A Primeira Liga de Portugal 2025/26 chegou ao fim no dia 17 de maio, e os “Três Grandes” entregaram exatamente o desfecho que se antecipava: um campeonato decidido pelo FC Porto, com Benfica e Sporting a fecharem o pódio. Para os Dragões, foi a confirmação de uma temporada notável sob o comando de Francesco Farioli e o regresso ao topo da liga portuguesa depois de quatro épocas de espera – o primeiro título desde 2021/22.
Os números finais contam a história. Porto sagrou-se campeão com 82 pontos, sete à frente do Benfica (75) e nove do Sporting (73). O título ficou garantido com duas jornadas ainda por disputar, numa demonstração de consistência que poucos previam no início da temporada e que a equipa de Farioli soube manter até ao último jogo decisivo. Para os adeptos que acompanharam a luta pelo título com particular atenção, era possível utilizar um código promocional Betclic para apoiar os clubes ao longo da temporada, e nas próximas semanas, a atenção começa naturalmente a virar-se para a temporada 2026/27.
O caminho do Porto rumo ao título
Foi uma campanha impressionante para os Dragões do princípio ao fim. A equipa de Farioli perdeu apenas um jogo em toda a temporada, uma derrota surpresa por 2-1 frente ao Casa Pia, em fevereiro, e construiu o seu título sobre uma base defensiva quase inexpugnável: apenas 15 golos sofridos em 34 jornadas, a melhor defesa do campeonato por uma margem significativa.
Curiosamente, o Porto marcou menos golos do que Sporting (77) ou Benfica (67), mas a sua eficiência foi superior à de qualquer rival. Samu Aghehowa terminou como melhor marcador da equipa com 13 golos no campeonato, enquanto Farioli soube tirar o máximo partido de cada peça do plantel, alternando entre solidez defensiva e finalização clínica.

A vitória que praticamente fechou a corrida ao título aconteceu no primeiro jogo da época, em agosto de 2025, quando os Dragões venceram em Alvalade por 2-1 com golos de William Gomes e Luuk de Jong – uma vitória de prestígio sobre o então bicampeão Sporting que definiu o tom da temporada. O Porto manteve uma vantagem confortável durante praticamente todo o campeonato e nunca chegou a ceder o primeiro lugar.
O Sporting fica perto, mas falha a tentativa do tricampeonato
Para o Sporting, a temporada terminou em 3.º lugar, com a tentativa de conquista do tricampeonato a desfazer-se nas últimas semanas. A equipa de Rui Borges fez uma campanha sólida: 22 vitórias, 7 empates e apenas 2 derrotas, com 77 golos marcados (o melhor ataque da liga) e Luis Suárez como melhor marcador do campeonato com 25 golos, mas os empates a mais e a derrota no clássico inicial frente ao Porto acabaram por pesar demasiado.
O Sporting brilhou em momentos importantes, incluindo nas competições europeias, onde alcançou os quartos de final da Liga dos Campeões. No entanto, no campeonato doméstico, a constância faltou nos confrontos mais exigentes. A Taça de Portugal, onde a equipa chegou à final, ofereceu ainda uma oportunidade de salvar a época com mais um troféu, mas o título de campeão, o objetivo principal, escapou.
Os Leões terminam, portanto, uma sequência de dois títulos consecutivos sem garantir o tricampeonato, e abrem agora um período de reflexão sobre o que falhou numa campanha em que, no papel, tinham elenco e qualidade para revalidar o estatuto.
O Benfica termina invicto, mas longe demais do topo
Pior do que o Sporting, talvez, é o saldo emocional do Benfica. A equipa de José Mourinho terminou a temporada invicta na Primeira Liga: 22 vitórias e 9 empates em 31 jogos disputados, mas os empates a mais (precisamente a fragilidade que se antecipava no início) foram suficientes para deixar as Águias a sete pontos do topo. A maior série de invencibilidade da liga ficou nas suas mãos: 31 jogos sem derrota.
O Benfica chegou perto em momentos cruciais, o empate 2-2 no Estádio da Luz frente ao Porto, a 8 de março, com a maior assistência da temporada (66.366 espectadores), simbolizou a frustração de uma equipa que jogou de igual para igual com o campeão mas não conseguiu traduzir esse equilíbrio em vitórias decisivas. Vangelis Pavlidis fechou como melhor marcador encarnado com 21 golos no campeonato, mas a sensação geral é a de uma temporada em que faltou a chave para transformar a regularidade em ouro.
Para Mourinho, contratado em setembro de 2025 após a saída de Bruno Lage, fica o trabalho de explicar por que razão um plantel competitivo, com um perfil técnico próximo dos rivais, ficou novamente atrás de Porto e Sporting na contagem final dos pontos. O segundo lugar dá acesso à terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, não é pouco, mas está claramente abaixo das expectativas.
O que fica da época 2025/26
A campanha 2025/26 da Primeira Liga ficará marcada pela eficácia defensiva do Porto, pela consistência ofensiva do Sporting, pela curiosa série invicta do Benfica, e pelo regresso de um título a um clube que tinha passado quatro anos sem o conquistar. Foi uma temporada em que a competição não desiludiu, três equipas com legítimas pretensões ao título praticamente até à reta final, mas em que a melhor combinação de solidez tática e gestão de plantel acabou por estar do lado dos Dragões.
Para Tondela e AVS, a despromoção direta à Segunda Liga foi a outra grande história da temporada, enquanto Casa Pia disputa o playoff de manutenção. Já na frente europeia, Porto entrará na fase de liga da Champions, Benfica disputará a terceira pré-eliminatória, e Sporting terá de passar pela segunda pré-eliminatória da Liga Europa – um desfasamento significativo entre o melhor ataque da liga (Sporting) e a sua qualificação europeia.
A temporada terminou. A atenção começa agora a virar-se para 2026/27, o que farão Porto, Benfica e Sporting para o que promete ser, mais uma vez, uma luta a três pelo título.




