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Time dos Sonhos do Bayern München

 

Por Guilherme Diniz

 

Ele demorou um pouco para alcançar o estrelato no futebol alemão – majoritariamente nos anos 1970. Mas, quando o fez, nunca mais perdeu o posto de rei da Alemanha e um dos maiores do planeta. Sempre competitivo e temido por diversos clubes, o Bayern München é uma das maiores instituições do esporte. Entre os 10 clubes com mais títulos internacionais no mundo e com uma diferença absurda de títulos nacionais perante os rivais – só no Campeonato Alemão são 31 títulos contra 9 do segundo colocado, o Nuremberg (!) -, o Bayern já teve o que de melhor o futebol germânico já produziu e serviu como base para as grandes seleções do país campeãs das Copas do Mundo de 1974, 1990 e 2014 e das Eurocopas de 1972, 1980 e 1996. Mas como ficaria um time dos sonhos dos bávaros? Vamos conferir!

 

Os convocados pelos leitores e leitoras:

 

Goleiros: Manuel Neuer e Sepp Maier

Laterais-Direitos: Philipp Lahm e Joshua Kimmich

Laterais-Esquerdos: Paul Breitner e David Alaba

Zagueiros: Franz Beckenbauer, Hans-Georg Schwarzenbeck, Jérôme Boateng e Lúcio

Volantes: Bastian Schweinsteiger, Lothar Matthäus e Stefan Effenberg

Meias: Franck Ribéry, Thomas Müller, Arjen Robben e Michael Ballack

Atacantes: Gerd Müller, Robert Lewandowski, Karl-Heinz Rummenigge, Jürgen Klinsmann e Giovane Élber

Técnico: Udo Lattek

 

Esquema tático escolhido pelos leitores e leitoras: 4-3-3 (49,7% dos votos)

 

Time A – formação 1 – 4-3-3:

Neuer; Lahm, Beckenbauer, Schwarzenbeck e Breitner; Schweinsteiger, Matthäus e Ribéry; Rummenigge, Gerd Müller e Lewandowski.

O time principal do Bayern dos Sonhos possui lendas de grandes títulos do clube pós-1970. No gol, Manuel Neuer, campeão do mundo com a seleção em 2014 e ícone do Bayern campeão de tudo entre 2013 e 2020. Nas laterais, os mesmos craques eleitos para a Seleção dos Sonhos da Alemanha estão aqui: Paul Breitner, pela esquerda, e Philipp Lahm, pela direita. Na zaga, os campeões do mundo em 1974 e pilares do timaço tricampeão europeu: Beckenbauer e Schwarzenbeck. No meio de campo, Schweinsteiger, Matthäus e Ribéry, símbolos de eras distintas do clube, iriam dar força na marcação e criatividade no ataque. Na frente, uma devastação de gols com os maiores artilheiros do clube (Gerd Müller e Lewandowski) e o genial Rummenigge. No comando técnico, Udo Lattek, responsável por montar o timaço dos anos 1970.

 

Time A – formação 2 – 4-3-3:

Neuer; Lahm, Beckenbauer, Schwarzenbeck e Breitner; Matthäus, Thomas Müller e Ribéry; Rummenigge, Gerd Müller e Lewandowski.

Aqui, Thomas Müller, o torcedor em campo do Bayern e 3º maior artilheiro da história do clube, entra no lugar de Schweinsteiger para dar ainda mais ofensividade ao time. 

 

Time A – formação 3 – 4-3-3:

Neuer; Lahm, Beckenbauer, Schwarzenbeck e Breitner; Matthäus, Robben e Ribéry; Rummenigge, Gerd Müller e Lewandowski.

Nessa formação, reeditamos a dupla Robbery, responsável pelos títulos inesquecíveis de 2013 e dos canecos nacionais entre 2013 e 2017.

 

Time B – formação – 4-3-3:

Sepp Maier; Kimmich, Lúcio, Boateng e Alaba; Effenberg, Robben e Ballack; Thomas Müller, Élber e Klinsmann.

No time B desse Bayern dos Sonhos, o goleiro Sepp Maier assume a meta bávara com seus reflexos apurados e a irreverência que conquistou a torcida alemã. Nas laterais, dois nomes marcantes da década de 2010: o polivalente Kimmich, pela direita, e David Alaba, pela esquerda. Na zaga, o brasileiro Lúcio (eleito por conta da massiva votação de Matthäus) recebe a companhia de Boateng, também presente nos timaços dos anos 2010. No meio, o líder do time campeão europeu de 2001, Effenberg, comanda as ações defensivas enquanto Robben, pela direita, e Ballack, pela esquerda, organizam as jogadas ofensivas. Na frente, Thomas Müller, Élber e Klinsmann seriam os responsáveis pelos gols. 

 

Goleiro: Manuel Neuer – 77,8% dos votos

Período no clube: 2011-atual

Principais títulos pelo clube: 2 Mundiais de Clubes da FIFA (2013 e 2020), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (2012-2013 e 2019-2020), 2 Supercopas da UEFA (2013 e 2020), 9 Campeonatos Alemães (2012-2013, 2013-2014, 2014-2015, 2015-2016, 2016-2017, 2017-2018, 2018-2019, 2019-2020 e 2020-2021), 5 Copas da Alemanha (2012-2013, 2013-2014, 2015-2016, 2018-2019 e 2019-2020) e 6 Supercopas da Alemanha (2012, 2016, 2017, 2018, 2020 e 2021).

Jogos: 467

 

O goleiro chegou ao Bayern em 2011 e assumiu a meta do time bávaro de maneira absoluta. Ano após ano, se consagrou como um dos maiores da história de seu país, titular da Alemanha campeã da Copa de 2014 e presente no esquadrão campeão do primeiro Treble lá em 2012-2013. Após a aposentadoria de Philipp Lahm em julho de 2017, Neuer virou capitão do Bayern e teve a honra de erguer as taças conquistadas entre 2018 e 2021. Na temporada 2019-2020, o camisa 1 superou as lesões que o atormentaram na época 2018-2019 e foi simplesmente sensacional, com defesas impressionantes e os bloqueios que tanto o consagraram ao longo da década, principalmente em chutes à queima roupa. 

Neuer ergue a taça do Mundial de 2020. Foto: MOHAMMED DABBOUS/REUTERS.

