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Jogos Eternos – França 1×0 Paraguai 1998

Data: 28 de junho de 1998

O que estava em jogo: uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo da FIFA de 1998.

Local: Stade Bollaert-Delelis, Lens, França

Árbitro: Ali Bujsaim (Emirados Árabes Unidos)

Público: 31.800 pessoas

Os Times:

França: Barthez; Thuram, Desailly, Blanc e Lizarazu; Petit (Boghossian, 69′) e Deschamps; Henry (Pires, 64′), Djorkaeff e Diomède (Guivarc’h, 76′); Trezeguet. Técnico: Aimé Jacquet.

Paraguai: Chilavert; Sarabia, Gamarra e Ayala; Arce, Enciso, Acuña, Paredes (Caniza, 74′) e Campos (Yegros, 55′); Cardozo (Rojas, 91′) e Benítez. Técnico: Paulo César Carpegiani.

Placar: França 1×0 Paraguai. Gol: Blanc-FRA, aos 114’.

 

“O Primeiro Gol de Ouro”

Por Guilherme Diniz

Durante um tempo, algumas prorrogações eram definidas pelo Gol de Ouro, também conhecido pelo termo morte súbita. Funcionava assim: durante os 30 minutos do tempo extra, se alguma equipe fizesse um gol, terminava a partida. Isso tornava esses minutos dramáticos e fez com que muitos times evitassem a todo custo levar um jogo para a prorrogação. Essa prática passou a ser adotada pela FIFA em 1993 e, em 1998, a entidade máxima do futebol resolveu definir as prorrogações da Copa do Mundo dessa maneira. E logo nas oitavas de final, a anfitriã França teve o desprazer de passar por isso contra a fortaleza defensiva do Paraguai, com seu lendário goleiro Chilavert, o lateral Francisco Arce e o extraterrestre Gamarra, que passou aquele Mundial inteiro sem cometer uma falta sequer.

Jogando em casa e favorita, a França sofreu como nunca. Parou nas defesas de Chilavert e na partidaça de Gamarra. Via o gol se apequenar cada vez mais. E, com o 0 a 0 nos 90 minutos, experimentou uma prorrogação com Gol de Ouro. Que poderia ser gol da morte. O jogo seguiu empatado e com altas doses de dramaticidade quando, aos 114’, o zagueiro Laurent Blanc recebeu passe de Trezeguet e mandou a bola para o fundo do gol de Chilavert. Enfim, a vitória. Com Gol de Ouro. O primeiro da história das Copas. E que definiu a partida mais tensa do caminho francês até o título mundial. É hora de relembrar França 1×0 Paraguai 1998.

Pré-jogo

Antes do duelo entre França e Paraguai, em Lens, o célebre diário L’Équipe (FRA) mostrou surpresa com a seleção albirroja, dizendo que “O Paraguai é, desde quarta-feira à noite (quando a classificação se definiu na chave), o mais célebre e o mais enigmático dos países”. À vista dos franceses, o país era mesmo um mistério, pois todos esperavam a Espanha ou mesmo a Nigéria naquele duelo de oitavas de final. A seleção comandada pelo brasileiro Paulo César Carpegiani surpreendeu a todos após uma campanha brilhante e que deixou de fora seleções tidas como favoritas no Grupo D como Espanha e Bulgária – na época ainda com parte da geração que chegou às semifinais do Mundial de 1994.

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O Paraguai de 1998. Em pé: Arce, Gamarra, Ayala, Chilavert, Sarabia, Cardozo, Caniza. Agachados: Benítez, Brizuela, Paredes e Enciso.
 

O Paraguai empatou sem gols com os búlgaros, repetiu a dose com a Espanha e derrotou a Nigéria de West, Oliseh, Babangida, Kanu e Finidi George com um categórico 3 a 1, em gols de Ayala, Benítez e Cardozo. Com cinco pontos, Paraguai avançou na segunda colocação, atrás da Nigéria, líder com seis, enquanto Espanha (4) e Bulgária (1) foram eliminadas. 

“Desde que chegamos à França estamos conscientes de que estamos enfrentando adversários mais fortes. Nosso time é muito esforçado e se apresentou de forma exemplar no segundo tempo contra a Nigéria. Mas não podemos imaginar que as coisas melhoraram. Elas continuam difíceis. Trabalho com computador, números e gráficos, vou colocar para os jogadores o que estamos acertando e errando. Vamos aprimorar ainda mais. Além disso, pela primeira vez, terei 100% da equipe em condição de jogo”, comentou na época o técnico Carpegiani. 

