Por Guilherme Diniz
A rixa: em 1923, o futebol do Rio de Janeiro era dominado pelos chamados “quatro grandes”: America, Botafogo, Flamengo e Fluminense, clubes que dominavam a galeria de títulos do Campeonato Carioca – com uma única exceção, em 1912, com o título do Paissandu AC. No entanto, uma equipe decidiu romper com aquela hegemonia: o Vasco da Gama. Foi em 1923 que o cruzmaltino enfrentou pela primeira vez o Fluminense e, jogando no campo do São Cristóvão, venceu por 3 a 2. Dois meses depois, enfrentou o tricolor nas Laranjeiras. E, de novo, deu Vasco: 1 a 0. A partir dali, os duelos ficaram mais frequentes, a rivalidade cresceu e grandes jogos aconteceram, incluindo uma final de Campeonato Brasileiro e os únicos embates entre clubes do Rio de Janeiro válidos pela Copa Libertadores. E um Fluminense x Vasco virou o Clássico dos Gigantes.
Quando começou: no dia 11 de março de 1923, na vitória do Vasco sobre o Fluminense por 3 a 2.
Maior artilheiro: Roberto Dinamite (Vasco) – 36 gols
Quem mais venceu: Vasco – 159 vitórias (até setembro / 2026). O Fluminense venceu 126. Foram 116 empates.
Maiores goleadas: Vasco 6×0 Fluminense, 09 de novembro de 1930
Fluminense 1×6 Vasco, 06 de novembro de 1943
Fluminense 6×2 Vasco, 11 de maio de 1941
Fluminense 5×1 Vasco, 22 de novembro de 1925
Fluminense 5×1 Vasco, 08 de setembro de 1974
Fluminense 1×5 Vasco, 17 de junho de 1946
Com histórias bem distintas e uma eterna disputa entre classes sociais, o duelo entre Fluminense e Vasco existe há mais de 100 anos e já reuniu alguns dos mais lendários craques do nosso futebol, jogos eletrizantes e disputas de títulos. O clássico é um claro exemplo do embate entre a elite e o povo, com o lado tricolor tendo raízes na aristocracia carioca e o lado cruzmaltino nos descendentes portugueses e operários. É hora de conhecer os detalhes, números e grandes momentos desse clássico do futebol brasileiro.
Sumário
Camisas Negras desafiam a elite

No futebol desde 1902, o Fluminense já ostentava uma fama no esporte carioca no começo dos anos 1920 e era um dos principais clubes do estado. Já o Vasco, fundado em 1898 como clube de remo, só havia iniciado suas atividades futebolísticas em novembro de 1915, quando o Lusitânia Sport Club foi incorporado ao cruzmaltino, criando o departamento de futebol. O início da rivalidade entre vascaínos e tricolores nasceu não apenas dentro de campo, mas principalmente do choque social e cultural entre os clubes – o elitismo do Flu e o caráter popular do Vasco. A campanha vascaína de 1923 no Campeonato Carioca, conquistado pela primeira vez por uma equipe composta por jogadores negros, mulatos e operários, dominou as atenções da mídia na época e foi uma “afronta” ao que os gigantes do Rio estavam acostumados.
E foi em 1923 que o Vasco disputou – e venceu – os primeiros jogos contra o Fluminense, o primeiro deles um amistoso disputado no campo do São Cristóvão, com dois gols de Negrito e um de Torterolli, e depois o 1 a 0 em pleno estádio das Laranjeiras, este já válido pelo Carioca. Vencer seu primeiro estadual motivou o Vasco a construir seu próprio estádio a fim de se equiparar aos rivais Botafogo e Fluminense, que tinham General Severiano e as Laranjeiras, respectivamente, como casas, e, assim, poder disputar as partidas da elite sem contestações, um requisito exigido na época pela AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Athleticos), responsável pela organização do principal campeonato do futebol carioca na época.



Porém, em 1924, quando o Vasco foi convidado para se filiar à AMEA – entidade criada pelos clubes da elite, entre eles o Fluminense -, mas com a condição de excluir os 12 jogadores de seu plantel que eram oriundos da classe operária, negros e analfabetos, por “não estarem em acordo com os padrões morais necessários para a prática do futebol”, o clube deu a famosa Resposta Histórica de 07 de abril de 1924, quando enviou uma carta por meio de seu presidente, José Augusto Prestes, negando a filiação, em uma resposta ao racismo e ao preconceito, fato que aumentou ainda mais a simpatia pelo clube e ajudou a enriquecer a história do Vasco, que levava cada vez mais gente por onde passava.
O Vasco só começou a disputar o campeonato da AMEA em 1925, após a liga permitir inscrever jogadores analfabetos, com salários subalternos e com empregos de predomínio de esforço físico (profissões braçais) que faziam parte da equipe cruzmaltina já em 1923. Nesse meio tempo, só em 1925 que o Flu conseguiu sua primeira vitória sobre o Vasco, um 5 a 1 válido pelo torneio estadual daquele ano. Em 1927, o cruzmaltino inaugurou seu estádio – São Januário – e se consolidou de vez como um dos principais clubes do Rio. O primeiro duelo contra o Flu em sua casa aconteceu em 03 de julho de 1927, e terminou empatado em 2 a 2. Três anos depois, em 1930, aconteceu a maior goleada da história do clássico: um 6 a 0 do Vasco pra cima do Flu, em São Januário, pelo Campeonato Carioca.
Primeiras decisões e o fator Ademir