 

Com uma capacidade rara de defender com os pés e pernas, Neuer ressurgiu categoricamente e foi um gigante para o novo Treble do Bayern em 2020. São mais de 400 jogos com a camisa do Bayern e uma média inferior a um gol sofrido por jogo pelo clube. Ele é o único goleiro da história a vencer dois Trebles por um clube na Europa. Mais um imortal para o seleto rol de grandes goleiros do Bayern, ao lado de Sepp Maier e Oliver Kahn

 

Goleiro: Sepp Maier – 67,7% dos votos

Período no clube: 1962-1980

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (1976), 3 Ligas dos Campeões da UEFA (1973-1974, 1974-1975 e 1975-1976), 1 Recopa da UEFA (1966-1967), 4 Campeonatos Alemães (1968-1969, 1971-1972, 1972-1973 e 1973-1974) e 4 Copas da Alemanha (1965-1966, 1966-1967, 1968-1969 e 1970-1971).

Jogos: 700

 

As pernas arqueadas, o cabelo avermelhado, as mãos enormes e o corpo esguio lhe davam uma aparência marcante e inconfundível. Em campo, sua agilidade debaixo das traves lhe deu o apelido de “Die Katze” (O Gato, em alemão). Mais do que isso, ele marcou época com bom humor, simpatia, brincadeiras e títulos inesquecíveis tanto por seu clube, o Bayern München, quanto pela seleção alemã. Josef-Dieter Maier, mais conhecido como Sepp Maier, foi o melhor goleiro do mundo nos anos 1970 e um patrimônio do futebol alemão. Seu talento inspirou diversos goleiros, incluindo Oliver Kahn. 

Maier e a “Velhinha Orelhuda”: foram três em três anos pelo Bayern.

 

Ídolo máximo do Bayern ao lado do amigo Franz Beckenbauer, o goleiro é presença marcante em qualquer lista de melhores de todos os tempos, principalmente por suas atuações na Copa do Mundo de 1974 e nas tantas partidas decisivas do Bayern pela Alemanha e Europa naquela época. Concentrado, disciplinado e sempre com trajes impecáveis, o alemão foi um exemplo a ser seguido e o símbolo perfeito de um grande goleiro. Ele é até hoje o recordista em jogos com a camisa alvirrubra: 700 partidas. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

 

Lateral-Direito: Philipp Lahm – 96,8% dos votos

Período no clube: 2002-2017

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial de Clubes da FIFA (2013), 1 Liga dos Campeões da UEFA (2012-2013), 1 Supercopa da UEFA (2013), 8 Campeonatos Alemães (2005-2006, 2007-2008, 2009-2010, 2012-2013, 2013-2014, 2014-2015, 2015-2016 e 2016-2017), 6 Copas da Alemanha (2005-2006, 2007-2008, 2009-2010, 2012-2013, 2013-2014 e 2015-2016), 3 Supercopas da Alemanha (2010, 2012 e 2016) e 1 Copa da Liga Alemã (2007).

Jogos: 517

Gols: 16

 

Com uma técnica apurada e privilegiada, ele se sobressaiu nas categorias de base do Bayern nos anos 1990. Naquele início, criava jogadas pelo meio e, aos poucos, foi recuando para as laterais, sendo apto a atuar tanto pela direita quanto pela esquerda. Quando conseguiu uma vaga entre os profissionais do Bayern, logo foi emprestado ao Stuttgart, algo que certamente deixaria outro jogador bravo e desmotivado por ser jogado para escanteio. Só que ele agarrou aquela oportunidade para amadurecer e crescer. Retornou ao seu clube do coração e provou seu valor. E, em 2006, fez seu debute em uma Copa do Mundo marcando um golaço logo na estreia da Nationalelf. De fato, ele não era um jogador comum. Era especial. Ano a ano foi vencendo títulos tanto pelo Bayern quanto individuais até alcançar o auge entre 2013 e 2014, quando venceu o Treble vestindo a braçadeira de capitão dos bávaros.

Xabi Alonso, Lahm e cerveja: cena comum no Bayern de Guardiola!

 

Em 2014, faturou a Copa do Mundo com a seleção alemã e ergueu o troféu máximo do futebol como capitão. Um impecável lateral-direito e um estupendo lateral-esquerdo. O Lahmteral perfeito. Philipp Lahm cravou seu nome na história como um dos melhores laterais de todos os tempos. Isso não é exagero algum. Afinal, você encontrará dificuldades para listar quantos laterais ao longo da história conseguiam jogar com perfeição nos dois lados do campo e ainda “tirar onda” no meio de campo. O craque foi um símbolo de uma era no Bayern e nome indispensável neste Time dos Sonhos. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Lateral-Direito: Joshua Kimmich – 31,2% dos votos

Período no clube: 2015-atual

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial de Clubes da FIFA (2020), 1 Liga dos Campeões da UEFA (2019-2020), 1 Supercopa da UEFA (2020), 6 Campeonatos Alemães (2015-2016, 2016-2017, 2017-2018, 2018-2019, 2019-2020 e 2020-2021), 3 Copas da Alemanha (2015-2016, 2018-2019 e 2019-2020) e 5 Supercopas da Alemanha (2016, 2017, 2018, 2020 e 2021).

Jogos: 291

Gols: 33

 

Sem dúvida um dos mais completos jogadores do futebol alemão na atualidade, Kimmich pode atuar como zagueiro, volante, meio-campista mais avançado e também lateral, apto a exercer funções tanto defensivas quanto ofensivas. Tanta eficiência e regularidade transformaram o jogador em um dos mais utilizados pelos técnicos Kovac e Flick na temporada 2019-2020, a época do Sextuple: foram 51 jogos disputados e sete gols marcados. Kimmich começou a temporada atuando mais no meio de campo e foi deslocado para a lateral após a lesão de Pavard. Foi simplesmente impecável na reta final da Liga dos Campeões da UEFA. Já são quase 300 jogos pelos bávaros.

 

 

Lateral-Esquerdo: Paul Breitner – 86,8% dos votos

Período no clube: 1970-1974 e 1978-1983

Principais títulos pelo clube: 1 Liga dos Campeões da UEFA (1973-1974), 5 Campeonatos Alemães (1971-1972, 1972-1973, 1973-1974, 1979-1980 e 1980-1981) e 2 Copas da Alemanha (1970-1971 e 1981-1982).