O brasileiro já projetava a etapa seguinte, na qual o Paraguai teria pela frente nada mais nada menos que a França, anfitriã e repleta de craques. Sem nenhum drama, a França se garantiu entre os 16 melhores com três vitórias em três jogos: 3 a 0 na África do Sul, 4 a 0 na Arábia Saudita e 2 a 1 na Dinamarca. Para o primeiro jogo eliminatório, a França não teria Zidane, expulso contra a Arábia Saudita e cumprindo suspensão. Mesmo sem o craque, a equipe do técnico Aimé Jacquet foi a campo com Petit e Deschamps mais recuados no meio e um trio ofensivo formado por um jovem Thierry Henry na ponta-direita, Djorkaeff no meio e Diomède na esquerda, com Trezeguet como centroavante.

O ataque francês era muito forte e rápido, porém, teria um duro teste pela frente: a zaga paraguaia, que se amparava nos reflexos apurados e imponência do goleiro Chilavert, na consistência do lateral Francisco Arce e no zagueiro Gamarra, que fazia uma Copa do Mundo espetacular e sem cometer uma falta sequer – ele iria terminar o Mundial sem nenhuma infração e ganharia um lugar no All-Star Team da Copa.

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Gamarra, o melhor defensor da Copa de 1998.
 

Um fato em destaque naquele jogo seria a possibilidade do Gol de Ouro, instituído pela FIFA a partir de 1993 e que já havia decidido grandes jogos e competições. Em 1996, por exemplo, a Alemanha foi campeã da Eurocopa graças a um Gol de Ouro de Oliver Bierhoff. No mesmo ano, a Nigéria celebrou uma vaga na final do Futebol Masculino dos Jogos Olímpicos de Atlanta (EUA) graças a um Gol de Ouro de Kanu, que definiu o 4 a 3 que eliminou o Brasil – na final, os africanos ficaram com a medalha de Ouro.

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Bierhoff prepara o “chute de ouro” na Euro de 1996: foi a primeira grande final decidida assim na história do futebol. Foto: Mark Sandten/Bongarts/Getty Images.
 

Aquela regra tinha como objetivo estimular o jogo ofensivo e reduzir o número de decisões por pênalti, no entanto, o que se viu foram muitas equipes jogando mais defensivamente para se proteger contra a eliminação. Era comum treinadores fecharem mais seus times a fim de não sofrer gols, o que gerou muitas prorrogações sem gols. Mas é claro que nem França nem Paraguai queriam passar por esse sofrimento. E todos esperavam a definição nos 90 minutos. 

Primeiro tempo – Chilavert e a trave

Quando a bola rolou na ensolarada cidade de Lens, a França se deparou com um Paraguai extremamente aplicado defensivamente e que iria jogar recuado. A França teve ampla posse de bola nos primeiros minutos e ocupou o campo ofensivo, explorando a lateral direita nas subidas de Thuram. Quando tinha a bola, a seleção sul-americana tentava jogadas em profundidade, como em um lançamento da zaga que foi até Paredes e o meia tentou surpreender o goleiro Barthez em chute por cobertura, mas a bola foi pela linha de fundo. Arce também tentou um chute de longe, mas Barthez provou que estava ligado e defendeu.

França 1x0 Paraguai 1998

A primeira chance clara francesa veio aos 15’, quando uma boa triangulação pela esquerda chegou à grande área paraguaia e Trezeguet chutou, mas a bola foi para fora. Um minuto depois, Diomède bateu cruzado e Chilavert fez uma defesaça. E, aos 19’, foi a vez de Djorkaeff, muito acionado, chutar à esquerda de Chilavert, com muito perigo. Na sequência, o camisa 1 fez “cera” e recebeu cartão amarelo. Com um jogo mais truncado, a seleção paraguaia enervava os franceses, parava jogadas com faltas e demorava para repor a bola em jogo.

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Henry teve uma grande chance…
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… Mas o chute bateu na trave!
 

Cardozo teve uma chance tempo depois, ao receber na entrada da área e bater rasteiro, exigindo boa defesa de Barthez, só que os principais lances eram mesmo da França. A melhor oportunidade veio aos 39’, quando Henry ganhou uma dividida no meio de campo, ganhou na corrida dos dois zagueiros e tocou na saída de Chilavert. Porém, a bola bateu caprichosamente na trave e não entrou! Que chance! No fim do primeiro tempo, a França seguiu pressionando e teve outra oportunidade em cabeçada de Thuram após escanteio, só que o lateral não conseguiu superar Gamarra e a bola subiu demais. Ao fim da etapa inicial, o 0 a 0 era um suplício e injusto pelas oportunidades criadas pela França. Por outro lado, o trabalho defensivo dos paraguaios era louvável e quase impecável.

