Data: 23 de novembro de 2025
O que estava em jogo: uma vaga na elite do Campeonato Brasileiro de 2026.
Local: Estádio do Mangueirão, Belém (PA), Brasil.
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Público: 49.706 pessoas
Os Times:
Remo: Marcelo Rangel; Pedro Costa, Kayky Almeida (Reynaldo), Klaus e Sávio (Jorge); Caio Vinícius, Panagiotis (Nathan Camargo) e Cantillo (Pavani); Pedro Rocha, João Pedro (Janderson) e Jaderson. Técnico: Guto Ferreira
Goiás: Tadeu; Diego Caito, Luiz Felipe, Gonzalo Freitas (Alan Stence), Lucas Ribeiro e Willean Lepo (Danilo); Juninho e Rafael Gava; Wellinton Matheus (Jean Carlos), Anselmo Ramon e Jajá (Pedrinho). Técnico: Fábio Carille
Placar: Remo 3×1 Goiás. Gols: Willean Lepo-GOI, aos 7′ e Pedro Rocha-REM, aos 45’+4’ do 1ºT; João Pedro-REM, aos 18’ e aos 39’ do 2ºT.
“Ela e eles intercederam: o retorno do Remo à elite após 32 anos”
Por Guilherme Diniz
Brasileirão de 1994. Exatamente um ano após terminar na 7ª colocação do Brasileirão – melhor colocação de um clube do Norte na história -, o Remo não conseguiu manter a boa fase que vivia e foi rebaixado para a Série B de 1995. Mal sabia o torcedor que começava ali um martírio sem precedentes do clube azulino nas divisões inferiores do Brasil. Foram 10 anos na segundona e o desprazer de ver, no começo dos anos 2000, o maior rival – Paysandu – na elite e até disputando a Libertadores. Para piorar, veio o rebaixamento para a Série C em 2004 e o alento do título da Terceirona em 2005. Mas a alegria durou pouco, pois em 2007 o clube voltou para a terceira divisão e, em 2009, ao terminar na 28ª colocação, acabou disputando a Série D de 2010 (criada naquele ano). Foram cinco anos na mais hostil divisão do Brasil até o retorno à C em 2016, graças ao acesso conquistado um ano antes.
Só em 2020 que o Leão retornou à Série B, mas caiu já em 2021 para a Série C. O drama não tinha fim. Era uma gangorra interminável e as alegrias, quando vinham, se restringiam apenas ao Campeonato Paraense e aos clássicos contra o Paysandu. Até que, em 2024, o Leão conseguiu voltar à Série B, mas entrou em 2025 com as velhas dúvidas do torcedor. Após um bom começo e alcançar a segunda colocação, o clube caiu de produção e chegou ao 12º lugar na rodada 28. Àquela altura, era mais fácil torcer para não cair de novo do que pelo acesso. Só que o Leão começou a vencer. Ganhou fôlego ao triunfar em um clássico eletrizante contra o rival e a vaga na elite passou a ser uma realidade. Nas últimas rodadas, o Leão ficou na terceira colocação e só dependia dele para subir. Mas aí veio a penúltima rodada e o desastre: derrota por 3 a 1 para o Avaí, fora de casa, que derrubou o Remo para a 6ª colocação.
Ele não dependia mais de si. Precisava vencer o último jogo, contra um rival direto, e torcer para que o Criciúma ou a Chapecoense não vencessem seus jogos. A torcida azulina sabia da dificuldade, mas tinha fé. Lotou o Mangueirão, que recebeu quase 50 mil pessoas. Uma linda festa com direito a mosaico e a prece à Nossa Senhora de Nazaré explícita nas arquibancadas: “Por nós intercedeis / Em cada um de nós mora a esperança”. Os jogadores entraram em campo com a imagem da Santa e com a camisa do estado do Pará por cima da do Remo. Eles sabiam que era um dos jogos mais importantes da história do clube em décadas. Subir para a Série A naquela tarde era dar a gerações de torcedores um gosto inédito, algo jamais visto. Muitos que estavam no Mangueirão tinham nascido sem presenciar o Clube do Remo na elite. Não tinham noção do que era um Remo x Flamengo, Remo x São Paulo, Remo x Corinthians, Remo x Palmeiras, Remo x Fluminense, Remo x Vasco, nada disso. Talvez um ou outro jogo grande pela Copa do Brasil, mas nada comparado ao Brasileirão.
A festa foi linda. Em campo, o Goiás, que também brigava pelo acesso, conseguiu abrir o placar logo aos 7’, criando um silêncio constrangedor no Mangueirão. O Remo se abateu, mas continuou na briga. E, nos acréscimos, Pedro Rocha, o artilheiro, mandou um petardo de fora da área que explodiu o Mangueirão e manteve a esperança viva. Veio o segundo tempo. Longe dali, lá no centro-oeste, o Cuiabá abriu o placar diante do Criciúma. Foi como um gol azulino. O Remo seguiu ávido. Sabia que, naquele instante, só faltava um gol dele. E veio, com João Pedro. A tensão continuou, mas a festa era maior. E, aos 39’, João Pedro fez mais um para amenizar o drama, cessar as unhas roídas e desabrochar o grito e as lágrimas.
Faltavam minutos para o sonho. A esperança em cada um daqueles torcedores emanava. Nossa Senhora intercedia. O relógio acelerava. O Goiás não ousava atacar. Lá no centro-oeste, o Criciúma não conseguia nem o empate nem a vitória. E, ao apito dos árbitros em locais tão distintos do Brasil, Belém se transformou no centro da emoção nacional em 23 de novembro de 2025. Depois de 32 anos, o Clube do Remo ganhava o direito de disputar o Campeonato Brasileiro da Série A. Impossível segurar aquela gente, que invadiu o gramado do Mangueirão em uma festa de pura alegria, sadia, sincera e inédita em décadas. O bandeirão de Nossa Senhora de Nazaré ganhou o gramado e abençoou aquela gente que tanto sofreu e chorou por seu clube em um martírio sem fim. Pois tudo tem seu fim. Os percalços e os dramas azulinos foram levados pela chuva naquela tarde de Belém. O Remo estava de volta à elite. Um prêmio a uma torcida que nunca desistiu. Apaixonada. Tão aclamada. E que intercedeu. É hora de relembrar o Remo 3×1 Goiás 2025.
Sumário
Pré-jogo

