Por Guilherme Diniz
Se você ver um encontro entre brasileiros e franceses em Copas, pode ter certeza de que ele será decisivo e valendo vaga (ou título). Frequentemente candidatas ao caneco, as equipes possuem embates marcantes em Mundiais, mas também já se enfrentaram em amistosos e até mesmo no Centenário da FIFA – curiosamente o único que terminou sem gols na história do duelo. Com vantagem francesa em jogos de Copas, a equipe europeia virou o maior carrasco brasileiro em Mundiais e sinônimo de pesadelo para uma seleção tão acostumada a derrubar gigantes. Confira a seguir os grandes e principais jogos na história desse clássico de multicampeões.
Sumário
Brasil 3×2 França – Amistoso – 1930
Depois de participar da primeira edição da Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai, a França aproveitou a estadia na América do Sul e foi até o Rio de Janeiro enfrentar a seleção brasileira. Jogando no Estádio das Laranjeiras, casa do Fluminense, o Brasil venceu por 3 a 2, com dois gols de Heitor e um do lendário Friedenreich, saindo na frente no primeiro embate entre a dupla na história.
Brasil 5×2 França – Semifinal da Copa do Mundo da FIFA de 1958
O primeiro duelo oficial entre a dupla aconteceu quase 30 anos depois, na semifinal da Copa do Mundo de 1958. Foi um choque de dois timaços: o Brasil, com Didi, Pelé, Garrincha, Vavá e companhia, e a França, com Jonquet, Piantoni, Vincent, Kopa e a máquina de gols Fontaine. Vavá, aos 2´, abriu o placar para os sul-americanos. Fontaine, num belo gol, empatou, mas Didi, aos 39´, deixou o Brasil em vantagem mais uma vez. Naquele momento, a França viu seu capitão, Jonquet, ter de deixar o gramado por causa de uma fratura na perna após um choque com Vavá dois minutos antes do tento de Didi.

Como na época não haviam substituições, os franceses tiveram que jogar os seis minutos seguintes e mais todo o segundo tempo com apenas dez homens. Foi o inevitável fim. Pelé chamou para si o protagonismo do jogo e marcou três gols na etapa complementar (aos 7´, 19´e 30´), com Piantoni descontando para os franceses quando já não havia mais tempo de reação. O placar de 5 a 2 definiu a classificação do Brasil para a decisão – na qual venceu a Suécia por 5 a 2 e ficou com o título – e levou os franceses para a disputa do terceiro lugar.
França 2×3 Brasil – Amistoso – 1963
Então bicampeão mundial, o Brasil era o maior esquadrão do planeta e passou a ser requisitado por todos para disputar amistosos. Com isso, em 1963, a equipe viajou até Colombes para encarar a França, bem diferente da equipe de 1958 e sem as estrelas que levaram os Bleus ao terceiro lugar na Suécia. Mesmo assim, a equipe da casa assustou a seleção canarinho.

Pelé abriu o placar no primeiro tempo e Wisnieski empatou na etapa final. Pelé, de pênalti, deixou o Brasil na frente, mas Fleury Di Nallo voltou a empatar. O gol da vitória brasileira só saiu aos 84’, de novo com o Rei, que fechou o placar de 3 a 2 e consolidou a fama de carrasco dos franceses – afinal, em dois jogos, o Atleta do Século XX marcou seis gols!
França 1×0 Brasil – Amistoso – 1978
Nos preparativos para a Copa do Mundo da Argentina daquele ano, franceses e brasileiros se enfrentaram no Parque dos Príncipes, em Paris, e a equipe da casa conseguiu sua primeira vitória sobre o Brasil. Comandada por Michel Hidalgo, a França superou a equipe de Claudio Coutinho por 1 a 0, gol de um jovem Michel Platini, e foi confiante para o Mundial. Em solo argentino, porém, a França acabou eliminada ainda na fase de grupos, enquanto o Brasil terminou na terceira colocação.
França 1×3 Brasil – Amistoso – 1981
Pouco tempo depois, europeus e sul-americanos se reencontraram em Paris, para um novo amistoso. O time brasileiro, já com a base que encantaria o mundo na Copa de 1982, venceu por 3 a 1 sem grandes dificuldades, com gols de Zico, Reinaldo e Sócrates (Didier Six descontou para os Bleus). A partida, porém, ficou em segundo plano por causa de Pelé. É que o Rei recebeu em um palco armado no Parque dos Príncipes antes do jogo o troféu de “Atleta do Século” de todos os esportes, conquistado em eleição do jornal francês L’Equipe.

