Por Guilherme Diniz
Nome: Estádio Olímpico Monumental
Localização: Porto Alegre (RS), Brasil
Inauguração: 19 de setembro de 1954
Fechamento: 17 de fevereiro de 2013
Partida Inaugural: Grêmio 2×0 Nacional-URU, 19 de setembro de 1954
Primeiro gol: Vítor, do Grêmio, em 1954
Último gol: Werley, do Grêmio, em 2013
Proprietário: Grêmio FBPA
Capacidade: 45.000 pessoas
Recorde de público: 98.421 pessoas (85.720 pagantes) no jogo Grêmio 0x1 Ponte Preta, 26 de abril de 1981.
Foram quase 60 anos de paixão. A maioria das grandes histórias gremistas foram escritas ali, naquele gramado rodeado por arquibancadas que ostentavam uma torcida monumental e que fazia jus ao nome da sua casa. Vê-lo abandonado entristece qualquer amante do futebol. Mas quem o viu em sua plenitude jamais esquece dos jogos memoráveis, das decisões, das brigas, dos Gre-Nais. Foi nele que o Grêmio levantou sua primeira Copa Libertadores, em 1983, em cima de um Peñarol campeão do mundo. Foi nele que o tricolor levantou sua primeira Copa do Brasil, em 1989, que foi também a primeira de toda a história. Foi nele que a torcida vibrou com a segunda Copa do Brasil, em 1994, e ainda com a conquista do Campeonato Brasileiro de 1996, no gol dramático de Aílton. E foi nele que campanhas vencedoras foram construídas na base do grito, da raça e do impossível. O Estádio Olímpico Monumental foi, sem dúvida, um dos maiores caldeirões do futebol brasileiro e sul-americano e um ícone do Grêmio e de sua história. Embora esteja prestes a ser demolido, não podemos jamais apagar a rica história de um lugar tão importante. É hora de relembrar.
Sumário
Da Baixada ao Olímpico

Fundado em 1903, o Grêmio teve como primeira casa o Estádio da Baixada, também conhecido como Fortim da Baixada, inaugurado em 1904 no bairro Moinhos de Vento, área nobre de Porto Alegre. Com capacidade para pouco mais de 15 mil torcedores, o estádio era acanhado, tinha arquibancadas de madeira e viu o primeiro Gre-Nal da história: os 10 a 0 do tricolor pra cima dos colorados, placar até hoje jamais igualado ou superado no confronto. O Grêmio jogou na Baixada por 50 anos, até a diretoria gremista traçar um plano para a construção de um novo e moderno estádio que pudesse abrigar sua crescente torcida e ter uma casa maior do que a do rival Inter, que jogava no Estádio dos Eucaliptos na época e teve sua casa como uma das sedes da Copa do Mundo de 1950, algo que encheu de orgulho os colorados.
O então presidente do Grêmio, Saturnino Vanzelotti, foi o responsável por dar início ao sonho de um novo estádio. Em 1950, a direção adquiriu um terreno de cerca de 73 mil metros quadrados no bairro Azenha, região mais central da cidade, com o objetivo de construir um estádio moderno e imponente. A escolha do local foi estratégica: de fácil acesso em comparação ao antigo estádio da Baixada. O projeto vencedor foi de autoria do arquiteto Plínio Oliveira Almeida e a construção contou com o apoio da torcida, que se mobilizou em campanhas para arrecadar fundos. A própria venda de cadeiras e títulos patrimoniais ajudou a custear as obras, que começaram em 1951.

A ideia era construir o maior estádio particular do mundo, com capacidade para mais de 90 mil pessoas, arquibancadas amplas e uma pista de atletismo em volta do gramado, possibilitando a prática de vários esportes. O objetivo era erguer um estádio funcional, com boas condições de visibilidade e espaço para futura expansão – algo que, de fato, aconteceria décadas depois. No entanto, como os recursos financeiros não foram suficientes para isso, o estádio teve sua primeira etapa concluída em 1954 ainda sem os lances duplos de arquibancadas. O desenho do estádio era típico de meados do século XX:
- Arquibancadas de concreto apenas em parte do estádio – a principal ficava no setor das sociais, coberta, destinada a sócios e cadeiras;
- Arquibancadas descobertas nos setores opostos, atrás de um dos gols e em parte das laterais;
- Setores provisórios de madeira também foram usados em alguns pontos, para aumentar a capacidade inicial;
- Pista de atletismo em volta do campo, como era comum em estádios da época, o que afastava um pouco os torcedores do gramado;
- Geral (parte térrea, próxima ao campo), permitindo grande aproximação da torcida – tornou-se uma marca registrada do estádio.



