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10 Maiores Goleiros das Copas

 

Por Guilherme Diniz

 

Neste ano de Copa do Mundo – que também marca nosso aniversário de 10 anos! -, o Imortais faz uma viagem no tempo e relembra grandes momentos do maior torneio do futebol. E, entre os especiais, destaque para os 10 Mais das Copas, com os principais craques que ajudaram a construir o legado da competição. Neste texto, elencamos os maiores goleiros da história dos Mundiais. Lembrando que o foco nessas listas são os jogadores que brilharam exclusivamente em Copas, por isso, muitas lendas não irão aparecer por aqui ou não estarão em uma posição tão relevante quanto outros que brilharam mais na competição, ok? Boa leitura!

 

10º Oliver Kahn (Alemanha)

 

Copas disputadas: 4 (1994, 1998, 2002 e 2006)

Jogos: 8 (7 jogos em 2002; 1 jogo em 2006)

Premiações

  • Vice-campeão da Copa do Mundo de 2002
  • Bola de Ouro da Copa do Mundo de 2002
  • Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo de 2002
  • Eleito o Melhor Goleiro da Copa do Mundo de 2002

 

Ver aquele goleirão de 1,88m no gol dava medo. Os atacantes ficavam pequenos perto dele. Até mesmo os altos goleadores. Ele impunha respeito. Tinha cara de mal. E, na Copa do Mundo de 2002, se tornou o primeiro (e único) goleiro a vencer a Bola de Ouro de uma Copa do Mundo na história. Oliver Kahn foi um dos mais temidos arqueiros da segunda metade da década de 1990 e primeira metade dos anos 2000. Lenda do Bayern e paredão da Alemanha pós-Illgner e Andreas Köpke, Kahn escreveu sua história com títulos, regularidade e defesas incríveis. Fazia pontes maravilhosas, daquelas de encher as lentes dos fotógrafos. Sempre bem colocado, pegava chutes como quem pega uma bola recuada. E levava pouquíssimos gols. 

Com Kahn debaixo das traves, tanto o Bayern quanto a seleção alemã tinham a certeza de que a segurança estava garantida. Porém, justamente quando Kahn não podia falhar, ele falhou, na final da Copa do Mundo de 2002, diante de outro titã, o imortal Ronaldo. Afinal, ninguém é perfeito… Os brasileiros agradeceram, mas nem isso abalou a reputação do goleiro, que levou apenas três gols em sete jogos naquele Mundial. Leia mais clicando aqui!

 

9º Manuel Neuer (Alemanha)

 

Copas disputadas: 3 (2010, 2014 e 2018)

Jogos: 16 (6 jogos em 2010; 7 jogos em 2014; 3 jogos em 2018)

Títulos: 1 (2014)

Premiações

  • Luva de Ouro de Melhor Goleiro da Copa do Mundo de 2014
  • Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo de 2014

 

Imponente dentro da área, técnico com as mãos e os pés e atuando até como líbero em alguns jogos, Manuel Neuer seguiu a tradição germânica de apresentar ao mundo goleiros simplesmente incríveis. Seguro, elástico, cheio de personalidade e um titã nos momentos decisivos, o goleirão se transformou em um dos melhores do mundo a partir da Copa de 2010 e seguiu como titular absoluto não só na seleção, mas também no Bayern München. Fez uma ótima Copa em 2014 e ganhou a Luva de Ouro de melhor goleiro do torneio. Em 2018, acabou sucumbindo precocemente no Mundial, mas já está na história como um craque indiscutível. Deve estar na Copa de 2022 também.

