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Craque Imortal – József Bozsik

Nascimento: 28 de novembro de 1925, em Budapeste, Hungria. Faleceu em 31 de maio de 1978, em Budapeste, Hungria.

Posição: Meio-campista

Clube: Budapeste Honvéd-HUN (1943-1962).

Principais títulos por clubes: 5 Campeonatos Húngaros (1949–1950, 1950, 1952, 1954, 1955) e 1 Copa Mitropa (1959) pelo Budapeste Honvéd.

Principais títulos por seleção: 1 Medalha de Ouro Olímpica (1952) e 1 Copa Internacional da Europa Central (1948-1953) pela Hungria.

Principais títulos individuais:

Futebolista do Ano da Hungria: 1952

Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo da FIFA: 1954

6º colocado no Ballon d’Or: 1956

 

“Cérebro Magiar”

Por Guilherme Diniz

Uma das maiores seleções de todos os tempos, a Hungria dos anos 1950 entrou para a história pelo futebol de imposição que exerceu sobre seus rivais. Os Mágicos Magiares foram os pioneiros no aquecimento pré-jogo, marcavam pelo menos dois gols nos primeiros 10, 20 minutos de partida e esbanjavam preparo físico e táticas revolucionárias para a época. E um dos setores mais cultuados daquela seleção era o meio de campo, no qual um jogador desarmava os adversários como poucos, construía jogadas ofensivas, dava passes primorosos, tinha visão de jogo e muita técnica: József Bozsik, o cérebro do time magiar e responsável pelo equilíbrio de um time imortal. Além de brilhar pela seleção – pela qual disputou mais de 100 jogos, um número raro na época -, Bozsik jogou demais no Budapeste Honvéd, a ponto de o clube rebatizar seu estádio com o nome do craque: József Bozsik Stadium. É hora de relembrar um dos maiores meio-campistas do século XX.

A infância com o Major

Bozsik nasceu no 19º distrito de Budapeste, Kispest, área mais periférica da cidade. De infância humilde, o garoto desenvolveu uma amizade que perduraria a vida inteira com ninguém mais ninguém menos que Ferenc Puskás, seu vizinho e simplesmente o maior jogador húngaro de todos os tempos. Ferenc Purczeld, pai de Puskás, atuava no clube semiamador do bairro, enquanto conciliava os treinos com o trabalho na companhia ferroviária ou no matadouro. Quando seu filho tinha apenas três anos, vendeu a casa para morar em outra ao lado. E os compradores eram justamente os pais de Bozsik, então com cinco anos. Logo, os vizinhos Öcsi e Cucu (os apelidos de Ferenc e József) se tornaram grandes amigos, especialmente pela paixão ao futebol. 

József Bozsik

Ambos jogavam bola juntos e se comunicavam de maneira peculiar quando era hora de jogar. Para isso, bastava uma batida na parede que dividia as duas casas, ou um chute em uma bola de meias roubadas dos pais, que o “alerta” era compreendido. Além do futebol, os garotos costumavam apostar corrida contra o trem que passava pelo bairro, além de atuarem nas peladas em um terreno de areia na vizinhança. Eram amigos inseparáveis, estudavam juntos, viam filmes juntos, enfim, daquelas amizades únicas que, quando temos tal privilégio, só temos uma vez na vida. 

Por conta da vida de futebolista do pai de Puskás, obviamente que os garotos focaram na trajetória de futebolista. Certo dia, um olheiro do Kispest (que depois seria chamado Budapeste Honvéd) viu os jovens em um campinho do bairro e ficou encantado com o talento de Bozsik. Ao ver que o amigo recebeu elogios, Puskás retrucou: “E eu? József e eu sempre jogamos juntos e fazemos muitos gols”. O olheiro não resistiu e, claro, levou a dupla para treinar no Kispest. Embora tivesse dois anos a menos do que o permitido, Puskás conseguiu uma documentação falsa e, com “12 anos”, teve a oportunidade de treinar na equipe da capital – uma artimanha muito comum na época.

Ileso na Guerra e os primórdios

Aos poucos, Bozsik e Puskás foram ganhando espaço no Kispest e o meio-campistas debutou na equipe principal em 1943, dois anos antes de Puskás. Eram tempos difíceis no país por conta da Segunda Guerra Mundial e, como era menor de idade, Bozsik acabou de fora das convocações para o exército, assim como Puskás. O esporte acabou salvando a dupla do conflito e foi uma válvula de escape dos problemas e mazelas que aquele período nefasto causou. Bozsik já demonstrava naquele final de anos 1940 as qualidades que seriam sua marca: técnica refinada, passe preciso, visão extraordinária, inteligência tática acima da média e capacidade de ditar o ritmo da equipe, tudo isso mesmo sem ser tão veloz quanto outros jogadores.