Na inauguração, o Olímpico comportava cerca de 38 mil pessoas, número bastante expressivo para o futebol brasileiro dos anos 1950 e que colocava o estádio entre os maiores do país, atrás apenas do Maracanã, de São Januário e do Pacaembu. A inauguração do Estádio Olímpico – nome criado para remeter ao “espírito olímpico de superação, grandeza e universalidade”, valores que o clube queria associar à sua nova casa – foi uma partida amistosa contra o Nacional-URU, em 19 de setembro de 1954, e teve tudo o que o torcedor gremista sempre gostou: emoção, catimba, brigas e vitória, claro.
Os jogadores tricolores entraram em campo pilhados pelo técnico húngaro László Székely, que rechaçou a todos que o Grêmio não poderia perder aquele jogo de maneira alguma. Com isso em mente, os atletas jogaram com muita raça e a partida teve confusão, jogador com camisa rasgada e até os dirigentes do Grêmio pedindo a substituição de um atleta tricolor pilhado demais – Camacho – para evitar problemas maiores. No segundo tempo, enfim, Vítor anotou de primeira, do meio da área, o primeiro gol da história do Olímpico. Minutos depois, Vítor marcou mais um e fechou a vitória por 2 a 0. O tricolor estreava com o pé-direito em sua nova casa – apesar de ter perdido o primeiro Gre-Nal, em setembro de 1954, por 6 a 2…
Fim da fila e reformas

Dois anos após a inauguração, o Grêmio celebrou o título do Gaúcho de 1956 e encerrou um incômodo jejum de sete anos sem títulos estaduais. O caneco inspirou o tricolor a novas conquistas e a uma hegemonia no estado graças ao pentacampeonato de 1956-1960 e ao heptacampeonato de 1962-1968, este no embalo do artilheiro Alcindo, grande ídolo tricolor e carrasco do Inter. Nesse período, o Grêmio ampliou as arquibancadas atrás dos gols e consolidou a “geral” como o espaço mais popular e barulhento do estádio, além de a capacidade aumentar para cerca de 50 mil pessoas.
Nos anos 1970, novas arquibancadas de concreto começaram a ser erguidas no anel superior, que começaria a ser preenchido em sua totalidade e aumentava cada vez mais a capacidade do estádio, que já alcançava as 70 mil pessoas. O Olímpico se consolidava como um dos maiores estádios do país, superando com folga outros palcos particulares de clubes. Porém, o rival Inter inaugurou seu novo estádio, o Beira-Rio, e ainda passou a dominar o Campeonato Gaúcho com oito títulos seguidos, além de levantar dois Brasileirões – 1975 e 1976 – com um esquadrão emblemático. Com capacidade para mais de 100 mil pessoas, a casa do Inter virou uma “afronta” ao Grêmio, que precisava aumentar e concluir seu estádio o quanto antes.



Por isso, a torcida conseguiu ajudar o clube a comprar cimento e outros itens de construção e, de 1977 até 1980, fez o Grêmio concluir, enfim, seu estádio. Oberdan, André Catimba, Baltazar, entre tantos outros, chegavam a discursar pelo interior do estado pedindo apoio dos tricolores para equiparar o Olímpico ao Beira-Rio – ao longo do período da construção, foram doados 26 mil sacos de cimento pelos torcedores. Como prêmio por tudo isso, o Grêmio acabou com a farra do Inter no Campeonato Gaúcho de 1977 e impediu um eneacampeonato colorado ao vencer por 1 a 0 um Gre-Nal decisivo no Olímpico, em gol de André Catimba, que, na comemoração, ao tentar dar uma cambalhota, sentiu dores e caiu de cara no chão.
“Eu vinha na velocidade do gol, cheio de alegria. Me empolguei e resolvi dar um salto mortal. Quando saltei, senti um estiramento na virilha. Tentei voltar, mas aí era tarde. Caí de cara no chão, desloquei o punho. E o testículo inchou demais. Passei dois meses só olhando, sem poder fazer nada, “na seca”… Mas valeu a pena”, contou Catimba, anos depois, ao GE.
“O Grêmio nasceu ali, naquele jogo. Essa que é a verdade. O Grêmio vitorioso de hoje, forte contra todos os times, temido, campeão brasileiro, da América e do mundo surgiu ali, naquele gol, naquele jogo. Foi a virada do Grêmio. Para mim, o ano de 1977 é tão marcante quanto o ano de 1983”, confidenciou Tarciso, ídolo gremista, em entrevista ao GE em novembro de 2012.
Nasce o Olímpico Monumental