 

8º Gianluigi Buffon (Itália)

 

Copas disputadas: 5 (1998, 2002, 2006, 2010 e 2014)

Jogos: 14 (4 jogos em 2002; 7 jogos em 2006; 1 jogo em 2010; 2 jogos em 2014)

Títulos: 1 (2006)

Premiações

  • Melhor Goleiro da Copa do Mundo de 2006 
  • Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo de 2006
  • Goleiro campeão que levou o menor número de gols da história: 2 gols, em 2006

 

Com apenas dois gols sofridos em sete jogos na Copa do Mundo de 2006 e cinco jogos sem levar gols no mesmo Mundial, um recorde jamais superado, Gigi Buffon é o goleiro italiano com mais convocações na história das Copas e um craque que se consagrou pelas defesas impossíveis, reflexos apurados e muito sangue frio. Após figurar na reserva em 1998, Buffon assumiu a meta da Azzurra em 2002 disputando quatro jogos. Em 2006, veio o auge com o título mundial e um punhado de defesas sensacionais, em especial na decisão contra a França, quando mandou para longe uma cabeçada à queima roupa de Zidane que poderia mudar o rumo do jogo, em uma cena marcante daquela Copa.

Em 2010, Buffon só disputou uma partida por causa de uma lesão no nervo ciático, e viu a Itália cair já na fase de grupos. Em 2014, o craque voltou, mas outra vez a Azzurra desapontou e ficou pelo caminho já na primeira fase. Buffon é recordista em jogos pela seleção na história (176 jogos) e também o recordista em jogos pela Itália em Eliminatórias (39 jogos).

 

7º Iker Casillas (Espanha)

 

Copas disputadas: 4 (2002, 2006, 2010 e 2014)

Jogos: 17 (5 jogos em 2002; 3 jogos em 2006; 7 jogos em 2010; 2 jogos em 2014)

Títulos: 1 (2010)

Premiações

  • Luva de Ouro de Melhor Goleiro da Copa do Mundo de 2010
  • Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo de 2010
  • Goleiro campeão que levou o menor número de gols da história: 2 gols, em 2010

 

Com apenas 16 anos, lá estava ele no time principal do Real Madrid. Com 19, lá estava ele em uma final de Liga dos Campeões da UEFA. Com 21, disputou sua primeira Copa – e como titular! Tempo depois, assumiu a braçadeira de capitão da Espanha. E, em 2008, venceu a Eurocopa com atuações sensacionais. Dois anos depois, ele evitou um gol certo da Holanda na final da Copa do Mundo. E levantou, com lágrimas na maior emoção de sua vida, o troféu que tanto sonhou sem levar um gol sequer na fase eliminatória. Iker Casillas conseguiu superar o lendário Zamora e se transformou no maior goleiro da história da Espanha e símbolo de uma era inesquecível da Fúria. Suas defesas, seus reflexos, seu arrojo para fechar o ângulo e não se importar em ir nos pés dos atacantes para agarrar a bola, seu senso de colocação e agilidade para realizar defesas sensacionais em segundos o transformaram em um dos maiores goleiros de todos os tempos.

Vibração de Puyol (ao centro) e a serenidade de Casillas após a defesa do pênalti de Cardozo no duelo contra o Paraguai. Foto: Getty Images.

 

Logo em sua primeira Copa, em 2002, assumiu a titularidade do time com apenas 21 anos e foi um dos responsáveis pela boa campanha espanhola, que só parou nas quartas de final, nos pênaltis, e muito por causa da péssima arbitragem que favoreceu os sul-coreanos. Naquele Mundial, Casillas foi o goleiro mais jovem a defender uma cobrança de pênalti na história das Copas (no duelo contra a Irlanda pelas oitavas de final), além de ter defendido dois chutes na disputa de penalidades após o tempo regulamentar. 

A defesa da Copa…

 

… E a outra vitória de Casillas sobre Robben pouco depois.

