
Grandes feitos: Campeã do Mundo em 1998 e Campeã da Eurocopa em 2000.
Time base: Barthez; Thuram, Desailly (Blanc), Lebouef e Lizarazu; Karembeu (Vieira), Deschamps e Petit (Djorkaeff); Zidane; Guivarc´h (Henry) e Dugarry (Trezeguet). Técnicos: Aimé Jacquet (1998) e Roger Lemerre (1998-2000).
“Allez les Bleus, Allez les Bleus…”
Por Guilherme Diniz
Quando alguém fala com um brasileiro sobre a Copa do Mundo de 1998, ele prontamente irá mencionar coisas como “marmelada”, “copa comprada” e “amarelou”. Porém, o que ele dificilmente irá admitir é que a Seleção Francesa de Futebol, que deu um dos maiores chocolates na história do Brasil em Copas, era melhor. Para os brasileiros, admitir que um adversário seja melhor do que o time canarinho é complicado, angustiante, quase impossível. Mas… Como jogavam aqueles “azuis”, com um meio de campo seguro, laterais que atacavam e defendiam com extrema eficiência e um ataque com o toque dos deuses, ou melhor, de Zinédine Zidane. Sim, aquela França 1998-2000 não só era melhor que o Brasil como era melhor que qualquer outra seleção no planeta no período. Uma geração brilhante coroada de vez com o título da Eurocopa de 2000 em cima da Itália. Ronaldo 100% fez falta para o Brasil? Sim, com certeza. Mas, mesmo com ele em plena forma, penaríamos (e muito) para bater aquele ótimo time, que jogava em casa, no belo Stade de France, com o apoio de 80 mil pessoas. É hora de relembrar.
Sumário
Base de vencedores
Ao montar uma grande seleção, é preciso unir jogadores técnicos, rápidos, inteligentes, e, acima de tudo, vencedores. Foi o que a França fez para ir bem na Copa de 1998, que seria realizada depois de 60 anos no país (a primeira foi em 1938, vencida pela Itália de Meazza). A missão ficou com o técnico Aimé Jacquet, que assumiu a seleção em 1994, ano da Copa dos EUA (que a França não se classificou). Jacquet começou a formar a equipe com base no grande time francês do começo dos anos 1990, o Olympique de Marselha, campeão europeu de 1993 e que tinha como estrelas o goleiro Barthez, o ótimo zagueiro Desailly (que em 1994 já jogava no Milan, campeão europeu), e o volante Deschamps, além de outros grandes nomes de outros clubes como Robert Pires, Laurent Blanc, Lizarazu, Thuram, Vieira, Zidane e duas jovens promessas: Trezeguet e Henry. Pronto, o time base estava formado e era hora de começar a treinar a equipe para a Copa de 1998.

Primeiro grande desafio
Antes do mundial, a França disputou a Eurocopa de 1996, na Inglaterra. Na primeira fase, a equipe mostrou um bom volume de jogo e venceu a Romênia por 1 a 0, a Bulgária por 3 a 1 e empatou em 1 a 1 com a Espanha. Classificação assegurada, hora de a equipe enfrentar a poderosa Holanda de Kluivert, Seedorf, R. De Boer e Van der Sar, astros que brilharam no Ajax campeão europeu de 1995. O jogo foi muito equilibrado, e, depois de 0 a 0 após 120 minutos, as equipes disputaram a vaga nos pênaltis. E deu França, com vitória por 5 a 4. O adversário seguinte foi a República Tcheca, de Nedved, Rada e Poborský. Novo 0 a 0 em 120 minutos e mais uma decisão por pênaltis. Porém, desta vez, os azuis erraram a primeira das cobranças alternadas e perderam por 6 a 5. Fim do sonho do título que não vinha desde 1984, na geração Platini.