Em 1931, aconteceu a primeira decisão entre cruzmaltinos e tricolores, no Torneio Início, antiga competição que determinava que todos os jogos fossem realizados num mesmo dia, no mesmo estádio, na abertura do Campeonato Carioca. O Vasco derrotou o Flu por 1 a 0, gol de Fausto, e ficou com o caneco. Em 1933, foi a vez do primeiro clássico na era profissional, que terminou com vitória tricolor por 3 a 1, nas Laranjeiras. No final daquela década, o Flu ostentou uma invencibilidade de sete jogos sem perder para o Vasco, com seis vitórias seguidas e um empate, com destaque para o 4 a 2 de 1940, nas Laranjeiras, e um 3 a 0 em pleno São Januário, em 1939. Para selar aquela grande fase tricolor – que foi campeão carioca em 1936, 1937, 1938, 1940 e 1941 -, a equipe aplicou sua maior goleada da história em cima do Vasco, pelo Carioca de 1941, em casa: 6 a 2.
Só que o troco vascaíno começou a vir a partir de 1943, quando o lendário Expresso da Vitória passou a desfilar suas virtudes pelo Rio e pela América e fez do Vasco o mais forte time do Brasil até meados de 1952. Com Barbosa, Danilo Alvim, Chico, Isaías, Lelé, Djalma e Ademir de Menezes, o Vasco acumulou vitórias marcantes sobre o Flu, com destaque para um inapelável 6 a 1 em 1943, em plena Laranjeiras; um 4 a 1 em 1945; um 5 a 1 também em 1945 e um 5 a 3 em 1947. No começo dos anos 1940, ainda aconteceu uma partida bem atípica. Em 02 de setembro de 1944, um clássico disputado nas Laranjeiras foi interrompido por causa de uma briga generalizada e só foi concluído em 06 de setembro, na Gávea. Mesmo com tanta confusão, apenas o vascaíno Alfredo, o causador da briga, foi expulso. Em território rubro-negro, o tricolor teve um gol anulado e se manteve o resultado do primeiro tempo em Laranjeiras: Fluminense 2×1 Vasco.


Foi nesse período que Ademir de Menezes se transformou em um carrasco do Flu, anotando seis gols. Principal centroavante brasileiro naquela época – ele seria artilheiro da Copa do Mundo de 1950 -, o Queixada virou objeto de desejo da diretoria tricolor. Com isso, o técnico do Flu, Gentil Cardoso, fez um desafio: “Deem-me Ademir que eu lhes darei o campeonato”. Como o craque não tinha passe fixo e não havia recebido um tostão do prêmio extra do título estadual de 1945, Ademir foi para o Flu já na temporada de 1946, e, para a alegria dos tricolores, barbarizou.
Jogando ao lado de Pedro Amorim, Careca, Orlando Pingo de Ouro e Rodrigues, o craque marcou 24 gols em 23 jogos e foi um dos responsáveis pela marca de 97 gols anotados pelo Flu na campanha do título carioca de 1946, conquistado com uma vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo com gol, claro, de Ademir. O Queixada fez valer a lei do ex e anotou cinco gols em cima do Vasco entre 1946 e 1947. Em um dos duelos no período, válido pelo Carioca de 1946, Ademir fez o gol da vitória por 2 a 0 no primeiro clássico após sua saída de São Januário, que teve muitas vaias por parte da torcida cruzmaltina, mas um gol cheio de raiva de Ademir, que partiu em direção ao goleiro Barbosa, o driblou e fuzilou. Por outro lado, o Vasco foi campeão do Torneio Municipal de 1946 em cima do Flu, com o troco tricolor em 1948, quando venceu o rival após três jogos desempates.
Em 1947, Ademir continuou como principal jogador do Flu e marcou 16 gols no Carioca daquele ano, mas o troféu ficou com o super Vasco, que voltou a conversar com o craque para um retorno já em 1948. Com muito carinho pelo clube, o Queixada retornou a São Januário para uma era ainda mais brilhante e mais 8 gols em jogos contra o Flu. Ele anotou 14 gols em cima do tricolor vestindo as cores do Vasco.
Era Maracanã, final de 1984 e Libertadores

