Por Guilherme Diniz
Nome: Arsenal Stadium
Localização: Londres, Inglaterra
Inauguração: 06 de setembro de 1913
Demolição: 07 de maio de 2006
Partida Inaugural: Arsenal 2×1 Leicester City, 06 de setembro de 1913
Primeiro gol: Tommy Benfield, do Leicester City, no jogo Arsenal 2×1 Leicester City
Proprietário: Arsenal Football Club
Capacidade: 38.419 pessoas (no fechamento) / 73.000 pessoas (no auge)
Recorde de público: 73.295 pessoas no jogo Arsenal 0x0 Sunderland, 09 de março de 1935
A bela e arborizada região de Highbury, no norte de Londres, possui entre as ruas Highbury Hill e Avenell Road um complexo de prédios de alto padrão com um formato um tanto peculiar. Juntos, parecem um estádio de futebol. Não são. Porém, ostentam a aura de um que ali residiu por décadas e ganhou o apelido de O Lar do Futebol. Ou “A Igreja”, afinal, o Arsenal é uma verdadeira religião para seus torcedores. O Arsenal Stadium (ou Highbury, como ficou conhecido popularmente) foi, sem dúvida, um dos mais emblemáticos estádios da história do futebol e transformou o clube alvirrubro em um dos maiores vencedores da Inglaterra.
Sua atmosfera elegante e intimista e seus momentos eternos fizeram dele um dos templos mais respeitados do futebol. Com uma arquitetura icônica e arquibancadas que faziam com que os torcedores sentissem o futebol como em poucos estádios, Highbury até hoje desperta mais adoração do que o Emirates Stadium, atual casa dos Gunners. É hora de conhecer a história de um templo que não existe mais.
Sumário
Rumo ao norte

Fundado em 1886 por trabalhadores de uma fábrica bélica – daí o apelido de Gunners -, o Arsenal (que era conhecido como Royal Arsenal, depois, Woolwich Arsenal até virar Arsenal já nos anos 1910) não teve um estádio apra chamar de seu por muito tempo. Aliás, por décadas. O clube originalmente jogava no sudeste de Londres, no Manor Ground de Plumstead. Apesar de ser o primeiro clube londrino a se profissionalizar, em 1891, o Arsenal ainda não conseguia brigar por títulos e, após subir para a primeira divisão pela primeira vez em 1904, sempre ficou nas posições intermediárias da tabela. Já em 1910, o clube enfrentou uma grave crise financeira e quase faliu, muito por causa da pouca frequência de torcedores em Plumstead, uma região que ficava afastada dos grandes centros esportivos da cidade e não conseguia atrair o público, que crescia exponencialmente naquele começo de século com a cada vez maior popularização do futebol.
Por isso, para acabar com aquele isolamento geográfico, o magnata Henry Norris, novo proprietário do clube na época e que salvou o Arsenal do sumiço, decidiu que a primeira coisa a se fazer era mudar o local dos jogos e a sede do clube para outra região. E a escolhida foi Highbury, ao norte, quando o Arsenal arrendou os campos de recreação do St. John’s College of Divinity por 21 anos pelo valor de £20.000. A princípio, a mudança do clube para aquela região foi contestada pelos moradores e por clubes como Tottenham Hotspur e Clapton Orient, mas acabou aprovada após permissão de Randall Davidson, Arcebispo da Cantuária, responsável pela assinatura permitiva do documento em fevereiro de 1913.