Mudanças para melhor
A participação na Eurocopa serviu de aprendizado para todo o grupo. Jacquet pôde detectar os pontos fracos da equipe e corrigi-los, como a falta de pontaria do ataque, que precisava ser mais decisivo, algo que faltou nos confrontos eliminatórios contra Holanda e República Tcheca. Empatar jogos não era bom negócio, ainda mais para uma seleção que queria ser campeã mundial em sua casa.

Enfim, chegou 1998. O país estava em festa e a seleção pronta para fazer um bom papel. Nas apostas, a França estava timidamente entre os favoritos, mas não no mesmo patamar que o então campeão Brasil (que tinha em Ronaldo, melhor jogador do mundo em 1997, sua esperança), Itália (vice-campeã em 1994 e com Maldini, Albertini, Roberto Baggio e Vieri em grande fase) e Holanda (com a geração do Ajax de 1995 brilhando na Europa). Argentina, de Batistuta e Ortega, Alemanha, de Bierhoff e Matthäus, e Inglaterra, de Beckham e o garoto Owen, eram outras que poderiam fazer bonito. A França? Bem, todos viam os donos da casa com um bom elenco, mas que ainda não tinha provado o seu verdadeiro valor. Zidane era contestado por jogar bem pela Juventus e nada pela seleção. No entanto, foi com base nessa desconfiança dos críticos, e no embalo de sua torcida, que os bleus trataram de mostrar serviço.
Primeira fase e sufoco nas Oitavas
A França estreou contra a estreante África do Sul, em Marselha. No palco onde o Olympique deu show no início da década, a França venceu fácil por 3 a 0. O jogo seguinte foi contra a fraca Arábia Saudita, que perdeu feio: 4 a 0, com gols de Henry (2), Trezeguet e Lizarazu. Nessa partida, Zidane foi expulso e ficou de fora por dois jogos. Classificação assegurada, hora de enfrentar a Dinamarca, sempre perigosa com os irmãos Laudrup e o paredão Schmeichel no gol. A vitória veio por 2 a 1, gols de Djorkaeff e Petit, com Michael Laudrup descontando para os dinamarqueses.


A França encarou o Paraguai, do excepcional zagueiro Gamarra – que não tinha cometido (e não cometeu!) nenhuma falta na Copa -, nas oitavas de final. O jogo foi duríssimo, e o 0 a 0 parecia não sair nunca do placar. Foi então que, aos 114´da prorrogação, o zagueiro Blanc fez o gol de ouro, o da classificação. Anfitriões, no sufoco, nas quartas de final. Leia mais sobre esse jogo eterno clicando aqui!
Haja coração!
O adversário nas quartas de final foi a sempre temível Itália, com sua eficiente zaga e dona de um contra-ataque mortal. Novamente, o gol não queria sair, e os franceses começavam a ver o filme da Euro 1996 passar: ataque pouco eficiente e sem pontaria. Já os italianos viam os pênaltis surgirem, assim como em 1994, quando perderam a final da Copa para o Brasil. E o terror foi azul, mas para o azul da Itália. A França venceu por 4 a 3 graças aos erros de Di Biagio e Albertini. Roberto Baggio, “herói” do Brasil quatro anos antes, converteu sua cobrança e exorcizou seus fantasmas pessoais. Ele sim, a Itália, não, que só acabaria com os seus em 2006…

Depois de mais um sufoco, a França teria pela frente a surpreendente Croácia, novata em Copas e grande sensação do torneio, após eliminar a Romênia por 1 a 0 e a Alemanha com um acachapante 3 a 0. O temor dos franceses tinha um nome: Davor Suker, o matador daquela Copa. Mas a Croácia também tinha Jarni, Boban e Prosinecki, que formavam uma retaguarda segura e eficiente. Aquele jogo ficou marcado pelo drama e ascensão de um jogador: Lilian Thuram. O defensor francês falhou no gol da Croácia, de Suker, que abriu o placar.
Um minuto depois, o mesmo Thuram empatou a partida. Aos 30 minutos do segundo tempo, ele virou. Na comemoração, a imagem dele pensando em tudo o que havia feito ficou marcada para sempre na história dos mundiais. O país fazia a festa: pela primeira vez em sua história, a França decidia uma Copa do Mundo. E em casa. Porém, o adversário seria nada mais nada menos que o então campeão mundial: o Brasil, da estrela Ronaldo.