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Bozsik, sua esposa e Puskás.
 
József Bozsik

Por isso, foi natural que o Kispest passasse a ser o time da moda no país e frequentasse as primeiras posições do Campeonato Húngaro, bem como fosse convidado para várias excursões pelo Velho Continente. Os convites para jogar em outras equipes apareciam, mas Bozsik e Puskás seguiram unidos e fiéis ao Kispest, além de os dois ganharem um emprego em uma loja de ferragens para complementar o salário. Em 1949, o Kispest passou a ser do exército e mudou de nome para Budapeste Honvéd. E foi ali que começou a era de ouro do clube, que tinha, além de Puskás e Bozsik, o “cabeça de ouro” Sándor Kocsis e o ótimo ponta Zoltán Czibor. O quarteto seria a alma não só do Honvéd, mas também da seleção da Hungria, comandada por Gusztáv Sebes, técnico responsável pelas revoluções táticas e estilo de jogo ofensivo que a equipe magiar teria naqueles anos 1950.

Falando em seleção, Bozsik debutou pela Hungria em 1947, na vitória por 9 a 0 sobre a Bulgária, em Budapeste. Ele seguiu na equipe principal e fez vários jogos nos anos seguintes, assumindo o posto de titular absoluto do time magiar antes mesmo da ascensão de Sebes. Enquanto Puskás decidia e Hidegkuti, jogador do MTK e primeiro “falso 9” do futebol, inovava, Bozsik pensava o jogo e ajudava na construção de jogadas e também na proteção à zaga na intermediária, além de recuperar bolas e iniciar contra-ataques.

Ouro olímpico e multicampeão nacional

O grande momento de Bozsik e seus companheiros foi em 1952, quando a seleção da Hungria conquistou de maneira histórica o Ouro nas Olimpíadas de Helsinque. Os húngaros bateram Romênia (2 a 1), Itália (3 a 0), Turquia (7 a 1, com um gol de Bozsik), Suécia (6 a 0) e Iugoslávia (2 a 0) e celebraram um título marcante em tempos nos quais o Futebol nas Olimpíadas tinha um peso enorme – mesmo com a Copa do Mundo já em voga. Neste mesmo ano de 1952, Bozsik levou o prêmio de melhor futebolista húngaro, deixando para trás Puskás, Kocsis e Hidegkuti. No ano seguinte, foi a vez de Bozsik e sua Hungria levantarem o título da Copa Internacional da Europa Central, torneio que reunia grandes forças do continente na época como Itália, Tchecoslováquia, Áustria e Suíça, com 5 vitórias, um empate e duas derrotas em 8 jogos.

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Os mágicos, ovacionados após o ouro. Mihaly Lántos, Peter Palotas, Zoltan Czibor, József Bozsik, Gyula Lorant, Jozsef Zakariás, Gyula Grosics, Sandor Kocsis, Nandor Hidegkuti, Ferenc Puskás e Jeno Buzanszky.
 

Ainda em 1953, foi a vez da Hungria provar de vez ao mundo que era mesmo diferente ao golear a Inglaterra em Wembley, local onde jamais o English Team havia perdido para uma seleção não-britânica, por 6 a 3, no lendário Amistoso do Século. Bozsik, claro, foi um dos grandes nomes daquele jogo ao participar ativamente dos gols e deixar o dele. Quando a Hungria rolou a bola para o início do jogo, a Inglaterra sofreu com apenas alguns segundos o primeiro golpe dos magiares. Bozsik recebeu de Zakarías e tocou para Hidegkuti. O camisa 9 passou fácil por Johnston e mandou um chutaço de perna direita no canto do goleiro Merrick: 1 a 0. 

Era apenas o prenúncio do que estava por vir. Quando o placar marcava 3 a 1 para a Hungria, os ingleses estavam tão atordoados que nem barreira fizeram para uma cobrança de falta de Bozsik, que chutou forte e viu a bola ter sua trajetória desviada por Puskás: 4 a 1. No segundo tempo, a Hungria começou disposta a encerrar seu show com categoria e segurança. Aos cinco minutos, falta cobrada por Hidegkuti, Kocsis mandou de cabeça na trave e no rebote Bozsik chutou cruzado, no canto do goleiro Merrick: 5 a 2. 

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Os húngaros se aquecendo: enquanto o adversário apenas olhava, os magiares já ficavam no jeito para marcar gols logo nos primeiros 20 minutos de jogo.
 
