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Corinthians x Cruzeiro – Grandes jogos na história

Por Guilherme Diniz

Rivais nas semifinais da Copa do Brasil de 2025, Corinthians e Cruzeiro possuem uma rica história de duelos decisivos e que já valeram títulos. Em 1998, o Timão levantou seu segundo Campeonato Brasileiro em cima da Raposa, enquanto em 2018 foi a vez do time mineiro celebrar sua 6ª Copa do Brasil em cima do rival paulista. Além disso, alvinegros e azuis realizaram outros cinco confrontos eliminatórias pela Copa do Brasil, com três classificações cruzeirenses contra duas corintianas. No geral, porém, a vantagem é alvinegra: são 41 vitórias corintianas, 32 vitórias cruzeirenses e 24 empates em 97 jogos. Confira a seguir os principais jogos na história entre Corinthians e Cruzeiro!

Sumário

Corinthians 6×3 Cruzeiro – Amistoso em 1940

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Teleco, um dos maiores artilheiros da história do Timão.
 

O primeiro confronto entre a dupla na história foi um amistoso disputado no Pacaembu, em 1º de novembro de 1940. Comandado pelo técnico Del Debbio, ex-craque do clube, o Corinthians não tomou conhecimento do Cruzeiro e aplicou um enorme 6 a 3, com dois gols de Teleco – um dos maiores artilheiros da história do Timão e dono da maior média de gols da história do clube, com 257 gols em 250 jogos -, dois de Joane, um de Dino e outro de Arturzinho.

Corinthians 4×2 Cruzeiro – Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967

Paulistas e mineiros ficaram 24 anos sem se enfrentar e só voltaram a duelar em 1964, em novo amistoso, dessa vez disputado no estádio Independência e vencido pelo Corinthians por 1 a 0. Após mais dois amistosos – ambos em Minas e vencidos pelo Timão -, a dupla se enfrentou pela primeira vez em um torneio oficial, em março de 1967, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Jogando no Pacaembu, alvinegros e azuis fizeram um jogaço repleto de craques, com Rivellino, Dino Sani, Flávio, Jair Marinho e Ditão do lado corintiano e Raul, Procópio, Neco, Piazza, Natal, Dirceu Lopes, Tostão e Evaldo do lado cruzeirense. 

Natal abriu o placar para o Cruzeiro no primeiro tempo, mas Tales, Rivellino e Dino Sani viraram. Na etapa final, Piazza descontou e Dino Sani, de novo, fechou a vitória alvinegra por 4 a 2. Vale lembrar que, um ano antes, o Cruzeiro havia vencido a Taça Brasil sobre o Santos de Pelé e era um dos maiores esquadrões do país. O Timão até foi para o quadrangular final, mas terminou na terceira colocação e viu a Primeira Academia do Palmeiras ser campeã.

Cruzeiro 3×1 Corinthians – Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1968

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Uma das formações do Cruzeiro nos mágicos anos 1960. Em pé: Neco, Pedro Paulo, William, Procópio, Piazza e Raul. Agachados: Natal, Tostão, Evaldo, Dirceu Lopes e Hilton Oliveira.
 

Esse jogo foi marcante por ter sido a primeira vitória do Cruzeiro sobre o Corinthians, após cinco derrotas em cinco jogos. O jogo foi válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1968 – e não pela Taça de Prata como algumas fontes dizem – , um confronto direto na luta por uma vaga no quadrangular final. Ainda com seu timaço comandado por Tostão e Dirceu Lopes, o Cruzeiro fez valer a força de um ainda novo Mineirão – inaugurado três anos antes – e venceu por 3 a 1, com gols de Evaldo, Dirceu Lopes e Tostão. A Raposa, no entanto, não conseguiu uma vaga na final e ainda terminou na 4ª colocação, atrás do Timão, também fora da briga pelo título – que ficou com o Santos.

Cruzeiro 2×1 Corinthians – Quadrangular final do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1969

Líder e vice-líder do Grupo A da primeira fase do Robertão de 1969, Corinthians e Cruzeiro avançaram ao quadrangular final ao lado de Palmeiras e Botafogo. Nele, todos jogaram contra todos e o líder seria campeão. Na última rodada, o Cruzeiro encarou o Corinthians e ambos tinham chances de título. O Timão jogava pela vitória, enquanto o Cruzeiro precisava vencer e torcer para o Palmeiras não derrotar o Botafogo. Jogando em casa, a Raposa foi pra cima e com apenas um minuto fez 1 a 0, com Evaldo. No segundo tempo, Rivellino empatou, mas Dirceu Lopes manteve o time mineiro em vantagem. O placar seguiu 2 a 1, mas a festa cruzeirense foi em vão, pois o Verdão bateu o Botafogo por 3 a 1 no Morumbi e ficou com o troféu nacional.