Jogos: 347

Gols: 109

 

Com poderosos chutes de fora da área, lançamentos precisos para os companheiros, habilidade, velocidade e liderança, Paul Breitner não poderia tomar outro caminho na carreira: vencer quase todos os principais títulos possíveis para um jogador de futebol, as maiores glórias pela seleção e idolatria eterna da torcida do Bayern München, além do reconhecimento de todos como um dos mais talentosos e completos defensores de todos os tempos. Fabuloso lateral-esquerdo, Breitner escreveu sua história não apenas com atuações fantásticas dentro de campo, mas também fora dele, por sempre dizer o que pensava, não amenizar nas críticas aos companheiros e até aos treinadores.

Breitner e Rummenigge: lendas do Bayern.

 

Mesmo bastante controverso, Breitner jamais deixou de jogar em alto nível e mostrou sua versatilidade com o passar do tempo ao atuar como meio-campista com tanta qualidade como nos tempos de lateral, a ponto de voltar à seleção alemã oito anos depois do título mundial de 1974 e mais uma vez conduzir sua equipe a uma final de Copa, que seria perdida para os italianos. Mas Breitner conseguiu enriquecer ainda mais sua carreira ao balançar as redes nas duas decisões de Mundial que disputou, tornando-se um dos quatro craques a conseguir tal feito (os outros foram Pelé e Vavá, do Brasil, e Zidane, da França). Quando retornou ao Bayern, Breitner fez uma parceria inesquecível ao lado de Rummenigge no comando técnico e tático do time a ponto de a imprensa alemã apelidar o Bayern de FC Breitnigge, tamanha importância da dupla para o time bicampeão alemão em 1980 e 1981. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Lateral-Esquerdo: David Alaba – 38,1% dos votos

Período no clube: 2010-2021

Principais títulos pelo clube: 2 Mundiais de Clubes da FIFA (2013 e 2020), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (2012-2013 e 2019-2020), 2 Supercopas da UEFA (2013 e 2020), 10 Campeonatos Alemães (2009-2010, 2012-2013, 2013-2014, 2014-2015, 2015-2016, 2016-2017, 2017-2018, 2018-2019, 2019-2020 e 2020-2021), 6 Copas da Alemanha (2009-2010, 2012-2013, 2013-2014, 2015-2016, 2018-2019 e 2019-2020) e 5 Supercopas da Alemanha (2012, 2016, 2017, 2018 e 2020).

Jogos: 431

Gols: 33

 

Meio-campista de origem, Alaba virou titular absoluto da lateral-esquerda do Bayern graças ao técnico Jupp Heynckes lá no time do primeiro Treble, em 2012-2013. Foi uma das principais alternativas do esquema tático do time na época e contribuiu para várias jogadas iniciadas por Franck Ribéry. Foi eleito por três anos para o time do ano da UEFA (2013, 2014 e 2015) e se transformou em um dos melhores e mais respeitados defensores do futebol mundial. Na temporada 2019-2020, demonstrou técnica também para atuar como zagueiro, e foi nessa posição que atuou a maior parte da temporada após a ascensão meteórica de Alphonso Davies. Alaba é um dos recordistas em troféus pelo Bayern com 27 títulos.

 

 

Zagueiro: Franz Beckenbauer – 97,4% dos votos

Período no clube: 1964-1977

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (1976), 3 Ligas dos Campeões da UEFA (1973-1974, 1974-1975 e 1975-1976), 1 Recopa da UEFA (1966-1967), 4 Campeonatos Alemães (1968-1969, 1971-1972, 1972-1973 e 1973-1974) e 4 Copas da Alemanha (1965-1966, 1966-1967, 1968-1969 e 1970-1971).

Jogos: 582

Gols: 75

 

O futebol alemão já era campeão mundial quando, em 1964, exatamente 10 anos depois do primeiro título, conheceu um jogador que seria o maior símbolo do esporte na Alemanha por duas décadas. Esse craque mudaria para sempre o futebol no país com uma elegância e eficiência nunca antes vista na história, além da extrema liderança em campo. Suas atuações brilhantes, fabulosas e seguras deram a ele o título de “Der Kaiser” (O Imperador, em alemão). Franz Beckenbauer foi, sem dúvida, o maior jogador alemão da história do futebol, e também um dos cinco ou seis maiores de todos os tempos. O craque podia jogar plenamente na zaga, formidavelmente no meio de campo e até como lateral. Para melhorar, ainda marcava gols.

Pela seleção, Beckenbauer levantou a Copa de 1974 como capitão.

 

Foi um dos grandes líderes do super Bayern München da década de 1970 e capitão da Alemanha nos títulos da Europa e do Mundo, também na década de 1970. Depois de pendurar as chuteiras, conseguiu se igualar ao brasileiro Zagallo e ser o segundo homem a vencer uma Copa do Mundo tanto como jogador quanto como técnico. O Kaiser é o 5º jogador com mais partidas na história do Bayern, venceu duas Bolas de Ouro da France Football, em 1972 e 1976, e ainda foi eleito para o Ballon d’Or Dream Team de 2020. Beckenbauer foi, também, presidente do Bayern entre 1994 e 2009. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Zagueiro: Hans-Georg Schwarzenbeck – 54% dos votos

Período no clube: 1966-1981

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (1976), 3 Ligas dos Campeões da UEFA (1973-1974, 1974-1975 e 1975-1976), 1 Recopa da UEFA (1966-1967), 6 Campeonatos Alemães (1968-1969, 1971-1972, 1972-1973, 1973-1974, 1979-1980 e 1980-1981) e 3 Copas da Alemanha (1966-1967, 1968-1969 e 1970-1971).

Jogos: 554

Gols: 21

 

Fiel ao Bayern em toda carreira, o zagueirão foi uma lenda do esporte e exemplo de regularidade. Dominava a grande área como poucos e dava segurança à retaguarda bávara para as investidas do companheiro Beckenbauer ao campo de ataque. Aliás, ele e o Kaiser formaram sem dúvida alguma uma das duplas de zaga mais lendárias do futebol. O entrosamento foi levado pelo técnico Helmut Schön à seleção alemã, que venceu a Eurocopa de 1972 e a Copa do Mundo de 1974 com a dupla no time principal. Schwarzenbeck ainda era perigoso nas bolas aéreas e nos chutes de fora da área. Em 1974, ele marcou o gol que forçou o replay da final da Liga dos Campeões da UEFA contra o Atlético de Madrid. O zagueiro é o 6º atleta que mais jogos disputou pelo Bayern na história.

