Nascimento: 19 de maio de 1979, em Montevidéu, Uruguai.
Posição: Atacante
Clubes: Independiente-ARG (1997-2002), Manchester United-ING (2002-2004), Villarreal-ESP (2004-2007), Atlético de Madrid-ESP (2007-2011), Internazionale-ITA (2011-2012), Internacional-BRA (2012-2014), Cerezo Osaka-JAP (2014-2015), Peñarol-URU (2015-2016), Mumbai City-IND (2016) e Kitchee-HKG (2018).
Principais títulos por clubes:
- 1 Campeonato Inglês (2002-2003), 1 Copa da Inglaterra (2003-2004) e 1 Supercopa da Inglaterra (2003) pelo Manchester United.
- 1 Liga Europa da UEFA (2009-2010) e 1 Supercopa da UEFA (2010) pelo Atlético de Madrid.
- 1 Campeonato Gaúcho (2013) pelo Internacional.
- 1 Campeonato Uruguaio (2015-2016) pelo Peñarol.
- 1 Campeonato de Hong Kong (2017-2018) pelo Kitchee.
Principal título por seleção: 1 Copa América (2011) pelo Uruguai.
Principais títulos individuais e Artilharias:
- Artilheiro da Copa do Mundo da FIFA: 2010 (5 gols)
- Artilheiro do Campeonato Espanhol: 2004-2005 (25 gols) e 2008-2009 (32 gols)
- Artilheiro do Campeonato Gaúcho: 2013 (9 gols)
- Bola de Ouro da Copa do Mundo da FIFA: 2010
- Chuteira de Ouro da Europa: 2004-2005 (25 gols) e 2008-2009 (32 gols)
- Man of the Match da final da Liga Europa da UEFA: 2010
- Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo da FIFA: 2010
- Autor do Gol mais bonito da Copa do Mundo da FIFA: 2010
“El Cachavacha”
Por Guilherme Diniz
Durante muito tempo, a seleção uruguaia permaneceu em sono profundo no futebol mundial. Ficou sem disputar várias Copas do Mundo e, quando disputava, era mera figurante. Pois tudo começou a mudar quando um jogador, muito bem acompanhado de outros craques, liderou uma geração que não só recolocou a Celeste de volta a uma Copa como levou a bicampeã mundial a uma semifinal de Copa depois de 40 anos de jejum. Com cinco gols e atuações decisivas, ele viveu o auge da carreira exatamente no período do ressurgimento da seleção uruguaia de futebol. Se o título da Copa não veio, ele conseguiu levantar um troféu em 2011, quando arrasou na campanha do título da Copa América daquele ano, com direito a dois gols e uma assistência para o companheiro Luis Suárez na grande final.
Mas não foi apenas com a camisa celeste que ele brilhou. Por clubes, despontou no Independiente e chamou a atenção de Sir Alex Ferguson, que levou o uruguaio para Old Trafford. Sem muito espaço no Manchester United, conseguiu brilhar no Villarreal, onde fez os torcedores viverem um sonho entre 2004 e 2006, com jogos espetaculares e uma campanha inesquecível na Liga dos Campeões da UEFA de 2006, quando o Submarino Amarelo chegou às semifinais. Na sequência, levantou títulos e seguiu com o faro artilheiro pelo Atlético de Madrid. Venceu nesse período duas Chuteiras de Ouro da Europa, algo raro na época. E se transformou em um dos mais talentosos atacantes do mundo.
Diego Martín Forlán Corazo, ou simplesmente Diego Forlán, foi um dos maiores atacantes da história do futebol uruguaio e um símbolo do país sul-americano. Exímio finalizador, com intensa movimentação, inteligente e criativo, Forlán era um jogador que não ficava parado lá na frente, vinha buscar o jogo e podia jogar em qualquer posição do ataque. E pensar que ele quase seguiu a carreira de tenista… É hora de relembrar.
Sumário
Do tênis à tradição familiar
Filho de Pablo Forlán, notável lateral-direito com passagens de destaque pelo Peñarol, São Paulo e seleção uruguaia nos anos 1960 e 1970, e neto de Juan Carlos Corazzo, também ex-jogador e ex-treinador, Diego Forlán nasceu no distrito de Carrasco, em Montevidéu, e cresceu em uma família com raízes bascas, italianas e irlandesas. O jovem sempre levou os estudos muito à sério e frequentou diversas escolas, tanto da rede privada quanto da pública. Ele começou no Liceo Francés Jules Supervielle, em Buceo, e depois transferiu-se para a Erwy School, mais perto de sua casa. Em seguida, passou pela Scuola Italiana di Montevideo e, posteriormente, pelo Liceo 15, em Carrasco. Forlán aprendeu inglês na escola desde cedo e, quando criança, jogava tênis no Carrasco Lawn Tennis Club, além de praticar futebol, atividade que frequentemente ocorria nas ruas de seu bairro.
O jovem queria seguir carreira de tenista mesmo com o passado futebolístico de seu pai e seu avô, mas um acidente acabou mudando tudo. Em 1991, sua irmã, Alejandra, de 17 anos na época, voltava de uma festa com o namorado de madrugada quando acabaram se envolvendo em um gravíssimo acidente de carro. Na colisão, o namorado de Alejandra morreu na hora e ela sofreu ferimentos severos que acabaram deixando a jovem paraplégica. Os altos custos do tratamento levaram a família de Forlán a uma crise financeira que só foi amenizada após uma arrecadação de fundos liderada por Diego Maradona, amigo da família.

