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Jogos Eternos – México 2×3 Inglaterra 2026

Data: 05 de julho de 2026

O que estava em jogo: uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo da FIFA de 2026

Local: Estádio Azteca, Cidade do México, México.

Árbitro: Alireza Faghani (AUS)

Público: 80.824 pessoas

Os Times:

México: Raúl Rangel; Jorge Sánchez (Álvaro Fidalgo, 79′), César Montes (Edson Álvarez, intervalo), Johan Vásquez e Jesús Gallardo; Érik Lira, Gilberto Mora (Santi Giménez, 61′) e Luis Romo (Brian Gutiérrez, 61′); Roberto Alvarado, Raúl Jiménez e Julián Quiñones (Guillermo Martínez, 81′). Técnico: Javier Aguirre.

Inglaterra: Pickford; Quansah, Konsa, Guéhi e O’Reilly (Spence, 75′); Elliot Anderson (Burn, 75′) e Declan Rice; Saka (John Stones, 57′), Bellingham e Gordon; Harry Kane (Morgan Rogers, 90′). Técnico: Thomas Tuchel.

Placar: México 2×3 Inglaterra. Gols: Bellingham-ING, aos 36′ e 38′, Quiñones-MEX, aos 42′ do 1º T; Harry Kane-ING, 15′, pênalti, e Jiménez-MEX, aos 19′ do 2º T.

Cartão Vermelho: Quansah-ING, aos 9’ do 2º T.

 

“Os Sobreviventes do Azteca”

Por Guilherme Diniz

Para os ingleses, pisar naquele gramado histórico era recordar um passado tenebroso. A última vez que a seleção inglesa havia jogado no Estádio Azteca datava de 22 de junho de 1986, quando o English Team foi eliminado pela Argentina nas quartas de final da Copa do Mundo, na fatídica partida que teve “la mano de Dios” e o “gol do século”, ambos protagonizados por Diego Maradona. Não era uma boa lembrança. E, para piorar, a Inglaterra teria pela frente nas oitavas de final da Copa de 2026 a seleção anfitriã: o México, que defendia uma invencibilidade de 10 jogos em Copas do Mundo jogando no lendário estádio, sendo oito vitórias e dois empates em três torneios diferentes – 1970, 1986 e 2026.

Mais de 80 mil torcedores criaram um ambiente hostil aos ingleses, com catimba, gritos intimidadores a cada reposição de bola do goleiro Pickford e tudo o que a equipe europeia não tinha sentido nem vivido nas partidas anteriores da Copa, todas disputadas em território estadunidense, avesso às celebrações e ao próprio futebol como bem sabemos. Mas a Inglaterra conseguiu se blindar de tudo aquilo. Teve sangue frio. Tapou os ouvidos. E jogou futebol. 

Quando conseguiu marcar o primeiro gol, não deixou o México ir pra cima e tratou de fazer o segundo menos de dois minutos depois. No final do primeiro tempo, os anfitriões descontaram e o Azteca jogou junto de novo. Na etapa final, o lateral Quansah foi expulso e o mais temeroso torcedor inglês viu o filme de eliminações passadas rondar a cabeça. Só que Harry Kane tratou de colocar a Inglaterra na frente novamente. O México não desistiu e fez outro gol. A Inglaterra se segurou com dez homens. E conseguiu dois feitos: a classificação para as quartas de final da Copa e acabar de vez com a invencibilidade mexicana dentro do Azteca em Mundiais. Naquela noite eletrizante, o English Tem sobreviveu ao mito das Copas. É hora de relembrar México 2×3 Inglaterra 2026.

Pré-jogo

O duelo entre ingleses e mexicanos nas oitavas de final de 2026 foi o segundo entre ambos na história das Copas. E, curiosamente, envolvia mais uma vez um país anfitrião. Em 1966, a Inglaterra era a sede do Mundial e encarou o México na fase de grupos, em duelo que terminou com vitória inglesa por 2 a 0 – gols de Bobby Charlton e Hunt – em Wembley. Nos anos seguintes, as equipes se enfrentaram em seis amistosos, com uma vitória mexicana (1 a 0, em 1985, no Azteca), um empate e quatro vitórias inglesas. No retrospecto geral, a Inglaterra ostentava uma enorme vantagem com seis vitórias, um empate e apenas duas derrotas contra La Tri.