Entre as condições para o novo estádio, destaque à proibição de jogos em “dias santos” e “nada de bebidas alcoólicas dentro e fora do estádio”. Tais vetos, no entanto, seriam revogados um ano depois… O projeto inicial era simples, mas eficiente: arquibancadas de madeira, capacidade para pouco mais de 20 mil pessoas, um gramado moderno para a época e o diferencial de estar próximo à estação de metrô de Gillespie Road. O arquiteto do estádio seria o icônico Archibald Leitch, responsável por vários outros estádios do Reino Unido e da Irlanda. Meses depois, o estádio, ainda inacabado, foi inaugurado com uma única arquibancada no lado leste, enquanto os outros três lados tinham terraços inclinados.
As obras duraram oito meses e, para acelerar o processo, foi utilizada madeira tratada nas bancadas, mais barata e rápida de instalar, além de ter sido feita uma terraplanagem extensa do terreno – que tinha inclinação considerável -, construção de muros e portões erguidos prioritariamente para atender à lei local e instalação de um moderno sistema de drenagem, um dos mais eficientes da época, para conter as tão habituais chuvas de Londres. Tais obras custaram cerca de £125.000.
O Arsenal enfrentou naquele período contratempos com vizinhos hostis — parte da comunidade não queria um estádio ali e até ação judicial de moradores exigindo a paralisação das obras -, mas o clube venceu tudo e todos. Na estreia, em 06 de setembro de 1913, os Gunners enfrentaram o Leicester Fosse (atual Leicester City) e venceram por 2 a 1, em partida válida pela segunda divisão de 1913-1914 (o clube foi rebaixado na temporada anterior). Começava ali a lenda de um estádio excepcional.
Modernizações sob Herbert Chapman

Após a volta do futebol com o fim da Primeira Guerra Mundial, o Arsenal foi promovido à primeira divisão de 1919-1920 em uma decisão política até hoje controversa e com influência de seu mandatário, Henry Norris. O clube havia terminado na 6ª colocação a temporada 1914-1915 (a última antes da interrupção por conta da Guerra) e, na temporada 1919-1920, a First Division seria expandida para 22 clubes. Os dois novos participantes seriam eleitos em uma Assembleia Geral da Football League. Seguindo precedentes, as duas vagas seriam concedidas a dois clubes e, de outra forma, dois seriam rebaixados, no caso, Chelsea e Tottenham Hotspur, os lanternas da edição de 1914-1915.
Mas, ao invés disso, uma das vagas extras foi concedida ao Chelsea e uma votação foi realizada para a vaga restante. Os candidatos incluíam o Tottenham, 20º colocado em 1914-1915, e, da Segunda Divisão, o Barnsley (que havia terminado em terceiro); o Wolverhampton Wanderers (quarto); o Birmingham (quinto); o Arsenal (sexto); o Hull City (sétimo); e o Nottingham Forest (décimo oitavo).

A Football League votou pela promoção do Arsenal, 6º colocado, por “razões históricas” em vez de mérito. Henry Norris argumentou que o Arsenal deveria ser promovido por seus “longos serviços prestados ao futebol profissional”, tendo sido o primeiro clube da Liga do Sul, argumento acatado pela FL. O Arsenal recebeu 18 votos, o Tottenham 8, o Barnsley 5 e o Wolves 4, com mais 6 votos distribuídos entre os outros clubes.
Voltar à elite deu ao Arsenal vigor financeiro e chance de expandir seu estádio. O clube comprou mais lotes de terra e o terreno completo em 1925 por cerca de 64 mil libras, conseguindo assim iniciar a construção de novas arquibancadas atrás dos gols já na década de 1920. Houve ainda uma melhoria nos acessos e nas entradas principais, reformas nos vestiários, substituição de parte da madeira por concreto reforçado e aumento da capacidade para mais de 30 mil torcedores.
Foi também em 1925 que o lendário Herbert Chapman assumiu o comando técnico do clube e iniciou uma verdadeira revolução nos Gunners. Ele moldou a identidade moderna da agremiação, desenvolveu planos táticos e fez do Arsenal um dos principais times da Inglaterra nos anos 1930, década de ouro para o time londrino, que celebrou seus primeiros títulos da elite em 1930–31, 1932–33, 1933–34, 1934–35 e 1937–38, além de copas nacionais em 1930 e 1936.