Aposentado dois anos antes, Pelé venceu após votação feita com jornalistas das 20 mais influentes publicações de esporte do mundo e o resultado foi divulgado um ano antes, em 12 de julho de 1980. Pelé obteve 178 votos, ficando à frente do atleta estadunidense Jesse Owens (169 votos) e do ciclista belga Eddy Merckx (99). Tempo depois, em 19 de novembro de 1999, Pelé foi escolhido Atleta do Século também pelo Comitê Olímpico Internacional.
França 2×0 Brasil – Final Masculina do Futebol – Jogos Olímpicos de Los Angeles (EUA) de 1984
Foi exatamente em 1984 que o COI permitiu a ida de jogadores profissionais à disputa do futebol olímpico. A condição mudou em um diálogo entre FIFA e COI, que perceberam que o torneio precisava de mais disputa e só trazia benefícios aos falsos amadores do leste europeu. Naquele primeiro momento, puderam ir aos EUA atletas que não tivessem disputado uma Copa do Mundo em suas carreiras. E, com essa flexibilização e a não-ida de países soviéticos aos Jogos como forma de protesto pelo boicote de 1980, o Brasil pôde sonhar pela primeira vez com o Ouro. Com Gilmar Rinaldi, Mauro Galvão e Dunga entre os principais nomes, a equipe passou pela fase de grupos com três vitórias em três jogos.

Nas quartas de final, vitória nos pênaltis sobre o Canadá (4 a 2) após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar e, na semifinal, vitória por 2 a 1 sobre a fortíssima Itália de Vierchowod, Baresi, Ferri, Filippo Galli, Massaro e Serena. Na final, porém, a equipe perdeu para a França por 2 a 0, e os Bleus conquistaram seu primeiro ouro olímpico justamente no ano em que a seleção principal venceu a Eurocopa.
O principal nome dos franceses foi o atacante Daniel Xuereb, autor de cinco gols nos Jogos – incluindo um na final. Falando na decisão, os 101.970 espectadores no lendário Rose Bowl foi o maior público em uma final olímpica na época. A partir daquele ano, a sorte iria mudar para sempre a favor dos franceses em duelos contra o Brasil.
França 1×1 Brasil / França 4×3 Brasil nos pênaltis – Quartas de final da Copa do Mundo da FIFA de 1986
Depois de muito tempo, enfim, a França conseguiu sua vingança em cima do Brasil em uma Copa do Mundo. Com sua geração de ouro querendo a volta por cima após a polêmica eliminação na Copa de 1982 diante da Alemanha, a França encarou o Brasil de Carlos, Branco, Edinho, Júnior, Alemão, Sócrates, Careca e Müller nas quartas de final do Mundial do México. O Brasil abriu o placar com o artilheiro Careca, no primeiro tempo, só que Michel Platini empatou para os franceses. Com o placar em 1 a 1, o Brasil teve um pênalti a seu favor na segunda etapa. Zico, longe da melhor forma física e que tinha acabado de entrar, foi para a bola. E errou.


O jogo continuou empatado e foi para os pênaltis. Na disputa, Zico bateu de novo e dessa vez marcou. No entanto, os erros de Sócrates e Júlio César decretaram a eliminação do Brasil da Copa. A França seguiu até a semifinal, mas outra vez sucumbiu diante da Alemanha de Rummenigge e companhia, que se classificou para a final, na qual perdeu para a Argentina de Maradona.
França 0x2 Brasil – Amistoso – 1992
Em reconstrução após o fiasco na Copa de 1990, o Brasil viajou até Paris e mais uma vez venceu a França em sua casa. E com show do meia Raí, vivendo o auge da carreira na época como capitão do São Paulo de Telê e da seleção de Parreira, o craque fez o primeiro gol, de cabeça e com “colaboração” do goleiro Bruno Martini, e comandou as ações ofensivas da equipe canarinho. O segundo gol foi de Luís Henrique, ex-Bahia e jogando no Monaco na época, após passe de Jorginho. A torcida francesa no Parque dos Príncipes não perdoou o técnico estreante Gérard Houllier, vaiou bastante o selecionado bleu e gritou até “olé” para a equipe brasileira. E isso porque a França tinha na época nomes como Laurent Blanc, Basile Boli, Didier Deschamps, David Ginola, Emmanuel Petit e o goleador Jean-Pierre Papin.

