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Jogadores que deram show em finais de UEFA Champions League

Última atualização em 24 de agosto de 2026 às 10:54

Por Guilherme Diniz

A maior e mais prestigiada competição de clubes do mundo já teve finais espetaculares e que ficaram marcadas não só pelos times campeões, mas também pelos personagens que se destacaram nas decisões. A maioria das finais é equilibrada, mas algumas ficaram marcadas por shows particulares de jogadores e craques imortais. Confira a seguir os jogadores que deram show em finais de UEFA Champions League!

1960 – Di Stéfano (ARG) e Puskás (HUN)

Real Madrid-ESP 7×3 Eintracht Frankfurt-ALE

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Di Stéfano e Puskás: os gênios e símbolos daquele Real Madrid imortal polarizaram os gols da final.
 

As mais de 127 mil pessoas que formaram o maior público de uma final europeia na história viram um dos maiores espetáculos futebolísticos de todos os tempos. Foram 10 gols. Sete do Real. Três do Eintracht. Puskás fez quatro. Di Stéfano, três. Não havia jeito melhor de se completar um pentacampeonato e de encerrar uma década estrondosa. Cinco Copas europeias realizadas. Cinco vencidas pelo esquadrão merengue. Jamais houve uma final como aquela. E dificilmente haverá. Os jogadores trajados de branco trataram a bola como um bem precioso, com sutileza, classe, técnica e amplitude. Aquilo tudo parecia um filme de ficção, algo surreal. Mas não foi. Puskás e Di Stéfano eram de carne e osso. Leia mais clicando aqui.

1962 – Eusébio (POR)

Benfica-POR 5×3 Real Madrid-ESP

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Amsterdã ainda não era o berço do Futebol Total naquela noite de 02 de maio de 1962. Mas os holandeses assistiram a um espetáculo digno de Oscar e se entorpeceram com tantos gols, jogadas de arte e a revelação de um gênio do futebol mundial: Eusébio Da Silva Ferreira, o Pantera Negra que ocultou o hat trick do húngaro Ferenc Puskás, os passes e genialidade de Alfredo Di Stéfano, a soberba e imponência do pentacampeão europeu Real Madrid e ajudou os encarnados de Lisboa a virarem um jogo perdido no primeiro tempo para um apoteótico 5 a 3. 

Foram oito gols antológicos. Chutes poderosos de fora da área. Uma noite terrível para os goleiros, que engoliram frangos e sofreram com a precisão de Puskás, Coluna, Cavém e Eusébio. Foi também a consagração de um time que marcou época no futebol europeu ao jogar um futebol prático, exuberante e inesquecível sob a batuta de um genial técnico Béla Guttmann. Eusébio deixou sua marca duas vezes e fez do Benfica bicampeão da Europa. Leia mais clicando aqui!

1963 – José Altafini (BRA)

Milan-ITA 2×1 Benfica-POR

Jogadores que deram show em finais de UEFA Champions League

O brasileiro naturalizado italiano José Altafini, conhecido também como Mazzola – devido à semelhança física com o lendário craque italiano Valentino Mazzola – chegou à final da Liga dos Campeões de 1962-1963 com 12 gols marcados durante a campanha do grande time do Milan de Nereo Rocco. E, na final de Wembley, o craque marcou mais dois gols e liderou a virada dos italianos pra cima do então bicampeão europeu Benfica, que havia aberto o placar no primeiro tempo, com Eusébio. Com 14 gols, Altafini foi, durante muitos anos, o maior artilheiro de uma só edição de UCL até ser superado por Cristiano Ronaldo em 2013-2014. Leia mais clicando aqui!

1969 – Pierino Prati (ITA)

Milan-ITA 4×1 Ajax-HOL

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Prati com a taça de 1969. Foto: ©Lapresse / Archivio storico sport calcio
 

O técnico Rinus Michels já tinha em mãos um talentoso Ajax naquele ano de 1969, com nomes como Johan Cruyff, Wim Suurbier, Vasovic, Swart e Keizer. Só que os holandeses não contavam com uma atuação de gala do atacante italiano Pierino Prati na final europeia de Madri. O camisa 11 marcou simplesmente três dos quatro gols do Milan na vitória por 4 a 1 sobre o time de Amsterdã. O show de Prati começou aos 7’, em belo gol de cabeça no cantinho do goleiro Bals. Aos 39’, o atacante mandou uma bomba de fora da área e fez o segundo. No segundo tempo, o Ajax descontou de pênalti, mas Sormani, aos 66’, e Prati, aos 74’ (de novo de cabeça), fecharam a conta. Desde então, nenhum outro jogador conseguiu anotar uma tripleta em uma final de UCL. Leia mais clicando aqui! 