Chapman revolucionou o Arsenal também fora de campo e influenciou diretamente na arquitetura do estádio de Highbury, pois a expansão do clube atraía cada vez mais torcedores. Com isso, foi feito um novo projeto inspirado no Villa Park, casa do Aston Villa. Claude Waterlow Ferrier e William Binnie foram os responsáveis pela nova arquibancada oeste, inaugurada em 1932 e com estilo Art déco. Em novembro do mesmo ano, a estação de metrô Gillespie Road foi rebatizada como estação Arsenal, sendo a primeira a ter um nome de um clube em toda Inglaterra.
A arquibancada principal (leste) foi demolida tempo depois e deu lugar a uma nova, semelhante a oeste, inaugurada em 1936, custando mais de 120 mil libras, o dobro da outra arquibancada por ser detalhista, com linhas modernas, muros de mármore e fachada imponente, o que fez o setor ser considerado um marco da arquitetura esportiva na Europa na época – a East Stand tornou-se patrimônio tombado pelo governo britânico décadas depois. No North Bank foi instalado um telhado, em 1935, e a arquibancada sul ganhou um grande relógio, dando ao setor o apelido de Clock End. Após a conclusão das obras, o Highbury foi renomeado Arsenal Stadium, embora seu apelido tenha seguido firme até o fim. Na parte térrea da East Stand, um emblema do Arsenal e um busto de bronze de Herbert Chapman – que faleceu em 1934 – viraram símbolos inabaláveis do estádio.
Grandes jogos e resistência

Highbury foi palco não só de grandes jogos do Arsenal, mas também de partidas icônicas da seleção da Inglaterra, que enfrentou ali a Bélgica, em 1923, no primeiro jogo contra uma equipe fora do Reino Unido em sua história, e a então campeã do mundo Itália, em 1934, em jogo épico vencido por 3 a 2 pelos britânicos e que ficou conhecido como “A Batalha de Highbury”. O duelo foi muito tenso, com expulsão de um jogador da Azzurra e contou com 7 atletas do Arsenal vestindo o manto do English Team, recorde na história da seleção.
Com a Segunda Guerra Mundial, Highbury acabou sofrendo os percalços do conflito, assim como vários outros da Inglaterra. O local foi utilizado pelos soldados como hospital e armazém de mantimentos e a North Stand acabou bombardeada durante a Guerra – ela só seria reconstruída em 1956. Apesar do susto, o restante do estádio permaneceu intacto e firme. Passada a Guerra, Highbury abrigou já em 1948 duas partidas de futebol nos Jogos Olímpicos de Londres: a vitória da Grã-Bretanha sobre a Holanda por 4 a 3 e o triunfo da Dinamarca sobre a Itália por 5 a 3. As partidas decisivas acabaram sendo realizadas no gigante Wembley.



Em 1951, o estádio ganhou refletores e foi o primeiro de um clube da primeira divisão a contar com iluminação artificial. Nos anos seguintes, o estádio mudou pouco e só em 1964 ganhou uma importante melhoria com a adição de um sistema de aquecimento do gramado, prevenindo que intempéries como neve e chuva prejudicassem o “tapete” sempre impecável do Highbury – tido como melhor da Inglaterra por décadas em seus 100mx67m. Em 1969, a West Stand ganhou um novo lance de arquibancadas e aumentou a capacidade do Highbury para mais de 70 mil pessoas.
A proximidade do público com o gramado fazia com que qualquer partida ali fosse disputada sob forte pressão. Por isso, dificilmente o Arsenal perdia em casa e, quando vencia, era dando show. Além do futebol, o estádio abrigou também partidas de rúgbi, críquete e até luta de boxe, quando a lenda estadunidense Muhammad Ali derrotou o britânico Henry Cooper em 1966 diante de 40 mil pessoas.
Últimas mudanças e os inesquecíveis esquadrões