Pelo fato de o tênis ser um esporte mais seletivo (e caro) e inspirado pela ajuda de Maradona, Diego Forlán decidiu se dedicar ao futebol após o acidente da irmã e traçou como meta conquistar uma condição financeira que pudesse ajudar no tratamento de Alejandra. Com isso, aos 11 anos, ele começou a jogar nas categorias de base do Danúbio e do Peñarol, este seu time do coração. Aos 16 anos, o jovem ganhou a oportunidade de jogar por empréstimo no Nancy Lorraine, da França, porém, o contrato não foi efetivado e Forlán voltou para a América do Sul, mas sem parada no Uruguai, mas sim na Argentina, onde foi direto para o Independiente, após Pablo Forlán conseguiu uma vaga para o filho graças aos contatos que tinha com José Omar Pastoriza, ídolo dos Rojos e influente dentro do clube de Avellaneda.
Jogando ainda nos juvenis, Diego Forlán aprimorou os fundamentos, as finalizações e se transformou em um dos principais artilheiros da equipe, o que fez ele ganhar uma vaga no time principal já em 1998. Em outubro daquele ano, Forlán debutou com a camisa do Rojo em um duelo contra o Argentinos Juniors que terminou empatado em 1 a 1. Treinado na época por César Menotti, Forlán aprendeu muito com o lendário técnico da Argentina campeã do mundo de 1978, em especial a não se intimidar com ambientes hostis nem pressão de torcida. Isso fez com que Forlán exibisse regularmente os atributos de um atacante prototípico e uma habilidade implacável na frente do gol, embora seu histórico de gols na época estivesse longe de ser tão bom quanto o de muitos outros jovens sul-americanos estrangeiros.


Foi no Independiente que Forlán ganhou o apelido de “Cachavacha” (ou Cacha, na forma abreviada), uma bruxa antagonista da série de desenho animado argentina “As Aventuras de Hijitus”. O apelido foi dado por Julio César Toresani e Francisco Gabriel Guerrero, que notaram a semelhança do garoto com a personagem por conta dos longos cabelos e o nariz avantajado.
Ida à Europa e Seleção
A primeira grande temporada de Forlán pelo Independiente foi a de 2000-2001, quando marcou 20 gols em 42 jogos e brilhou no ataque do Rojo. Ele brilhou ainda no Apertura-2001 do Campeonato Argentino, no qual anotou 12 gols e foi o vice-artilheiro. Mesmo sem títulos, o uruguaio começou a despertar o interesse de outros clubes na época, entre eles o Middlesbrough-ING, que ofereceu 6,9 milhões de libras aos argentinos, cujo pagamento seria feito em 18 parcelas. A diretoria do Independiente aceitou e Forlán viajou até a Inglaterra em janeiro de 2002. Porém, antes de a negociação ser oficializada, o Manchester United entrou na parada e ofereceu o mesmo valor aos argentinos, mas em um só pagamento e com um bônus posterior. Com isso, Forlán acabou indo para Old Trafford.
“Estou muito satisfeito por Diego ter aceitado se juntar a nós. Ele é um jogador empolgante, com muito talento e um futuro brilhante pela frente. Tenho certeza de que ele terá um bom desempenho no United. Nós o observamos três vezes e acreditamos que ele tem um bom potencial: chuta bem com os dois pés, é rápido e tem um bom jogo aéreo. Aos 22 anos, ele representa uma boa perspectiva para o futuro”, comentou Alex Ferguson, lendário técnicos dos Red Devils na época, ao The Standard (ING), 22 de janeiro de 2002.

Forlán disse que tentaria “ser útil para a equipe e, se não conseguir marcar, tentarei ajudar o time a marcar”. Tempo depois, em março de 2002, o atacante foi convocado para a seleção e vestiu a camisa da Celeste pela primeira vez na carreira, quando marcou um gol na derrota por 3 a 2 para a Arábia Saudita, em amistoso disputado em Riad. Ele ainda disputou outros três amistosos e foi convocado para a Copa do Mundo daquele ano.
O Uruguai não tinha grandes pretensões no torneio e já se dava por feliz por retornar à competição depois de 12 anos de jejum (a equipe não disputou os Mundiais de 1994 e 1998). Forlán viu do banco o Uruguai perder para a Dinamarca na estreia do Grupo A por 2 a 1 e empatar sem gols com a França no segundo jogo. Na última partida, a Celeste perdia por 3 a 0 para Senegal quando o teimoso técnico Víctor Púa, que insistia em um ataque com Darío Silva e Sebastián “Loco” Abreu, decidiu colocar Forlán na volta do intervalo.