1972 – Johan Cruyff (HOL)

Ajax-HOL 2×0 Internazionale-ITA 

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Cruyff (à dir.) na final de 1972: craque deu show com dois gols e jogadas maravilhosas.
 

Pouco tempo depois, o Ajax conseguiu o bicampeonato europeu – foi campeão em 1971, após derrotar o Panathinaikos-GRE – com um verdadeiro show diante da Internazionale. Durante 90 minutos, os holandeses atacaram sem parar os italianos e o placar de 2 a 0 não refletiu o que foi o jogo. Poderia ter sido 5, 6, 7 a 0. A Inter foi simplesmente nula no ataque. Chutou apenas uma vez ao gol no primeiro tempo. E apareceu umas três ou quatro vezes na segunda etapa. O Ajax foi todo ofensivo, mandou bolas na trave, construiu belas jogadas e deu aulas de controle de bola, desarmes precisos e perseverança. O gol ia sair. E saiu. 

Com Cruyff mordido, o time abriu o placar com menos de três minutos na segunda etapa e ficou tranquilo para o decorrer da partida. A Inter foi obrigada a sair mais e levou mais um gol tempo depois com o mesmo Cruyff, que fez explodir um estádio praticamente todo alvirrubro mesmo se tratando da casa do rival Feyenoord, o De Kuip. Era bonito de se ver aquele Ajax, que não só conquistou seu bicampeonato continental como deu ao Futebol Total uma condecorada e inesquecível vitória, estrelada por um Cruyff no auge. Leia mais clicando aqui!

1974 – Gerd Müller (ALE)

Bayern München-ALE 4×0 Atlético de Madrid-ESP

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Gerd Müller ergue a UCL de 1973-1074.
 

Ainda um desconhecido no continente e com menos títulos nacionais do que o Nuremberg, por exemplo, nenhuma Liga dos Campeões e somente uma Recopa da UEFA, o Bayern München chegou à final da UCL de 1974 pouco badalado e em pé de igualdade com o Atlético de Madrid. Quando a bola rolou, o jogo realmente foi disputado, sem violência, e terminou empatado em 0 a 0. Na prorrogação, o Atlético fez 1 a 0 em falta cobrada por Luis Aragonés faltando seis minutos para o fim. Diante do cansaço visível em ambas as equipes, parecia mesmo que a vitória seria madrilena. Mas, faltando cerca de 30 segundos para o apito final, o zagueiro Schwarzenbeck chutou de longe, o goleiro Reina, com a visão encoberta, não viu a trajetória da bola e, quando saltou, foi tarde demais: 1 a 1. Ao apito final, seria necessário um novo jogo dali a dois dias, pois na época não havia disputa de pênaltis.

Devastados, os colchoneros entraram em campo para o replay cabisbaixos, já derrotados. E foram engolidos pelo Bayern: 4 a 0, dois gols de Uli Hoeness e dois de Gerd Müller, grande nome da decisão com jogadas incisivas e um golaço. Foi a primeira Velhinha Orelhuda dos bávaros, que alcançaram um tricampeonato em 1974, 1975 e 1976. Leia mais clicando aqui!

1986 – Helmut Duckadam (ROM)

Steaua Bucareste-ROM 0x0 Barcelona-ESP

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Em 1986, a cidade de Sevilha foi palco de uma das maiores façanhas de um só jogador na história da Liga dos Campeões da UEFA. A final entre Barcelona e Steaua Bucareste terminou empatada sem gols tanto no tempo normal quanto na prorrogação. Com isso, o título teve que ser decidido nos pênaltis. Nas cobranças, os goleiros de Barcelona e Steaua começaram um show à parte ao defenderem as duas primeiras cobranças de cada equipe. Parecia que aquelas redes permaneceriam intactas, com o vento como única força capaz de tirá-las da inércia. 

Foi então que Lacatus, enfim, marcou para o Steaua. Pichi Alonso bateu a terceira cobrança para o Barcelona e o goleiro Duckadam defendeu de novo! Na quarta cobrança do Steaua, Balint fez o segundo gol. Marcos foi para a quarta cobrança do Barça. Ele precisava fazer para manter o time ainda vivo na disputa. Ele bateu e Duckadam defendeu de novo! Era o fim do jogo e o feito histórico consolidado: o Steaua Bucareste era campeão da Europa pela primeira vez. Nunca um time do leste europeu havia vencido a principal competição do continente, mas o Steaua quebrou a escrita com estilo e com seu goleiro entrando para o livro dos recordes como primeiro e único a defender quatro cobranças de pênaltis em uma decisão europeia, o que fez dele o “Herói de Sevilha”. Leia mais clicando aqui!

