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Jogos Eternos – Internacional 1×0 Barcelona 2006

Data: 17 de dezembro de 2006

O que estava em jogo: o título do Mundial de Clubes da FIFA de 2006.

Local: Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama, Japão.

Árbitro: Carlos Batres (Guatemala)

Público: 67.128 pessoas

Os Times:

Internacional-BRA: Clemer; Ceará, Índio, Fabiano Eller e Rubens Cardoso; Edinho, Wellington Monteiro, Alex (Vargas, intervalo) e Fernandão (Adriano Gabiru, aos 30’ do 2ºT); Alexandre Pato (Luiz Adriano, aos 15’ do 2ºT) e Iarley. Técnico: Abel Braga.

Barcelona-ESP: Valdés; Zambrotta (Belletti, intervalo), Puyol, Rafa Márquez e Van Bronckhorst; Thiago Motta (Xavi, aos 13’ do 2ºT), Iniesta, Deco e Giuly; Ronaldinho Gaúcho e Gudjohnsen (Ezquerro, aos 42’ do 2ºT). Técnico: Frank Rijkaard.

Placar: Internacional 1×0 Barcelona. Gol: Adriano Gabiru-INT, aos 37′ do 2ºT.

 

“Mundo Colorado”

Por Guilherme Diniz

Havia uma certeza antes da final do Mundial de Clubes da FIFA de 2006: o Barcelona seria campeão do mundo. Mas aquela certeza era infundada. Todos ainda se apegavam ao passado, ao time que até maio daquele ano era, de fato, uma máquina: multicampeão na Espanha e campeão da Europa com Ronaldinho fazendo mágica, Deco um maestro no meio de campo e muito bem acompanhado por Giuly, Iniesta e companhia, um sistema defensivo bem organizado com Puyol, Rafa Márquez, Van Bronckhorst e Zambrotta e um ataque onde Eto’o imperava junto com o Bruxo. Mas, após a final europeia de Saint-Denis, o Barcelona começou a esmaecer. E seu Bruxo parou de fazer bruxarias. Poucos perceberam. Exceto a comissão técnica e o elenco do Internacional, adversário dos blaugranas na final no Japão.

Campeões da América, os colorados notaram ao longo dos meses que o Barcelona havia caído de rendimento. E que vencer aquele time era possível. Principalmente pela qualidade que tinha o grupo brasileiro. Já no Japão, ouviram de várias pessoas que perderiam, que não teriam chance alguma. Mas, em campo, o Inter fez um jogo digno de sua história. 

Conseguiu marcar a saída de bola catalã com inteligência tática, como o esquadrão bicampeão brasileiro dos anos 1970. Não desgrudou de Ronaldinho e o marcou como se ele estivesse com a camisa do Grêmio. E, no segundo tempo, marcou o gol que tanto sonhou em um contra-ataque digno do Rolo-Compressor dos anos 1940 ou dos invencíveis de 1979, em bela jogada de Iarley, concluída pelo reserva Adriano Gabiru. O Barça tentou o empate, mas parou em Clemer – incorporando Ivo Winck, Manga, Benítez e Taffarel -, e na falta de pontaria. O mundo era do Inter. Era colorado. É hora de relembrar o Internacional 1×0 Barcelona 2006.

Pré-jogo

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Título da Libertadores foi o passaporte para o Inter seguir rumo à decisão do Mundial de 2006.
 

Após a inédita e dramática conquista de sua primeira Copa Libertadores, diante do então campeão do mundo São Paulo, o Internacional iniciou imediatamente os preparativos para a disputa do Mundial de Clubes da FIFA, que na época ainda era disputado com os campeões da cada continente e não com 32 equipes como passou a ser em 2025. Embora tenha perdido algumas peças importantes como Rafael Sóbis (autor dos dois gols do primeiro jogo da final da Liberta), Tinga, Jorge Wagner e Bolívar, o Colorado manteve a espinha-dorsal do elenco que tinha Clemer, Fabiano Eller, Índio, Ceará, Edinho, Alex e Fernandão e agregou o meia Iarley e os atacantes Luiz Adriano e Alexandre Pato, estes dois das categorias de base e que ganharam espaço sob o comando do técnico Abel Braga.

