte tática, deu passe para Mbappé, que girou buscando Vini, mas a zaga conseguiu interceptar. Na sequência, as equipes mexeram, com Musiala entrando no lugar de Gnabry (apagado) e Camavinga na vaga de Brahim, cansado.

Aos 63’, Luis Díaz teve uma oportunidade de ouro para empatar, mas, ao invés de finalizar de primeira, ele preferiu ajeitar e Arnold chegou por trás sem qualquer problema para desarmar o jogador colombiano e deixar a bola facilmente com Lunin. O jogo ficou muito centralizado a partir dali, com chances para os dois lados, mas boas intervenções das zagas. O Real voltou a ficar mais contido na zaga, parecendo confortável com o placar agregado de 4 a 4. Aos 67’, Olise apareceu bem na entrada da área, cortou e chutou, mas Lunin resvalou na bola e mandou para escanteio. Quase o empate! A resposta merengue veio aos 71’, com Vini, mas o brasileiro não conseguiu aproveitar o passe de Mbappé.

Três minutos depois, em outra jogada aérea bávara, Olise mandou na área e Upamecano quase marcou de cabeça. Aos 76’, Olise recebeu na direita, matou no peito, puxou pra dentro como mandava a cartilha Robben e chutou cruzado, com efeito, mas a bola passou tirando tinta do travessão. Outra chance do ponta bávaro! Aos 77’, Camavinga puxou Musiala e levou cartão amarelo. E, aos 85’, o madrileno fez uma falta em Kane que também foi punida com cartão amarelo pelo árbitro esloveno. Com isso, Camavinga acabou expulso e deixou o Real com 10 jogadores faltando minutos para o fim da partida e uma provável prorrogação. 

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Os jogadores do Real ficaram indignados, pois a falta não foi para tanto. De fato, não mesmo. Era uma falta comum, daquelas de jogo. Mas o estrago estava feito. A ausência do francês foi a deixa para o Bayern aproveitar os espaços. E, aos 89’, Luis Díaz tabelou com Musiala, recebeu na entrada da área merengue e, livre, fuzilou pro gol: 3 a 3. Explosão na Allianz Arena! O placar de 5 a 4 classificava o time de Munique. Parecia o fim do Real. Só que era o Real, aquele que pode tudo.

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Arbeloa sacou Arnold e Güler e apostou na juventude de Mastantuono e Pitarch para os minutos finais. Se o técnico espanhol havia dito que “não precisaria de um milagre”, bem que ele iria adorar um naquele momento… Nos quatro minutos de acréscimos, o Real tinha vontade, mas não tinha mais pernas. E o Bayern tinha tudo a seu favor: placar, torcida, fôlego. E Olise. O ponta foi um dos grandes nomes dos dois jogos, mas não tinha conseguido balançar as redes de Lunin. Ele queria deixar o seu. No último minuto dos acréscimos, o ponta invadiu o campo de defesa de um Real na lona e chutou alto. A bola beijou a trave de um canto e entrou no outro: 4 a 3. Golaço. Bayern classificado!

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Olise fechou a conta! Foto: AFP
 

Depois de 14 anos, o time alemão conseguia eliminar o grande rival europeu em uma UCL. E com categoria, após 62% de posse de bola e 21 chutes a gol contra 11 do Real. Era o fim das decepções e dramas. Era a volta de La Bestia Negra, que rugiu e mordeu o rei na noite de 15 de abril de 2026 em Munique.  

Pós-jogo: O que aconteceu depois?

Bayern München: a classificação fez do Bayern um dos imensos favoritos a levantar a Velhinha Orelhuda. O técnico Kompany, em êxtase, comentou sobre o triunfo após a vitória. “Foi um jogo muito emocionante. Tivemos muita posse de bola e sempre a sensação de que podíamos marcar. Mas o Real Madrid é o Real Madrid. É sempre uma ameaça. Os jogadores mostraram-se hoje mentalmente fortes para ultrapassar os contratempos. Os adeptos também nos ajudaram. Mantivemos a calma e sentimos sempre que a nossa oportunidade chegaria.” Antes da grande final, o time bávaro terá outro grande desafio: o PSG, atual campeão e clube que o eliminou nas quartas de final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2025. Por outro lado, o PSG foi derrotado pelo Bayern na Fase de Liga por 2 a 1 e perdeu a final da UCL de 2020 por 1 a 0 também pelo time de Munique. Para muitos, o campeão sai desse duelo, principalmente pelo fato de do outro lado estar Atlético de Madrid e Arsenal, clubes que jamais venceram a UCL. Vamos aguardar…

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A Bestia Negra voltou! Foto: Divulgação / Perfil do FC Bayern Brasil no X.
 

Real Madrid: a imprensa espanhola condenou profundamente a atuação do árbitro e a expulsão injusta de Camavinga, tida como “fator determinante” para a derrota merengue. “Vincic exagerou e expulsou um jogador praticamente por nada. É uma daquelas expulsões que ficarão marcadas na história do torneio devido ao momento em que aconteceu, ao placar da partida, à fase de grupos e aos adversários. Portanto, o árbitro teve grande influência no resultado”, comentou Pedro Martín, especialista arbitral do Tiempo de Juego (ESP). Para Alfonso Pérez Burrulll, da Rádio Marca (ESP), “Foi absolutamente desproporcional expulsar um jogador por uma ação como essa. Ele só segurou a bola por três segundos, e o árbitro precisa ser muito mais imparcial, considerando o que está em jogo para as equipes e, sobretudo, o impacto disso na partida. Isso beira o abuso de autoridade”.

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O fato é que o jogador não deveria ter levado o primeiro cartão tão cedo e com tão pouco tempo em campo. Além disso, o placar foi justo pelo contexto da partida e dominância dos alemães. Ao Real, resta reformular um elenco ainda frágil desde a conquista europeia de 2024, que precisa de bons zagueiros, laterais e suplentes à altura dos titulares.

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