 

 

Após outra Copa, em 2006, Casillas chegou ao topo com um Mundial perfeito em 2010, quando defendeu tudo e mais um pouco, salvou a Espanha no tenso duelo contra o Paraguai, nas quartas, quando defendeu o pênalti de Cardozo, e voltou a operar um milagre quando evitou um gol certo de Robben, da Holanda, na final, garantindo a vitória por 1 a 0 e o quarto jogo seguido sem levar gols da seleção na fase eliminatória. Em 2014, o craque já não era mais o mesmo e viveu um pesadelo na derrota de 5 a 1 para a Holanda, mas o revés em nada apagou o que Casillas havia construído no torneio desde 2002. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

6º Gylmar dos Santos Neves (Brasil)

 

Copas disputadas: 3 (1958, 1962 e 1966)

Jogos: 14 (6 jogos em 1958; 6 jogos em 1962; 2 jogos em 1966)

Títulos: 2 (1958 e 1962)

Premiações

  • Único goleiro a vencer duas Copas do Mundo em toda a história

 

Assim como vários goleiros sul-americanos, Gylmar dos Santos Neves nunca teve o reconhecimento internacional que mereceu. É de se estranhar como o único (eu disse o ÚNICO) goleiro a vencer duas Copas do Mundo em toda a história jamais fazer parte de qualquer All-Star Team dos torneios que venceu, em 1958 e 1962, nem de listas com os maiores de todos os tempos. E predicados nunca faltaram ao goleiro ídolo no mais devastador Corinthians da história, o dos anos 1950, e simplesmente no Santos de Pelé, Coutinho, Zito e companhia

Gylmar consola Pelé: dupla foi fundamental para o primeiro título mundial do Brasil.

 

Elegante, esguio, cheio de agilidade e capaz de realizar defesas inimagináveis, o goleirão foi um ícone por onde passou e também um grande vencedor, tendo a capacidade e honra de se tornar bicampeão do mundo tanto por seleção quanto por clube. Gylmar dos Santos Neves é uma unanimidade quando o assunto é goleiro ou exemplo de atleta vencedor. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

5º Sepp Maier (Alemanha)

 

Copas disputadas: 3 (1970, 1974 e 1978)

Jogos: 18 (5 jogos em 1970; 7 jogos em 1974; 6 jogos em 1978)

Títulos: 1 (1974)

Premiações

  • Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo de 1974
  • Melhor Goleiro da Copa do Mundo de 1974

 

As pernas arqueadas, o cabelo avermelhado, as mãos enormes e o corpo esguio lhe davam uma aparência marcante e inconfundível. Em campo, sua agilidade debaixo das traves lhe deu o apelido de “Die Katze”, (“o gato”, em alemão). Mais do que isso, ele marcou época com bom humor, simpatia, brincadeiras e títulos inesquecíveis tanto por seu clube, o Bayern München, quanto pela seleção alemã. Sepp Maier foi o melhor goleiro do mundo nos anos 1970 e um patrimônio do futebol alemão. O goleiro é presença marcante em qualquer lista de melhores de todos os tempos, principalmente por suas atuações na Copa do Mundo de 1974, quando parou os mais hostis adversários, incluindo a Laranja Mecânica da Holanda na decisão. 

Maier costumava ser calmo, mas assustava os rivais quando queria. Neeskens que o diga!

 

Beckenbauer e Sepp Maier: amigos e campeões do mundo.

 

Como preparador de goleiros, Maier foi campeão do mundo em 1990.

 

Concentrado, disciplinado e sempre com trajes impecáveis, o alemão foi um exemplo a ser seguido e o símbolo perfeito de um grande goleiro. Ele brilhou também nas Copas de 1970 – quando ajudou a Alemanha a alcançar a semifinal – e na Copa de 1978. Anos depois, Sepp Maier esteve na comissão técnica da seleção campeã do mundo em 1990 como preparador de goleiros. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

4º Dino Zoff (Itália)

 

Copas disputadas: 3 (1974, 1978 e 1982)

Jogos: 17 (3 jogos em 1974; 7 jogos em 1978; 7 jogos em 1982)

Títulos: 1 (1982)

Premiações

  • Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo de 1982
  • Melhor Goleiro da Copa do Mundo de 1982
  • Goleiro mais velho a conquistar um título de Copa do Mundo: 40 anos, em 1982
  • Goleiro mais velho a disputar uma final de Copa do Mundo: 40 anos, em 1982

 