E o atacante provou ter estrela: marcou um lindo gol de voleio e ajudou o Uruguai a arrancar um empate de 3 a 3 que por pouco não se transformou em uma virada histórica que poderia até classificar a Celeste. O resultado, porém, eliminou os sul-americanos, que terminaram com dois pontos e viram Senegal e Dinamarca avançarem à segunda fase. Preterido nas duas primeiras partidas do grupo, Forlán merecia uma vaga no ataque e a trajetória do Uruguai certamente seria outra com ele na frente, ao lado de Loco Abreu e municiado pelo meia Recoba. Mas, a partir dali, a carreira do craque mudaria para sempre. Tanto na seleção quanto por clubes.
Da decepção na Inglaterra ao estrelato na Espanha
O Manchester United do começo dos anos 2000 era um dos esquadrões mais poderosos do planeta, dominante na Premier League e que brigava com as principais forças do futebol europeu. Para Forlán, seria a chance de ouro na carreira e a vitrine máxima para a fama. Porém, o uruguaio sofreu demais para conseguir tempo de jogo em um time que tinha Ruud van Nistelrooy e Ole Gunnar Solskjær claramente à frente dele na hierarquia da equipe. Sir Alex Ferguson preferia até abrir mão de seu segundo atacante para escalar Paul Scholes em uma posição mais avançada no meio-campo.

Forlán teve que esperar dois meses até começar uma partida como titular e longos 27 jogos para marcar seu primeiro gol. Quando entrava, dava tudo de si, mas a bola parecia arredia e não o obedecia como tanto obedeceu em Avellaneda ou até do outro lado do mundo, naquele jogo contra Senegal. Tempo depois, protagonizou uma cena cômica que acabou criando uma nova regra no futebol! Em novembro de 2002, o jogador saiu do banco e marcou o gol da vitória sobre o Southampton por 2 a 1, em Old Trafford. Na comemoração, Forlán tirou a camisa e vibrou muito. Mas, quando o árbitro reiniciou o jogo, o uruguaio ainda não tinha se vestido e ficou alguns segundos brigando pela bola e até recuperando a redonda para o United sem camisa!
A cena insólita chamou a atenção da FIFA para a necessidade de regulamentar comemorações excessivas, embora já houvesse algumas regras sobre comportamentos inadequados. Com isso, a partir de 2004, tornou-se obrigatório advertir com cartão amarelo qualquer jogador que retirasse a camisa ao celebrar um gol. O uruguaio explicou o ocorrido tempo depois.
“O gol que marquei no sábado foi um dos melhores da minha carreira. Primeiro, porque eu estava em campo havia apenas alguns minutos; segundo, porque foi um gol bonito; e terceiro, porque garantiu a vitória do meu time. Fui até o canto onde os pais dos jogadores sempre ficam e dediquei meu gol ao meu irmão, a um amigo apelidado de Bata e a um amigo inglês que tenho desde que cheguei aqui. O único problema com a minha comemoração foi que tirei a camisa e depois não consegui vesti-la novamente. Eu queria colocá-la, mas tinha que continuar jogando e não consegui vesti-la.” – Diego Forlán, em entrevista à Sky Sports (ING), novembro de 2002.

O atacante marcou dois gols na vitória por 2 a 1 diante do Liverpool, em Anfield, ainda naquela temporada, e outro gol na vitória por 1 a 0 diante do Chelsea, em janeiro de 2003. Mesmo com seis gols, ele foi um dos atacantes artilheiros do time na trajetória do título inglês, atrás apenas de Van Nistelrooy e Solskjaer. Os dois gols diante do Liverpool, maior rival dos Red Devils, fez até a torcida criar um cântico em homenagem ao uruguaio.
“He came from Uruguay, he made the scousers cry” – “Ele veio do Uruguai, e fez os “scousers” chorarem”. – Scousers é um termo informal utilizado para definir quem nasceu ou vive em Liverpool.
Na temporada 2003-2004, Forlán marcou apenas quatro gols em 24 jogos na Premier League e seguiu em uma fase inexplicavelmente ruim e com poucas chances. A chegada de Wayne Rooney no verão de 2004 foi crucial para o uruguaio pensar em uma mudança de ares, pois as oportunidades ficariam ainda mais escassas. Apesar de jogar pouco na Inglaterra, ele seguiu como um dos principais nomes do Uruguai e disputou vários jogos no período, incluindo Eliminatórias para a Copa de 2006 e Copa América de 2004.
O foco de Forlán se voltou para o futebol espanhol, no qual ele nutria carinho pelo Athletic Bilbao, por conta das origens bascas de sua família. Ele comentou sobre o caso anos depois, em entrevista ao AS (ESP), em dezembro de 2019.
“Eu teria adorado [assinar com o Athletic]. Estivemos perto e tentamos concretizar a negociação. Minha avó nasceu em San Sebastián e, aos 15 ou 16 anos, teve de emigrar para o Uruguai. Tenho mais sangue basco nas veias do que muitos jogadores que estão lá atualmente. Conversamos com [o então diretor esportivo do Athletic, Andoni] Zubizarreta. Na época, eu estava no United; eles jogavam um futebol muito bom, mas eu precisava jogar mais partidas. Se o United disputasse 60 jogos, eu participava de 30, e eu precisava de mais.
Disse ao meu irmão: ‘Ir para outro clube que jogue bem, mas que aposte mais no jogo aéreo, não vai me ajudar e pode acabar sendo pior’. Começamos a analisar o futebol espanhol e pensei: ‘O Athletic poderia ser uma boa opção para mim; eu poderia ter uma chance lá’.”
Porém, as conversas acabaram fluindo com o Villarreal, que vinha em uma notável ascensão após contratar vários jogadores sul-americanos, o que ajudaria Forlán em sua adaptação. Em agosto de 2004, o craque foi anunciado pelo Submarino e chegou junto com o lateral-esquerdo argentino Juan Pablo Sorín. Comandado pelo técnico chileno Manuel Pellegrini, que tinha na bagagem títulos de destaque pelo San Lorenzo-ARG como o Campeonato Argentino e a Copa Mercosul, o Villarreal viveu uma temporada marcante na época 2004-2005.