Um dia estranho e perfeito
A final entre França e Brasil na Copa do Mundo de 1998 era uma das mais esperadas das últimas edições do torneio. De um lado, os anfitriões, que esperavam o brilho de sua estrela maior, Zidane, e torciam por um título inédito em casa. Do outro, o consagrado Brasil, que tinha uma estrela em fase esplendorosa – Ronaldo -, um time guerreiro, um goleiro consagrado – Taffarel – e laterais que apoiavam e defendiam com extrema eficiência – Cafu e Roberto Carlos, este então 2º melhor jogador do mundo. Mas o que era para ser uma partida equilibrada e proibida para cardíacos foi um jogo de um time só: a França. Devido a uma convulsão de Ronaldo horas antes do jogo (Edmundo chegou a ser escalado como titular no ataque, causando espanto geral nos brasileiros e na imprensa) o Brasil entrou em campo visivelmente abatido, e sua principal estrela irreconhecível.

Em menos de cinco minutos, a França chegou duas vezes com perigo ao gol do Brasil, mas desperdiçou ambas as chances com Guivarc’h, centroavante que pouco produziu naquele Mundial – Jacquet deveria ter optado por Henry ou Trezeguet, jovens e (muito) mais talentosos. A primeira, aos 30 segundos, o camisa 9 protegeu a bola da chegada de Júnior Baiano e chutou de meia-bicicleta, mas a bola bateu na rede pelo lado de fora. E, aos 3’, Zidane tocou por entre as pernas de Aldair até a redonda chegar a Guivarc’h, que chutou fraco para defesa de Taffarel. Aos 6’ e aos 10’, Djorkaeff teve duas chances, uma de cabeça e outra em cobrança de falta, mas sem perigo. O Brasil nada fazia. Ficava preso à marcação francesa e ao ímpeto que os volantes Bleus tinham com a bola nos pés. Quando não precisavam brecar Roberto Carlos e Cafu, Karembeu e Petit iam com a bola à frente, como meias, deixando o Brasil acuado e com seis jogadores franceses em seu campo. Zidane, quando pegava a bola, era perigo constante com seus toques rápidos de primeira e muita movimentação, assim como o time francês, elétrico, ávido, intenso.
No lado ofensivo, o Brasil só chegou aos 20’, quando Roberto Carlos tentou o cruzamento, mas a bola bateu na rede pelo lado de fora. Um minuto depois, Ronaldo apareceu em jogada individual pela esquerda e cruzou fechado. A bola ia para Bebeto, mas Barthez defendeu. Tais lances acordaram brevemente o Brasil, que apareceu mais uma vez aos 23’, em cobrança de escanteio batida por Leonardo, mas a cabeçada pelo centro de Rivaldo foi parar nas mãos de Barthez. Aos 26’, Roberto Carlos tentou evitar a saída, mas a bola foi para escanteio. A cobrança veio e Leonardo, de 1,77m, ficou incumbido de marcar Zidane, de 1,85m. Péssima escolha… O francês subiu obviamente mais alto que o brasileiro e cabeceou forte, parecendo até um chute pro gol, e marcou seu primeiro tento naquela Copa: 1 a 0.