Por tudo o que envolveu a grande obra de conclusão do anel superior de arquibancadas, o Grêmio promoveu uma partida de reinauguração de seu estádio em 1980, já com capacidade para mais de 90 mil pessoas. O jogo aconteceu em 21 de junho de 1980, contra o Vasco de Roberto Dinamite, e deu Grêmio: 1 a 0. A partir daquele dia, o estádio passaria a se chamar Olímpico Monumental, uma homenagem ao tamanho do estádio e a façanha que a torcida conseguiu realizar para dar aquela conquista ao seu clube de coração. O “novo” Olímpico trouxe louros imediatos ao Grêmio. Em 1981, o clube conquistou seu primeiro Campeonato Brasileiro com grandes jogos realizados no estádio, entre eles um curioso e que virou a “mais saborosa derrota” do clube.

Após derrotar a Ponte Preta no primeiro jogo da semifinal por 3 a 2, o Grêmio entrou no Olímpico para a volta, em 26 de abril de 1981, podendo até perder que estaria em sua primeira final nacional. Pois a torcida tricolor esgotou os ingressos e impressionantes 98.421 pessoas lotaram as arquibancadas!
“Quando entramos no gramado, sentimos a sensação de haver muito mais gente que o normal. A gente sabia da importância. Era a primeira chance concreta de chegar a uma final, algo inédito! Havia uma expectativa muito grande da torcida”. – Baltazar, atacante do Grêmio em 1981, em entrevista ao globoesporte.com, 21 de setembro de 2012.

Quando a bola rolou, o jogo ficou dramático logo aos 20’, quando Osvaldo – que jogaria no Grêmio anos depois – marcou o primeiro gol da Ponte. O Grêmio não jogou bem e se concentrou mais nas ações defensivas, além de um grande jogo do lendário goleiro Emerson Leão. Ao apito do árbitro, a derrota não atrapalhou o sonho gremista, que foi para a final contra o São Paulo. Na ida, no Olímpico com mais de 70 mil pessoas, vitória por 2 a 1 – dois gols de Paulo Isidoro. Na volta, no Morumbi, o Grêmio venceu por 1 a 0 e celebrou seu primeiro título brasileiro.
No ano seguinte, o bi quase veio, mas o Flamengo de Zico derrotou o tricolor por 1 a 0 no Olímpico e ficou com o caneco. A torcida continuava sedenta por uma festa ali, na casa que ela ajudou a construir. Pois ela veio da maior maneira possível. Em 1983, o Grêmio disputou sua primeira final de Copa Libertadores da América. O adversário foi o temido Peñarol, campeão da América e do mundo em 1982. No primeiro jogo, e Montevidéu, empate em 1 a 1. Na volta, em um Olímpico transbordando gente – mais de 80 mil pessoas -, Caio e César fizeram os gols da vitória dramática por 2 a 1 sobre os aurinegros, dando o título aos gaúchos e coroando um time com Mazarópi, Renato, Tarciso, Tita e Paulo Roberto, além do capitão Hugo De León, cuja imagem levantando a taça com sangue na cabeça foi a síntese do que era preciso para vencer o torneio naquela época: futebol e muita, mas muita garra.


Dali, o Grêmio partiu para o Japão e derrotou o Hamburgo-ALE por 2 a 1 para ficar com o título mundial. Nada poderia ser maior, como tanto evocou – e evoca – a torcida gremista desde então. Tempo depois, o Grêmio enfrentou o rival Inter, em 1984, no jogo de troca de faixas do campeão gaúcho (Inter) e o campeão do mundo (Grêmio). E o tricolor venceu por 4 a 2. No mesmo ano, o Grêmio tentou o bicampeonato continental, mas quem brilhou foi o Independiente de Bochini e Burruchaga, que deu cátedra no Olímpico e venceu por 1 a 0, ficando com o título graças ao 0 a 0 da volta, em Avellaneda.
Nobre palco de festas

