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Os quatro títulos de Copa do Brasil mais surpreendentes

 

A Copa do Brasil é um dos torneios mais populares e de mais alto nível do futebol brasileiro. Criada em 1989, a competição já teve vencedores históricos, a maioria com elencos cheios de grandes jogadores e que marcaram época. No entanto, alguns times com orçamentos baixos e sem expectativas de título também já venceram a competição. Descubra a seguir os mais surpreendentes. E clique aqui para ver informações adicionais sobre futebol.

 

Criciúma – 1991

A equipe de Santa Catarina conquistou o título da Copa do Brasil de 1991 de forma surpreendente. Comandado pelo até então desconhecido técnico Luiz Felipe Scolari, que mais tarde se tornaria um treinador histórico por gigantes do futebol brasileiro e pela Seleção Brasileira, o Tigre surpreendeu e levantou a taça de maneira invicta após superar pelo caminho equipes como Atlético Mineiro, Goiás e Remo. Na grande final, o Criciúma pegou o Grêmio, e, após empatar em 1 a 1 no estádio Olímpico, casa do tricolor, segurou o 0 a 0 jogando no estádio Heriberto Hülse e se sagrou campeão devido ao gol fora de casa marcado na casa do Grêmio no primeiro jogo. 

O Tigre ainda faturou o tricampeonato catarinense em 1991 em um estádio Heriberto Hülse lotado e aos escombros por causa de uma reforma já visando a disputa da Copa Libertadores de 1992, quando o Criciúma voltou a brilhar e alcançou as quartas de final.

 

Juventude – 1999

Apesar de não ser considerado um dos clubes gigantes do futebol do Brasil, o Juventude viveu ótimos momentos no cenário nacional entre o fim dos anos 1990 e início dos anos 2000. O principal deles veio em 1999, quando o alviverde conquistou o título da Copa do Brasil de maneira surpreendente. Na campanha, o Juventude eliminou equipes tradicionais como Corinthians, Internacional, Fluminense e Bahia.

A grande final foi contra o Botafogo. Disputada em dois jogos, no jogo da ida o Juventude venceu por 2 a 1 jogando no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. No jogo da volta, em um Maracanã com mais de 100 mil pessoas – exatas 101.581 pessoas estavam ali. Foi a última vez que o Maracanã recebeu um público superior a 100 mil pessoas em toda sua história. E isso só aconteceu graças aos torcedores do Juventude, que viajaram quilômetros e quilômetros e compraram quase dois mil ingressos!

Maurílio (à dir.) faz a festa: Juventude campeão do Brasil!

 

Quando a bola rolou, a pressão esperada pelo Juventude não surgiu. A zaga alviverde não tinha tanto trabalho diante de um Botafogo que não era mais o time campeão brasileiro de 1995 e pecava na criatividade. Só na segunda etapa que o alvinegro iniciou ataques mais incisivos, mas parou nas ótimas defesas do goleiro Émerson, na partida impecável do zagueiro Índio e de Picoli, substituto de Capone, e no meio-campista Lauro, ganhando todas no meio de campo. O Juventude jogou pelo resultado. Como copeiro que era. E, após o apito final e o placar inalterado no Maracanã, fez a festa inimaginável e levantou a Copa do Brasil de 1999.

 

Santo André – 2004

A festa andreense: histórico.

 

Para muitos, a maior zebra da história do torneio. E isso se deve pela trajetória digna de filme do clube do ABC Paulista e pelo papel desempenhado na final contra o poderoso Flamengo, que fez a partida decisiva no Maracanã com mais de 73 mil pessoas. Após eliminar equipes como Atlético Mineiro e Palmeiras jogando um futebol ofensivo e sem medo algum, o Ramalhão encarou o rubro-negro carioca na final. Após empate em 2 a 2 jogando em São Paulo no jogo da ida, o Santo André foi ao Maracanã lotado e, de maneira espetacular, bateu o Flamengo por 2 a 0 (gols de Élvis e do artilheiro Sandro Gaúcho), conquistando assim o título do torneio em 2004 justamente em sua primeira participação na competição na história e em sua primeira grande final nacional!

Sandro Gaúcho (à esq.) comemora com Romerito um dos gols da final.

 

Em 11 jogos, foram quatro vitórias, cinco empates e apenas duas derrotas, com 26 gols marcados (melhor ataque) e 17 sofridos. Na volta para casa, o Santo André desfilou em um caminhão do Corpo de Bombeiros pela cidade e levou milhares de pessoas às ruas. A comemoração durou dias e a taça foi a vedete na entrada do clube naquela época. Em 2005, disputou sua primeira Copa Libertadores, mas acabou eliminado na fase de grupos por apenas um ponto.

 

Paulista de Jundiaí – 2005

A zebra voltou a aprontar um ano depois e a vítima foi outro clube carioca. O Paulista, da cidade de Jundiaí, interior de São Paulo, está hoje na última divisão do Campeonato Paulista e nem mesmo disputa o Brasileirão. Mas, em 2005, o clube viveu momentos de glória ao se tornar campeão da Copa do Brasil eliminando clubes importantes como Juventude, Botafogo, Internacional, Figueirense e Cruzeiro.

Na grande final, o Paulista enfrentou o Fluminense, campeão carioca daquele ano. No jogo da ida, os paulistas venceram por 2 a 0 jogando em casa. No jogo da volta, disputado em São Januário, Rio de Janeiro, o Paulista segurou o 0 a 0 e conquistou a Copa do Brasil de 2005. Os destaques da campanha foram o volante Cristian, o meia Márcio Mossoró, o zagueiro Réver – que seria ídolo do Atlético Mineiro – e o técnico Vágner Mancini, então desconhecido do público nacional.

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3 Comentários

  1. O futebol é uma verdadeira caixinha de surpresas, uma vez que sempre há chance dos times considerados pequenos surpreenderem. A Copa do Brasil é um bom exemplo, como mostrou com esses 4 campeões inesperados.

    Imortais, abraço e parabéns pelos 10 anos. Todavia, acho que o Paulista de Jundiaí mencionado no texto merecia estar nos esquadrões imortais!

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