Aquela derrota parecia antecipar a tragédia que estava por vir: a França não iria conseguir vaga na Copa do Mundo dos EUA em 1994, após derrota em casa para a Bulgária na última rodada do Grupo 6 das Eliminatórias da UEFA. Com isso, os Bleus ficaram ausentes de dois Mundiais seguidos (1990 e 1994), um período obscuro na história do país. E que só mudaria em 1998…
França 1×1 Brasil – Torneio da França – 1997
No começo de junho de 1997, o Brasil foi até a Europa disputar o Torneio da França, uma competição amistosa que servia como preparação do país-sede para a Copa do Mundo de 1998, que no caso era a França. Além do Brasil e da anfitriã, Itália e Inglaterra também participaram do quadrangular todos contra todos. Coube ao time verde e amarelo fazer a estreia no dia 03 de junho, contra a França, em Lyon.
O jogo estava bem disputado e os franceses caçavam sem dó o astro Ronaldo, vedete do mundo da bola na época, além de Romário, também titular do ataque “Ro-Ro” canarinho. Foi então que, aos 21’, uma falta pouco depois da meia-lua do meio de campo foi marcada a favor do Brasil. O lateral-esquerdo Roberto Carlos pegou a bola. Todos sabiam que ele chutava forte, mas, respeitosamente, era muito longe – 35 metros – e havia a barreira e o goleiro Barthez para atrapalhar. Seria (muito) difícil marcar o gol. Como sempre, ele tomou longa distância, indo até o círculo central. Partiu, deu a corridinha clássica e encheu o pé. Foi então que algo inexplicável aconteceu.

A bola iria explodir na barreira. Mas não explodiu. Ela fez uma curva, passou a barreira como se tivesse vida própria ou fosse teleguiada e foi parar no fundo do gol de Barthez, que só ficou olhando, incrédulo. Aliás, o estádio todo ficou perplexo. O mundo ficou perplexo. Aquele gol não foi só um gol. Foi o gol mais impressionante de toda a carreira do craque e ganhou o noticiário de todo o planeta pela trajetória que aquela bola fez. Tempo depois, a CNN elegeu o gol de Roberto como “lance esportivo do ano”, superando até as cestas incríveis de Michael Jordan no Chicago Bulls.
O chute de trivela a 130km/h (!) do brasileiro ficou tão famoso que intrigou até os físicos, que começaram a fazer estudos para tentar explicar o inexplicável. Em 2010, os franceses Guillaume Dupeux, Anne Le Goff, David Quéré e Christophe Clanet publicaram um artigo (é verdade, está no site do Institute of Physics ) no qual uma equação “explica” como a bola fez aquela trajetória. A propósito, o Brasil empatou em 1 a 1 com a França e terminou na segunda posição aquele torneio amistoso, vencido pela Inglaterra.
França 3×0 Brasil – Final da Copa do Mundo da FIFA de 1998
Em 1998, mais um choque épico entre as duas equipes aconteceu, na aclamada final da Copa. Para o amante do futebol, era a final dos sonhos. De um lado, a anfitriã França, melhor defesa da Copa, com craques em todos os setores do campo, jovens aptos a decidir e torcida toda a seu favor. Do outro, o Brasil, badalado e campeão mundial, que, se não tinha uma zaga lá muito confiável, era dono do melhor ataque com 14 gols, não havia deixado de balançar as redes em nenhum jogo, contava com um goleiro iluminado, laterais fantásticos, Dunga e Rivaldo vivendo grandes fases e o melhor jogador do mundo no ataque: Ronaldo. Mas, quando a bola rolou, o que se viu foi um jogo de um time só.

A França, com uma autoridade impressionante, abriu 2 a 0 já no primeiro tempo em duas jogadas idênticas e dois gols de Zidane. Na segunda etapa, a anfitriã só teve que controlar o jogo e esperar uma oportunidade para fechar a conta com Petit, nos acréscimos, para decretar o elástico e impensável 3 a 0 que deu à França o primeiro título mundial e ao Brasil uma de suas maiores derrotas em Copas. Foi uma surpresa até mesmo para os franceses um placar como aquele em plena final. Para os brasileiros, o revés foi intragável, tido como injusto, “jogo comprado” e roteiro para contos, como o popular “se soubesse a verdade, você ficaria enojado”. Acontece que o Brasil perdeu aquele jogo bem antes. E a França era muito melhor. Leia mais clicando aqui!
França 2×1 Brasil – Semifinal da Copa das Confederações da FIFA de 2001
Comandada pelo técnico Emerson Leão e vivendo uma então inédita crise técnica, a seleção brasileira colecionava vexames e não dava garantias de melhoras. E, na Copa das Confederações de 2001, o roteiro voltou a ser repetido. Se antes a seleção podia formar mais de dois times titulares bons, na época a equipe teve que se virar com Leomar, Carlos Miguel, Fábio Rochemback, Ramon, Leandro, Robert, Washington entre outros.