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Ainda insaciáveis, os húngaros decidiram encerrar a conta de gols com outra obra-prima. Depois de tocar a bola por mais de 20 segundos com muita precisão, os magiares construíram uma jogada de arte da direita, com Czibor e Buzánsky. A bola foi alçada para Budai, que tocou de cabeça para Kocsis e este, também de cabeça, deixou com Puskás na entrada da área. O camisa 10 dominou com sua indefectível perna esquerda e lançou a bola pelo alto com uma categoria impressionante para Hidegkuti, que emendou um sem-pulo sensacional para fazer 6 a 2 e o seu terceiro gol no jogo. A Inglaterra ainda descontou, mas de nada adiantou.

A vitória catapultou de vez a Hungria como maior seleção do planeta. No ano seguinte, a Inglaterra quis uma revanche e, jogando na casa húngara, levou uma surra ainda maior: 7 a 1. Em alta, os craques do Honvéd fizeram do clube cinco vezes campeão húngaro, com destaque para o título de 1954, quando a equipe venceu 19 jogos, empatou dois, perdeu cinco e marcou exatos 100 gols em 26 partidas, com 43 gols sofridos. Cada vez mais decisivo e líder, Bozsik virou um estandarte da seleção e um dos maiores jogadores da Europa. A expectativa era enorme apra a Copa do Mundo de 1954. Afinal, o título era apenas uma questão de tempo…

O vice na Copa do Mundo

No Mundial da Suíça, a Hungria garantiu sua vaga na final com shows. Na primeira fase, goleadas sobre Coreia do Sul (9 a 0) e Alemanha (8 a 3). Depois, nas quartas, triunfo sobre o Brasil por 4 a 2, partida na qual Bozsik foi capitão no lugar de Puskás, lesionado, se envolveu em uma briga com o brasileiro Nilton Santos e acabou expulso, aos 71’, em jogo que terminou em pancadaria e que ficou conhecido como a Batalha de Berna. Mesmo com o vermelho, o meio-campista pôde jogar o duelo seguinte, contra o Uruguai, pelo fato de na época não haver suspensão como hoje. O jogo contra a Celeste era tido como uma verdadeira final antecipada, pois a equipe sul-americana detinha o bicampeonato e contava com a base campeã de 1950, exceto o capitão Varela, contundido. 

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Schiaffino, um dos craques do Uruguai, temia Bozsik, para ele o grande nome do time europeu. “A chave é o volante Bozsik. Não sei o que acontecerá a esse time o dia em que Bozsik encontre quem o anule”, comentou o uruguaio na época, em matéria publicada no Jornal dos Sports. Pois Bozsik foi um dos destaques da Hungria em Lausanne e comandou as jogadas do meio de campo magiar na vitória por 4 a 2, consumada apenas na prorrogação e com muito drama conforme você pode ler clicando aqui.

Na grande final, Puskás voltou, ainda que longe da melhor forma física, e Bozsik não foi o capitão. Logo aos 6’, o Major Galopante colocou sua equipe em vantagem quando Bozsik interceptou um passe de Liebrich e encontrou Kocsis com um passe preciso. O chute bloqueado de Kocsis sobrou para Puskás, que colocou a bola no fundo do gol. Dois minutos depois, Czibor aproveitou uma bobeada da zaga e fez 2 a 0, mantendo a sina de dois gols em menos de 10 minutos de jogo. No entanto, a Alemanha conseguiu o empate e, a seis minutos do fim, Schäfer desarmou Bozsik e cruzou alto para a área. Rahn aproveitou o passe curto de Lantos, fingiu um passe para o centroavante Ottmar Walter, que enganou a defesa húngara, invadiu a área e chutou forte e rasteiro, sem chances para Grosics, marcando o terceiro gol da Alemanha. 

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A Hungria de 1954. Em pé: Gyula Lóránt, Jeno Buzánszky, Nandor Hidegkuti, Sandor Kocsis, Jószef Zakarías, Zoltan Czibor, Jószef Bozsik e Lászlo Budai. Agachados: Mihaly Lantos, Ferenc Puskás e Gyula Grosics.
 

A vitória por 3 a 2 encerrou o sonho do título mundial dos magiares e decretou o Milagre de Berna, que na final não foi tão milagre assim. Leia mais clicando aqui! Apesar da perda da bola no lance do terceiro gol, Bozsik foi um dos melhores jogadores da Copa e eleito para o All-Star Team do Mundial. O craque foi um dos líderes do time, especialmente sem Puskás em boa parte do torneio. Ele atuou em todos os jogos e estava no centro da engrenagem tática da equipe.