Nos anos seguintes, o Olímpico se transformou em um cenário de festas e títulos históricos do Grêmio. Foram mais seis Campeonatos Gaúchos entre 1985 e 1990 e ainda a primeira edição da Copa do Brasil de 1989, celebrada pra cima do Sport após vitória por 2 a 1, gols de Assis e Cuca. Em 1994, foi a vez de levantar outra Copa do Brasil em casa, gol de Nildo, no 1 a 0 sobre o Ceará. O título levou o Grêmio à Libertadores de 1995, na qual o tricolor fez jogos memoráveis e alcançou o bicampeonato. Entre eles, destaque para os 5 a 0 sobre o Palmeiras, nas quartas de final, com três gols de Jardel. No primeiro jogo da final, contra o Atlético Nacional-COL de Higuita, o Grêmio venceu por 3 a 1 e, com o empate em 1 a 1 na Colômbia, na volta, foi bicampeão.




Naqueles mágicos anos 1990, o Olímpico recebeu mais obras e reformas. Por conta da pressão internacional para que os estádios tivessem melhores acessos, divisões de torcidas e controles de entrada e saída, foram instalados no casarão gremista cercamentos, grades e catracas mais modernas, além de instalação de assentos numerados em todas as arquibancadas, reduzindo a capacidade do estádio gradualmente para 55 mil torcedores e, já nos anos 2000, para pouco mais de 45 mil. Além disso, o gramado foi rebaixado, recebeu novo sistema de drenagem e a iluminação também foi reforçada para transmissões de TV, que se tornavam cada vez mais frequentes e exigentes.
Em 1996, o Olímpico viveu outro momento histórico com a conquista do Campeonato Brasileiro pelo tricolor, que venceu a Portuguesa por 2 a 0, gols de Paulo Nunes e Aílton, este aos 84’, dando ao tricolor o título que faltava levantar em seu estádio. A partir daquele ano, a torcida tricolor não precisava cobrar mais nada, pois os maiores troféus possíveis na época já haviam passado pelo Olímpico: Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil.
Século XXI: O fim do Velho Casarão

Nos anos 2000, o Olímpico viveu intensamente os altos e baixos do Grêmio. Em 2001, viu o tricolor empatar em 2 a 2 o primeiro jogo da final da Copa do Brasil contra o Corinthians, resultado que manteve a equipe viva para vencer a volta, no Morumbi, por 3 a 1, e ficar com o caneco. Em 2004, viu o Grêmio realizar jogos terríveis que culminaram com o rebaixamento do clube. Em 2007, o ressurgimento tricolor aconteceu na Libertadores, quando o clube fez grande campanha e alcançou a final, mas não resistiu ao forte Boca Juniors de Riquelme e terminou com o vice após derrota por 2 a 0. O jogo foi marcante pelo fato de a torcida – mesmo sabendo da tarefa quase impossível do time reverter o placar de 3 a 0 do primeiro jogo – cantar sem parar e empurrar o imortal até o fim.

Naqueles anos 2000, a diretoria tricolor já começava a estudar a construção de uma nova casa que pudesse abrigar os jogos do clube, pois o Olímpico começava a ficar ultrapassado perto de outros estádios. Claro que a primeira ideia era reformar ou construir do zero um novo estádio no local do Olímpico, mas os dirigentes avaliaram que o tempo de vida da construção, alto custo de manutenção, segurança deficiente, estacionamento insuficiente e região altamente habitada eram alguns dos fatores que impediam a modernização. Com isso, era preciso buscar um novo local e parceiros para construir um novo estádio.
A captação começou em 2007 e a OAS foi a escolhida para iniciar o projeto. A região escolhida foi um terreno no bairro Humaitá, próximo ao aeroporto Salgado Filho. Em outubro de 2009, o clube comprou o terreno da futura Arena por 50 milhões de reais e as obras começaram em setembro de 2010, com um ato simbólico no qual o antigo capitão gremista Hugo De León levou um pedaço de grama do Olímpico e o plantou no terreno da futura Arena. O novo estádio foi inaugurado em 2012.
Enquanto tudo aquilo ocorria, o Olímpico começava a ficar distante e na memória. Em 2012, a torcida começou a se despedir gradualmente de sua antiga casa com muita tristeza e até revolta pelo fato de a diretoria não ter insistido em reformar o Velho Casarão, apelido que marcou o Olímpico. Cada mês que se passava, mais perto o adeus ficava. Em 02 de dezembro de 2012, um lindo domingo de sol, o último Gre-Nal foi realizado no Olímpico Monumental, pelo Brasileirão, e teve de tudo: acampamento de torcedores na porta do estádio, churrasco, desfile de grandes ídolos antes do jogo como Paulo Nunes, Carlos Miguel, Dinho, Tcheco, André Catimba, Tarciso, Renato Sá, Tadeu Ricci, Sérgio Lopes, Ancheta, Baideck, Luís Carlos Goiano, Paulo Roberto, Zé Alcino, Mazaropi, Danrlei e Jardel, muito choro e emoção.