1989 – Ruud Gullit (HOL) e Van Basten (HOL)

Milan-ITA 4×0 Steaua Bucareste-ROM

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Van Basten e Gullit brilharam na final de 1989 com dois gols cada.
 

Depois de muitos anos sem disputar uma final europeia, enfim, o Milan retornou à decisão e teve pela frente o ainda perigoso Steaua Bucareste, liderado pela estrela Gheorghe Hagi. Mas, quando a bola rolou, o jogo foi de um time só. O Milan de Sacchi deu show e venceu por inapeláveis 4 a 0, com dois gols de Gullit e dois de Van Basten. A dupla de ataque rossonera comandou as ações ofensivas e causou enormes problemas ao goleiro Silviu Lung, que ainda viu Gullit meter uma bola na trave. O Milan venceria a UCL de 1990 e consagraria de vez um dos maiores esquadrões de todos os tempos. Leia mais clicando aqui!

1992 – Ronald Koeman (HOL)

Barcelona-ESP 1×0 Sampdoria-ITA

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Koeman vibra após marcar o gol do título de 1992.
 

Poucas finais na história da UCL foi tão equilibrada e tensa quanto a de 1992 entre os timaços do Barcelona de Zubizarreta, Koeman, Guardiola, Amor, Stoichkov, Laudrup e Salinas contra a Sampdoria de Pagliuca, Vierchowod, Lombardo, Toninho Cerezo, Vialli e Roberto Mancini. Com duas equipes muito fortes, o jogo obviamente terminou empatado no tempo regulamentar e mais 30 minutos de prorrogação foram necessários. E foi nela que o zagueiro-artilheiro Ronald Koeman, que brilhou durante todo o jogo com intervenções e desarmes lá atrás, também deu sua contribuição no ataque. Aos 112’, o camisa 4 cobrou falta e mandou a bola no fundo do gol de Pagliuca, tento este que decretou a vitória por 1 a 0 do Barça e seu primeiro título da UCL. Leia mais clicando aqui!

1994 – Dejan Savicevic (IUG)

Milan-ITA 4×0 Barcelona-ESP

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Antes de a bola rolar, ninguém duvidava do título do Barcelona, tetracampeão espanhol, campeão europeu em 1992, completo e invicto naquela Liga dos Campeões. Só que se esqueceram que do outro lado tinha o Milan, dominante na Itália, que passava por uma entressafra, mas ainda tinha grandes jogadores, a maioria experiente e acostumada a vencer e superar os mais variados desafios. 

E, quando a bola rolou, deu no que deu. Massaro fez 1 a 0 logo aos 22’, após passe de Savicevic. O mesmo Massaro ampliou no finalzinho da primeira etapa, após linda jogada de Donadoni. Na segunda etapa, Savicevic aproveitou uma bobeada de Nadal, percebeu o goleiro Zubizarreta adiantado e chutou da lateral, por cobertura. Golaço, um dos mais bonitos da história das finais da UCL em todos os tempos. Mas ainda tinha mais. Desailly, após bola na trave de Savicevic, fez 4 a 0 e sacramentou o 5º título do Milan na Liga. E o jogo, claro, foi todo de Savicevic, que infernizou a zaga catalã e foi o grande nome da final. Leia mais clicando aqui!

2001 – Oliver Kahn (ALE)

Bayern München-ALE 1×1 Valencia-ESP

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Vivendo o auge da carreira, o goleiro Oliver Kahn foi o grande herói da conquista do Bayern na UCL de 2000-2001, dois anos depois do drama vivido na final de 1999, quando o clube perdeu a taça nos acréscimos diante do Manchester United. No tempo regulamentar, Kahn foi absoluto e não teve culpa no gol dos espanhóis. E, na disputa de pênaltis, o camisa 1 defendeu três cobranças – Zahovic, Carboni e Pellegrino – e garantiu o triunfo por 5 a 4. Ele foi o primeiro jogador a vencer o prêmio Man of the Match, instituído naquela temporada pela primeira vez pela UEFA. Leia mais clicando aqui!