A trajetória azulina na Série B começou a mudar em maio de 2025, quando Marcos Braz, ex-dirigente do Flamengo e reconhecido pelo excelente trabalho na montagem do elenco rubro-negro campeão da América em 2019, chegou a Belém para levar ao Remo atletas que pudessem agregar ao grupo e dessem mais competitividade. Vieram Cantillo, Jorge, Marrony, os uruguaios Diego Hernández e Nico Ferreira, o grego Panagiotis e o atacante de Guiné-Bissau – com nacionalidade portuguesa – João Pedro. Foram contratações de peso para os padrões do clube, mas que, aos poucos, deram força ao elenco e ajudaram o Remo a brigar pelas primeiras posições. Quem também foi fundamental naquela caminhada foi o técnico Guto Ferreira, que emendou seis vitórias seguidas e mudou a chave azulina.
No top 3 da tabela até a antepenúltima rodada, o Remo só dependia de si para subir pela primeira vez desde a queda de 1994. Só que um balde de água fria caiu sob o clube na rodada 37. Jogando na Ressacada, o time paraense enfrentou o Avaí, que não brigava por mais nada na tabela, e perdeu por 3 a 1, um resultado catastrófico que derrubou o clube para a 6ª colocação por conta dos resultados da rodada. Com isso, o cenário perfeito que o clube tinha virou um pesadelo. Para subir, o Remo teria que vencer o Goiás, concorrente direto e na 4ª colocação, e torcer para o Criciúma não vencer o Cuiabá, fora de casa, além de também torcer por algum tropeço da Chapecoense, que estava na 5ª posição.


Os azulinos estavam, para muitos, longe do acesso pelo fato de o Criciúma enfrentar uma equipe que não almejava mais nada no torneio, além de a Chapecoense jogar em casa contra outra equipe também fora do baralho – Atlético-GO. O técnico Guto Ferreira teve que fazer mudanças no time por conta das expulsões ocorridas no duelo contra o Avaí e tirou Reynaldo para escalar Kayky Almeida ao lado de Klaus, além de preservar os laterais Pedro Costa pela direita e Sávio novamente pela esquerda, após este ficar de fora no último jogo. No meio, ao lado de Panagiotis, Cantillo ganharia sua primeira oportunidade com o treinador.
No dia do jogo, a torcida do Remo lotou o Mangueirão e esgotou os ingressos. Foram mais de 49 mil pessoas nas sinuosas arquibancadas do Gigante do Norte, belíssimo e energético naquela tarde chuvosa de Belém. Como de costume, os jogadores entraram em campo com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, como parte das celebrações do Círio, e ainda com uma camisa simbolizando a bandeira do Pará. Quando pisaram o gramado, viram a imensa festa da fanática torcida azulina e o mosaico pedindo a ajuda da Santa e realçando a esperança. Toda prece era bem-vinda em um jogo como aquele. Na verdade, não era apenas um jogo. Era provavelmente o mais importante do clube em mais de 30 anos. Era a chance de algo enorme, histórico. De um acesso tido como improvável a detalhes de acontecer.
Primeiro tempo – Do drama à esperança