Ele ganhou mãos divinas que ajudaram seus clubes e sua amada seleção nos momentos mais difíceis. Com elas, operou milagres, salvou bolas quase dentro do gol e levantou o maior de todos os troféus – a Copa do Mundo. Para o bem do futebol, ele usou-as no gol, pois não fosse o esporte mais popular do mundo elas teriam sido utilizadas no plantio de hortaliças ou no conserto de carros, segundo o próprio dono: Dino Zoff, o maior goleiro da história do futebol italiano no século XX e um dos maiores de todos os tempos. Para Zoff, tudo começou tarde. Ele cresceu tarde, conseguiu a chance num grande clube de seu país com 30 anos e foi campeão do mundo aos 40.

 

Ídolo na Juventus dos anos 1970, o goleiro de reflexos rápidos e grande senso de colocação foi um virtuose no gol e uma das estrelas da Itália campeã da Copa de 1982 quando todos apostavam no título do Brasil. E apostaram errado. Culpa de Paolo Rossi, do fortíssimo esquadrão italiano e de Dino Zoff, que fez a maior defesa de sua vida justamente nos minutos finais daquele embate do Sarriá após uma cabeçada fatal de Oscar. Estava escrito que aquele goleiro seria campeão. E que se consagraria de vez no esporte. Além da glória de 1982, Zoff disputou as Copas de 1974 e de 1978, esta quando a Azzurra terminou na 4ª colocação. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

3º Gordon Banks (Inglaterra)

 

Copas disputadas: 2 (1966 e 1970)

Jogos: 9 (6 jogos em 1966; 3 jogos em 1970)

Títulos: 1 (1966)

Premiações

  • Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo de 1966
  • Melhor Goleiro da Copa do Mundo de 1966

 

Ele costumava dizer que “minha mente não tem que divagar”. E ela não divagava. Muito menos seus reflexos impressionantes, sua elasticidade notável e seu senso de colocação impecável. No gol, aquele sujeito de sorriso enorme e largo se transformava. Não havia tempo para sorrir. Apenas para defender. Da maneira que fosse. Com um tapa de leve que empurrava a bola para a linha de fundo ou um soco forte. Mas valia também um toque improvável em uma cabeçada fulminante do maior jogador de todos os tempos para que sua fama e talento ficassem eternizados para sempre na maior defesa do século.

A defesa do século de Banks na cabeçada de Pelé.

 

Momento único na história das Copas.

 

Essas foram algumas das características de Gordon Banks, maior goleiro inglês da história e um dos maiores na posição que o mundo já viu. Lenda do English Team campeão da Copa de 1966 e com números formidáveis debaixo das traves do selecionado da Rainha, Banks marcou época com regularidade, milagres incríveis, a fama de realizar defesas acrobáticas e por tirar da boca dos atacantes o grito de “gol” e forçá-los a mastigar as três letrinhas por mais algum tempo. Embora tenha ganhado fama pela seleção e por suas atuações em Copas, Banks jamais defendeu um grande clube do futebol inglês e títulos foram escassos na carreira do goleiro. Mesmo assim, ele tratou de abocanhar diversos prêmios individuais e até uma Ordem do Império Britânico.

Foi dele, também, a maior defesa da história das Copas, quando evitou um gol de cabeça de Pelé com uma defesa absurdamente espetacular na fase de grupos da Copa de 1970. No mesmo Mundial, o craque acabou desfalcando a Inglaterra justo na partida das quartas de final, contra a Alemanha, por causa de uma severa e impiedosa crise intestinal. A indisposição de Banks era bem comum na época – e é até hoje – para os estrangeiros que visitam o México. Dizem que os que sofrem desse problema são vítimas do “Mal de Montezuma”, uma suposta “vingança” do líder asteca Montezuma II, morto pelos espanhóis em 1520. Desde então, quase todos os gringos que visitam o país “provam do veneno” do asteca. Leia mais sobre Gordon Banks clicando aqui!