Segundo tempo – O tempo extra vem aí…

Depois de uma aparição sem grande perigo no ataque, o Paraguai voltou a se defender e viu a França ir com tudo pra cima. Aos 10’, Desailly cabeceou após cobrança de escanteio e Chilavert fez ótima defesa, evitando o primeiro gol dos Bleus. Só que o Paraguai tentou responder e foi perigoso em dois contra-ataques. Logo na sequência, aos 11’, após cruzamento de Arce, que Gamarra errou a cabeçada e bateu de ombro, jogando a bola muito perto da trave de Barthez, e aos 15’, quando Benítez fez boa jogada pela direita e tocou para trás, dentro da área. O lateral Arce estava por ali, mas bateu com o “pé ruim”, o esquerdo, e a bola passou longe do gol.

Aos 19’, Henry, sentindo dores, teve que ser substituído por Pires, que tinha a missão de manter a força ofensiva pela direita. Minutos depois, Jacquet decidiu trocar o volante Petit por Boghossian a fim de ter ainda mais presença no ataque. Com isso, a bola praticamente não saiu mais do campo defensivo da seleção paraguaia. Aos 28’, Deschamps tocou para Djorkaeff dentro da área. O meia tentou girar, mas foi desarmado por Gamarra. Aos 32’, mais uma vez Djorkaeff bateu de fora da área e a bola desviou em Enciso. Aos 34’, Trezeguet teve enorme chance de marcar, chutou rasteiro, mas a bola passou tirando tinta da trave de Chilavert.

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Os times em campo: Paraguai foi eficiente na defesa e se segurou o quanto pôde.
 
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A grande chance desperdiçada por Trezeguet.
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Djorkaeff teve a bola do jogo, mas foi desarmado plenamente por Gamarra.
 

A bola parecia ter vida de tão arredia! Não queria entrar de jeito nenhum! Aos 37’, outra chance absurda, nos pés de Djorkaeff. O camisa 6 recebeu cruzamento da esquerda, dominou de frente para o gol e acabou desarmado por Gamarra espetacularmente. Como jogava o titã paraguaio! Três minutos depois, Pires ainda chutou com perigo, para fora. Gamarra, Ayala e Enciso simplesmente paravam o time inteiro da França com desarmes, intercepções e bloqueios. Com o fim do jogo no tempo regulamentar e 0 a 0 no placar, a partida teve que ir para a prorrogação, na qual Gamarra jogaria com uma proteção no braço após sofrer uma lesão na clavícula, em uma cena parecida com a de Beckenbauer na Copa do Mundo de 1970.

Prorrogação – But en or!

Com os jogadores muito cansados, as duas seleções pareciam fadadas à disputa de pênaltis. Porém, a França foi valente e não se entregou. Na primeira etapa, Djorkaeff cobrou falta com perigo e Boghossian chutou para boa defesa de Chilavert. O Paraguai continuava se segurando, afastando todas as bolas, buscando a cobrança de pênaltis. Nos segundo tempo, a França seguiu no ataque e Djorkaeff, sem dúvida o grande expoente ofensivo do time naquele jogo, tentou um voleio que acabou defendido por Chilavert. Na sequência, Pires chutou de fora da área e o goleirão paraguaio segurou firme.

Com o tempo passando, ficava difícil para Gamarra se aguentar com a lesão que havia sofrido no final do tempo regulamentar. O zagueiro continuou jogando no sacrifício e, aos 114’, uma bola na área da defesa paraguaia foi em direção ao craque. O camisa 4 não teve forças para subir e Trezeguet foi perfeito ao escorar para o bico direito da pequena área para o zagueiro Laurent Blanc mandar a bola para o gol de Chilavert. O goleiro tentou fechar o ângulo e ainda tocou na bola, mas a redonda, enfim, entrou. Foi o primeiro Gol de Ouro dos Mundiais.

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O fatídico gol de Blanc deixou Arce (ao fundo) e o goleiro Chilavert destroçados. AP Photo/Thomas Kienzle
 

O gol foi simbólico pelo fato de Blanc ser um dos defensores mais prolíficos do futebol francês – ele acumulou 80 gols em 267 jogos pelo Montpellier, clube onde jogou a maior parte da carreira, além de outros gols por Auxerre e Olympique de Marselha. “Eu não tinha nada que estar ali, mas chega um momento em que você precisa tentar assumir a responsabilidade”, comentou Blanc, anos depois, ao site da FIFA, em 2018. 