Contestado no início da campanha francesa após ser expulso na fase de grupos e ficar dois jogos suspenso, o camisa 10 renascia no momento em que mais a França precisava dele. O craque vibrou com raiva, como um desabafo aos contestadores. E, de novo, o Brasil levava um gol em jogada aérea… Pouco depois, aos 30’, lançamento para a área e Ronaldo tentou o domínio, mas Barthez saiu do gol e deu um soco na bola. Na disputa, o goleiro se chocou com o atacante brasileiro, que desabou no chão e aumentou a tensão dos brasileiros dentro e fora de campo. A imagem foi forte, mas Ronaldo seguiu em campo. O gol manteve a França no ataque e a bola passava cada vez mais pelos pés de Zidane, maestro, dono do jogo. Aos 35’, Djorkaeff tentou jogada individual, passou por Júnior Baiano e chutou rasteiro, mas Taffarel defendeu. Aos 39’, Bebeto cabeceou fraco e Barthez defendeu.
O troco veio aos 41’, quando Karembeu chutou de fora da área, a bola desviou em Júnior Baiano e sobrou para Petit, que bateu forte, a bola desviou em Júnior Baiano e raspou a trave direita de Taffarel. Três minutos depois, outra jogada de perigo da França e Taffarel fez uma grande defesa após Guivarc’h aparecer sozinho na grande área e chutar fraco. O Brasil tinha muita sorte com a escolha de Jacquet por Guivarc’h… Fosse Henry, o jogo estaria uns 3 a 0.

Mas, se a França não tinha um bom centroavante, tinha um camisa 10 fora de série. Já nos acréscimos, os Bleus ganharam escanteio pelo lado esquerdo. Ao contrário da jogada do primeiro gol, era Dunga quem estava na cola de Zidane. O capitão brasileiro teria ficado furioso com a falha de marcação e disse que iria tomar conta do maestro francês. Só que Zizou apareceu de novo como um foguete e testou sem chance alguma para marcar 2 a 0. Era um baile da França. Um nó tático. O Brasil ainda teve uma falta da intermediária a seu favor, mas o chute de Roberto Carlos não levou perigo. Ao apito do árbitro, a Copa do Mundo era da França. E não havia esperança alguma de reação por parte do Brasil.
No segundo tempo, Zagallo trocou Leonardo por Denílson no intervalo e imaginou um Brasil mais ofensivo e rápido para tentar ao menos um gol nos primeiros 10 minutos. Com isso, o time canarinho ficou mais no setor defensivo dos Bleus, mas a retaguarda dos anfitriões provou porque era a melhor da Copa. Com desarmes pontuais e muita marcação, a França não deixou o Brasil chegar ao gol. E, quando o time sul-americano conseguia um chute, Barthez estava sempre bem posicionado para defender, como aos 11’, em chute forte de Ronaldo. E, quando o arqueiro não segurava, Desailly aparecia para interceptar, como aos 15’, quando The Rock desviou um chute perigoso de Bebeto.

Aos 23’, Desailly fez falta em Cafu e levou o segundo amarelo, ocasionando a expulsão do defensor francês. Ele foi o primeiro na história a levar um cartão vermelho em uma final de Copa na história. No entanto, a diferença numérica em nada beneficiou o Brasil, que continuou a pecar nas finalizações e não criou nenhuma chance de gol nos 10 minutos seguintes – nem mesmo com a entrada de Edmundo no lugar de César Sampaio, aos 28’. A França reforçou o meio de campo com a entrada de Patrick Vieira no lugar de Djorkaeff, aos 29’, e o sistema defensivo ficou mais “blindado”. Aos 37’, Dugarry (que entrara no lugar de Guivarc’h) teve uma chance, mas chutou torto e a bola foi para fora.
Ainda mais abatido, o Brasil entrou nos 40’ já derrotado. E, nos acréscimos, após um escanteio sem perigo do Brasil, Dugarry conduziu a bola e iniciou o contra-ataque mortal para selar o título. O atacante tocou na esquerda para Vieira, que lançou Petit em velocidade. O meio-campista invadiu a área e tocou na saída de Taffarel para colocar a bola no fundo do gol do Stade de France: 3 a 0. A França era campeã do mundo pela primeira vez e aplicava o placar mais elástico em uma final de Copa desde os 4 a 1 do Brasil na final da Copa de 1970, no México. Foi, até aquele dia, a maior derrota do Brasil em Copas.
Nem o mais otimista torcedor francês esperava uma vitória aquela. A França consagrou-se como o melhor time do planeta e terminou a competição invicta, com 6 vitórias e 1 empate. Enfim, os bleus podiam estampar uma estrela dourada em seu peito. Mas eles ainda tinham mais um objetivo a ser conquistado: a Europa. Leia mais sobre essa final de 1998 clicando aqui!