 

2º Lev Yashin (URSS)

 

Copas disputadas: 4 (1958, 1962, 1966 e 1970)

Jogos: 13 (5 jogos em 1958; 4 jogos em 1962; 4 jogos em 1966)

Premiações

  • Entre as Copas de 1994 e 2006, o prêmio ao melhor goleiro do Mundial levou o nome de Lev Yashin Award em sua homenagem.

 

Certas pessoas marcaram tanto a história da humanidade que viraram referência em seus campos de atuação, seja na política, na matemática, na filosofia, na arte. Isso cabe, também, ao futebol, que já teve nomes fantásticos e famosos, jogadores exuberantes e mitos que cravaram de alguma maneira seus nomes na história. Mas nenhum jogador talvez tenha virado uma referência tão grande e tão marcante, a ponto de superar décadas e gerações infindáveis, quanto Lev Yashin. O lendário goleiro da extinta União Soviética, com seu imponente uniforme negro, que lhe deu o apelido de “Aranha Negra”, foi o melhor e mais brilhante goleiro do século XX e o responsável por transformar para sempre as funções de um arqueiro debaixo das traves. 

Contra o Brasil, Yashin sofreu diante de Garrincha e Cia.

 

Yashin colocou por terra ditos como “o goleiro não pode sair do gol”, “o goleiro deve ficar estático e pegar as bolas que vêm em sua direção” e “o goleiro não pode sair da pequena área”. Tudo balela. Yashin não só fez o contrário de tudo isso como determinou que a área era território dele e, por isso, atuava em toda sua extensão. Do alto de seus 1,89m, Yashin impunha respeito nos adversários, causava pânico nos atacantes e salvava tanto seu querido Dínamo de Moscou quanto a URSS de levarem gols e mais gols. Yashin foi um paredão, um monstro, um gênio. 

Em Copas, o craque fez um punhado de defesas marcantes, a começar pela Copa de 1958, quando defendeu um pênalti no duelo contra a Áustria e evitou que a URSS levasse uma goleada do futuro campeão Brasil. No entanto, o camisa 1 nunca conseguiu levar sua seleção ao título, embora tenha alcançado as quartas de final em 1958 e 1962 e as semifinais de 1966. Na Copa de 1970, já veterano, ele ficou na reserva. Em 2020, Yashin foi eleito para o Time dos Sonhos do Ballon d’Or, em uma prova de que sua lenda e seus feitos são imortais. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

1º Taffarel (Brasil)

 

Copas disputadas: 3 (1990, 1994 e 1998)

Jogos: 18 (4 jogos em 1990; 7 jogos em 1994; 7 jogos em 1998)

Títulos: 1 (1994). Vice-campeão em 1998

 

Todos os goleiros dessa lista são imortais e incontestáveis. Mas, dentre todos, se existe um com a história mais marcante e cheia de emoção em Mundiais, esse alguém é Taffarel, nosso campeão. O camisa 1 do Brasil em três Copas foi simplesmente um gigante quando o assunto era o maior torneio do futebol. Em 1990, na Itália, sofreu apenas dois gols em quatro jogos, mas viu o Brasil ser eliminado pela rival Argentina já nas oitavas de final. A redenção veio em 1994, quando o arqueiro só levou três gols em sete jogos, fez defesas pontuais e contribuiu para o forte sistema defensivo do time de Parreira. Na final, contra a Itália, defendeu um pênalti e garantiu o 3 a 2 que selou o tetracampeonato.

Mas foi em 1998 que Taffarel aumentou ainda mais seu peso em Mundiais – que, por incrível que pareça, nunca foi devidamente reconhecido pela FIFA ou outras publicações. O craque fez o que pôde para ajudar o Brasil naquele Mundial em um time muito exposto defensivamente e com seus zagueiros vivendo fases ruins. O grande jogo de Taffarel foi na semifinal, contra a Holanda, quando o camisa 1 não se cansou de evitar gols de Kluivert a cada subida do atacante nas bolas aéreas, e ainda defendeu dois pênaltis de maneira espetacular na marca da cal – de Ronald de Boer e Cocu – garantindo os 4 a 2 que colocaram o Brasil na final. 