 

Zagueiro: Jérôme Boateng – 41,3% dos votos

Período no clube: 2011-2021

Principais títulos pelo clube: 2 Mundiais de Clubes da FIFA (2013 e 2020), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (2012-2013 e 2019-2020), 2 Supercopas da UEFA (2013 e 2020), 9 Campeonatos Alemães (2012-2013, 2013-2014, 2014-2015, 2015-2016, 2016-2017, 2017-2018, 2018-2019, 2019-2020 e 2020-2021), 5 Copas da Alemanha (2012-2013, 2013-2014, 2015-2016, 2018-2019 e 2019-2020) e 2 Supercopas da Alemanha (2012 e 2020).

Jogos: 364

Gols: 10

 

Durante 10 anos, o defensor sempre foi um dos titulares absolutos do clube alemão e esteve presente nos grandes times da equipe ao longo da década de 2010, inclusive no time do primeiro Treble. Mesmo sem demonstrar muita técnica com a bola nos pés, se garantia na força física, nas bolas aéreas e na velocidade, embora esta última já não tenha sido uma de suas virtudes por conta da idade. Versátil, podia atuar não só na zaga, mas também nas duas laterais. Algumas lesões atrapalharam seu rendimento na temporada 2019-2020, mas conseguiu fazer bons jogos e disputou 38 partidas, ganhando a confiança de Hansi Flick. Foi ídolo da torcida e um símbolo de uma era recheada de títulos. Foi titular, também, da Alemanha campeã do mundo em 2014.

 

Zagueiro: Lúcio – 39,7% dos votos

Período no clube: 2004-2009

Principais títulos pelo clube: 3 Campeonatos Alemães (2004-2005, 2005-2006 e 2007-2008), 3 Copas da Alemanha (2004-2005, 2005-2006 e 2007-2008) e 2 Copas da Liga Alemã (2004 e 2007).

Jogos: 218

Gols: 12

 

Em franca ascensão, o zagueiro brasileiro foi contratado pelo Bayern em 2004 após grandes jogos pelo Bayer Leverkusen, vice-campeão europeu de 2002. Com muita raça, força física, grande senso de colocação, impulsão impressionante e investidas pontuais ao ataque, Lúcio virou peça fundamental do Bayern tricampeão alemão entre 2005 e 2008 e um dos mais laureados defensores do mundo na época. Ele acabou deixando a Baviera em 2009 para iniciar uma outra era de títulos e idolatria na Inter de Milão.

 

 

Volante: Bastian Schweinsteiger – 84,6% dos votos

Período no clube: 2002-2015

Principais títulos pelo clube: 1 Liga dos Campeões da UEFA (2012-2013), 1 Supercopa da UEFA (2013), 8 Campeonatos Alemães (2002-2003, 2004-2005, 2005-2006, 2007-2008, 2009-2010, 2012-2013, 2013-2014 e 2014-2015), 7 Copas da Alemanha (2002-2003, 2004-2005, 2005-2006, 2007-2008, 2009-2010, 2012-2013 e 2013-2014), 1 Supercopa da Alemanha (2010) e 1 Copa da Liga Alemã (2007).

Jogos: 500

Gols: 68

 

Cria do Bayern, viu dos juniores todo o período de altos e baixos do clube entre 1998 e 2001 até ser integrado aos profissionais em 2002. Começou a chamar a atenção com seu futebol eficiente e técnico, e, com o passar dos anos, virou titular e se consagrou como um dos maiores do clube. Jogou no Bayern de 2002 até 2015 e venceu 19 títulos. Schweinsteiger podia jogar em qualquer posição do meio de campo e era simplesmente impecável na armação, marcação, desarme e nos passes. Motor do time e um dos líderes do elenco, além de ser extremamente identificado com a torcida, Schweinsteiger viveu o inferno ao perder um pênalti na final da UCL de 2012 e foi o retrato do drama bávaro naquele ano, mas deu a volta por cima e conquistou o título que ele tanto merecia em 2013. Ídolo em Munique e também da Alemanha, Schweinsteiger disputou as Copas de 2006, 2010 e 2014 – sendo campeão desta última.

 

Volante: Lothar Matthäus – 64,4% dos votos

Período no clube: 1984-1988 e 1992-2000

Principais títulos pelo clube: 1 Copa da UEFA (1995-1996), 7 Campeonatos Alemães (1984-1985, 1985-1986, 1986-1987, 1993-1994, 1996-1997, 1998-1999 e 1999–2000), 2 Copas da Alemanha (1985-1986 e 1997-1998), 3 Supercopas da Liga Alemã (1997, 1998 e 1999) e 1 Supercopa da Alemanha (1987).

Jogos: 406

Gols: 100

 

Uma das maiores lendas da história do futebol alemão, Matthäus teve duas passagens pelo Bayern. A primeira, nos anos 1980, catapultou o craque ao mais alto pelotão de talentos do futebol europeu e deu ao jovem a titularidade na Alemanha que disputou a Copa do Mundo de 1986 e alcançou a final – ele inclusive foi o responsável por marcar ninguém mais ninguém menos que Diego Maradona. Meio campista cheio de técnica, vigor, força de marcação, precisão no desarme, chute poderoso, faro goleador e muita liderança, Matthäus colecionou títulos no Bayern e quase venceu a UCL de 1987, mas o caneco ficou com o Porto. Naquela época, o craque compôs uma lendária linha ao lado de Andreas Brehme e Hansi Flick – que seria técnico do próprio Bayern na conquista do Sextuple de 2020

Após um período vitorioso na Inter de Milão e de capitanear a Alemanha no título da Copa do Mundo de 1990, Matthäus voltou ao Bayern atuando como líbero e continuou impecável como sempre. Nessa segunda passagem, Matthäus levantou uma Copa da UEFA e mais títulos nacionais, só que a UCL voltou a escapar na decisão de 1999 contra o Manchester United. Na virada do milênio, o camisa 10 saiu pela porta dos fundos do clube por cobrar uma dívida na justiça de 500 mil euros em 2000, quando deixou o Bayern após 12 anos. Mesmo assim, é difícil montar um Bayern dos Sonhos sem ele, tanto é que ele foi bem votado tanto para jogar de zagueiro como de volante. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Volante: Stefan Effenberg – 41,5% dos votos

Período no clube: 1990-1992 e 1998-2002

Principais títulos pelo clube: 1 Liga dos Campeões da UEFA (2000-2001), 3 Campeonatos Alemães (1998-1999, 1999–2000 e 2000-2001), 1 Copa da Alemanha (1999-2000), 3 Supercopas da Liga Alemã (1998, 1999 e 2000) e 1 Supercopa da Alemanha (1990).