“O adversário (Paraguai) nos causou mais problemas naquela partida do que em qualquer outra de 1998. Provavelmente foi o único jogo da competição que não controlamos. O alívio que sentimos ao marcar o gol só se comparava à dificuldade que enfrentamos durante a partida. É uma alegria incrível marcar dessa maneira. Já criticamos o ‘Gol de Ouro’ no passado, mas aqui acabamos nos beneficiando dele. A sensação que tive ao marcar foi simplesmente indescritível”, finalizou o defensor.

A festa dos franceses em Lens contrastou com a decepção e choro dos paraguaios, que resistiram de todas as formas, jeitos e maneiras durante 114 minutos de futebol um jogo eterno das Copas.

Pós-jogo: O que aconteceu depois?

França: nas quartas de final, os Bleus tiveram pela frente a Itália e, após 120 minutos sem gols, tiveram que brigar pela vaga nos pênaltis. Conseguiram e, na semifinal, venceram a Croácia de Suker por 2 a 1 e se garantiram na grande final, quando derrotaram o Brasil com um categórico 3 a 0 e celebraram o primeiro título mundial da história do país. Dois anos depois, em 2000, a França disputou a final da Eurocopa contra a Itália e, após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, encarou outra prorrogação com Gol de Ouro. E, experiente, o time Bleu venceu graças a um gol de Trezeguet, novo herói de ouro do país e que deu o título continental à seleção francesa. O Gol de Ouro acabou em 2004, mas se tem um país que nutre grandes lembranças dele é a França, vitoriosa em uma Copa e em uma Eurocopa.

img 17022 trezeguet comemora um de seus 34 gols pela selecao francesa
Em 2000, Trezeguet foi o herói do título da Eurocopa ao marcar o Gol de Ouro na final contra a Itália.
 

Paraguai: “Eu tinha o Rivarola no banco. Era fazer a simples troca. E eu disse para ele: “Gamarra, é minha a responsabilidade. Eu preciso fazer uma outra coisa, senão nós não vamos aguentar isso.” Fiz uma outra modificação e acabei deixando o Gamarra. E é um erro que eu carrego até hoje. (…) A jogada do gol foi em cima dele. O cara meteu a bola nele, e ele ficou com medo de ir no cara que escorou para o outro fazer”. Foi assim que Paulo César Carpegiani sintetizou o fator Gamarra ao programa “Bem, Amigos!”, do SporTV, em agosto de 2017, sobre a eliminação paraguaia na Copa. 

“Dei azar que no segundo tempo da prorrogação eles estavam do outro lado (do banco). E naquele momento eu estava com grandes batedores (pênalti), como o Arce, o Chilavert. Eles estavam aguentando, segurando, para ir para a penalidade. Quando tomaram o gol, aconteceu aquilo, eu vi eles se jogando no chão, se lamentando, me irritou muito. Porque um time que se aguenta, que joga para buscar um resultado do empate, ele acaba descendo, e foi o que aconteceu; Eu errei na substituição”.

Apesar do revés, alcançar uma etapa de oitavas de final de Copa serviu como volta por cima ao futebol paraguaio. O país seguiu competitivo nos anos seguintes e retornou a um Mundial em 2002, quando se classificou de novo para as oitavas de final, mas acabou eliminado pela Alemanha. A geração dourada foi envelhecendo e abriu espaço para outros atletas, que levaram o país às Copas de 2006 (queda na primeira fase) e à Copa de 2010, na qual o Paraguai teve seu melhor desempenho da história e alcançou as quartas de final, sendo eliminado pela campeã Espanha por apenas 1 a 0 e vendendo bem caro a derrota.

Em 2026, a seleção albirroja teve um Déjà vu ao reencontrar a França em uma nova etapa de oitavas de final de Copa. Mas, diferente de 1998, Paraguai não teve Gamarra, Chilavert ou Enciso, mas um time aguerrido que conseguiu a experiência e calos na fase 16 avos de final, quando resistiu à temida Alemanha e, após empate em 1 a 1, venceu nos pênaltis, se classificou e impôs à Nationalelf sua primeira derrota em disputa de penalidades na história dos Mundiais. Os sulamericanos apostaram em uma nova retranca e na catimba, mas não resistiram a Mbappé, Olise, Dembélé e companhia como resistiram durante 114 minutos a Henry, Trezeguet, Djorkaeff e companhia há 28 anos atrás: derrota por 1 a 0, em gol de pênalti de Mbappé.

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1 COMENTÁRIO

  1. Até hoje muitos se perguntam: Se esse jogo vai pros pênaltis será que a França ganharia? Ficou a dúvida eterna.

Comentários encerrados.

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