Em 1950, com a inauguração do Maracanã, o Clássico dos Gigantes ganhou um novo cenário para mais histórias. O primeiro duelo no Templo do Futebol aconteceu em 1º de outubro daquele ano e terminou com vitória do Flu por 2 a 1. Com Castilho, Pinheiro, Silas e Didi, o Flu conseguiu bater de frente com o Expresso e fez a festa da torcida. No jogo seguinte, porém, o Vasco aplicou 4 a 0 e deu o troco em sua primeira vitória sobre o rival no Maraca. A partir dali, os jogos seriam quase sempre no então “maior do mundo”, com um ou outro jogo em São Januário. O Estádio das Laranjeiras só receberia um outro Clássico dos Gigantes em 1990.
Com o fim do Expresso, o Vasco perdeu força no final dos anos 1950 e viu o Flu dominar boa parte dos jogos naquela época, com destaque para o artilheiro Waldo, que marcou 12 gols em cima do cruzmaltino e se transformou no maior goleador tricolor no clássico. O craque brilhou em uma sequência de cinco vitórias seguidas do Flu entre 1959 e 1960, quando marcou cinco gols, três deles no 3 a 2 de 1960, válido pelo Torneio Rio-SP. Em novembro de 1967, com gols de Cláudio e Rinaldo, o Fluminense venceu o Vasco por 2 a 0 pelo Campeonato Carioca. Entretanto, a partida que contava com cerca de 50 mil torcedores no Maracanã terminou aos 35′ do segundo tempo após o árbitro Cláudio Magalhães expulsar 17 jogadores envolvidos em uma briga generalizada.


Em 1970, quando o Flu levantou seu primeiro título nacional, a campanha tricolor teve uma vitória por 3 a 0 (dois gols de Lula e um de Mickey) sobre o Vasco. Foi nesse período que o Flu emendou 13 jogos sem perder para o rival, entre 1969 e 1971, a maior série invicta da história do clássico.
Nos anos 1970, o clássico teve um curioso período repleto de empates ou vitórias magras. Foram seis empates de 0 a 0 entre 1972 e 1973 e nove vitórias pelo placar mínimo entre 1971 e 1974, até os 5 a 1 do Flu em setembro de 1974 – com show de Gil, autor de três gols – quebrar esse marasmo. No ano seguinte, o Flu venceu o Vasco por 4 a 1 com mais dois gols de Gil. Em 1976, o Flu foi bicampeão carioca em cima do cruzmaltino e consagrou de vez sua Máquina Tricolor com a vitória por 1 a 0 em outubro de 1976, gol de Doval, na prorrogação, triunfo que sacramentou o caneco do timaço de Carlos Alberto Torres, Pintinho, PC Caju, Rivellino e companhia. Aliás, foi contra o Vasco que Rivellino marcou um de seus maiores gols da carreira, após aplicar um elástico no adversário, invadir a área e fazer o gol no 1 a 0 pelo Carioca de 1975.

Por outro lado, a década de 1970 marcou o início da máquina de gols vascaína chamada Roberto Dinamite, que se tornou ao longo dos anos o maior artilheiro da história do Clássico dos Gigantes com inalcançáveis 36 gols! Em 1980, foi a vez do Flu dar outra volta olímpica sobre o rival após vencer a final do Carioca daquele ano por 1 a 0, gol do zagueiro Edinho, diante de 108 mil pessoas no Maracanã. No ano seguinte, o Vasco eliminou o Flu nas oitavas de final do Brasileirão após vitória por 2 a 0 no jogo da ida e derrota por 3 a 2 na volta, insuficiente para atrapalhar a classificação cruzmaltina.


Em 1984, o Flu voltou a se dar bem sobre o rival em um momento histórico: na final do Campeonato Brasileiro daquele ano, a primeira entre clubes do Rio. Com um timaço embalado pelo Casal 20 Washington e Assis, o Flu derrotou o Vasco por 1 a 0 no primeiro jogo – gol de Romerito – e segurou o 0 a 0 na partida decisiva para levantar seu segundo título nacional e fazer valer a máxima de que o tricolor sempre se dava bem contra o Vasco em jogos finais. Aqueles jogos de 1984 foram, sem dúvida, os mais importantes entre a dupla até hoje. A finalíssima foi também o jogo com maior público da história do clássico: 128.781 pessoas.