A consagração final
Se muitos ainda achavam que a França foi campeã da Copa “porque o Ronaldo não jogou nada”, a conquista da Eurocopa de 2000, na Bélgica e Holanda, foi mais do que uma resposta com luva de pelica aos críticos. Com a mesma base de 1998, mas treinada por Roger Lemerre, a equipe disputou a primeira fase no chamado grupo da morte, ao lado da anfitriã Holanda, da Dinamarca e da República Tcheca. Na primeira partida, contra a Dinamarca, os franceses mostraram a sua autoridade e venceram por 3 a 0, com gols de Blanc, Henry e Wiltord. O jogo seguinte, contra a Rep. Tcheca, seria decisivo, pois uma vitória garantiria os azuis na segunda fase. Henry abriu o placar logo aos 7 minutos, mas Poborský empatou. No segundo tempo, Djorkaeff deu a vitória e a classificação aos franceses.

O embate seguinte seria um duro teste: contra a Holanda, na Johan Cruijff Arena, para ver quem ficaria na primeira posição. Como de praxe naquela competição, a França começou com tudo e abriu o placar com Dugarry. Seis minutos depois, Kluivert empatou. Trezeguet deixou os franceses em vantagem novamente. Mas, no segundo tempo, os donos da casa mostraram sua força e viraram com Frank de Boer e Zenden. O resultado de 3 a 2 a favor dos holandeses deixou os azuis na segunda posição.

Nas quartas de final, foi a vez de enfrentar a Espanha. Zidane abriu o placar aos 32´. Mendieta empatou, aos 38´. No final do primeiro tempo, Djorkaeff fez o segundo, aos 44´, e decretou a classificação às semifinais. No caminho, Portugal, de Vitor Baia, Rui Costa e Figo. E foram os portugueses que abriram o placar, com Nuno Gomes. No segundo tempo, a França impôs seu ritmo e empatou com Henry. Veio a prorrogação e parecia que o confronto iria para os pênaltis, mas… Os franceses, de novo, mostraram poder de superação e marcaram o gol da classificação faltando 3 minutos para o final, com Zidane. Hora da grande final, contra os italianos.
L´Europe est notre!


“A Europa é nossa!”, foi o grito dos franceses depois de mais uma partida dramática. A decisão contra a Itália foi, de novo, para a prorrogação, e decidida com gol de ouro. A Itália, com Maldini, Cannavaro, Albertini e Totti abriu o placar com Delvecchio, aos 55´. Quando todos achavam que os italianos comemorariam um título que não vinha desde 1968, Wiltord fez, aos 90´, o gol de empate. Era a deixa para a França explodir, e, na base da emoção e do controle, conduzir o jogo na prorrogação e levar o caneco com um gol de Trezeguet, aos 103´. França campeã da Europa. A equipe não tinha mais nada a provar.
Mais um título e a queda inesperada
A França papou mais um título no ano seguinte, ao vencer a Copa das Confederações. Mas, na ocasião em que ela era, enfim, a grande favorita na Copa do Mundo de 2002, a decepção foi geral. A equipe foi eliminada sem vencer um jogo sequer nem ao menos marcar um gol. Zidane, com uma lesão na coxa, jogou apenas a última partida – e no sacrifício. Era o fim de uma equipe que dominou a Europa e o mundo por quatro anos.
Os franceses tiveram que esperar 20 anos até que uma nova geração pudesse ser campeã do mundo, em 2018. Mas o time de 1998-2000 ainda segue como um dos mais fortes produzido pelos Bleus na história. Afinal, craques como Desailly, Barthez, Deschamps, Thuram, Henry e Zidane são difíceis de serem superados e não nascem da noite para o dia. Depende da vontade dos deuses da bola…