Depois de se classificar após jogos insossos contra Camarões (vitória por 2 a 0), Canadá (empate em 0 a 0) e Japão (empate em 0 a 0), a equipe sul-americana enfrentou a França, melhor time do planeta e recém-campeã da Eurocopa de 2000. Mesmo sem sua força máxima – Zidane, Henry e Trezeguet nem viajaram -, os Bleus venceram o Brasil por 2 a 1, com gols de Pires e Desailly, enquanto Ramon fez o tento brasileiro. A França seguiu rumo ao título, já o Brasil nem com o Bronze ficou – perdeu para a Austrália por 1 a 0 na decisão do terceiro lugar.
França 0x0 Brasil – Amistoso, Centenário da FIFA – 2004
Após derrotar a Alemanha por 2 a 0 na final e conquistar o pentacampeonato da Copa do Mundo da FIFA em 2002, o Brasil atingiu um patamar único e incontestável no futebol. Presente nas últimas três finais de Mundial e com duas conquistas a mais do que seus concorrentes diretos na época – Itália e Alemanha, ainda tricampeãs -, a seleção canarinho via um vertiginoso horizonte pela frente. Isso porque a maioria de seus craques tinha idade para brilhar em mais uma Copa e uma nova geração pedia passagem. Apesar da mudança no comando técnico – Felipão deixou a equipe após amistoso contra o Paraguai, em agosto de 2002, e deu lugar a Carlos Alberto Parreira -, a seleção teria como time-base o elenco campeão do mundo além do acréscimo de talentos que brilhavam por seus clubes na época.


E, por isso, foi a primeira convidada pela FIFA a disputar um amistoso especial como parte das festividades dos 100 anos da entidade máxima do futebol. O adversário da seleção brasileira foi a França, também badalada e escolhida por ter sido campeã mundial em 1998, além de ser a campeã europeia da época – o amistoso foi em maio de 2004, antes da Eurocopa daquele ano. O jogo foi muito especial por reunir vários craques como Thuram, Desailly, Makélélé, Vieira, Pires, Zidane, Henry, Trezeguet (do lado francês), e Dida, Cafu, Roberto Carlos, Juninho Pernambucano, Zé Roberto, Kaká, Ronaldinho e Ronaldo (do lado brasileiro).
No primeiro tempo, as seleções usaram uniformes especiais retrô, do ano de suas fundações. Com isso, a França jogou com uma camisa azul, calção branco e meias vermelhas, enquanto o Brasil foi a campo com camisa branca com detalhes azuis nas mangas, calção branco e meias azuis. No segundo tempo, as equipes vestiram seus uniformes tradicionais. Mesmo com tanto simbolismo, o placar terminou empatado em 0 a 0, o primeiro sem gols na história do clássico.
França 1×0 Brasil – Quartas de final da Copa do Mundo da FIFA de 2006
Com astros como Ronaldo, Ronaldinho, Adriano, Kaká, Cafu, Roberto Carlos e companhia, o Brasil entrou na Copa do Mundo da Alemanha como favorito absoluto. Porém, quando o Mundial começou, aqueles atletas decepcionaram. Na fase de grupos, futebol bem abaixo da média e nada de brilho. No único jogo razoavelmente bom, contra o Japão, o Brasil foi com um time cheio de reservas, que provaram ser melhores do que os titulares. Nas oitavas, vitória protocolar contra Gana, mas ainda sim sem brilho. Até que veio o adversário das quartas de final: a França, algoz de 1998 e de 1986, com vários remanescentes do timaço campeão do mundo de 8 anos atrás e um camisa 10 que gelava a espinha dos brasileiros: Zinédine Zidane.