No ano seguinte, Fluminense e Vasco levaram pela primeira vez um clássico carioca para a Copa Libertadores. Como campeão e vice do Brasil, respectivamente, ambos disputaram a competição continental de 1985 e duelaram pelo Grupo 1, ao lado de Argentinos Juniors-ARG e Ferro Carril Oeste-ARG. No jogo do turno, empate eletrizante em 3 a 3, mas que teve o Flu como vencedor por conta da escalação irregular de Gersinho, do Vasco. No returno, o empate sem gols foi ruim para os dois, que acabaram eliminados, pois na época apenas o líder da chave avançava para a fase seguinte – o Argentinos Juniors se classificou e terminou campeão.
Reviravolta vascaína

Após ser eliminado pelo Flu nas quartas de final do Brasileirão de 1988, o Vasco conseguiu derrotar o rival na final do Campeonato Carioca de 1993, graças ao artilheiro Valdir, autor dos dois gols da vitória por 2 a 0 no primeiro jogo que ajudou o cruzmaltino a alcançar o placar de 3 a 2 após três jogos. Valdir, aliás, seria um notável carrasco do Flu naqueles anos 1990, alcançando 14 gols em duelos contra o tricolor. Nos anos seguintes, o Vasco ainda acumulou grandes vitórias sobre o Flu, aproveitando a péssima fase do clube na metade da década de 1990, e aplicou um 4 a 1 em 1994, um 4 a 2 em 1996 e um 5 a 3 também em 1996.

Em 1998, ano do centenário do Vasco, o cruzmaltino venceu o Flu pelo Campeonato Carioca por 4 a 3. Em 1999, pelo Carioca, o Vasco aplicou um 3 a 0 sobre o tricolor no último clássico carioca da história do Maracanã com mais de 100 mil pessoas: foram 126.619 torcedores naquele dia 21 de março de 1999. Aliás, na década de 1990, o Vasco ostentou uma hegemonia marcante sobre o Flu e que foi crucial para ultrapassar o rival na contagem histórica: entre fevereiro de 1992 e abril de 2000, por exemplo, foram 22 vitórias do Vasco, 10 empates e apenas 5 vitórias do Flu.
Só em 2000 que o Flu conseguiu uma desforra ao eliminar o rival nas oitavas de final da Copa do Brasil após dois empates e avançando graças ao critério do gol qualificado. Mas, em 2003, o Vasco fez a festa sobre o rival com o título do Carioca daquele ano celebrado em cima do tricolor, após vitória por 2 a 1 na final – esta foi a última final estadual entre ambos, depois, só decidiram turnos do Carioca. Em 2006, foi a vez do Vasco eliminar o tricolor na semifinal da Copa do Brasil, após vitória por 1 a 0 na ida e empate em 1 a 1 na volta. Na final, porém, o cruzmaltino acabou derrotado pelo outro rival, o Flamengo.



Em 2025, o Clássico dos Gigantes ganhou um novo capítulo especial com os duelos válidos pelas semifinais da Copa do Brasil. No primeiro jogo, realizado no Maracanã, o Vasco saiu atrás do placar, mas virou para 2 a 1 e levou a vantagem do empate para a volta, também no Maraca. O Flu venceu por 1 a 0 e o jogo foi para os pênaltis. Na marca da cal, Léo Jardim brilhou, defendeu duas cobranças e colocou o Vasco na final. O triunfo desempatou o histórico entre os duelos válidos pela Copa do Brasil, pois cada um havia vencido uma disputa (Flu, em 2000, e Vasco, em 2006). Em 2026, o confronto voltou a se repetir, dessa vez nas oitavas de final, e de novo deu Vasco: empate em gols no primeiro jogo e vitória por 3 a 1 no segundo. Agora, o cruzmaltino vence o rival na somatória de duelos no torneio por 3 a 1.
Curiosidades:
- Em confrontos eliminatórios (excluindo finais), a vantagem é vascaína: em 14 duelos, foram 8 vitórias cruzmaltinas e 5 do Flu;
- Nas 16 finais diretas entre a dupla, há empate: foram 8 vitórias do Flu e 8 vitórias do Vasco. Mas, quando colocamos na balança o peso das finais, a vantagem é tricolor, que venceu o Campeonato Brasileiro de 1984 e os Cariocas de 1976 e 1980. Os títulos mais importantes do Vasco sobre o rival foram os Campeonatos Cariocas de 1993 e de 2003;
- O maior público da história do clássico foi no segundo jogo da final do Brasileirão de 1984: 128.781 pessoas no Maracanã, em 27 de maio de 1984;
- O milésimo gol do clássico foi anotado por Thiago Neves, do Fluminense, na vitória tricolor por 2 a 1 válida pelo Brasileirão de 2012, que teve o Flu como campeão;
- O jogo com maior número de gols da história do clássico foi o Fluminense 5×4 Vasco de 06 de abril de 1947.

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Esse duelo tem história. Como mostrado no texto, Fluminense da aristocracia e o Vasco com os camisas negras e sua faceta de time popular! E ainda com a Resposta Histórica de 1924, fato marcante! Realmente um clássico! De Gigantes!
Mandou bem, Imortais! Esse clássico é histórico e esse site já é histórico! Abraço e já se prepare para 2026!