Com Riquelme e Sorín na armação de jogadas e Forlán e José Mari na frente, além da proteção no meio de campo de Marcos Senna, o time se transformou em um dos mais temidos da Espanha. E fez valer a fama em La Liga. Após um começo ruim, com três empates e duas derrotas, a equipe se recuperou a partir da 6ª rodada com o triunfo por 2 a 0 sobre o Real Zaragoza e viveu o melhor momento da 14ª até a 22ª rodada, quando não perdeu nenhum jogo, venceu sete e empatou dois. Nessa sequência, destaque para a vitória de 3 a 0 sobre o poderoso Barcelona de Ronaldinho e Eto’o no El Madrigal em pura ebulição com 22 mil pessoas, com dois gols de Forlán e um de Rodríguez, em uma das mais lembradas apresentações do Submarino em La Liga.

O Villarreal ainda venceu o Valencia por 3 a 1, aplicou outras quatro goleadas e empatou em 3 a 3 com o Barcelona no Camp Nou com três gols de Forlán. Aliás, o uruguaio fez uma parceria memorável com Riquelme que gerou aplausos e mais aplausos nos campos espanhóis. Ao término do Campeonato, a dupla foi a principal responsável por colocar o Villarreal na terceira colocação, atrás de Barcelona e Real Madrid. Em 38 jogos, foram 18 vitórias, 11 empates, nove derrotas, 69 gols marcados (3º melhor ataque, só quatro gols a menos do que o campeão Barcelona e dois a menos do que o vice, Real Madrid) e 37 gols sofridos.

Juntos, Forlán e Riquelme marcaram 40 dos 69 gols do Villarreal, uma soma impressionante. Diego Forlán terminou com artilheiro de La Liga com 25 gols em 38 jogos e ganhou o Prêmio Pichichi e a Chuteira de Ouro da Europa. Aquela colocação confirmou o Villarreal na Liga dos Campeões da UEFA de 2005-2006, algo inédito na história do clube. E, com a manutenção do elenco, a torcida podia, sim, sonhar com algo grandioso na principal competição de clubes do planeta.
O quase na Liga dos Campeões
A Liga dos Campeões da UEFA não costuma ser tarefa fácil para estreantes. Principalmente nos anos 2000, quando as vagas eram mais limitadas. Por isso, poucos acreditavam que o Villarreal, mesmo com a manutenção de boa parte do elenco e algumas contratações, pudesse ir longe no torneio. Só que o Submarino contrariou todos os prognósticos. A equipe passou pela fase preliminar e pela fase de grupos e, nas oitavas de final, encarou o Rangers-ESC e arrancou um empate em 2 a 2 jogando o primeiro duelo no Ibrox tomado por mais de 49 mil pessoas – os gols foram de Riquelme e Forlán. Em tempos de gol qualificado, o Villarreal jogou com o regulamento embaixo do braço na partida de volta e empatou em 1 a 1 na Espanha.
Nas quartas de final, a equipe teve pela frente a fortíssima Internazionale-ITA de Toldo, Zanetti, Córdoba, Samuel, Materazzi, Mihajlovic, Cambiasso, Verón, Stankovic, Recoba, Figo e Adriano. Só que o Villarreal não se intimidou e, com menos de um minuto de jogo no San Siro, Forlán fez 1 a 0 após jogadaça de Riquelme e participação de José Mari, que chutou a bola que originou o rebote para Forlán fazer o tento. Minutos depois, a Inter empatou com Adriano e virou no segundo tempo com Martins, mas o resultado de 2 a 1 deixava tudo aberto para a volta.