Corinthians 0x1 Cruzeiro – Campeonato Brasileiro de 1974

Essa foi a primeira vitória do Cruzeiro sobre o Timão fora de casa, em partida disputada no Pacaembu. Já com alguns jogadores que formariam a base do esquadrão campeão da Libertadores de 1976 como Vanderlei, Palhinha, Zé Carlos, Eduardo Amorim, Roberto Batata e Joãozinho, o Cruzeiro derrotou o Timão por 1 a 0, gol de Dirceu Lopes, resultado que manteve o clube mineiro na briga pelo caneco. A Raposa foi para a final, mas perdeu para o Vasco de Roberto Dinamite.

Cruzeiro 1×1 Corinthians – Corinthians 4×3 Cruzeiro nos pênaltis – Campeonato Brasileiro de 1988

 
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Embora valesse pela primeira fase do Brasileirão de 1988, o duelo entre alvinegros e azuis, no Mineirão, foi para os pênaltis por causa de um curioso regulamento da época, que previa a disputa de um ponto extra em caso de empate. Por isso, após a igualdade no tempo regulamentar, o jogo foi para a marca da cal e o Timão venceu por 4 a 3. O alvinegro, porém, não avançou à fase final, mas sim o Cruzeiro, que só parou no Internacional, nas quartas de final. Outras curiosidades desse jogo do dia 11 de dezembro de 1988 é que o técnico do Timão, José Carlos Fescina, teve que receber atendimento médico após levantar bruscamente na hora de comemorar o gol do seu time e bater a cabeça na cobertura do banco de reservas. E, aos 33’ do segundo tempo, um ataque de abelhas (!) causou correria e bagunça em uma das arquibancadas do Mineirão, com pessoas feridas pelas picadas ou por tombos ocorridos durante o tumulto.

Corinthians 3×1 Cruzeiro / Cruzeiro 0x1 Corinthians – Oitavas de final da Copa do Brasil de 1991

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Neto deu show em 1991 e marcou três gols no Cruzeiro. Foto: Acervo / Gazeta Press
 

Pela primeira vez, alvinegros e azuis se enfrentaram na Copa do Brasil, criada em 1989. Campeão brasileiro em 1990 e da Supercopa do Brasil daquele ano, o Timão queria manter o embalo vencedor e enfrentou o Cruzeiro nas oitavas de final, que naquele ano de 1991 venceria a Supercopa da Libertadores. No primeiro jogo, no Pacaembu, o Corinthians contou com um show particular do ídolo Neto, que marcou simplesmente os três gols da vitória por 3 a 1. O primeiro foi aos 11’, em cobrança de falta no ângulo do goleiro Paulo César. O segundo também foi de falta, aos 70’, dessa vez colocada, no canto esquerdo do camisa 1 azul. E o terceiro saiu aos 89’, quando o camisa 10 invadiu a área cruzeirense e chutou com estilo, sem chances para o goleirão.

Na partida de volta, o Cruzeiro precisava de pelo menos dois gols para avançar, mas Adílson, contra, fez o gol da vitória corintiana por 1 a 0 e a vaga ficou com os paulistas. Nas quartas de final, a equipe de Nelsinho Baptista enfrentou o Grêmio e foi eliminada.

Cruzeiro 1×3 Corinthians / Corinthians 3×1 Cruzeiro – Segunda fase do Campeonato Brasileiro de 1992

No Grupo 2 da etapa final do Brasileirão daquele ano, apenas um dos quatro times da chave ganharia vaga na final. O Timão até fez sua parte nos duelos contra a Raposa e venceu os dois jogos, tanto em Minas quanto em São Paulo, mas tropeços diante do Botafogo (derrota por 1 a 0) e Bragantino (empate em 1 a 1) custaram a vaga, que ficou com o Glorioso.