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O goleiro mexicano Ignacio Calderón tentou, mas não conseguiu evitar o gol de Bobby Charlton nos 2 a 0 da Inglaterra em 1966. Foto: Popperfoto/Getty Images
 

Já em 2026, o English Team vinha de uma classificação dramática diante da República Democrática do Congo nos 16 avos de final com vitória por 2 a 1, de virada, com dois gols de Harry Kane, um aos 75’ e outro aos 86’. Já o México estava embalado, com 100% de aproveitamento e nenhum gol sofrido. La Tri havia vencido todos os jogos da fase de grupos – 2 a 0 na África do Sul, 1 a 0 na Coreia do Sul e 3 a 0 na República Tcheca – e eliminado o Equador na fase 16 avos de final com triunfo por 2 a 0. Sabendo da força de sua casa e de sua torcida, o México foi para a partida contra a Inglaterra confiante na força de seu coletivo e de uma equipe aguerrida que não dependia de um ou outro jogador. 

“Escolhemos jogadores que não priorizaram seu talento individual, mas, em vez disso, o colocaram a serviço da ‌equipe. Jogadores que deixaram seus egos de ‌lado e foram ​humildes”, comentou o técnico Javier Aguirre, em coletiva de imprensa um dia antes do jogo.

Ele ainda ressaltou que iria dificultar o jogo para o capitão e astro do time inglês, Harry Kane. “Vamos tentar garantir que ele não se sinta à vontade em campo quando ​recuar para receber a bola, que haja sempre alguém marcando-o para que ele não consiga criar jogadas”, explicou Aguirre. 

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Mexicanos estavam invictos e 100% na Copa. Foto: Eloisa Sánchez / Reuters
 

Do lado inglês, Thomas Tuchel escolheu uma formação bem ofensiva e rápida, com Saka e Gordon pelas pontas, Kane no meio e Bellingham centralizado na intermediária. A ideia era explorar as lacunas dos mexicanos, que certamente iriam se lançar frequentemente ao ataque por jogarem em casa. O técnico ainda lembrou sobre a grandeza do estádio Azteca e o peso de jogar no estádio recordista em jogos na história das Copas e único a receber três Mundiais distintos.

“É um grande palco, e nós sentimos isso. Faz você ficar mais alerta, tira o melhor de você. Conhecemos os pontos fortes deles, mas vamos explorar as nossas qualidades. Sabemos que, para superá-los, precisaremos apresentar a nossa melhor versão, tanto ofensiva quanto defensivamente. Nosso desempenho terá de ser superior.”

O meio-campista Henderson foi outro que comentou sobre a importância de um jogo contra um país anfitrião em uma Copa do Mundo. “Não acho que este jogo possa ser comparado a qualquer outro que já disputei. Joguei partidas gigantes, de Champions League, mas uma Copa do Mundo no México, contra o México… Nada se compara a isso.”

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Inglaterra vinha de uma dramática vitória sobre a República Democrática do Congo.
 

Seria um duelo equilibrado e sem favoritos, mesmo com o México tendo o estádio e a torcida a seu favor. No dia do jogo, o clima no Azteca era único. A Copa parecia outra em terras mexicanas. Se nos jogos disputados no Canadá e nos EUA vimos torcidas insossas, funcionários destemperados e muita antipatia, no México era futebol em estado puro, alegria, educação, clima clássico de Mundial e de esporte que une e empolga. 

Na execução dos hinos, emoção à flor da pele destacada, claro, no hino do México, com choros e cantoria alta, muito alta. O Azteca mostrava sua essência, sua famosa aura. Um jogo ali não era apenas um jogo. Era um acontecimento. E, curiosamente, aquele era o último jogo no Colosso de Santa Úrsula antes de todos os jogos ficarem concentrados nos EUA. O Azteca precisava se despedir à altura de sua terceira Copa do Mundo. E as duas equipes trataram de ajudar.