Jogos: 234

Gols: 49

 

Foi o coração do Bayern na era de ouro entre 1998-2001 e sinônimo de uma geração que superou as adversidades para chegar ao topo do mundo. Líder nato, técnico, dono de um chute poderoso, incrível habilidade nos passes, visão de jogo formidável e forte fisicamente, Effenberg foi ídolo e um símbolo que entrou para a história do Bayern. No meio de campo, controlava as ações como poucos e fez uma dupla inesquecível ao lado de Jens Jeremies. Jogou no clube de 1990 até 1992 e de 1998 até 2002. Ottmar Hitzfeld tinha o jogador como um exemplo e declarou certa vez que “Effenberg liderava o time e muitos dos jogadores ganhavam vida com ele por perto”. E ganhavam mesmo! Effenberg venceu o prêmio de futebolista do ano da UEFA em 2001 e só não teve uma carreira mais duradoura na seleção pelo temperamento explosivo e as polêmicas com técnicos e dirigentes.

 

 

Meia: Franck Ribéry – 76,8% dos votos

Período no clube: 2007-2019

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial de Clubes da FIFA (2013), 1 Liga dos Campeões da UEFA (2012-2013), 1 Supercopa da UEFA (2013), 9 Campeonatos Alemães (2007-2008, 2009-2010, 2012-2013, 2013-2014, 2014-2015, 2015-2016, 2016-2017, 2017-2018 e 2018-2019), 6 Copas da Alemanha (2007-2008, 2009-2010, 2012-2013, 2013-2014, 2015-2016 e 2018-2019), 4 Supercopas da Alemanha (2012, 2016, 2017 e 2018) e 1 Copa da Liga Alemã (2007).

Jogos: 425

Gols: 124

 

Outro craque no meio de campo e ataque do Bayern vencedor do Treble de 2012-2013, o francês foi simplesmente perfeito naquela temporada. Grande articulador e principal garçom do time (foram 14 assistências só na Bundesliga), o craque foi um dos principais nomes do time com muita precisão nos passes e nos chutes, além de crescer nos momentos decisivos, vide o passe para o gol de Robben na decisão da UCL diante do Borussia. Marcou muitos gols, foi essencial no esquema do técnico Heynckes e ficou na 3ª posição na premiação do Ballon d’Or da France Football de 2013. Aliás, aquele ano foi o melhor da carreira de Ribéry, que venceu várias premiações individuais e consagrou de vez sua parceria com Arjen Robben, criando a dupla Robbery, tamanho entrosamento e importância dos meias para o esquema tático do Bayern na época. Rápido, criativo, driblador e perito em abrir espaços nas defesas, além de provocar os adversários vez ou outra, o francês é um dos maiores ídolos da história do Bayern.

 

Meia: Thomas Müller – 68,4% dos votos

Período no clube: 2008-atual

Principais títulos pelo clube: 2 Mundiais de Clubes da FIFA (2013 e 2020), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (2012-2013 e 2019-2020), 2 Supercopas da UEFA (2013 e 2020), 10 Campeonatos Alemães (2009-2010, 2012-2013, 2013-2014, 2014-2015, 2015-2016, 2016-2017, 2017-2018, 2018-2019, 2019-2020 e 2020-2021), 5 Copas da Alemanha (2009-2010, 2012-2013, 2013-2014, 2015-2016, 2018-2019 e 2019-2020) e 7 Supercopas da Alemanha (2010, 2012, 2016, 2017, 2018, 2020 e 2021).

Jogos: 619

Gols: 226

 

O mundo conheceu o talento de Thomas Müller na Copa de 2010, quando o alemão se tornou a maior revelação do Mundial e um dos artilheiros. Mas foi com a camisa do Bayern, seu clube desde sempre, que o atacante manteve a sina dos ótimos “Müller” na Baviera e amadureceu como atleta. O atacante foi um dos principais responsáveis pelo brilho da equipe com gols e um futebol muito solidário e operário ao ajudar na marcação, roubar bolas dos adversários e jogar com muita raça. Vibra demais com seus gols e tem o Bayern em suas veias, fazendo o papel de torcedor-jogador.

Müller, Lewandowski e Gnabry: trio demolidor do Bayern de 2019-2020.

 

Thomas Müller e Kimmich.

 

Ídolo da torcida, virou carrasco do Barcelona nos dois títulos da UCL de 2012-2013 e 2019-2020, quando marcou gols decisivos nos duelos eliminatórios contra os catalães – incluindo no lendário 8 a 2. Thomas Müller foi campeão do mundo com a Alemanha em 2014 e é um dos maiores e mais inteligentes jogadores ofensivos do futebol da década de 2010. Ele é o 3º maior artilheiro da história do Bayern, atrás “apenas” de Gerd Müller e Robert Lewandowski, é o atleta com mais jogos pelo Bayern na história da Liga dos Campeões da UEFA – 135 partidas – e o recordista em assistências em uma só temporada na Bundesliga pelo Bayern – 21 passes para gols em 2019-2020.

 

Meia: Arjen Robben – 59,5% dos votos

Período no clube: 2009-2019

Principais títulos pelo clube: 1 Liga dos Campeões da UEFA (2012-2013), 1 Supercopa da UEFA (2013), 8 Campeonatos Alemães (2009-2010, 2012-2013, 2013-2014, 2014-2015, 2015-2016, 2016-2017, 2017-2018 e 2018-2019), 5 Copas da Alemanha (2009-2010, 2012-2013, 2013-2014, 2015-2016 e 2018-2019) e 5 Supercopas da Alemanha (2010, 2012, 2016, 2017 e 2018).

Jogos: 309

Gols: 144

 

O holandês, antes de 2013, jogava bem durante as várias competições que disputava, mas dava muito azar nas decisões. Foi assim na Copa do Mundo de 2010, pela Holanda, nas duas finais de UCL que disputou pelo Bayern, em 2010 e 2012 (esta com pênalti perdido na prorrogação) e na final da Copa da Alemanha de 2012. Porém, Robben calou tudo e todos na temporada 2012-2013. O astro do Bayern jogou muito, marcou gols em vários jogos decisivos e marcou o gol do título do Bayern na final da UCL, sendo o principal responsável por enterrar a fama de derrotismo que já assolava tanto o clube alemão como ele próprio. Não é à toa que o holandês chorou como criança ao final do jogo. 