2002 – Zinédine Zidane (FRA)

Real Madrid-ESP 2×1 Bayer Leverkusen-ALE

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Real e Leverkusen decidiram a Liga dos Campeões da UEFA de 2001-2002 em Hampden Park, mesmo estádio onde há 42 anos atrás o clube merengue havia completado sua dinastia na Copa Europeia com o 5º título consecutivo do torneio. Pensar em uma nova goleada era difícil, mas a decisão teve um gol que poderia valer por vários. Com a partida empatada em 1 a 1 e um ritmo alucinante, aos 45´, o lateral Roberto Carlos tabelou com Solari pela esquerda e avançou até a linha de fundo. O passe do argentino não foi lá essas coisas, mas Roberto conseguiu dominar e cruzar para a área. Ela foi em direção ao meia Zidane…

O francês olhou a bola, mirou e arriscou um voleio. Fosse um jogador comum, a bola iria parar na Glasgow Tower, na estação central da cidade, enfim, bem longe dali. Mas era Zidane. O camisa 5 acertou a bola de maneira precisa, espetacular, única. A redonda foi parar no ângulo do goleiro do Bayer. Indefensável. Inimaginável. Inesquecível. A partida poderia terminar ali, no cravado minuto 45, momento do gol, do golaço, de um dos gols mais lindos da história do futebol. No segundo tempo, o Real se segurou como pôde, com Zidane controlando a bola no meio de campo como se ela fosse sua. Ao apito final, os espanhóis venceram mais uma UCL. Não foi de goleada. Mas foi tão artística quanto. Afinal, aquele gol de Zidane vale por mil. Por toda a eternidade. Leia mais clicando aqui!

2004 – Deco (POR)

Porto-POR 3×0 Monaco-MO

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O grande time do Porto de Mourinho se destacava pelo jogo coletivo e pela alta competitividade, mas a grande estrela daquele esquadrão campeão europeu era o luso-brasileiro Deco. O meia fez da temporada 2003-2004 a mais brilhante de sua carreira. Com excelente visão de jogo, passes precisos e controle do meio de campo, o camisa 10 fez uma partidaça na final de Gelsenkirchen e ainda marcou o segundo gol da vitória portista por 3 a 0. De quebra, ainda foi eleito o melhor em campo e ainda levou tempo depois o prêmio da UEFA de melhor jogador da temporada na Europa. Leia mais clicando aqui!

2005 – Gerrard (ING) e Dudek (POL)

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Gerrard com a Liga dos Campeões: capitão jogou as duas finais continentais vencidas pelo Liverpool em 2001 (Copa da UEFA) e 2005 (UCL).
 
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Dudek fez história na disputa de pênaltis.
 

A maior final da história da UCL teve vários personagens, mas podemos dizer que o meio-campista Gerrard e o goleiro Dudek mudaram a história de uma partida toda do Milan, que venceu o primeiro tempo por 3 a 0 com autoridade e atuações enormes de Maldini, Kaká e Crespo. Na segunda etapa, Gerrard (e a torcida dos Reds, claro) foi a inspiração do Liverpool para a virada, que começou exatamente com um belo gol do capitão, aos 54’. Foi ele quem pediu para a torcida gritar, apoiar, se inflar. Ela atendeu. Dois minutos depois, troca de passes do Liverpool na entrada da área do Milan e Smicer chutou. Baros encolheu a barriga, a bola passou e entrou: 2 a 3. Mais algum tempo passou, Gerrard entrou na área italiana e foi derrubado: pênalti. Na cobrança, Xabi Alonso bateu e Dida defendeu. Mas o brasileiro deu rebote e o espanhol colocou a bola dentro do gol: 3 a 3.

O jogo seguiu, mas os times não se atreveram a marcar mais nenhum gol naquele restante de segundo tempo nem na prorrogação. Era demais para o coração de todos. O Milan até tentou a todo custo marcar, mas a zaga e Dudek operavam milagres como quem diz “não escrevemos essa história para vocês manchá-la agora!”. Depois de 120 minutos estonteantes, a final foi para os pênaltis. Jamie Carragher, zagueiro do Liverpool, encorajou o goleiro Dudek a repetir Bruce Grobbelaar – , goleiro da final de 1984, vencida pelo Liverpool também nos pênaltis – e balançar as pernas para fingir estar com medo do batedor, como forma de intimidação e pressão psicológica. Dudek atendeu ao pedido de Carragher. 