Primeiro tempo – Mais briga do que bola

A Inglaterra demonstrou certo nervosismo no início do jogo e, com apenas um minuto, Declan Rice levou cartão amarelo após falta em Luis Romo. Os donos da casa tiveram controle da partida nos primeiros dez minutos e contaram com o apoio incessante da torcida, que gritava olé e incentivava os atletas a cada toque na bola. Quando a Inglaterra tentava sair jogando, enfrentava uma barreira mexicana que impedia as ações ofensivas. 

Só aos 14’ que surgiu a primeira grande chance de gol, quando Alvarado lançou a bola da direita para a área e Jiménez, de peixinho, cabeceou no canto esquerdo de Pickford, mas o goleiro inglês voou a la Gordon Banks e fez uma defesa espetacular, mandando para escanteio. Que reflexo do camisa 1! Os anfitriões tiveram dois tiros de canto a seu favor, mas ambos foram afastados pelos ingleses. Aos 16’, Quiñones lançou Gallardo na ponta esquerda do ataque, o mexicano tentou dominar, só que a bola escapou para a lateral. 

México 2x3 Inglaterra 2026
Defesaça de Pickford!
 

Os mexicanos pressionaram nos minutos seguintes em busca do gol, querendo liquidar o jogo como fizeram no duelo diante do Equador, mas a Inglaterra conseguia se fechar e interceptava as tabelas feitas principalmente por Gilberto Mora e Quiñones. Só aos 25’ que a Inglaterra chegou com perigo, quando Gordon recebeu bola longa e impediu a saída pela linha de fundo. O atacante driblou Sánchez, invadiu a área e chutou para o gol, exigindo boa defesa de Raúl Rangel. Até que, aos 35’, Pickford lançou para Declan Rice, que conduziu a bola desde o campo de defesa e deixou com Saka pela direita. O atacante encarou Gallardo, ganhou no drible e cruzou. A bola passou por Kane, mas não por Bellingham que, de peixinho, fez o primeiro gol inglês: 1 a 0.

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Rice tocou para Saka na esquerda, enquanto Bellingham avançou livre até a área.
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Foi só completar para o gol e fazer 1 a 0.
 

Os mexicanos focaram tanto em Kane que se esqueceram de outra estrela do English Team: BellinGoal! O México deu a saída para buscar o empate e Elliot Anderson roubou a bola no meio de campo de Gilberto Mora e deixou com Gordon. Aos trancos, o camisa 18 conseguiu tocar para Bellingham, que tocou na direita para Harry Kane. O capitão invadiu a área e devolveu para Bellingham, que só escorou, mesmo prensado por Érik Lira, para fazer o segundo.

Em menos de dois minutos, a Inglaterra abriu 2 a 0 em pleno Azteca. A invencibilidade de La Tri dentro do mitológico estádio estava caindo! A torcida mexicana, que ainda estava assimilando o primeiro gol, ficou esmaecida com aquele baque duplo. Os anfitriões tentaram atacar pela esquerda e ganharam uma falta, aos 42’. Alvarado mandou a bola na área, a zaga rebateu e Quiñones, livre, chutou forte para descontar: 2 a 1. O Azteca voltou a vibrar. E o México se lançou ao ataque em busca do empate ainda no primeiro tempo.

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Os times em campo: Inglaterra conseguiu aproveitar os espaços e erros do adversário no meio de campo para construir a vitória. Expulsão no segundo tempo acabou prejudicando bastante o desempenho ofensivo do time.
 
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BellinGoal! Foto: Eloisa Sánchez / Reuters
 
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O gol de Quiñones. Foto: Paul Childs / Reuters
quase gol
E o lance em que Bellingham evitou o empate.
 