Cruzeiro 4×0 Corinthians / Corinthians 3×2 Cruzeiro – Quartas de final da Copa do Brasil de 1996

Corinthians x Cruzeiro

Na campanha histórica do título da Copa do Brasil de 1996, o Cruzeiro teve pela frente o Corinthians, nas quartas de final. O Timão era o atual campeão do torneio e prometia páreo duro aos mineiros. Mas, jogando no Independência e com uma atuação de gala no segundo tempo, o Cruzeiro goleou por 4 a 0, com gols de Célio Lúcio, Nonato, Palhinha e Cleisson. No duelo da volta, em SP, o goleiro cruzeirense Dida defendeu um pênalti de Marcelinho Carioca e garantiu a classificação do time mineiro, que perdeu por 3 a 2, mas avançou às semifinais. 

Cruzeiro 3×1 Corinthians / Corinthians 1×1 Cruzeiro – Oitavas de final da Copa do Brasil de 1998

Ainda com vários remanescentes do título de 1996 e da Libertadores de 1997, o Cruzeiro seguia como um dos principais esquadrões do Brasil na época e voltou a despachar do Timão em uma Copa do Brasil, dessa vez nas oitavas de final de 1998. No duelo da ida, no Mineirão, Marcelinho até abriu o placar para os alvinegros, mas Bentinho, duas vezes, e Marcelo Djian anotaram os gols da vitória de virada da Raposa por 3 a 1. Na volta, em SP, o Cruzeiro segurou o empate e garantiu a vaga nas quartas de final. A Raposa avançou até a decisão, mas perdeu para o Palmeiras de Felipão e ficou com o vice.

Cruzeiro 2×2 Corinthians / Corinthians 1×1 Cruzeiro / Corinthians 2×0 Cruzeiro – Final do Campeonato Brasileiro de 1998

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A vingança corintiana após vários revezes seguidos diante do rival veio em grande estilo e em um dos maiores momentos da história do clássico: a grande final do Brasileirão de 1998. Com esquadrões copeiros e competitivos, os duelos foram eletrizantes e foram necessários três jogos para definir o campeão. Na ida, em um Mineirão tomado por quase 90 mil pessoas, Müller e Valdo abriram 2 a 0 para o Cruzeiro, mas Dinei e Marcelinho Carioca empataram o jogo. 

Na volta, no Morumbi com mais de 50 mil pessoas, Marcelinho Carioca fez 1 a 0 para o Timão no começo do segundo tempo e Marcelo Ramos empatou pouco depois. O empate forçou a terceira partida, disputada também no Morumbi, pois o Corinthians tinha melhor campanha. Já conhecendo bem o adversário e fazendo valer do entusiasmo de sua torcida, o alvinegro venceu por 2 a 0, gols de Edílson e Marcelinho Carioca, e ficou com seu segundo título brasileiro.

Cruzeiro 0x2 Corinthians / Corinthians 2×4 Cruzeiro – Grupo 3 da Copa Mercosul de 2001

Três anos após a decisão nacional, os rivais realizaram os primeiros jogos válidos por uma competição internacional: a Copa Mercosul de 2001, uma das precursoras da Copa Sul-Americana. No Grupo C, cada equipe derrotou o adversário fora de casa: no turno, o Corinthians fez 2 a 0 no Cruzeiro em Ipatinga (MG), com gols do lateral-direito Rogério e do meia Ricardinho. Já no returno, foi a vez do Cruzeiro derrotar o Timão por 4 a 2, no Pacaembu, com Jorge Wagner, Leonardo (2) e Jussiê anotando os gols cruzeirenses e Anderson e Édson Di os tentos paulistas. 

Mesmo com a derrota, o Corinthians se classificou em primeiro lugar no grupo e viu o Cruzeiro ser eliminado ao terminar apenas na 3ª colocação. Na fase de mata-mata o Timão eliminou a Universidad Católica-CHI, mas perdeu para o San Lorenzo nas semifinais – 5 a 3 no agregado – e deu adeus ao título – que ficou com os argentinos.

Corinthians 2×2 Cruzeiro / Cruzeiro 2×3 Corinthians – Oitavas de final da Copa do Brasil de 2002

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Na temporada de seu segundo título da Copa do Brasil, em 2002, o Timão passou pela Raposa e conseguiu vingar as duas eliminações que havia sofrido em 1996 e 1998 pelos mineiros na competição, empatando a disputa na época em 2 a 2. No duelo de ida, no Morumbi, Deivid e Ricardinho abriram 2 a 0 para o Corinthians, mas Edílson e Sorín empataram e deixaram o Cruzeiro bem perto da classificação, pois a equipe poderia até empatar em 0 a 0 e 1 a 1 em casa que conseguiria a vaga (na época ainda valia o gol qualificado).