Ao contrário do que normalmente acontece com equipes campeãs da América, o Inter não caiu de rendimento no Brasileirão e seguiu competitivo, utilizando o torneio como teste e preparação para o Mundial. Prova disso é que o colorado terminou como vice-campeão brasileiro, sete pontos atrás do São Paulo, campeão daquele ano. A comissão técnica do Inter fez um intenso trabalho de estudo dos adversários do clube no Mundial e focou, claro, no Barcelona. Ao longo dos meses, ficou claro que o time catalão não era mais o mesmo do primeiro semestre e que o Inter tinha, sim, chances de competir. Roberto Moreno, olheiro do clube na época, passou valiosas informações ao técnico Abel Braga, que teve certeza de que poderia vencer.

“Fizemos um esquema em que Fernandão era o atacante centralizado, mas sem bola ele deveria focar no Thiago Motta, para que ele não recebesse a bola. E o Barcelona se perdeu muito nisso”, comentou Abel Braga, anos depois, em entrevista à ESPN.

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Pato foi um dos destaques do Inter no segundo semestre.
 

No relatório de Moreno, Puyol era tido como um ponto fraco da zaga blaugrana em disputas de velocidade e Gudjohnsen, atacante islandês que jogaria no lugar de Samuel Eto’o, lesionado, “se jogasse no Brasil, seria taxado como grosso”, segundo o olheiro. Ele ainda acrescentou que o centroavante “não possui boa técnica, mas esse islandês tem presença de área”. Mas o grande foco do Inter era Ronaldinho, melhor do mundo em 2004 e 2005 e principal nome do Barça na época. O meia, após a UCL, vinha em baixa e o desempenho pífio na Copa do Mundo da FIFA, na qual ele fracassou juntamente com a estrelada seleção brasileira, só comprovou que a fase não era boa. 

Sem o brilho e a genialidade, parecia que o Bruxo não tinha mais vontade de jogar e competir. E isso se aplicava ao Barça, que perdeu a final da Supercopa da UEFA para o Sevilla por acachapantes 3 a 0 e vinha entre altos e baixos no Campeonato Espanhol.

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Puyol e Ronaldinho com a taça da Liga dos Campeões. Foto: GABRIEL BOUYS/AFP/Getty Images.
 

“Acho que consideraram o Inter de qualidade inferior. Não sei se entraram com salto alto, mas sem foco que cabe a uma final de Mundial de Clubes. Foi um degrau a mais na decomposição de um time que chegou ao topo e não teve a fome de se manter”, Joaquim Piera, do Diário Sport (ESP), em entrevista ao globoesporte.com, 07 de junho de 2020.

Na semifinal, o Inter passou pelo Al-Ahly-EGI com vitória por 2 a 1 (gols de Alexandre Pato e Luiz Adriano) e o Barcelona goleou o América-MEX por 4 a 0 (gols de Gudjohnsen, Rafa Márquez, Ronaldinho e Deco). Claro que a diferença dos placares dos finalistas aumentou ainda mais o favoritismo do Barcelona, mas o clube espanhol não demonstrava muito conhecimento sobre o Inter. 

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Luiz Adriano marcou um dos gols da vitória sobre os egípcios.
 
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Contra o América, Barça goleou e chegou ainda mais favorito. Foto: KAZUHIRO NOGI/AFP via Getty Images
 

“A equipe chegou com confiança demasiada após golear o América. Se viam muito superiores ao Inter. Tempos depois, os próprios jogadores assumiram que não fizeram uma boa preparação, que não tinham referências do Inter para enfrentar aquela partida. Sobrava qualidade, mas teve aquela surpresa, principalmente com o gol no fim. Depois, não conseguiram reagir”, lembrou Joaquim Piera, na mesma entrevista ao globoesporte.com.