Revolução separa os amigos

Após a Copa, a Hungria continuou forte, mas obviamente que o revés na final da Copa abalou bastante o elenco. Ainda em 1954, o time enfrentou a Escócia diante de 113 mil pessoas no mítico Hampden Park. Os escoceses não queriam levar uma goleada como os ingleses e se empenharam em jogar na base do conta-ataque. De nada adiantou: a Hungria venceu por 4 a 2, com um gol de Bozsik, e aumentou a freguesia das seleções britânicas. Em 1956, os magiares venceram a URSS por 1 a 0, em plena Moscou, onde a seleção local jamais havia perdido. 

No final daquele ano, porém, o Honvéd estava em excursão pelo exterior quando explodiu a Revolução Húngara, o que motivou alguns jogadores a não voltar ao país. Entre os líderes do movimento de desertores estava Puskás, que levou consigo Kocsis e Czibor, enquanto Bozsik, Grosics e Hidegkuti preferiram retornar à Hungria. Puskás foi jogar no Real Madrid e Kocsis e Czibor, no Barcelona.

Isso fez com que a amizade entre Puskás e Bozsik acabasse momentaneamente e os amigos ficaram anos sem se ver. Bozsik seguiu no Honvéd e na seleção e disputou a Copa do Mundo de 1958. A seleção, já sem Sebes e também sem várias estrelas do Mundial anterior, caiu na primeira fase após empate contra País de Gales (1 a 1, com gol de Bozsik), derrota para a Suécia (2 a 1) e vitória sobre o México (4 a 1). No playoff para decidir a vaga na fase final, a Hungria perdeu para País de Gales por 2 a 1. As decisões do técnico Lajos Baroti foram muito criticadas naquela Copa, principalmente após a derrota para a Suécia, pois ele passou a escalar Bozsik mais avançado e não quis colocar ele e Hidegkuti juntos em três jogos da equipe: no revés para a Suécia, na vitória sobre o México e no revés diante de País de Gales.

Aposentadoria e o fim

Em 1959, Bozsik venceu seu último título pelo Honvéd, a Copa Mitropa, levantada após vitória por 4 a 3 e empate em 2 a 2 contra o rival MTK na final. O craque seguiu jogando até 1962, quando vestiu a camisa da seleção pela última vez em seu jogo de número 101 (recorde na época), e marcou um gol no empate em 1 a 1 com o Uruguai. Após pendurar as chuteiras, Bozsik se tornou deputado, dirigente do Honvéd e até técnico da equipe nacional. Mas, em 1978, com apenas 52 anos, faleceu devido a uma insuficiência cardíaca. 

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Além de nomear o estádio do Honvéd, Bozsik ganhou uma estátua na entrada da arena, em dezembro de 2025. Foto: MTI / Illyés Tibor
 

Tempo depois, como homenagem, o Honvéd rebatizou seu estádio como József Bozsik Stadium. A morte precoce impediu que Bozsik e Puskás pudessem retomar a amizade interrompida pela revolução. Péter Bozsik, filho de Bozsik, declarou certa vez: “Meu pai morreu quatro anos antes do retorno de Puskás ao país pela primeira vez, em 1982. Eles se viam como irmãos. A história os separou”. Puskás faleceu em novembro de 2006 e também ganhou um estádio com seu nome: a Puskás Arena, na capital, uma prova da ligação eterna com Bozsik e da importância de ambos para a história não só do futebol húngaro, mas do futebol no século XX. 

Números de destaque:

Disputou 477 jogos e marcou 33 gols pelo Budapeste Honvéd.

Disputou 101 jogos e marcou 11 gols pela seleção da Hungria. Obteve um aproveitamento de 74% atuando pela Hungria. Foram 101 jogos, 67 vitórias, 17 empates e apenas 17 derrotas.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Sem exagero quando se vê os jogos da Hungria de 54 é possível notar que Bozsik já atuava de maneira parecida a de Xavi e Kroos só que era mais agressivo ao atacar.durante a copa de 70 jornalistas votaram na seleção ideal dos primeiros 70 anos do século e Bozsik foi eleito assim como Puskás entre os onze e quando ele faleceu em 78 Puskás uma vez disse que não foi a Hungria pro enterro do amigo pois como era um desertor temia ser preso pelo governo comunista.agora pra fechar os magiares só falta o Czibor senhores estamos no aguardo.

  2. József Bozsik era um jogador que eu queria ver muito no site! Foi um gênio do Honved e, claro, dos Mágicos Magiares! Uma pena para os húngaros que a Alemanha realizou aquele (nem tão milagroso) Milagre de Berna! Mesmo assim, entrou para a história! E eu gostei muito de saber da amizade entre o Bozsik e o Puskás! Os dois prestaram grandes serviços ao futebol húngaro e mundial!

    Mandou bem, Imortais! Eu gosto muito de saber sobre a mítica Hungria de 1954! E o Bozsik, de fato, mereceu seu espaço entre os craques imortais! Bom trabalho e abraço!

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