Goleiro brasileiro foi destaque na Folha de S.Paulo do dia 08 de julho de 1998.

 

Contra a França, o camisa 1 nada pôde fazer para conter Zidane, porém, sem Taffarel, o Brasil não teria chegado até ali. Ele foi, sem dúvida, o mais emblemático goleiro brasileiro em Copas. E uma lenda que merecia muito mais reconhecimento no cenário internacional. Essa primeira posição é uma justiça e uma homenagem a esse ídolo. Leia mais sobre Taffarel clicando aqui!

 

Menções Honrosas

 

Fabien Barthez (França)

Assim como Casillas e Buffon, o francês levou apenas dois gols em 7 jogos na campanha vencedora da França em 1998. Barthez não era tão alto nem de fazer defesas espalhafatosas, mas tinha no senso de colocação sua principal virtude, além de ser muito seguro e ágil. Fazer gol na França entre 1998 e 2006 foi tarefa para poucos… Barthez disputou ainda as Copas de 2002 e de 2006 (terminou vice-campeão).

 

Ubaldo Fillol (Argentina)

Foi o guardião da Argentina campeã do mundo em 1978 e eleito o melhor goleiro daquele Mundial. Com reflexos apurados e muito ágil, é tido como um dos maiores goleiros da história do futebol sul-americano. Disputou ainda as Copas de 1974 e 1982.

 

Ricardo Zamora (Espanha)

Maior goleiro espanhol do século XX, Ricardo Zamora foi uma lenda do futebol nas décadas de 1920 e 1930 com feitos que ultrapassaram a barreira do tempo e ficaram marcados para sempre como magníficos, exemplares, divinos. Mesmo baixo para um goleiro (media pouco mais de 1,77m), o arqueiro espanhol compensava a falta de envergadura com reflexos apurados, agilidade incrível e um senso de colocação perfeito, tido como o melhor que um goleiro já possuiu. A consagração internacional de Zamora aconteceu na Copa do Mundo de 1934, diante dos fascistas italianos, que viram o espanhol de camisa preta de gola olímpica e boina na cabeça operar milagres tidos como impossíveis para um ser humano. Leia mais clicando aqui!

 

Michel Preud’Homme (Bélgica)

Foi o primeiro goleiro a vencer o prêmio Lev Yashin de melhor goleiro de uma Copa do Mundo, em 1994, nos EUA. Já consagrado pelo futebol que jogou na seleção e no Mechelen nos anos 1980, Preud’Homme é até hoje um dos mais talentosos e milagreiros goleiros da história. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Gyula Grosics (Hungria)

 

Foi a muralha do mais ofensivo time da história das Copas: a Hungria de 1954. Mesmo com a exposição que sofria nas partidas, fez jogos brilhantes e foi eleito o melhor goleiro do Mundial da Suíça.

 

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6 Comentários

  1. Goleiraços! Paredões! Ícones! Goleiro é uma posição muito importante para os times e as seleções e, como não podia deixar de ser, muitos se tornaram imortais e contribuíram bastante para o esporte e para a história das Copas!

    É sempre uma honra prestigiar o Imortais! Abraço e parabéns pelos 10 anos! Muitos anos de vida!

  2. Vindo do grande Imortais, respeito máximo a qualquer lista, que Guilherme e Cia dão aula!!!

    Mas admito que nunca fui muito fã do Oliver Kahn, achava-o muita mídia, especialmente quando falamos de UCL. E o caso da Copa de 2002, fraca como foi (a melhor atuação dele foi contra… os EUA!!!) não ajuda muito. Faltaram títulos, mas goleiros notáveis que poderiam entrar ainda nas menções: Pfaff (lenda da Bélgica), Chilavert (a Copa de 1998 o tornou notável), N’Kono, Van der Sar, Pagliuca e (por que não?) Courtois.

Seleções Imortais – Alemanha 1972-1974

Jogos Eternos – Brasil 1×1 Holanda 1998