Ver o maestro bleu era recordar as cabeçadas mortais dos 3 a 0, da dolorosa derrota que impediu o penta. Era relembrar seus dribles e grandes lances no amistoso de 2004, no centenário da FIFA. Era ter a certeza de estar diante de um dos três grandes carrascos do Brasil em Copas, tríade composta por ele, Paolo Rossi e Alcides Ghiggia. E, quando a bola rolou, com menos de um minuto, Zidane deixou Zé Roberto, Juninho Pernambucano e Gilberto Silva para trás. Os três, de uma vez, com sua classe, seus movimentos, suas passadas largas. Dali em diante, o Waldstadion de Frankfurt foi palco de um dos maiores recitais de um só jogador na história das Copas. Uma atuação digna de nota 10. Teve dribles, toques de primeira, chapéus. Zidane foi o senhor da bola que transformou aquela constelação de craques sem apetite do Brasil em garotinhos. Deu até pena.
Aplausos foram insuficientes para Zizou. Adjetivos, idem. Aquela atuação foi direto para o Olimpo das Copas, onde ele já residia, mas cravou de vez seu lugar como um dos maiores gênios que a competição já teve. E foi dele a bola que voou até a área brasileira e terminou com gol de Henry, da classificação francesa e vitória por 1 a 0, no terceiro triunfo seguido dos Bleus sobre o Brasil em Copas. Leia mais clicando aqui!
Brasil 3×0 França – Amistoso – 2013
Depois de 21 anos, o Brasil, enfim, conseguiu vencer a França. Em um simples amistoso, mas conseguiu. O jogo foi disputado em Porto Alegre, na Arena do Grêmio, como parte do ciclo de preparação da equipe canarinho para a disputa da Copa do Mundo de 2014, em sua casa. Com gols anotados no segundo tempo por Oscar, Hernanes e Lucas Moura, o Brasil venceu por 3 a 0 e lavou a alma de muita gente que nunca tinha visto a seleção triunfar sobre seu grande carrasco em Copas. Porém, no ano seguinte, aconteceu o 7 a 1…
França 1×3 Brasil – Amistoso – 2015
O mais recente duelo entre brasileiros e franceses foi no Stade de France, local onde jamais a seleção canarinho havia conseguido derrotar os Bleus. Mas, pela primeira vez, a seleção então comandada por Dunga conseguiu o triunfo inédito por 3 a 1, de virada, e saiu vencedora de um estádio que só trazia más lembranças. Varane fez o gol francês ainda no primeiro tempo, mas Oscar, aos 40′, empatou. No segundo tempo, Neymar, aos 57′, e Luiz Gustavo, aos 69′, fecharam o triunfo por 3 a 1 que acendeu o alerta dos franceses um ano antes da Eurocopa. Em 2016, a França perdeu no mesmo Stade de France o título continental para Portugal.
França 2×1 Brasil – Amistoso – 2026
Três meses antes do Mundial, europeus e sul-americanos fizeram um amistoso muito aguardado em solo estadunidense – na cidade de Boston – e a França, com suas estrelas, venceu o time do técnico de Carlo Ancelotti por 2 a 1, e isso mesmo com um jogador a menos em boa parte do segundo tempo! Mbappé, em lindo gol, abriu o placar na etapa inicial. No segundo tempo, com menos de 10 minutos, Upamecano foi expulso, mas a França não se abateu e, aos 19′, Ekitiké fez 2 a 0. Após várias mexidas de Ancelotti, o Brasil conseguiu descontar em gol de Bremer. Porém, a organização francesa e a experiência ditaram o ritmo da partida. Os Bleus se seguraram e igualaram o retrospecto de vitórias no placar geral: 7 a 7.

Retrospecto:
- 17 jogos
- 7 vitórias do Brasil
- 7 vitórias da França
- 3 empates
- 28 gols do Brasil
- 22 gols da França
Curiosidades:
- Em jogos válidos por competições oficiais, a França possui vantagem esmagadora: ela venceu em cinco oportunidades: Olimpíadas de 1984 (Final), Copa do Mundo de 1986 (Quartas de final), Copa do Mundo de 1998 (Final), Copa das Confederações de 2001 (Semifinal) e Copa do Mundo de 2006 (Quartas de final). O Brasil só venceu na Copa do Mundo de 1958 (Semifinal);
- Pelé é o maior artilheiro do clássico com 6 gols;
- Depois dele, vários atletas estão empatados com dois gols, entre eles Zidane, Platini, Oscar, Heitor e Didier Six.

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No jogo de 63 em Colombes depois de ver Pelé de novo marcar três gols na França o jornal francês Soir chamou o brasileiro de Lê Roy e a partir daí em diante o mundo acompanhou a deixa e Pelé virou O REI para sempre e uma dica : vocês esqueceram do amistoso de 1977 no Maracanã que terminou em 2 x 2 com gols de Edinho e Roberto Dinamite para o Brasil e a França marcou com Didier Six e o zagueiro Marius Tresor ok.