Precisando de apenas uma vitória simples para se classificar, o Villarreal encontrou o tento da classificação quando Riquelme cobrou uma falta ensaiada na cabeça do compatriota Arruabarrena, que testou firme para fazer 1 a 0 e colocar o Submarino Amarelo em uma histórica semifinal. O Villarreal teve pela frente o Arsenal de Wenger e perdeu por 1 a 0 o duelo de ida, num jogo em que o time espanhol teve muitas dificuldades para furar a quase intransponível defesa inglesa. Na volta, Riquelme perdeu um pênalti e o empate sem gols acabou classificando o time londrino. Era o fim da jornada europeia do Submarino em uma temporada menos prolífica de Forlán, que anotou 13 gols em 47 jogos, atuando mais longe da área.
Na temporada seguinte, o craque marcou 21 gols em 42 partidas – 19 deles no Campeonato Espanhol – e voltou a demonstrar o faro artilheiro de sua primeira época no clube, mas o Villarreal passou em branco e não levantou títulos. Foi nesse período que Forlán viveu uma de suas grandes decepções na carreira quando o Uruguai não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo de 2006, após ser derrotado pela Austrália por 1 a 0 na repescagem. Lesionado, o atacante não jogou e perdeu a chance de disputar um Mundial pela segunda vez.
Uma nova Chuteira de Ouro
Em 2007, o Atlético de Madrid precisava de um atacante para repor a saída de sua joia Fernando Torres, que rumou para o Liverpool. E Diego Forlán virou a opção número 1 dos colchoneros, que selaram um acordo de 21 milhões de euros com o Villarreal e levaram o uruguaio a Madri. Forlán se identificou instantaneamente com o torcedor do Atleti e viu uma nova oportunidade para brilhar e seguir no auge de sua forma física e técnica.
“O Atlético não andava muito bem. As notícias eram sempre negativas, mas tinha bons jogadores. Realmente me entusiasmei com o projeto que vinha, apesar dos obstáculos. Era preciso ter paciência e lutar para conseguir os objetivos, dar esse salto para a história.
[…] Há muitas semelhanças entre o torcedor do Atleti e o do Uruguai. Tiveram títulos e momentos maravilhosos na sua história, mas em geral precisaram se acostumar a tempos difíceis, e, no entanto, continua sendo um torcedor muito fiel. Por isso digo que os momentos que vivi tanto no clube como na seleção na temporada de 2009-2010 foram muito similares. Estávamos construindo algo duradouro, importante”, comentou Forlán, anos depois, ao The Players’ Tribune.

Forlán anotou 23 gols em 53 partidas em sua primeira temporada pelo Atlético, mas foi na época 2008-2009 que o uruguaio “destruiu” no Campeonato Espanhol ao marcar 32 gols e ser o mais prolífico goleador do torneio desde os 34 gols de Ronaldo pelo Barcelona de 1996-1997. O feito deu a ele sua segunda Chuteira de Ouro da carreira, algo muito expressivo diante da concorrência que tinha na época e muito raro, tanto é que apenas ele, o francês Thierry Henry e o brasileiro Mário Jardel haviam vencido duas Chuteiras de Ouro entre 1999 e 2009. E, até hoje, apenas 12 jogadores possuem duas ou mais Chuteiras de Ouro na história da premiação que acontece desde 1968.

Na temporada 2009-2010, Quique Sánchez Flores assumiu o comando técnico do Atlético e começou a mudar completamente o modo de jogar do time. Ele promoveu ao plantel titular o jovem goleiro David De Gea, oriundo das categorias de base e que tinha poucas chances com o treinador anterior, Abel Resino, além de montar um esquema de jogo que privilegiava a velocidade e talento dos sul-americanos Agüero e Forlán. Com a boa proteção do meio de campo formado por Raúl García e Paulo Assunção, além das boas chegadas de Simão e Reyes, o Atlético se mostraria uma equipe perfeita para competições de tiro curto.
Se na Copa do Rei a equipe madrilena não se deu bem, na Liga Europa a história foi bem diferente. A caminhada começou na fase de 16 avos de final, após o clube ser eliminado da UCL. Contra o Galatasaray-TUR, o Atlético fez o primeiro jogo em casa e acabou empatando em 1 a 1. Na volta, Simão abriu o placar no começo do segundo tempo e Keita empatou. No minuto final, Forlán fez o segundo e deu a vitória ao Atlético. Nas oitavas, a equipe mais uma vez não fez o dever de casa e apenas empatou sem gols com o Sporting-POR. Na volta, Agüero decidiu e marcou dois gols no empate em 2 a 2 que colocou o time madrileno nas quartas de final graças ao critério do gol qualificado.
Nas quartas, os comandados de Quique Sánchez tiveram um adversário doméstico pela frente: o perigoso Valencia, de David Villa, Juan Mata, David Silva e Jordi Alba. Na ida, após um primeiro tempo morno no Mestalla, as equipes fizeram um jogaço na segunda etapa. Forlán abriu o placar, aos 14’. Manuel Fernandes empatou para os morcegos sete minutos depois. Aos 27’, Antonio López colocou os colchoneros na frente mais uma vez. Mas, aos 37’, Villa empatou e definiu o placar em 2 a 2. No dia 08 de abril, o Atlético jogou com o regulamento embaixo do braço e segurou o 0 a 0 que lhe garantiu na semifinal. Faltava pouco para a equipe alcançar uma final continental. Mas seria preciso superar um adversário complicado: o Liverpool-ING de Reina, Gerrard, Kuyt, Mascherano e companhia.
Campeão europeu
O Vicente Calderón recebeu 52 mil pessoas para ver o Atlético encarar o perigoso Liverpool, que não teve Fernando Torres, cria do próprio Atlético, lesionado. Agüero, suspenso, foi a baixa mais sentida do lado colchonero. Mas, para quem tinha Forlán na melhor fase da carreira, era só mandar a bola para ele que tudo estava resolvido! Logo aos 9’, o uruguaio marcou o primeiro gol do jogo e deu mais tranquilidade ao time espanhol. A equipe até poderia ter feito mais – foram 13 chutes a gol contra apenas um do Liverpool -, mas a falta de pontaria e as boas defesas de Reina evitaram uma catástrofe para os ingleses. Na volta, no alçapão de Anfield, o duelo foi eletrizante e cheio de possibilidades, com os times atacando bem, mas bem postados na defesa.