Com apenas dois minutos, o Goiás mostrou vontade demais e Gonzalo Freitas levou cartão amarelo após falta em Caio Vinícius. Na cobrança, Sávio bateu por cima do gol de Tadeu. Minutos depois, foi a vez do Remo levar o primeiro amarelo do jogo – para Caio Vinícius – e permitir ao Goiás ter a posse de bola no campo de ataque. Juninho, pela direita, cruzou e a zaga azulina tirou. No rebote, a bola sobrou para Willean Lepo, que chutou de fora da área e surpreendeu o goleiro Marcelo Rangel: 1 a 0. Com apenas 7’, o esmeraldino estava na frente do placar. O Mangueirão, antes em êxtase, emudeceu. A festa era da pequena torcida do clube do centro-oeste. Tudo o que o Remo não precisava era aquilo. A missão já era difícil e, atrás do placar e dependendo de outros resultados, mais ainda.
O Goiás ficou mais confortável no jogo, enquanto o Remo tentava se reconstruir e buscar um novo ataque, que só veio aos 13’, quando Sávio cobrou escanteio e Panagiots cabeceou, exigindo uma grande defesa do goleiro Tadeu. Dois minutos depois, Pedro Rocha recebeu de fora da área, dominou e tentou o chute, mas a bola passou perto da trave e foi para fora. Esses lances deram mais ânimo do time da casa, que avançou as linhas e encurralou o Goiás em seu campo de defesa. Cantillo e Pedro Rocha, em chutes de média distância, levaram perigo ao goleiro Tadeu e viam que aquele era o caminho diante de um adversário com uma linha de cinco homens na grande área. Até de perto do meio de campo o Remo tentou, aos 27’, em chute de Kayky Almeida.

Mas a melhor chance veio aos 36’, quando Sávio cobrou mais um escanteio venenoso e Klaus subiu bem e cabeceou para o gol. A bola tinha destino, mas Tadeu, de novo, fez uma defesa espetacular e salvou o Goiás. Minutos depois, voltou a chover forte em Belém e o VAR caiu momentaneamente devido a um problema de energia, reestabelecido rapidamente. Por conta disso, o árbitro Raphael Claus deu cinco minutos de acréscimos. O Remo, persistente, queria um gol para ir ao intervalo mais tranquilo. Nos outros jogos que lhe eram de interesse, o Criciúma empatava em 0 a 0 com o Cuiabá e a Chapecoense vencia o Atlético-GO por 1 a 0, com um gol de pênalti aos 45’+1’.


Até que, aos 45’+4’, Pedro Costa, na direita, tentou levantar para o meio, mas a bola bateu no marcador. Mesmo assim, a redonda obedeceu e foi aos pés de Pedro Rocha. O camisa 32 abriu espaço, conduziu para a direita para escapar do adversário, chegou perto da meia-lua e chutou forte, no canto esquerdo do goleiro, para fazer um belo gol e enlouquecer o Mangueirão: 1 a 1. O Remo estava vivo! Era preciso virar o jogo e ainda torcer contra o Criciúma, mas a esperança era azul! Ao apito do árbitro, os jogadores foram para o vestiário loucos para retomar o jogo. Nas arquibancadas, a alegria estava de volta. O segundo tempo seria diferente. E repleto de emoção.
Segundo tempo – O retorno épico do Leão!