 

Atacante arisco e que fazia de tudo com uma endiabrada perna esquerda, Robben foi a principal arma ofensiva do Bayern na reta final da temporada e um dos destaques do time, além de ter acabado com o Barcelona na semifinal ao marcar gols nos dois jogos. Após os títulos de 2013, o holandês seguiu como peça fundamental nas caminhadas gloriosas do time dentro de casa entre 2014 e 2019 sempre atuando pelo lado direito do campo. Robben é o 8º maior artilheiro da história do Bayern com 144 gols em 309 jogos.

 

Meia: Michael Ballack – 49,5% dos votos

Período no clube: 2002-2006

Principais títulos pelo clube: 3 Campeonatos Alemães (2002-2003, 2004-2005 e 2005-2006), 3 Copas da Alemanha (2002-2003, 2004-2005 e 2005-2006) e 1 Copa da Liga Alemã (2004).

Jogos: 157

Gols: 62

 

Após anos de sucesso no Kaiserslautern e Bayer Leverkusen, Ballack precisava ter o Bayern em seu currículo. E teve. O talentoso meia chegou em 2002 e, logo de cara, marcou gols decisivos que ajudaram o time a faturar duas taças nacionais na temporada 2002-2003. Forte, com ótimo passe, boa visão de jogo e dono de um chute poderoso, o jogador foi um dos maiores de sua época e uma estrela mundial. Ficou até 2006 na equipe, marcou 62 gols em 157 jogos, mas não conseguiu disputar uma final de Liga dos Campeões, competição que ele nunca teve sorte – perdeu o título na final de 2002, pelo Bayer, contra o Real Madrid, e em 2008, quando estava no Chelsea e foi derrotado pelo Manchester United. Pela seleção, disputou 98 jogos e marcou 42 gols. Ballack só não teve uma carreira ainda mais laureada por conta das lesões que tanto o atormentaram.

 

 

Atacante: Gerd Müller – 96,3% dos votos

Período no clube: 1964-1979

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (1976), 3 Ligas dos Campeões da UEFA (1973-1974, 1974-1975 e 1975-1976), 1 Recopa da UEFA (1966-1967), 4 Campeonatos Alemães (1968-1969, 1971-1972, 1972-1973 e 1973-1974) e 4 Copas da Alemanha (1965-1966, 1966-1967, 1968-1969 e 1970-1971).

Jogos: 605

Gols: 563

 

Ele foi um dos mais letais e precisos goleadores da história do futebol, daqueles que dificilmente ficava um jogo sem marcar. Seus chutes eram certeiros, rasteiros, um terror para os goleiros. Seu faro apurado deixava o Bayern sempre com a certeza de que um placar de 1 a 0 era praticamente garantido antes mesmo do pontapé inicial, afinal, Gerhard Müller, ou apenas Gerd Müller, era um verdadeiro bombardeio. Com números incríveis e médias fabulosas, o baixinho troncudo fez história com a camisa do Bayern, onde conquistou o tricampeonato europeu na década de 1970 e um Mundial Interclubes, e com o manto da seleção alemã, quando foi artilheiro da Copa de 1970 e campeão em 1974, marcando o gol do título mundial sobre a temida Holanda. 

Por muitos anos, Müller ostentou a invejável marca de maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 14 gols, até ser superado por Ronaldo e pelo compatriota Klose décadas depois. Porém, o craque segue como maior artilheiro do Bayern em todos os tempos com impressionantes 563 gols em 603 jogos e foi artilheiro da Bundesliga em sete temporadas e é o maior artilheiro da Bundesliga com 365 gols em 427 jogos, recordes que permanecem até hoje. Um craque imortal que você pode ler mais sobre clicando aqui!

 

Atacante: Robert Lewandowski – 92,6% dos votos

Período no clube: 2014-atual

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial de Clubes da FIFA (2020), 1 Liga dos Campeões da UEFA (2019-2020), 1 Supercopa da UEFA (2020), 7 Campeonatos Alemães (2014-2015, 2015-2016, 2016-2017, 2017-2018, 2018-2019, 2019-2020 e 2020-2021), 3 Copas da Alemanha (2015-2016, 2018-2019 e 2019-2020) e 5 Supercopas da Alemanha (2016, 2017, 2018, 2020 e 2021).

Jogos: 369

Gols: 340

 

Vive o auge da carreira e demonstrou isso temporada após temporada vestindo a camisa do Bayern. Em 2019-2020, conseguiu ofuscar em diversas oportunidades os extraterrestres Cristiano Ronaldo e Messi. Na temporada o Sextuple, Lewandowski marcou absurdos 55 gols em 47 jogos (média de 1,17 gols por jogo), foi o artilheiro da Bundesliga pela quinta vez (34 gols em 31 jogos), artilheiro da Liga dos Campeões da UEFA (15 gols em 10 jogos, o primeiro artilheiro da UCL vestindo a camisa do Bayern desde Dieter Hoeneß, em 1982), artilheiro da Copa da Alemanha pela quinta vez (6 gols em 5 jogos), maior assistente da Liga dos Campeões da UEFA (seis assistências) e Melhor Futebolista na Alemanha em 2020, além de Melhor Jogador do Mundo pela FIFA (feito repetido em 2021).

 

Lewandowski aperfeiçoou ainda mais seu estilo de jogo e foi não só o goleador pirotécnico (capaz de marcar gols em profusão e em questão de poucos minutos, como já vimos aqui) que o consagrou, mas também um atacante solidário, que atrai a marcação para si e deixa os companheiros que vêm de trás livres e prontos para finalizar ao gol. O polonês já é o 2º maior goleador do Bayern em todos os tempos e conseguiu inclusive quebrar um dos recordes de Gerd Müller: número de gols em uma só Bundesliga – foram 41 na temporada 2020-2021, superando os 40 de Gerd Müller em 1971-1972. Simplesmente imortal!

 

Atacante: Karl-Heinz Rummenigge – 86,3% dos votos

Período no clube: 1974-1984

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (1976), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (1974-1975 e 1975-1976), 4 Campeonatos Alemães (1979-1980 e 1980-1981) e 2 Copas da Alemanha (1981-1982 e 1983-1984).