Depois de tanto insistir, o Liverpool abriu o placar com Aquilani, aos 44’ do primeiro tempo. Na segunda etapa, o placar permaneceu o mesmo e forçou a prorrogação. Nela, Benayoun fez 2 a 0 Liverpool e gelou o torcedor do Atlético. Mas os colchoneros tinham Forlán. E a estrela do uruguaio brilhou mais uma vez. Após cruzamento de Raúl García, o atacante estufou as redes do goleiro Reina e colocou o Atlético em sua primeira final europeia depois de 24 anos – a última havia sido em 1986, quando os espanhóis perderam a Recopa da UEFA para o Dynamo de Kiev.
Na grande decisão, em Hamburgo (ALE), o Atlético foi com força máxima para encarar outro time inglês: o Fulham, que havia superado Shakhtar Donetsk-UCR, Juventus-ITA, Wolfsburg-ALE e Hamburgo-ALE. Desde o início, o time de Madri dominou as ações e quase abriu o placar aos 12’, quando Agüero roubou uma bola no meio de campo, tocou para Forlán e o uruguaio acertou a trave do goleiro Schwarzer. Aos 32’, Reyes aproveitou um passe errado do rival, saiu em disparada e cruzou para Simão. O português tocou para Agüero, que chutou meio esquisito para Forlán “consertar” o lance e mandar a bola para o fundo do gol: 1 a 0.

No entanto, apenas cinco minutos depois, Davies fez um golaço e empatou para o Fulham. O jogo seguiu energético, com chances para ambos os lados, mas o gol teimava em não sair. Após os 90 minutos, prorrogação. E, faltando quatro minutos para o fim, Agüero fez uma jogada pela esquerda, esperou e cruzou. Na área, adivinhe? Forlán! O uruguaio deu um toque na bola e ela foi parar no fundo do gol inglês: 2 a 1. Com justiça, o Atlético era campeão da Liga Europa. Foi a taça que sepultou de vez os jejuns que pairavam sobre as bandas do Vicente Calderón e recolocou o clube no mapa da Europa.
Na decisão, foi o time que mais chutou a gol (27 contra 11), que mais teve escanteios a seu favor (9 a 2) e que mais ficou com a bola (54% a 46%). Forlán foi o Homem do Jogo e confirmou sua melhor fase na carreira, que seria exibida para um público ainda maior na Copa do Mundo daquele ano, na África do Sul. O craque foi artilheiro do time na liga nacional (18 gols) e na temporada (28 gols em 56 jogos).
O Bola de Ouro da Copa de 2010
Forlán estendeu sua fase goleadora e decisiva para a seleção do Uruguai, que conseguiu, depois do fiasco de 2006, a vaga no Mundial de 2010. Durante as Eliminatórias, Forlán anotou 7 gols e foi um dos destaques do time no trajeto até a África do Sul. Na estreia, a Celeste empatou sem gols com a França e levantou temores no torcedor. Mas, no jogo seguinte, contra os anfitriões, Forlán começou a mostrar seu brilho ao marcar um golaço de fora da área e abrir o placar para o Uruguai, aos 24´do primeiro tempo. Na segunda etapa, o mesmo Forlán fez o segundo, de pênalti, e ele mesmo começou a jogada que terminou no terceiro gol, de Álvaro Pereira, já nos acréscimos. O placar de 3 a 0 sobre os sul-africanos embalou a Celeste, que foi para o duelo contra o México em busca da classificação e do primeiro lugar no grupo.