Depois do título inglês de 1971, o Arsenal entrou em um período de jejum que perdurou por 18 anos, até o clube, enfim, levantar o caneco do Campeonato Inglês de 1989. A partir dali, entre 1989 e 1994, foram sete títulos conquistados – incluindo uma Recopa da UEFA – e tempos espetaculares em Highbury, com uma famosa linha defensiva conhecida como “The Famous Back Four”, talentosas crias das categorias de base e o técnico George Graham, que forjou a base para o estrelato que o Arsenal iria atingir no começo dos anos 2000.
Ainda nos anos 1990, o estádio dos Gunners teve que de adequar às novas normas de segurança implantadas na Inglaterra após a Tragédia de Hillsborough. O relatório Taylor pôs fim às “gerais” nos estádios ingleses, muito comuns principalmente atrás dos gols, e passou a proibir pessoas em pé. Com isso, o Highbury teve sua capacidade reduzida drasticamente para pouco mais de 38 mil pessoas, o que acabou afetando bastante o público e o rendimento financeiro do clube. Por estar em um bairro residencial e cercado de prédios, o estádio não poderia mais receber grandes reformas de ampliação e algo do tipo, se viável, seria caríssimo. Por isso, o clube começou a estudar um novo local para construir um estádio do zero.



Antes, continuou cuidando de sua casa e instalou novos placares e dois telões. Já sob o comando de Arsène Wenger, o Arsenal fez história nos anos 2000 e levantou mais títulos, incluindo a Premier League de 2003-2004 de maneira invicta. Eram tempos de Thierry Henry, Bergkamp, Pires e companhia, um dos maiores esquadrões deste século e que aumentou ainda mais o misticismo de Highbury. O problema é que o próprio estádio era um entrave para o crescimento do Arsenal. Um clube daquele porte com um estádio que cabia “apenas” 38 mil pessoas deixava o clube bem atrás dos compatriotas Manchester United, Liverpool e Chelsea, por exemplo, que tinham casas maiores e imponentes.
O Arsenal tinha duas opções: seguir em um estádio pequeno, mas histórico, ou construir um novo e maior. Não havia problema nenhum em seguir ali, afinal, vários outros clubes do planeta jogam em estádios com capacidades similares e até menores. A diretoria até estudou uma terceira via e, em 1998, tentou comprar Wembley, mas a FA e o governo não cederam, pois já tinham planos para a catedral, que seria demolida tempo depois. Só que os dias de Highbury estavam perto do fim.
O triste adeus

Após a negativa para a compra de Wembley, o Arsenal formalizou em 1999 a construção de um novo estádio nas cercarias de Ashburton Grove, a poucos metros de Highbury, para 60 mil pessoas. Em outubro de 2004, o clube anunciou que o novo estádio seria chamado Emirates Stadium, em alusão à parceria com a Emirates Airlines. Com isso, Highbury passou por seus últimos momentos e viveu na temporada 2005-2006 a última de sua história. Foi nela que o Arsenal conseguiu chegar pela primeira vez a uma final de Liga dos Campeões da UEFA e o clube fez uma série de homenagens ao seu templo, sendo a principal delas uma camisa em tom grená no mesmo estilo da utilizada na primeira temporada em Highbury em 1913-1914.
A última partida oficial aconteceu em 07 de maio de 2006, quando o Arsenal enfrentou o Wigan e precisava da vitória para garantir uma vaga na UCL da temporada seguinte. Perdendo por 2 a 1, os Gunners tiveram uma última inspiração de sua casa e viraram para 4 a 2, com três gols de Henry, maior artilheiro da história do clube. O francês beijou o gramado de Highbury no último gol e selou com chave de ouro uma história de exatos 2010 jogos, 1196 vitórias, 475 empates, 339 derrotas, 4038 gols marcados e 1955 gols sofridos, um aproveitamento de 60%. E se tinha um jogador que merecia encerrar aquela bela história era Henry, o maior artilheiro da história de Highbury com 114 gols e tão marcante nos inesquecíveis títulos dos Gunners.