Mas, jogando no Mineirão, o time alvinegro, comandado por Carlos Alberto Parreira, demonstrou força e experiência para vencer. Após um primeiro tempo sem gols, o segundo foi eletrizante e Fabrício fez 1 a 0 para o Timão, aos 60’. Deivid (implacável naquela Copa do Brasil, da qual saiu como artilheiro com 13 gols) ampliou, aos 71’, e Renato Abreu anotou o terceiro apenas três minutos depois. O Cruzeiro não se abateu e descontou com Joãozinho, aos 86’, e em um gol-contra de Fábio Luciano, aos 89’. Mas era tarde. O placar de 3 a 2 classificou o Timão, que foi campeão ao bater o surpreendente Brasiliense na decisão. 

Corinthians 0x1 Cruzeiro – 32ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2003

No ano mágico em que venceu a Tríplice Coroa do futebol nacional – foi campeão mineiro, da Copa do Brasil e do Brasileiro – o Cruzeiro de Luxemburgo e Alex derrotou o Timão em pleno Pacaembu e disparou na liderança da competição na época. Com gol do lateral-direito Maurinho, aos 21’ do primeiro tempo, a Raposa alcançou os 64 pontos ganhos, contra 59 do Santos, que apenas empatou com o Juventude, na Vila Belmiro, e 55 do São Paulo, derrotado pelo Paraná. O Cruzeiro terminou com 100 pontos em 46 jogos e foi o grande campeão, enquanto o Corinthians terminou na 15ª posição, com 59 pontos.

Corinthians 2×1 Cruzeiro / Cruzeiro 4×2 Corinthians – Quartas de final da Copa do Brasil de 2016

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Depois de assistência do meia De Arrascaeta, Ábila (com o braço para cima) comemorou o primeiro gol do Cruzeiro no Mineirão. Foto: Agência Estado.
 

Após vários duelos sem grandes emoções pelo Brasileirão, mineiros e paulistas se reencontraram em uma Copa do Brasil e, no tira-teima histórico, deu Cruzeiro, que conseguiu eliminar o adversário pela terceira vez em cinco duelos. Na ida, na Neo Química Arena, o Timão venceu por 2 a 1 e levou a vantagem do empate para a volta, no Mineirão. Em um jogaço, Ábila abriu o placar para o Cruzeiro, aos 14’, e Rodriguinho empatou para o Corinthians ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Ábila ampliou, Bruno Rodrigo fez 3 a 1 e De Arrascaeta anotou o quarto gol. Aos 86’, Rildo descontou e colocou fogo no jogo, mas o Cruzeiro manteve o 4 a 2 e se classificou com o agregado de 5 a 4. Nas semifinais, a Raposa acabou eliminada pelo Grêmio, que terminou campeão.

Cruzeiro 1×0 Corinthians / Corinthians 1×2 Cruzeiro – Final da Copa do Brasil de 2018

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De Arrascaeta “transformou” R$ 60 mil em R$ 50 milhões! Foto: LUIS MOURA/WPP/ESTADÃO CONTEÚDO
 

O momento tão esperado pelos mineiros, enfim, chegou em 2018. Exatos 20 anos após a única decisão entre a dupla, Cruzeiro e Corinthians voltaram a se enfrentar em uma final nacional, dessa vez na Copa do Brasil. Campeão em 2017, o Cruzeiro queria se tornar naquele ano o primeiro bicampeão consecutivo e, de quebra, o clube com mais títulos do torneio. Já o Timão queria confirmar a boa fase na década e levar mais um troféu para sua coleção. Na ida, em Belo Horizonte, o Cruzeiro venceu por 1 a 0, gol de Thiago Neves, e foi para SP com a vantagem do empate. Em casa, o Corinthians viu sua Fiel torcida lotar a Neo Química Arena – mais de 45 mil pessoas -, mas levou um susto quando Robinho, aso 28’, abriu o placar para o Cruzeiro. 