Ele quase veio aos 45’, quando a bola foi lançada para Quiñones na grande área, o atacante ajeitou de peito para Jiménez, que chegou chutando de primeira e a bola passou trincando a trave esquerda de Pickford. Dois minutos depois, Jiménez recebeu cruzamento pelo alto, subiu sozinho e cabeceou no ângulo direito. Pickford voou na bola de novo e salvou a Inglaterra. No minuto seguinte, após cobrança de escanteio, Jiménez ajeitou de cabeça e Montes recebeu livre, mas, na hora do chute, Bellingham chegou para afastar o perigo de maneira impressionante! Foram três chegadas seguidas e a bola teimou em não entrar. Parecia que a sorte estava com a Inglaterra, mesmo com quase toda torcida – e o Azteca – jogando contra. Será que o English Team iria resistir ao segundo tempo?

Segundo tempo – Survivors!

A Inglaterra sabia que um empate do México àquela altura poderia custar a vaga nas quartas de final. Por isso, não ficou recuada e seguiu pressionando o time da casa, com boa chegada logo aos 3’ do segundo tempo, quando Gordon avançou pela esquerda, cruzou rasteiro e a bola acabou passando por toda a área mexicana sem que ninguém tocasse para o gol. Na sequência, O’Reilly arriscou chute da meia esquerda e a bola explodiu no pé da trave de Rangel! Dois minutos depois, Bellingham deu lindo drible em três marcadores, avançou até a entrada da área, mas acabou desarmado. A Inglaterra seguia ofensiva, não deixava o México pensar no empate e estava disposta a sair viva do Azteca. Mas, aos 8’, um lance quase colocou tudo a perder.

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Em uma disputa de bola, Quansah chegou de sola em Gallardo e o árbitro não marcou falta. Só que o VAR viu o lance e chamou para revisão. Alireza Faghani percebeu que foi mesmo falta e expulsou o jogador inglês justamente em um momento de domínio do English Team na partida. Thomas Tuchel teve que mudar e substituiu o atacante Saka para colocar o zagueiro Stones, sacrificando uma peça que estava bem no jogo. Mas ainda havia esperança para os ingleses, pois, aos 12’, Pickford cobrou tiro de meta, a bola bateu em Álvarez, tocou no braço preso ao corpo de Kane e sobrou para Gordon. Ele dominou na área, mas foi derrubado por Rangel, que foi nas pernas do camisa 18: pênalti!

Na cobrança, Harry Kane. O capitão ouviu sonoras vaias. Sentiu o Azteca tremer, tentando desestabilizá-lo. Mas o capitão inglês respirou fundo. Ignorou tudo aquilo e focou apenas na bola e no gol. Kane bateu forte, no canto. Rangel acertou o lado, mas não chegou a tempo de defender: 3 a 1. Inglaterra ainda mais na frente! E com um jogador a menos! Javier Aguirre fez duas mudanças no time e não teve outra alternativa senão atacar de todas as maneiras o English Team. 

penalti gordon
O pênalti em Gordon…
kane gol
E a festa de Kane.
 

Nove minutos depois, a persistência mexicana deu resultado após Kane fazer falta em Gutiérrez dentro da área e o árbitro marcar pênalti. Na cobrança, Raúl Jiménez bateu no canto direito de Pickford, o goleirão acertou o lado, mas, assim como Rangel, viu a bola parar no fundo do gol: 3 a 2. Com mais de 22 minutos de jogo, o México tinha tempo suficiente para empatar. A Inglaterra sabia que se segurar com 10 seria missão ingrata e hercúlea. 

Tuchel colocou outro zagueiro e trocou um lateral a fim de manter a força defensiva e evitar jogadas pelo alto, como a que resultou no primeiro gol dos anfitriões. Aos 34’, o México teve boa chance com Alvarado cobrando escanteio para a área, Edson Álvarez subiu mais do que a marcação, mas a cabeçada foi para fora. Dois minutos depois, foi a vez de Giménez receber cruzamento na marca do pênalti, chutar de primeira e mandar por cima do gol.