Os personagens:
Barthez: de estatura mediana para um goleiro (1,83m) e com cara de poucos amigos, Fabien Barthez não tinha pinta de ser um grande goleiro. Ledo engano. Abaixo dos três postes, ele virava um gigante e foi absoluto no gol francês durante 12 anos. De reflexos rápidos, ótima explosão e seguro, era difícil demais marcar um naquela França com Barthez. Brilhou no Olympique de Marselha campeão europeu de 1993.
Thuram: nascido em Guadalupe, Lilian Thuram foi um monstro na lateral direita da França de 1994 até 2008. Sempre levava a melhor nas divididas e nas disputas físicas, e impunha respeito ao chegar junto dos atacantes e pontas. Brilhou no Parma, onde ganhou a Copa da UEFA (atual Liga Europa) de 1999 e na Juventus, onde venceu os campeonatos italianos de 2002 e 2003. Leia mais sobre ele clicando aqui!
Desailly: Marcel Desailly foi um dos maiores defensores da história do futebol francês e essencial nas conquistas do mundo e da Europa pela França. Excelente na marcação e no apoio, costumava ir ao ataque e marcava gols importantes, como na final da Liga dos Campeões de 1994, ajudando o seu Milan a golear o Barcelona por 4 a 0. Desailly brilhou pelo Olympique de Marselha, onde venceu a Liga dos Campeões de 1993, no Milan, onde venceu o bi da UCL e o campeonato italiano, e no Chelsea, clube onde atuou por mais tempo, de 1998 a 2004. Leia mais sobre ele clicando aqui!
Blanc: foi um dos grandes líberos do futebol francês e mundial nas décadas de 1980 e 1990. Foi capitão por um bom tempo da seleção da França e marcou o Gol de Ouro que classificou a equipe para as quartas de final da Copa de 1998, na partida contra o Paraguai. Se destacou no Montpellier, no Barcelona e no Manchester United.
Lebouef: foi curinga na zaga francesa em 1998 e marcou o abatido Ronaldo na decisão da Copa. Brilhou no Chelsea, onde venceu 5 títulos, entre eles a Copa da Liga Inglesa e a Supercopa da UEFA.
Lizarazu: exemplo de longevidade, Lizarazu atuou de 1992 até 2004 na lateral esquerda da França e foi titular no título mundial de 1998 e na Euro de 2000. Brilhou no Bordeaux e no Bayern München, onde venceu a Liga dos Campeões da UEFA de 2001. Pequeno (1,69m), ele compensava a baixa estatura com muita impulsão e velocidade.
Deschamps: foi o homem incumbido de levantar o primeiro título mundial da França como capitão daquela grande equipe na final (Blanc estava suspenso). Foi extremamente eficiente e regular durante toda a carreira e esbanjava elegância no meio de campo. Atuou em 103 partidas pela seleção e levantou, além da Copa, a Euro de 2000. Por clubes, venceu diversos títulos, com destaque para a Liga dos Campeões pelo Olympique de Marselha, em 1993, e pela Juventus, em 1996, além do Mundial Interclubes também pela Juve.
Petit: volante eficiente, que sabia sair jogando e chegava como elemento surpresa ao ataque (como sabe muito bem o Brasil…), Emmanuel Petit fechou a goleada de 3 a 0 da França contra o Brasil que garantiu o caneco mundial aos azuis, além de cobrar o escanteio que originou o primeiro gol de Zizou naquela final. Brilhou no Mônaco e no Arsenal.