Serginho, do Milan, foi o primeiro a bater: na trave. Hamann partiu para seu chute contra o especialista em defesas Dida e converteu. Pirlo, do Milan, foi para a segunda do time italiano e caiu na artimanha de Dudek, que defendeu. Cissé fez o segundo do Liverpool. Tomasson bateu o terceiro do Milan e marcou. Riise bateu o terceiro do time inglês e Dida defendeu. Kaká foi para o quarto do Milan. Dudek se fazia de “espaguete” no gol, mexendo as pernas e zombando do brasileiro, mas o meia bateu e fez. Estava 2 a 2. Smicer foi para a última do Liverpool e fez: 3 a 2. Shevchenko era o próximo batedor do Milan. Se ele errasse, o Liverpool seria campeão europeu. O ucraniano partiu, bateu… E Dudek defendeu! Estava sacramentado o Milagre de Istambul. Leia mais clicando aqui!

2007 – Filippo Inzaghi (ITA)

Milan-ITA 2×1 Liverpool-ING

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A revanche do Milan sobre o Liverpool veio rápido, já em 2007, e o grande personagem da final foi o atacante Inzaghi, que demonstrou oportunismo e talento para liquidar a fatura rossonera e dar a sétima Velhinha Orelhuda ao clube de Milão. O primeiro gol saiu aos 45’, quando Pirlo cobrou falta de fora da área e Inzaghi apareceu apenas para escorar e enganar o goleiro Reina. No segundo tempo, Kaká deu um passe magistral que cortou a linha de impedimento dos ingleses e Inzaghi, muito bem colocado, ganhou do goleiro e tocou para o gol vazio: 2 a 0. O Liverpool ainda descontou, mas a taça ficou mesmo com os italianos. Leia mais clicando aqui!

2010 – Diego Milito (ARG)

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A final europeia de 2010 teve o Bayern como dono da bola na maior parte do tempo, mas a Internazionale não teve sustos graças à sua zaga muito bem postada e armada por Mourinho, com Júlio César mais uma vez operando milagres, e um meio de campo impecável que neutralizava as investidas alemãs, principalmente de Robben, que nada podia fazer com sua perna esquerda. 

A Inter liquidou o Bayern com Milito, que abriu o placar aos 35´do primeiro tempo. Na segunda etapa, o atacante chamou o zagueiro Van Buyten para dançar com dois cortes secos antes de fuzilar para o gol: 2 a 0. O Bayern ficou tentando, em vão, chegar ao seu gol de honra pelo menos, mas não conseguiu: Inter campeã da Europa. E Milito melhor do jogo. Leia mais clicando aqui!

2011 – Lionel Messi (ARG) e Xavi (ESP)

Barcelona-ESP 3×1 Manchester United-ING

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Messi jogou muito na final de 2011 e deixou sua marca.
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Xavi orquestrou o meio de campo blaugrana e deu o passe para o gol de Pedro.
 

O apogeu do espetacular Barcelona de Guardiola aconteceu na temporada 2010-2011. E a grande final da UCL daquele ano foi a síntese do que era aquele timaço: controle total do jogo, jogadas exuberantes e golaços. E tudo isso aconteceu não só graças ao coletivo, mas também a dois personagens: Messi e Xavi, sem dúvida os grandes craques da final de Wembley. Xavi, além de ser o dono do meio de campo, foi o responsável pela assistência do primeiro gol, de Pedro. E Messi, com sua movimentação, dribles e talento fora de série, foi o símbolo ofensivo e autor do segundo gol, um golaço, que desestruturou de vez o United de Ferguson e abriu caminho para a vitória por 3 a 1, consumada pelo gol de Villa. Leia mais clicando aqui!

2012 – Didier Drogba (CDM) e Petr Cech (RCH)

Chelsea-ING 1×1 Bayern München-ALE

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Festa total do marfinense.
 

Jogando em casa e com um timaço, o Bayern era o favorito para levar a UCL de 2012. E, vencendo por 1 a 0 até os 88’, a taça tinha tudo para ficar em Munique. Bem, isso até Juan Mata cobrar escanteio para a área faltando dois minutos para o fim. Vários jogadores estavam dispostos a marcar o gol do empate e da sobrevida. Lampard poderia ir nela. Mas, antes de subir, ele ouviu: “Minha!!”. O capitão saiu do caminho. Quem apareceu? Didier Drogba. Como um ser dominante da área, uma força da natureza, o marfinense cabeceou sem qualquer rival capaz de atrapalhá-lo e mandou a bola para o fundo do gol. Era o empate. 