No dia do jogo, no Estádio Internacional de Yokohama, mesmo palco dos títulos mundiais da seleção brasileira, em 2002, e do São Paulo, em 2005, o Inter entrou ávido e pronto para a partida mais importante de sua história. Vencer aquele título seria a coroação de uma temporada inesquecível e que colocaria fim à gozação que os torcedores sofriam do rival Grêmio desde dezembro de 1983, quando o tricolor bateu o Hamburgo-ALE e conquistou o Mundial Interclubes. E, com a presença de um ex-gremista (Ronaldinho) naquela final, o Inter tinha um motivo extra para vencer. Seria, para o colorado, um Gre-Nal. Mas do outro lado mundo.

Primeiro tempo – Controle

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Pato e Iniesta. Foto: Junko Kimura / GETTY IMAGES ASIAPAC / Getty Images/AFP
 

O Barcelona deu a saída e, após quatro minutos de controle, viu o Inter se mandar para o ataque e arriscar o primeiro chute aos 5’, com Wellington Monteiro. O colorado seguiu na frente e, aos 8’, uma bola na esquerda para Rubens Cardoso levantou a torcida, mas o lateral estava impedido. Chamou a atenção o espaço que o time espanhol deu ao Inter no lance. Aos 10’, o Inter ganhou escanteio, Alexandre Pato ganhou de Zambrotta na subida e cabeceou, mas a bola foi para fora. Só aos 11’ que o Barça respondeu, em cobrança de escanteio fechada de Deco e defendida por Clemer. A partida era bastante equilibrada, contrastando com as expectativas de um domínio absoluto dos blaugranas. 

Bem marcado por Ceará, Ronaldinho não aparecia e sofria com a marcação do lateral brasileiro. Aos 18’, Iniesta fez bela jogada pelo meio e a bola ficou com Van Bronckhorst, que arriscou de fora da área. Clemer espalmou para o lado, meio esquisito, e o rebote ficou com Ronaldinho. O camisa 10 chutou e Clemer defendeu. A marcação do Inter era muito bem feita, com dois volantes mais contidos e dois meias que ajudavam e também povoavam a intermediária. O Barça não demonstrava a organização do rival e confiava demais nos talentos individuais.

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O Barça da final. Em pé: Ronaldinho, Gudjohnsen, Zambrotta, Thiago Motta, Rafa Márquez e Valdéz. Agachados: Van Bronckhorst, Iniesta, Giuly, Deco e Puyol.
 
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O Inter da final. Em pé: Alexandre Pato, Índio, Edinho, Wellington Monteiro, Fabiano Eller e Clemer. Agachados: Ceará, Iarley, Alex, Fernandão e Rubens Cardoso.
 

Aos 19’, Ronaldinho driblou Fernandão, invadiu a área e foi derrubado por Índio, mas o árbitro mandou o jogo seguir e não deu pênalti. Aos 21’, Iarley limpou a jogada e lançou Rubens Cardoso, que cruzou na direção de Fernandão, mas Puyol se antecipou e tirou. Aos 25’, foi a vez de Gudjohnsen receber e chutar colocado, mas a bola foi por cima do gol de Clemer. Aos 28’, Iniesta sofreu falta de Edinho perto da grande área. Na cobrança, Ronaldinho. O camisa 10 tinha a melhor chance do jogo até aquele momento. O meia chutou forte, rasteiro, a bola passou pela barreira, mas Clemer, muito bem colocado, defendeu. 

O Barça seguiu no ataque e, aos 34’, Ronaldinho arriscou de longe, mas a bola foi pra fora. Três minutos depois, o zagueiro Índio apareceu de surpresa no ataque, tabelou e recebeu dentro da área. Na hora do chute, porém, a bola subiu demais. A partir dali, o jogo ficou mais truncado e, perto do final do primeiro tempo, Índio levou cartão amarelo após falta em Ronaldinho. O jogo terminou mesmo sem gols e a final era totalmente imprevisível. Mesmo com as melhores chances, o Barcelona não conseguia superar a aplicação tática colorada e levava alguns sufocos nos contra-ataques, sempre com a ótima presença de Iarley, rápido e muito eficiente no controle de bola e no perigo que levava à zaga blaugrana. Aquele era o caminho a ser seguido pelo Inter. 