Em Rustenburg, o Uruguai venceu por 1 a 0 graças a um gol de Suárez, de cabeça, após belo cruzamento de Cavani. A vitória, aliada ao triunfo da África do Sul sobre a França, colocou os uruguaios na primeira posição, com sete pontos e nenhum gol sofrido em três jogos, campanha que levou a equipe a uma fase de oitavas de final pela primeira vez desde a Copa de 1990, curiosamente com o mesmo Óscar Tabárez no comando. Mas, diferente do Mundial da Itália, aquele Uruguai iria muito mais longe.
Nas oitavas, a Celeste venceu a Coreia do Sul por 2 a 1, com dois gols de Suárez, e enfrentou Gana, a única seleção africana remanescente no Mundial, nas quartas de final. O duelo que tinha tudo para ser equilibrado e sem grandes acontecimentos acabou se tornando a partida mais emocionante e angustiante de todo o torneio. Gana abriu o placar com Muntari, nos acréscimos do primeiro tempo, e Forlán, de falta, empatou logo aos 10´da segunda etapa. Após os 90 minutos, o duelo foi para a prorrogação e a torcida que lotou o estádio Soccer City presenciou momentos de delírio puro nos minutos finais, com uma “defesa” de Suárez em cima da linha, pênalti perdido por Gyan e cavadinha de Loco Abreu nas disputas de pênaltis, que acabaram classificando o Uruguai.
“Tínhamos eliminado o anfitrião e restava Gana como esperança para o continente. Mas não ligamos muito para isso e partimos com tudo para o jogo, sem pensar muito no time que estava à nossa frente. Nosso país tem três milhões e pouco de habitantes. Em todo lugar nós somos menos. Se tem algo que sabemos é jogar sob essa situação desfavorável. Pois sabemos que este jogo é de todos. O que para outros pode ser um fator condicionante, para nós é a mesma coisa”, comentou Forlán ao The Players’ Tribune sobre a partida.
O atacante ainda falou sobre o gol que empatou o duelo. “Começamos perdendo, até que me chegou a cobrança de falta. Minha ideia foi fazer esse mix entre chutar e cruzar. Basicamente, que a bola vá no gol, e que vá um pouco mais rápido. Saiu melhor que a encomenda. Em cobranças de falta desse tipo, o goleiro se complica porque muitos jogadores aparecem para tentar aproveitar essa bola. Às vezes não chegam, mas como não a tocam, também terminam enganando o goleiro. Foi uma boa ideia, a direção da bola era essa onde ela terminou”.


Nas semis, o time sul-americano enfrentou a Holanda, invicta e com 100% de aproveitamento. O Uruguai também estava invicto, mas com um desgaste físico e emocional enorme por causa do embate contra Gana, além de não ter o capitão Lugano, contundido. Por conta disso, os europeus aproveitaram para abrir o placar logo no começo do jogo, com Van Bronckhorst, e abusaram da velocidade para tentar liquidar a fatura o quanto antes. Mas o Uruguai foi valente e chegou ao empate com Forlán, em mais um lindo chute, aos 41´. No segundo tempo, Sneijder e Robben ampliaram para 3 a 1 e tornaram a virada uruguaia quase impossível. Nos acréscimos, Maxi Pereira ainda descontou, mas já era tarde. A Holanda venceu por 3 a 2 e ficou com a vaga na final.

Na disputa pelo terceiro lugar, o jovem time da Alemanha venceu a Celeste por 3 a 2, mas não sem Forlán deixar mais um gol e se tornar um dos artilheiros do Mundial com cinco gols, além de ser eleito pela FIFA como o Melhor Jogador da Copa. “Eu via como estava a coisa no Uruguai por todas as mensagens que foram chegando e pelo que nos contavam. A euforia das pessoas a cada gol era de outro planeta. Ficávamos sabendo onde se reuniam, o que faziam, as superstições que tinham. Isso já era parte de uma grande festa. Vínhamos de não nos classificar para 1994 e 1998, de sermos eliminados na fase de grupos em 2002, de assistir de fora em 2006. Portanto, o parâmetro estava baixo para 2010, e cada passo que dávamos era como um título.
O Professor Tabárez já vinha trabalhando conosco fazia muito tempo. Existia um respeito e um carinho, todos tínhamos crescido juntos, nos dávamos muito bem, nos entendíamos à perfeição. Tanto o Professor como sua comissão técnica sabiam o quanto tudo isso havia nos custado. Por isso que contra Gana curtimos tanto, porque merecíamos curtir, né? Tínhamos feito aquilo entre todos. Também sabíamos que a Copa continuava e podíamos seguir fazendo história. Confiávamos nisso. Tanto que saímos da África do Sul com a sensação de ter cumprido nosso dever.
A volta ao Uruguai foi quase indescritível. Muitíssima gente, crianças emocionadas, fomos recebidos como heróis nacionais. Lembro que chegamos tarde, e mesmo assim estava cheio de gente. No outro dia houve uma caravana digna de um título. Foi inesquecível”, relembrou Forlán, ainda ao The Players’ Tribune.

De fato, o ano de 2010 foi mágico para Forlán. Ele venceu a Liga Europa, a Supercopa da UEFA e ajudou a colocar o Uruguai entre as quatro melhores seleções do planeta depois de 40 anos. O atacante entrou naquele ano para o rol de heróis da Celeste. Mas faltava uma coisa: um título.
Enfim, a merecida taça: a Copa América de 2011
Claro que o Uruguai entrou como um dos favoritos ao título da Copa América do ano seguinte ao Mundial. Com a mesma base e o reforço do zagueiro Coates, a Celeste queria acabar com um jejum que perdurava desde 1995, ano da última conquista da equipe na competição continental. Na fase de grupos, a Celeste avançou meio que na preguiça após empates com Peru (1 a 1), Chile (1 a 1) e vitória por 1 a 0 sobre o México. Nas quartas, a equipe acordou e, após empatar em 1 a 1 com a Argentina, venceu nos pênaltis por 5 a 4. Na semi, bateu o Peru por 2 a 0 e fez a grande final diante do Paraguai. Forlán, até então, estava em branco no torneio. Pois o craque deixou o melhor para a final.