Na comemoração, Drogba se emocionou. Não tinha como esconder o choro em um momento como aquele. A glória europeia, o sonho de garoto, estavam vivos. Tinha que ser dele o empate. Após uma prorrogação ainda mais tensa, o Bayern teve um pênalti a seu favor. Robben bateu e o goleirão Petr Cech defendeu! Na disputa de pênaltis, Cech foi outra vez decisivo ao defender o chute de Olic e mandar o cobrado por Schweinsteiger na trave. E, no último chute do Chelsea, Drogba marcou o gol da vitória por 4 a 3 e do inédito título da equipe londrina. Leia mais clicando aqui!

2017 – Cristiano Ronaldo (POR)

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CR7 marcou dois gols no passeio do Real pra cima da Juventus em 2017. Foto: Reuters
 

Antes da grande final europeia de 2017, a Juventus era considerada por muitos a favorita ao título. Após eliminar Porto-POR, Barcelona-ESP e Monaco-MO, a Velha Senhora estava em sua segunda decisão em três anos e queria acabar de uma vez por todas com a sina de vices que a perseguia desde o último título de 1996. E o torcedor bianconeri se apegava ao retrospecto recente favorável em duelos contra o Real Madrid e a grandes vitórias sobre os espanhóis.

Após um domínio italiano nos primeiros 20 minutos, o Real se mandou para o ataque e abriu o placar com Cristiano Ronaldo, que bateu de primeira após receber cruzamento rasteiro de Carvajal. Foi o gol de número 500 do Real Madrid na história da competição. Sete minutos depois, Mandzukic empatou. O duelo seguiu equilibrado, mas, na segunda etapa, o Real mudou a partida. Pressionou a Juventus em seu próprio campo de defesa. Forçou o erro de passe. O meio de campo foi engolindo os italianos. E os gols começaram a surgir. 

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Foto: Reuters / Carl Recine Livepic.
 

Primeiro, com Casemiro, num chutaço de fora da área, aos 16’. Três minutos depois, Modric interceptou uma rebatida da zaga, tabelou com Carvajal pela direita e cruzou para a área. Quem estava lá? Cristiano Ronaldo, que completou de primeira para fazer 3 a 1. Era só contar os minutos para o bi. Aos 45’, Cristiano cobrou falta, ela explodiu na barreira e caiu na esquerda do campo. Marcelo deixou um adversário no chão, conduziu a bola pela linha de fundo e cruzou para a área. Asensio apareceu e decretou a goleada: 4 a 1. A Juventus estava destroçada. Até a final, a equipe italiana havia levado apenas três gols em 12 jogos. Levou quatro em apenas um… Dois deles de CR7, o astro daquela final. Leia mais clicando aqui!

2025 – Désiré Doué (FRA)

PSG-FRA 5×0 Internazionale-ITA

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O inesquecível passeio do Paris Saint-Germain pra cima da Inter na final de 2025 foi uma apoteose de futebol. E, apesar do coletivo impecável dos franceses, quem “comeu” a bola na final foi o jovem atacante Désiré Doué, que participou de três dos cinco gols do PSG. Aos 11’, Doué, dentro da área, girou e rolou no meio para Hakimi, totalmente livre, que só teve o trabalho de dar um sutil toque para o gol, com Sommer totalmente batido: 1 a 0.

Aos 20’, o camisa 14 recebeu de Dembélé, dominou e bateu forte, chapado, para fazer 2 a 0. O atacante seguiu como o grande nome ofensivo do PSG e, no segundo tempo, Vitinha iniciou um ataque lá de trás, tocando para Dembélé no meio de campo, que devolveu com categoria para o português. Vitinha esperou a chegada de Doué na direita, rolou para ele, que dominou e chutou no cantinho de Sommer: 3 a 0.

Com o segundo gol do jovem na final, Doué entrou para a história como o mais jovem a marcar dois gols em uma final de UCL, superando Eusébio nos 5 a 3 do Benfica pra cima do Real Madrid em 1962. Doué foi ainda o primeiro jogador a participar de três gols (dois gols e uma assistência) em uma final da era moderna da UCL. Leia mais clicando aqui!

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1 COMENTÁRIO

  1. Realmente grandes personagens mas fico com a dupla Di Stéfano e Puskás em 60 o que eles fizeram com o Frankfurt foi piada e o húngaro ainda faria mais três na final de 62 e incrível que não saiu campeão e lembremos que Don Alfredo marcou nas cinco finais que deram o penta ao Real.jogo grande era com eles mesmo.

Comentários encerrados.

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