Segundo tempo – O reserva que fez história 

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Ronaldinho disputa a bola com Wellington Monteiro. Foto: TORU YAMANAKA / AFP
 

As duas equipes voltaram do intervalo com mudanças. Vargas entrou no lugar de Alex, no lado do Inter, e Belletti assumiu a lateral-direita do Barça no lugar de Zambrotta. O time blaugrana ficou mais contido naqueles primeiros 10 minutos, apenas com uma boa chegada de Giuly, pela direita, mas bloqueada pela bem postada zaga colorada. Ceará apareceu com perigo aos 10’, arriscou o chute de fora da área, mas mandou para fora. Na sequência, Iarley tentou jogada individual, mas o passe saiu errado. O técnico blaugrana Frank Rijkaard tentou mudar a postura do time e, aos 13’, sacou Thiago Motta (que havia levado cartão amarelo) e colocou Xavi.

A ideia era jogar mais pelo meio, apostando na qualidade do passe do craque, mas a partida ficou muito truncada e sem grandes chances. Abel Braga também resolveu mudar e colocou Luiz Adriano no lugar de Alexandre Pato. Muito apagado, Fernandão sentiu cãibras, aos 24’, e dava indícios de que não poderia continuar. Ao mesmo tempo, Índio acabou se chocando com o companheiro Edinho e lesionou o nariz. Sangrando muito, o zagueiro teve que fazer um curativo e a parada deu uma esfriada na partida.

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Iarley foi o destaque ofensivo do Inter no jogo. Foto: Ricardo Duarte.
 

Só aos 28’ que o jogo teve outro bom lance, quando Deco tocou para Xavi e o meio-campista chutou rasteiro, sem força. No minuto seguinte, o mesmo Xavi tentou o cruzamento e a zaga colorada afastou. O jogo se encaminhava para a reta final e parecia que teríamos prorrogação. Abel Braga tentou a última cartada quando substituiu o capitão Fernandão por Adriano Gabiru. E nunca uma substituição foi tão certeira. 

Sete minutos depois, Índio deu um chutão pra frente, Luiz Adriano ganhou pelo alto, no meio de campo, e tocou de cabeça para Iarley, que iniciou um contra-ataque e ganhou a dividida com Puyol. O colorado avançou e viu a chegada de Gabiru, pela esquerda. Eram dois contra dois. Iarley tocou forte, esperando a disparada de Gabiru. Deu certo. Rafa Márquez, que tentava interceptar Gabiru, não esperava um passe tão forte, foi vencido e desabou. A bola caiu nos pés do camisa 16, que invadiu a área e bateu na saída de Valdés para fazer o gol eterno: 1 a 0.

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Gabiru vibra: ele marcou o gol mais importante da história do Inter.
 

Adriano Gabiru parecia não acreditar. Com os braços aos céus, celebrava o gol de sua vida. Abel Braga, lá no banco de reservas, também agradecia aos céus aquele tento que destravou o jogo e colocava o Internacional muito perto do maior dos títulos. A desolação e incredulidade tomou conta dos blaugranas, em especial Ronaldinho, focado pela transmissão da TV. 

“Não imaginava nem que fosse entrar. Mas pela dedicação que eu estava tendo nos treinos, tinha uma esperança. Podia ser qualquer um que o Abel fosse colocar. Ele teve a coragem e confiou em mim”, disse Gabiru, anos depois, ao GE.