O Uruguai abriu o placar com Suárez, após receber passe de Forlán e deixar o marcador no chão antes de bater de canhota. O segundo veio após uma roubada de bola do meio-campista Arévalo Rios na entrada da grande área, que tocou para Forlán encher o pé de primeira. No segundo tempo, um contra-ataque sublime fechou a conta com participação do tridente de ouro da Celeste: Cavani recebeu na esquerda, inverteu o jogo na direita para Suárez, que deixou de cabeça para Forlán fazer outro belo gol: 3 a 0.
Foi a vitória da consagração e que provou de uma vez por todas que o time uruguaio era, de fato, o melhor do continente. Foi a 15ª taça continental da Celeste e Forlán, com o título, igualou os feitos do avô, Juan Carlos Corazzo, campeão da Copa América como treinador nas edições de 1959 e 1967, e do pai, Pablo Forlán, vencedor em 1967 como atleta.
Ida à Itália e declínio
Após o título continental, Forlán passou a brilhar menos na Celeste, embora seguisse no time de Tabárez. Suárez virou o principal protagonista no setor ofensivo da equipe em um período no qual Luisito cresceu demais no futebol, culminando com seu auge pelo Barcelona como um dos membros do trio MSN. Em 2011, Forlán deixou o Atlético de Madrid para jogar na Internazionale, que vinha de uma temporada espetacular após conquistar o Treble em 2009-2010. O uruguaio chegou para suprir a saída de Samuel Eto’o e marcou um gol logo em sua estreia, mas a estadia no futebol italiano não foi boa e ele deixou a Nerazzurri já em 2012. No mesmo ano, foi anunciado pelo Internacional e chegou com status de estrela no Colorado, que tentava voltar aos tempos de glória após o título da Libertadores de 2010.


Em Porto Alegre, Forlán sofreu com lesões e uma iminente queda técnica. Mesmo assim, contribuiu com 9 gols na campanha do título estadual do Colorado em 2013, sua única taça no Brasil. Falando em Brasil, o jogador integrou o elenco do Uruguai na Copa do Mundo de 2014, disputou dois jogos, mas não pôde evitar a eliminação da Celeste diante da Colômbia nas oitavas de final. O duelo na Copa, aliás, foi o último do jogador pela seleção. Ele anunciou sua aposentadoria em março de 2015, deixando a Celeste como recordista em jogos na história na época: 112 partidas, além de 36 gols. Posteriormente, ele seria ultrapassado por outros seis atletas.
Aposentadoria e vida de técnico
Forlán deixou o Inter em 2014 e foi jogar um período no futebol japonês. Em 2015-2016, realizou o sonho de vestir a camisa do Peñarol profissionalmente e ainda ajudou o aurinegro a conquistar o Campeonato Uruguaio de 2016, marcando 8 gols em 31 jogos. Na sequência, se aventurou no futebol indiano e até em Hong Kong até se aposentar de vez, em 2019, aos 40 anos. Longe dos gramados, Forlán teve mais tempo para se dedicar à sua antiga paixão, o tênis, e passou a disputar torneios oficiais da modalidade em sua categoria. Em 2020, decidiu virar treinador de futebol e teve passagens pelo Peñarol e pelo Atenas de San Carlos, mas sem destaque.

Em 2026, Forlán foi anunciado como novo técnico da seleção principal e da seleção sub-20 do Uruguai, em uma tentativa da federação local (AUF) de retornar aos bons tempos após o fiasco na Copa do Canadá, EUA e México, na qual a Celeste caiu na fase de grupos sem demonstrar a garra e força que sempre lhe foram características e que Forlán conhece muito bem. O torcedor uruguaio pode ter certeza de uma coisa: vontade não vai faltar. Como jamais faltou quando o craque vestiu o manto da bicampeã.
Números de destaque:
- Disputou 91 jogos, marcou 40 gols e deu 5 assistências pelo Independiente.
- Disputou 98 jogos, marcou 17 gols e deu 8 assistências pelo Manchester United.
- Disputou 128 jogos, marcou 59 gols e deu 4 assistências pelo Villarreal.
- Disputou 198 jogos, marcou 96 gols e deu 31 assistências pelo Atlético de Madrid.
- Disputou 20 jogos, marcou 2 gols e deu 3 assistências pela Internazionale.
- Disputou 55 jogos, marcou 22 gols e deu 4 assistências pelo Internacional.
- Disputou 51 jogos, marcou 19 gols e deu 5 assistências pelo Cerezo Osaka.
- Disputou 34 jogos, marcou 8 gols e deu 13 assistências pelo Peñarol.
- Disputou 12 jogos, marcou 5 gols e deu 3 assistências pelo Mumbai City.
- Disputou 14 jogos, marcou 6 gols e deu 3 assistências pelo Kitchee.
- Disputou 112 jogos, marcou 36 gols e deu 13 assistências pela Seleção do Uruguai.
- Disputou 701 jogos, marcou 274 gols e deu 79 assistências em sua trajetória por clubes.

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