Em campo, o jogo teve desentendimentos, cinco expulsões, foguete jogado no campo, provocação da torcida do Inter em bandeirão com o rosto de Larry, dono de quatro gols no primeiro Gre-Nal do Olímpico lá em 1954, e placar de 0 a 0. Nos dias seguintes, o clube removeu traves, algumas cadeiras e limpou o local. No começo de 2013, foram realizadas mais quatro partidas pelo Campeonato Gaúcho, com a última em 17 de fevereiro de 2013, na vitória tricolor por 1 a 0 sobre o Veranópolis. A partir daquele dia, oficialmente, o Olímpico nunca mais receberia jogos de futebol.
Para sempre na memória

O Grêmio deveria ceder o Olímpico às empresas envolvidas na construção de sua Arena em 2013, mas isso nunca aconteceu pelo fato de a Arena ter sido colocada como garantia da dívida do financiamento para construção do estádio. Com isso, o Olímpico ficou em um limbo judicial e abandonado, tomado pelo tempo, pelo mato e até por árvores que cresceram no gramado. Só em julho de 2025, com a compra da gestão da Arena pelo empresário Marcelo Marques, que um futuro para o estádio deve se tornar realidade, pois o empresário pagou R$ 80 milhões para assumir parte da dívida, e o clube, R$ 20 milhões. Assim, a Arena deixa de estar alienada judicialmente e será em definitivo do clube. Assim, ele poderá entregar o Olímpico às empresas OAS 26 e Karagounis, ligada à Caixa Econômica Federal.





A ideia é construir um conjunto residencial e comercial no entorno do estádio, preservando parte de sua estrutura histórica, mas também estuda-se a demolição total. Ainda sem um futuro concreto, o Olímpico Monumental segue em pé, degradado pelo tempo, mas ainda no imaginário de uma torcida que viveu intensamente décadas de glórias e momentos inesquecíveis no Velho Casarão.
Curiosidades:
- O maior artilheiro da história do Olímpico foi Alcindo, com 129 gols em 186 jogos. Depois dele, vêm Tarciso, com 127 gols, Gessy, com 84 gols e Juarez, com 74 gols;
- O ex-presidente Saturnino Vanzelotti, responsável pelo nascimento do Olímpico, foi sepultado no cemitério João XXIII, vizinho ao estádio. A posição de seu túmulo, de frente para o Olímpico que erguera, era um pedido do próprio ex-presidente, em repetidas conversas entre amigos e familiares;
- Em 2024, em meio à tragédia das enchentes que atingiram Porto Alegre, o Olímpico Monumental virou posto de arrecadação de mantimentos e doações às vítimas. O antigo estádio foi a única propriedade do Grêmio que não foi atingida pelas enchentes;
- O retrospecto do Grêmio em sua antiga casa foi memorável:
Jogos: 1767
Vitórias: 1159
Empates: 381
Derrotas: 227
Gols Pró: 3510
Gols Sofridos: 1306
Saldo de Gols: 2204
- A seleção brasileira disputou quatro jogos em sua história no Olímpico, venceu todos e não levou nenhum gol: bateu a Bulgária, em 1981, por 3 a 0 (amistoso); venceu o Paraguai, em 1987, por 1 a 0 (amistoso); venceu a Iugoslávia, em 1994, por 2 a 0 (amistoso); e derrotou o Paraguai, em 2001, por 2 a 0 (Eliminatórias para a Copa);
- Alguns artistas fizeram shows históricos no Olímpico, entre eles Sting, Rod Stewart, Eric Clapton, Roger Waters, Rush, Lenny Kravitz e Madonna (este o último show realizado);
- Em Gre-Nais disputados no Olímpico, o Grêmio venceu 41 jogos, empatou 48 e perdeu 34, anotando 152 gols e sofrendo 132.
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