Precisando de gols, o Timão empatou no começou do segundo tempo com Jádson e foi pra cima. Minutos depois, Pedrinho acertou um chutaço e virou o jogo, mas o VAR – ainda começando no futebol na época – anulou o gol por irregularidade no início do lance. Isso esfriou a reação do Corinthians, que viu o Cruzeiro utilizar sua arma secreta: De Arrascaeta, que havia disputado um amistoso com a seleção uruguaia contra o Japão, na casa japonesa, 36 horas antes da final. Para ter o craque inteiro para o jogo, a diretoria cruzeirense pagou uma passagem aérea de primeira classe no valor de aproximadamente 60 mil reais só para contar com o meia na decisão.

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O “investimento” deu certo: ele entrou no segundo tempo, marcou um golaço em contra-ataque fulminante da Raposa e decretou o título cruzeirense. Levando em consideração que o Cruzeiro abocanhou R$ 50 milhões em premiação só na final, podemos dizer que nunca um investimento foi tão rentável!

Cruzeiro 0x1 Corinthians/ Corinthians 1×2 Cruzeiro – Corinthians 5×4 Cruzeiro nos pênaltis – Semifinal da Copa do Brasil de 2025

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Foto: Marcos Ribolli
 

Após seis encontros, com quatro vitórias do Cruzeiro e duas do Corinthians, um novo duelo entre a dupla aconteceu nas semifinais da Copa do Brasil deste ano. O Timão lutava para disputar a final e brigar por um título que ele não conquista desde 2009, além de buscar sua primeira taça relevante desde o Brasileirão de 2017. Com o goleirão Hugo Souza e o trio Memphis, Garro e Yuri Alberto, o alvinegro apostava na força de Itaquera e na experiência do técnico Dorival Júnior, campeão do torneio recentemente pelo Flamengo (2022) e pelo São Paulo (2023).

Já o Cruzeiro, após anos de calvário na Série B, está retomando a aura competitiva que sempre lhe foi característica. O primeiro passo foi dado em 2024, quando o clube alcançou a final da Copa Sul-Americana, mas perdeu para o Racing. Já em 2025, a Raposa fez boa campanha no Brasileirão e queria levantar sua 7ª Copa do Brasil no embalo do artilheiro Kaio Jorge. Uma curiosidade é que o goleiro cruzeirense Cássio é um ídolo histórico do Timão e esteve nos dois revezes para a Raposa quando defendia o alvinegro: nas quartas de 2016 e na final de 2018.

No primeiro jogo, no Mineirão, o Corinthians fez um jogo de entrega e muita raça e conseguiu sair com a vitória por 1 a 0, em gol de Memphis Depay. O triunfo deu a vantagem do empate para a volta, em Itaquera, mas o Cruzeiro conseguiu reverter a desvantagem e abriu 2 a 0. Porém, o Timão descontou e incendiou a partida, com direito a duas bolas na trave. O placar acabou ficando mesmo 2 a 1 e, com a igualdade no agregado em 2 a 2, a partida foi para os pênaltis.

Logo de cara, Cássio defendeu um pênalti de Yuri Alberto e causou pânico no torcedor alvinegro, que temia a eliminação justo pelas mãos de seu histórico ídolo. Mas Hugo Souza tomou o protagonismo para si e defendeu um pênalti derradeiro de Gabriel Barbosa. Após gol de Gustavo Henrique, a partida foi para as cobranças alternadas e Hugo Souza defendeu mais um. Bidon bateu a cobrança derradeira do Timão e colocou o alvinegro na decisão.

Curiosidades:

  • Marcelinho Carioca (Corinthians) e Marcelo Ramos (Cruzeiro) são os maiores artilheiros do clássico com 6 gols cada;
  • A maior série invicta pertence ao Timão: 8 jogos, entre 1991 e 1993;
  • A maior goleada em termos de margem de gols é do Cruzeiro: 4 a 0 pra cima do Corinthians, nas quartas de final da Copa do Brasil de 1996. Já o maior placar foi o 6 a 3 do Corinthians sobre o Cruzeiro, no primeiro duelo lá em 1940;
  • Apesar do histórico favorável ao Cruzeiro em duelos pela Copa do Brasil – 4 triunfos azuis e 3 alvinegros – existe empate quando focamos apenas nos jogos. Em 14 duelos, foram 6 vitórias para cada lado e dois empates;
  • O Mineirão é o estádio que mais recebeu o clássico: foram 36 jogos ao longo da história, com 16 vitórias do Cruzeiro, 11 do Corinthians e 9 empates. Na sequência, vem o Pacaembu, com 14 vitórias alvinegras, 8 azuis e 8 empates.

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