Curiosamente, após deixar Highbury e ir jogar no Emirates, o Arsenal nunca mais conseguiu um título de expressão como tanto conquistou em sua antiga Igreja. O lendário Wenger, que esteve na transição dos estádios, profetizou isso em entrevista de 2020, quando destacou que o Arsenal havia deixado “sua alma” em Highbury.
“(O Anfield Road) É o melhor estádio na Inglaterra. É simples, porque as pessoas ficam bem próximas do campo, as pessoas de lá amam futebol. O Highbury era um pouco parecido com o Anfield. Não a mesma coisa, mas havia uma alma no estádio. E construímos o novo estádio, mas deixamos nossa alma no Highbury. […] A distância do campo para as arquibancadas teve que ser maior, porque precisávamos de ambulâncias prontas para entrar (no campo). A inclinação das arquibancadas teve que ser menor. Com todas essas coisas combinadas, não conseguimos recriar a atmosfera”. – Arsène Wenger, ex-técnico do Arsenal, em entrevista à TV Bein Sports, 20 de janeiro de 2020.





O local onde ficava Highbury virou um complexo de edifícios chamado Highbury Square, com as fachadas da arquibancada leste, em estilo Art déco, e da arquibancada oeste – ambas tombadas como patrimônio histórico – mantidas e incorporadas à estrutura do complexo, inaugurado em 2010. Já onde ficava o gramado foi construído um belo jardim. No Emirates Stadium, se o Arsenal “não tem mais a alma” como disse Wenger, preservou a história construída na antiga casa com estátuas de lendas do como Thierry Henry, Tony Adams e Hebert Chapman, além de perfis de craques como George Armstrong, Kenny Sansom, Ian Right, Lee Dixon, Patrick Vieira, Dennis Bergkamp, entre outros que inspiram novas gerações de jogadores para que, um dia, o Emirates consiga conduzir o Arsenal às grandes glórias como Highbury tanto fez por décadas. Se o clube já teve uma igreja, ele pode, um dia, ter uma catedral.
Curiosidades:
- O relógio tão icônico do Highbury foi retirado cuidadosamente do estádio em seu fechamento, em 2006, e mantido com o clube por quatro anos. No Emirates, o Arsenal colocou no período apenas uma réplica maior na parte externa do estádio, voltada para a estação Drayton Park, como forma simbólica de marcar presença. No aniversário de 125 anos do clube, em 2010, finalmente o relógio original foi restaurado e instalado dentro do Emirates, acima de um dos setores atrás do gol, que passou a ser chamado de Clock End assim como nos tempos de Highbury;
- A maior goleada do Arsenal em seu antigo estádio foi um 11 a 1 pra cima do Darwen, em partida válida pela Copa da Inglaterra de 1932;
- Já as maiores derrotas foram de 5 a 0: primeiro, em fevereiro de 1925, para o Huddersfield Town, pelo Campeonato Inglês. Depois, para o Chelsea, em novembro de 1998, pela Copa da Liga Inglesa;
- A Seleção da Inglaterra disputou apenas 12 jogos em Highbury e acumulou um bom retrospecto: 9 vitórias, dois empates e apenas uma derrota, totalizando um aproveitamento de 75%;
- Um dos sinais de que o estádio havia ficado pequeno para grandes jogos aconteceu na seleção das sedes da Eurocopa de 1996, na Inglaterra. Naturalmente o Highbury foi um candidato forte, mas acabou descartado pela UEFA por conta das dimensões enxutas do campo de jogo, considerado pequeno demais para partidas de seleções;
- Em 22 de janeiro de 1927, o jogo entre Arsenal e Sheffield United em Highbury foi a primeira transmissão radiofônica de uma partida de futebol na história;

- Mais de uma década depois, em 16 de setembro de 1937, um jogo-treino entre o Arsenal e seu time reserva foi a primeira partida de teste televisionada. O jogo durou cerca de 15 minutos ao vivo e utilizou câmeras experimentais com alcance muito limitado feito pela BBC;
- Thierry Henry foi o maior artilheiro da história de Highbury com 114 gols.
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