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Foto: Daniel Becerril / REUTERS
 

O relógio corria desenfreado para os mexicanos e arrastado para os ingleses, que só apostavam no contra-ataque. Bellingham, exausto, gastava os últimos resquícios de energia protegendo o meio de campo e até arriscando um chute dali, perto dos 90’, tentando pegar o goleiro Rangel desprevenido. O México não encontrava brechas na retranca inglesa. Com mais 11 minutos de acréscimos, La Tri teve outra dose de tempo. Mas nada de gol. No último minuto, Alvarado cruzou bola para a área e Stones ganhou a disputa com Jiménez. Ao tentar afastar, o zagueiro quase fez contra e viu a redonda passar tirando tinta da trave. Que susto! E escanteio mexicano. Rangel foi para a área, a bola subiu e o México ganhou outro escanteio. Na nova cobrança, Pickford afastou com um soco e o árbitro apitou o fim da partida.

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Foto: AP via Getty Images
 

A Inglaterra estava entre as oito melhores seleções do planeta. E conseguia acabar com a histórica invencibilidade mexicana dentro do Azteca em Copas. Se em 1986 os ingleses foram vítimas de Maradona, em 2026 eles superaram todos os desafios possíveis: a altitude de pouco mais de 2 mil metros, um gol e um sufoco no final do primeiro tempo, uma expulsão e outro gol para vencer. Uma vitória extraída da alma e que trouxe, pelo menos naquela partida, o fogo que diziam ter se apagado no coração dos ingleses. Se eles queriam ir além na Copa, eles “sabiam que todas as estradas que levam até lá são tortuosas e todas as luzes que iluminam o caminho são ofuscantes”. Mas eles eram os “protetores” dos torcedores. E sabiam disso, como cantaram em Wonderwall, da banda Oasis, nas arquibancadas do Azteca naquele julho de 2026.

Pós-jogo: o que aconteceu depois?

México: desolados, os jogadores mexicanos não acreditaram na derrota e demonstraram profundo abatimento com o revés, que tirou o país de uma etapa de quartas de final de Copa em casa pela primeira vez – tanto em 1970 quanto em 1986, o México conseguiu ficar entre os oito melhores sob seus domínios. O técnico Javier Aguirre expressou nitidamente o sentimento de todos naquela noite. “Sonhar e depois cair assim dói profundamente, mas os jogadores devem sair de cabeça erguida. Eles deram tudo de si em campo, mas hoje não era para ser. A torcida tinha grandes esperanças, e não conseguimos cumprir a missão e proporcionar a eles mais uma noite de alegria.” O país sabe que não sediará um Mundial tão cedo. Por isso, perder assim foi frustrante, principalmente com o fim da série invicta em sua fortaleza.

Inglaterra: eufórica, a imprensa inglesa tratou aquela vitória como “a maior do país em Mundiais desde a conquista da Copa de 1966”. Com personalidade, raça e precisão, o time de Tuchel fez uma partida eterna e foi com o moral elevado para as quartas de final, quando enfrentou a surpreendente Noruega, que vinha de boa campanha e ainda de uma vitória sobre o Brasil, nas oitavas de final, por 2 a 1, com dois gols de Haaland. A Inglaterra mais uma vez soube sofrer, levou um gol no primeiro tempo, mas empatou nos acréscimos com Bellingham. A partida foi para a prorrogação e Bellingham fez mais um para virar o jogo e dar a vitória por 2 a 1 aos ingleses.

 
jornal ingles argentina 2026
Contra a Argentina, Inglaterra não conseguiu repetir a grande atuação que teve no Azteca.
 

Confiantes, eles foram para a semifinal crentes de que tinham condições de disputar uma decisão de Copa após 60 anos. Mas, pelo caminho, encontraram a Argentina, aquela algoz de 1986, no Azteca. A Inglaterra até abriu o placar, mas recuou, levou a virada e foi eliminada com derrota por 2 a 1. Mesmo placar de 1986…

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1 COMENTÁRIO

  1. Quando o México venceu as primeiras quatro partidas e não levou gols numa campanha parecida com a de 70 eu logo desconfiei que assim como em 70 eles iam dançar contra a primeira seleção mais forte e não deu outra e na semi o English Team esqueceu toda a raça e vontade de antes,se acovardou como sempre na hora da verdade e mais uma vez dançou pra Argentina.

Comentários encerrados.

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