Jogos: 422

Gols: 217

 

Ele era forte, arisco, inteligente, driblador, tinha uma aceleração explosiva, iniciava as jogadas, mas também as construía na plenitude, marcando gols de arrancadas fulminantes, de cabeça e de tudo quanto era jeito. Um desavisado poderia até pensar que ele era latino. Mas não. Ele era alemão. E muito. A começar pelo nome: Karl-Heinz Rummenigge. O mundo do futebol teve o privilégio de presenciar no final dos anos 1970 e em grande parte da década de 1980 o esplendor de um dos maiores atacantes da história do esporte e também um dos mais talentosos que já existiu. Com a bola nos pés, Rummenigge parecia um touro fulminante que deixava gélidos os zagueiros rivais, que não tinham ferramentas ou talento disponíveis para frear aquele craque que transbordava talento, objetividade e faro de gols. Depois que Franz Beckenbauer deixou o Bayern, foi Rummenigge o responsável por colocar embaixo de seus braços toda uma torcida carente de seu ídolo.

O mesmo aconteceu na seleção, quando Rummenigge a capitaneou em duas Copas seguidas e por pouco, mas muito pouco, não levantou a taça mais cobiçada do planeta. Rummenigge foi vítima de uma curiosa pregação de peça dos deuses da bola que privaram tantos craques de uma Copa do Mundo, tais como Puskás, Cruyff, Zico, Platini, Maldini e muitos outros. Mesmo assim, o astro alemão conseguiu a imortalidade e até mesmo a honra de ter sido considerado por muitos o segundo melhor jogador alemão de todos os tempos, abaixo apenas de Beckenbauer e à frente de Lothar Matthäus. Rummenigge é o 4º maior artilheiro da história do Bayern com 217 gols. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Atacante: Jürgen Klinsmann – 52,1% dos votos

Período no clube: 1995-1997

Principais títulos pelo clube: 1 Copa da UEFA (1995-1996) e 1 Campeonato Alemão (1996-1997).

Jogos: 84

Gols: 48

 

Ele já era um atacante consagrado no futebol, havia conquistado a Copa do Mundo de 1990 e a Eurocopa de 1996 pela Alemanha, tinha celebrado títulos por vários clubes, mas faltava uma coisa em sua carreira: jogar pelo Bayern. E, entre 1995 e 1997, Jürgen Klinsmann mudou novamente de ares e, mesmo em boa fase no Tottenham, o jogador não resistiu a uma oferta do maior clube da Alemanha e aceitou o desafio. Lá, o atacante manteve a boa média de um gol a cada duas partidas e deu show na temporada 1995-1996 ao marcar nada mais nada menos que 15 gols em 12 jogos do Bayern pela Copa da UEFA, um recorde na competição. Só nos duelos contra o Benfica-POR, nas oitavas de final, o atacante marcou seis gols (quatro num jogo e dois no outro).

Eram tabelinhas, cabeçadas, dribles e chutes certeiros que maravilhavam a todos e, claro, a exigente torcida bávara. Na final, contra o Bordeaux-FRA, Klinsmann fez o gol do título na vitória por 3 a 1 do segundo jogo. Na temporada seguinte, o astro conquistou o tão sonhado título da Bundesliga e ajudou o time ao ser um dos artilheiros com 15 gols. Mesmo em uma passagem relâmpago, é inegável dizer que Klinsmann deixou (e muito!) sua marca na história bávara. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Atacante: Giovane Élber – 34,7% dos votos

Período no clube: 1997-2004

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (2001), 1 Liga dos Campeões da UEFA (2000-2001), 4 Campeonatos Alemães (1998-1999, 1999–2000, 2000-2001 e 2002-2003), 3 Copas da Alemanha (1997-1998, 1999-2000 e 2002-2003) e 4 Supercopas da Liga Alemã (1997, 1998, 1999 e 2000).

Jogos: 266

Gols: 139

 

É o brasileiro mais adorado pelo torcedor bávaro em toda a história. E motivos não faltam, afinal, ele foi o artilheiro máximo da equipe nas Bundesligas de 1999-2000 (14 gols), 2000-2001 (15 gols, além de ter sido o artilheiro máximo com 21), 2001-2002 (17 gols e artilheiro máximo com 24) e 2002-2003 (21 gols, e artilheiro máximo com 32), além de ter sido por muito tempo o estrangeiro com mais gols na história da competição nacional – 133 gols em 256 jogos por dois clubes, Stuttgart e Bayern. Foi justamente pelo futebol apresentado no Stuttgart que o brasileiro foi contratado pelos bávaros, em 1997, onde ficou até 2003. 

Élber e Zé Roberto fazem a festa em 2003.

 

Habilidoso, oportunista e com faro artilheiro, o atacante foi decisivo em várias das conquistas do clube no período e marcou 92 gols em 169 jogos de Bundesliga pelo Bayern, além de 139 gols em 265 no total – é o sétimo na lista dos dez maiores artilheiros da história do clube. Élber venceu 13 títulos com o Bayern e foi um dos preferidos do técnico Hitzfeld, que dizia que o brasileiro era “um de seus mais importantes jogadores”. Élber foi tão querido pela torcida que entrou para o Hall da fama do clube e representa o Bayern em vários eventos pelo mundo como embaixador.

 

 

Técnico: Udo Lattek – 35,3% dos votos

Período no clube: 1970-1975 e 1983-1987

Principais títulos pelo clube: 1 Liga dos Campeões da UEFA (1973-1974), 6 Campeonatos Alemães (1971-1972, 1972-1973, 1973-1974, 1984-1985, 1985-1986 e 1986-1987) e 3 Copas da Alemanha (1970-1971, 1983-1984 e 1985-1986).

Retrospecto: 411 jogos, 253 vitórias, 91 empates e 67 derrotas. Aproveitamento de 61,55%.

 

Ele foi o “grande professor” do futebol alemão. Nenhum outro venceu tantos títulos por clubes germânicos como ele e nenhum outro treinador daquela terra conseguiu vencer os três principais torneios organizados pela UEFA, muito menos por três clubes diferentes. Até Franz Beckenbauer, o maior jogador de toda a história da Alemanha, se rendeu aos talentos, às táticas e ao estilo clássico de ensinar futebol de Udo Lattek, um homem que nasceu para os esportes, que sempre teve o porte e o físico de atleta e que esbanjou inteligência durante três décadas. 