Karembeu: com sua espalhafatosa cabeleira, Karembeu primava mais pela raça do que pela técnica. Foi titular na Copa de 1998, mas foi perdendo espaço no time com a chegada de Vieira, que tinha mais qualidade no passe e ótima visão de jogo. É bastante conhecido dos brasileiros, em especial dos corintianos, após levar uma “caneta” de Edílson na partida Corinthians 2×2 Real Madrid, pelo Mundial de Clubes da FIFA de 2000.
Vieira: nascido no Senegal, Patrick Vieira foi um dos grandes médios do futebol francês. Não jogou muito na Copa de 98, mas depois da competição virou titular absoluto da equipe, sendo fundamental na conquista da Euro de 2000. Brilhou no Arsenal, onde ajudou o clube a acabar com o jejum de títulos e conquistar 3 campeonatos ingleses e 4 copas da liga inglesa. Foi vitorioso, também, na Internazionale. Leia mais sobre ele clicando aqui!
Zidane: foi um dos melhores jogadores da história do futebol francês, elegante, absoluto e único. Foi decisivo sempre que a França precisou dele, magnífico quando seus clubes também precisavam dele e primoroso quando o público queria ver um bom futebol. Venceu 3 vezes o prêmio de melhor jogador do mundo pela FIFA e colecionou títulos pela França, pela Juventus e pelo Real Madrid. Em 108 jogos pela seleção, marcou 31 gols, sendo dois inesquecíveis, tanto para os franceses quanto para os brasileiros: na final da Copa do Mundo de 1998. Foi um gênio da bola. Leia mais clicando aqui.
Dugarry: atacante mediano, fez gols importantes na Copa de 1998. Em 55 jogos pela França, marcou apenas 8 gols. Mas eles foram preciosos no caminho francês rumo ao título mundial.
Henry: goleador nato, Thierry Henry é um dos maiores artilheiros da seleção francesa, com 51 gols em 123 jogos. Foi decisivo na Copa de 1998 e na Euro de 2000. Brilhou no Arsenal, onde virou ídolo e mito. Foi por duas vezes o segundo melhor jogador do mundo, ficando atrás apenas de Zidane, em 2003, e Ronaldinho, em 2004. Leia mais sobre ele clicando aqui.
Trezeguet: goleador nato, nasceu na França, mas viveu a juventude na Argentina. Foi o autor do Gol de Ouro que deu o título da Euro 2000 à França e, em 71 partidas pela seleção, marcou 34 gols. Foi o atacante referência na equipe, junto com Henry, após o mundial de 1998, e fez fama no Mônaco e na Juventus, onde marcou 171 gols em 317 jogos.
Djorkaeff: o “serpente” foi brilhante no meio campo e no ataque francês na Copa de 1998. Marcou gols e ajudou a equipe nas conquistas do mundial e da Euro. Teve passagens marcantes pelo Mônaco e pela Internazionale. Em 82 jogos pela seleção, marcou 26 gols.
Guivarc´h: era o centroavante na campanha do título francês de 1998, mas esqueceu seu futebol em algum lugar de Paris… Jogou apenas 14 partidas pela seleção francesa. Não teve mais chances devido à concorrência de Henry e Trezeguet. Teve papel mais importante nos clubes em que atuou, como Guingamp, Rennes e Auxerre, ambos da França.
Aimé Jacquet (técnico): foi o mentor da geração de ouro da França. Soube lapidar as jovens promessas que surgiam, escolher as peças certas e montar uma seleção que entrou para a história. E pensar que, ao assumir o comando em 1994, ele seria apenas técnico provisório do time francês…
Roger Lemerre (técnico): após a saída de Jacquet em 1998, Lemerre comandou a França na conquista da Europa em 2000. Sua equipe teve como características o ótimo físico e a concentração, fundamentais nos jogos contra Portugal e Itália naquela competição. Após o fiasco na Copa de 2002, deixou a equipe.