A partir dali, o Barcelona tentou o empate na base do desespero. Aos 38’, Deco conduziu a bola até a intermediária e chutou forte, mas Clemer fez uma defesaça e espalmou. Aos 40’, falta da entrada da área para o Barça e Ronaldinho foi pra bola. O camisa 10 conseguiu tirar da barreira, mas a bola caprichosamente foi para fora, rente à trave direita de Clemer. O Inter tentava ficar com a bola e ganhar tempo. Aos 43’, Iarley manteve a redonda consigo no campo de ataque e ganhou preciosos segundos para o colorado. O relógio se arrastava para os brasileiros e corria freneticamente para os espanhóis. Do outro lado do mundo, os colorados choravam e ficavam angustiados, enquanto os tricolores clamavam por uma única bruxaria de seu antigo prodígio.

Aos 45’, Luiz Adriano tocou para Iarley, que fez o giro contra Belletti e arrancou até a linha de fundo. O atacante sofreu falta e um pisão ao cair no gramado. A bola seguiu com o Inter. Nos acréscimos, ainda teve um último lance de perigo quando Ronaldinho lançou Iniesta, dentro da área, mas Clemer se agigantou pra cima do espanhol e evitou o gol blaugrana nos últimos segundos. Não haveria prorrogação. Ao apito do árbitro, a maior glória colorada estava consumada: Internacional campeão do mundo!

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Era o título do orgulho. Para todos aqueles que duvidaram. Para os que cravaram o Barça como campeão. O título para gerações de torcedores que viram tantos esquadrões colorados vencerem apenas títulos nacionais ou estaduais e ficaram com a sensação de que eles poderiam mais. Pois aquele time de 2006 fez justiça a todos eles. Na noite de Yokohama de 17 de dezembro de 2006, a bruxaria foi vermelha. Foi Gabiru. Foi do Sport Club Internacional, campeão do mundo.

Pós-jogo: o que aconteceu depois?

Internacional: a vitória colorada no Mundial manteve o aproveitamento de 100% dos clubes brasileiros na época desde que a FIFA assumiu a competição de clubes, pois Corinthians (2000) e São Paulo (2005) haviam vencido o torneio nas outras edições organizada pela entidade. A festa em Porto Alegre foi gigante, com mais de 50 mil pessoas pelas ruas, e ainda maior no retorno dos atletas ao Brasil. Em 2007, o Inter venceu a Recopa Sul-Americana e, em 2008, a Copa Sul-Americana, confirmando sua grande fase copeira. Em 2010, uma nova Libertadores foi conquistada, mas a equipe fracassou no Mundial e nem sequer disputou a final, pois foi derrotada pelo Mazembe. Desde então, o clube espera retomar o caminho das glórias continentais e voltar a brilhar como o grande time de 2006-2008. Leia mais clicando aqui!

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A estátua de Fernandão no Beira-Rio.
 


Barcelona: a derrota para o Inter confirmou a péssima fase do Barça na época, que teve uma temporada bem apática em 2006-2007. Só a partir de 2008 que o clube voltou a brilhar sob o comando de Pep Guardiola e estrelas como Iniesta, Xavi, Messi e companhia. Em 2009, enfim, os espanhóis conseguiram levantar seu primeiro título mundial ao bater o Estudiantes-ARG na final. O bi veio em 2011, com um 4 a 0 sobre o Santos. E o tri chegou em 2015, na fácil vitória por 3 a 0 sobre o River Plate. Nesse meio-tempo, os blaugranas reencontraram o Internacional na Copa Audi de 2011, e, após empate em 2 a 2, venceram por 4 a 2 nos pênaltis e foram para a final (na qual venceram o Bayern por 2 a 0).

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1 COMENTÁRIO

  1. O tempo provou que esse mundial do inter não foi zebra como alguns disseram na época.o Barcelona já não estava tão bem e o inter muito mais focado e jogando com inteligência fez por onde.pra mim o maior destaque foi o Iarley que já tinha o mundial pelo boca em 2003 e usando toda a sua experiência em jogo grande infernizou a defesa do Barcelona inclusive dando o passe pro gol.

Comentários encerrados.

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