Lattek montou um dos maiores esquadrões que a Alemanha – e o mundo – já viu: o Bayern multicampeão europeu dos anos 1970 e que foi a base da Alemanha campeã da Copa de 1974 com Sepp Maier, Schwarzenbeck, Gerd Müller, Uli Hoeness e, claro, Beckenbauer. Além de brilhar pelo Bayern em dois períodos distintos, ele ajudou a forjar a sina vencedora do clube e catapultou o Bayern ao topo da Alemanha – de onde o clube jamais saiu. Lattek foi ídolo e campeão, também, pelo Borussia Mönchengladbach e pelo Barcelona. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

 

Bayern dos Sonhos do Imortais!

 

Goleiros: Sepp Maier e Manuel Neuer

Laterais-Direitos: Philipp Lahm e Joshua Kimmich

Laterais-Esquerdos: Paul Breitner e Bixente Lizarazu

Zagueiros: Franz Beckenbauer, Hans-Georg Schwarzenbeck, Jérôme Boateng e Klaus Augenthaler

Volantes: Bastian Schweinsteiger, Lothar Matthäus e Stefan Effenberg

Meias: Franck Ribèry, Thomas Müller, Arjen Robben e Uli Hoeness

Atacantes: Gerd Müller, Robert Lewandowski, Karl-Heinz Rummenigge, Jürgen Klinsmann e Giovane Élber

Técnico: Udo Lattek

 

Time A – formação 1 – 4-3-3:

Maier; Lahm, Beckenbauer, Schwarzenbeck e Breitner; Schweinsteiger, Matthäus e Ribèry; Rummenigge, Gerd Müller e Lewandowski.

Nosso time A é praticamente o mesmo que o escolhido pelos leitores e leitoras, a diferença está no gol: Sepp Maier assume a titularidade, enquanto Manuel Neuer fica na reserva. Isso vale para as formações 2 e 3.

 

Time A – formação 2 – 4-3-3:

Maier; Lahm, Beckenbauer, Schwarzenbeck e Breitner; Matthäus, Thomas Müller e Ribèry; Rummenigge, Gerd Müller e Lewandowski.

Time A – formação 3 – 4-3-3:

Maier; Lahm, Beckenbauer, Schwarzenbeck e Breitner; Matthäus, Robben e Ribèry; Rummenigge, Gerd Müller e Lewandowski.

Time B – formação – 4-3-1-2:

Neuer; Kimmich, Augenthaler, Boateng e Lizarazu; Effenberg, Robben e Hoeness; Thomas Müller; Élber e Klinsmann.

Nosso time B possui algumas novidades. Na zaga, o ídolo Augenthaler, presente em vários esquadrões dos anos 1980 e campeão do mundo em 1990, faz dupla de zaga com Boateng. Na lateral-esquerda, Bixente Lizarazu, do time campeão europeu de 2001, entra para dar mais proteção ao setor. Na frente, Uli Hoeness, do grande time dos anos 1970, é a nossa escolha para jogar ao lado de Effenberg e Robben. Thomas Müller teria uma posição mais centralizada no ataque, distribuindo a bola e fazendo o papel de garçom e também de elemento surpresa no ataque.

 

Lateral-Esquerdo: Bixente Lizarazu

Período no clube: 1997-2004 e 2005-2006

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (2001), 1 Liga dos Campeões da UEFA (2000-2001), 6 Campeonatos Alemães (1998-1999, 1999–2000, 2000-2001, 2002-2003, 2004-2005 e 2005-2006), 5 Copas da Alemanha (1997-1998, 1999-2000, 2002-2003, 2004-2005 e 2005-2006), 4 Supercopas da Liga Alemã (197, 1998, 1999 e 2000).

Jogos: 273

Gols: 8

 

Com apenas 1,69m de altura, Lizarazu compensava a baixa estatura para um defensor com muita técnica, ótima impulsão, cruzamentos impecáveis, apoio maciço ao ataque e talento que o transformaram num dos maiores laterais-esquerdos do futebol mundial. Após algumas contusões em seu início no Bayern, nas temporadas 1997-1998 e 1998-1999, o craque assumiu a lateral de vez a partir da temporada 1999-2000 e foi um dos destaques do time até 2004, quando deixou o clube por alguns meses até voltar em 2005 e se aposentar no Bayern em 2006, época em que vestia a camisa 69 por ter nascido em 1969, medir 1,69m e pesar 69kg, segundo palavras do próprio. Disputou 182 jogos na Bundesliga e venceu 17 títulos pelos bávaros. Pela seleção francesa, venceu tudo, incluindo uma Copa do Mundo, em 1998, e uma Eurocopa, em 2000, ambas como titular absoluto. Foram 97 jogos e dois gols com a camisa azul. Foi um grande ídolo em Munique.

 

Zagueiro: Klaus Augenthaler

Foto: AP Photo/Kienzle.

 

Período no clube: 1976-1991

Principais títulos pelo clube: 7 Campeonatos Alemães (1979-1980, 1980-1981, 1984-1985, 1985-1986, 1986-1987, 1988-1989 e 1989-1990), 3 Copas da Alemanha (1981-1982, 1983-1984 e 1985-1986), 2 Supercopas da Alemanha (1987 e 1990).

Jogos: 545

Gols: 74

 

Ídolo da torcida e fiel ao Bayern em toda carreira, Augenthaler jogava bem como zagueiro, lateral ou líbero, com destaque para suas subidas ao ataque e seus gols – foram 74 com a camisa bávara, um número impressionante para um defensor. Ele é o 7º jogador com mais partidas na história do Bayern e outro campeão do mundo pela seleção (em 1990). A única decepção para o zagueiro foi não ter levantado a Liga dos Campeões da UEFA, perdida nas finais de 1982 e 1987.

 

Meia: Uli Hoeness

Período no clube: 1970-1979

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (1976), 3 Ligas dos Campeões da UEFA (1973-1974, 1974-1975 e 1975-1976), 3 Campeonatos Alemães (1971-1972, 1972-1973 e 1973-1974) e 1 Copa da Alemanha (1970-1971).

Jogos: 336

Gols: 115

 

Meio-campista e atacante, Hoeness foi um dos mais criativos jogadores alemães da década de 1970 e uma lenda do Bayern. Capaz de atuar na criação de jogadas, mais avançado na frente ou também recuado distribuindo a bola, Hoeness brilhou no time tricampeão europeu entre 1974 e 1976 e na Alemanha campeã da Europa em 1972 e do mundo em 1974. Após pendurar as chuteiras, Hoeness virou presidente do Bayern por dois mandatos: 2009 e 2014 e 2016-2019.

 

Leia muito mais sobre o Bayern clicando aqui!

 

 

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