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Cara, brasileiro vai inventar de tudo: trama do Chirac com FHC, aliens, Iluminatti, macumba… Nunca é culpa de planejamento!!! Aquela seleção teve seus méritos de final, mas sem Ronaldo, nosso caminho teria parado bem antes. Na realidade, já deveríamos ter caído nas quartas-de-final para a Dinamarca, e (como há dificuldade de aceitar isso!!!) fomos engolidos pela Holanda!!! Se não fosse Ronaldo (e a incompetência do Kluivert, perdeu uns cinco gols que não se perdem!!!) a tragédia teria sido já contra os laranjas, que a meu ver, jogaram seu melhor futebol em Copas depois do Carrossel naquela Copa… E para finalizar, mais um ótimo trabalho equipe!!!!
Até hoje nos vídeos do YouTube ainda tem retardado que afirma, categórica e peremptoriamente, que a Copa de 1998 foi comprada e que houve todo um complô para que a França fosse campeã. Aí eu pergunto se em 1994 e 2002 houve complô para que a seleção brasileira fosse campeã, nunca me respondem. Também vou usar essa da Eurocopa de 2000.
E de fato o selecionado francês era bom, com uma defesa muito boa e um meio campo excepcional. Apenas o ataque que deixava a desejar. Se tivesse atacantes melhores ao invés desses dois perebas pés tortos do Guivarc’h e Dugarry, poderia ter saído uma goleada histórica no dia 12 de julho de 1998. Ainda mais que um dos zagueiros era aquele zero a esquerda do Júnior Baiano, que o TA Flo fez gato e sapato dele no jogo contra a Noruega.
E para o pessoal que falou do Müller que não foi para a Copa, ele não foi pois o Zagallo disse, em público, que o Müller estava velho demais para disputar uma Copa, sendo que o Müller tinha 32 anos na época e Bebeto, que é dois anos mais velho que ele, e Dunga, que é três anos mais velho, foram para a Copa e foram titulares (nada contra os dois, apenas contra a declaração estapafúrdia do Zagallo).
Ótimo time esse da França de 1998
Preparam a história desta França de 2018 ,time equilibrado eficiente.
jogos eternos Brasil 1 x 1 Holanda semi final da copa de 98
Esse jogo já está no Imortais há muito tempo! https://www.imortaisdofutebol.com/2013/09/27/jogos-eternos-brasil-1×1-holanda-1998/
E ainda por cima, falam que o título de 1998 foi marmelada! Meu, a França tinha um time mto mais equilibrado do meio pra trás que o nosso! Essa zaga com o Aldair, que já não era mais o mesmo, e o brucutu do Júnior Baiano, e sem contar as cagadas do Roberto Carlos nesta final, que quase ninguém menciona, era óbvio, que o Brasil, ia tomar uma piaba desta baita geração dos Bleus! Se bem que, o Brasil, do meia em diante, era superior! O que de fato, afastou de nós, o penta em 1998, é óbvio, que foi o nosso setor defensivo, e não houve marmelada nenhuma! Tanto que, mesmo se o Fenômeno tivesse jogado 100% na final, o Brasil não teria chances contra essa super geração francesa, comandada pelo Jacquet.
Seleção incrível da França, mas equilibrada que a do Brasil, e que seleções, maior geração francesa, mesmo com Kopa e Fontaine, e de Platini e Tigana, a de 1998 a 2000 foi impecável!
e muitos falaram que foi zebra olha esta seleção… desally..thuram ..zizou..henry..trezeguet …só craque… !!! muller depois de 86 e 90 nunca mais deram moral para ele na seleção
O Muller colocaria o Ronaldo na cara do gol oito, dez vezes ,somente no primeiro tempo com uma perfeição espantosa jamais vista!!!! Eu vi isso acontecer n vezes, ninguem me contou. Assistem os jogos do Palmeiras de 1996(primeiro semestre) e entenderao…..
Sem Djalminha, Muller e Valber(volante do SPFC de 1993), so podia dar nisso!!