Guto Ferreira resolveu mexer no meio de campo e colocou Pavani no lugar de Cantillo. Os primeiros minutos foram lá e cá, com o Goiás tentando um gol logo no início, como na primeira etapa, e o Remo apostando no talento de Pedro Rocha e nas investidas do lateral Sávio. Aos 13’, a torcida do Remo começou a celebrar mesmo com a bola bem longe do gol. Motivo? É que o Cuiabá tinha acabado de abrir o placar diante do Criciúma, resultado que interessava diretamente o Leão! O gol lá no centro-oeste fez com que o time azulino ficasse ainda mais sedento pela virada e, logo aos 14’, Pedro Rocha tentou de cabeça e a zaga esmeraldina mandou para escanteio. Os jogadores reclamaram de pênalti no lance pelo fato de a bola bater na mão do jogador do Goiás, mas o VAR não marcou.
Só que o Remo não desistiu. E, aos 18’, Panagiots recebeu no meio e tocou na esquerda para Pedro Rocha. O artilheiro olhou para a área e mandou lá dentro. João Pedro apareceu e só escorou para virar a partida: 2 a 1. Explosão no Mangueirão! Com aquela vitória e a derrota do Criciúma, o Remo estava voltando para a primeira divisão! Do lado do Goiás, o técnico Carille resolveu mexer e fez três mudanças a fim de dar mais poder ofensivo ao time. Os esmeraldinos até ficaram mais com a bola nos minutos seguintes, mas a falta de pontaria prejudicava as esperanças goianas. Do outro lado, a torcida azulina fazia sua parte nas arquibancadas e, claro, ficava ligada no jogo do Criciúma, que não podia empatar nem virar pra cima do Cuiabá.

Aos 37’, após cobrança de escanteio do Goiás, o Remo saiu em contra-ataque com Pedro Rocha. O jogador chutou para o gol e Tadeu defendeu. A bola sobrou para Pavani, que chutou, e a redonda foi para escanteio. Na cobrança, a zaga rebateu e devolveu na direita. Pedro Rocha ficou com a bola, dominou e fez belo lançamento na cabeça de João Pedro, que mandou para o fundo do gol: 3 a 1. Foi a redenção. O gol para deixar a torcida azul ainda mais delirante e ávida para celebrar o acesso.
O tempo foi passando e os treinadores gastando suas substituições. O Goiás, no desespero, ainda tentou nos acréscimos, mas uma cabeçada de Alan Stence passou raspando a trave e foi para fora. Por mais que o placar fosse todo do Remo, ainda tinha jogo em Cuiabá. Havia tensão, afinal, o futebol é daqueles esportes malucos, que muda cenários em minutos e promove viradas inacreditáveis. Já pensou se o Criciúma virasse nos acréscimos? Bem, isso até poderia acontecer, mas não naquele dia.
As orações de Belém eram fortes demais. A paixão de Belém era forte demais. E a torcida do Remo era o retrato do que é o futebol. Esperança pura. Amor à flor da pele. A cada virada do relógio, mais e mais pessoas não escondiam a emoção e deixavam as lágrimas escorrerem pelo rosto. Batiam no peito, exibiam o orgulho de ser torcedor azulino. Vibravam por algo que não acontecia há mais de 30 anos. Quando o árbitro encerrou a partida, o do jogo do Cuiabá fez o mesmo, quase que instantaneamente. Pronto. A história estava consolidada. O Clube do Remo estava de volta à elite do futebol brasileiro!




Nossa Senhora intercedeu! A torcida intercedeu! Era o fim de um dos maiores calvários de um clube brasileiro, que passou anos na série B, foi para a Série C, voltou, caiu, chegou ao fundo do fundo do fundo (eu já falei fundo?) na Série D, retornou e, em dois anos, conseguiu dois acessos seguidos que o levaram à Série A. Tanta alegria contida por décadas fez com que os torcedores não se aguentassem e invadissem o gramado do Mangueirão. Felizmente, de maneira pacífica, com alegria, abraços, caminhadas de joelho e até pegando pedaços da rede do gol ou qualquer souvenir daquele momento histórico. Mas o maior deles foi levar a imagem de Nossa Senhora de Nazaré ao gramado, a mesma que intercedeu no pré-jogo, para abençoar aquela conquista. O dia 23 de novembro de 2025 entrou direto para o rol de grandes datas do Clube do Remo. E um dos grandes momentos do futebol raiz brasileiro. Parabéns, Leão!

Pós-jogo: o que aconteceu depois?
Remo: outros três clubes também subiram naquela tarde – Coritiba, Athletico-PR e Chapecoense -, mas o acesso do Remo ofuscou todos e virou a grande notícia do dia naquele domingo. Dezenas de jornais destacaram o feito do Leão e a volta do futebol do Norte ao Brasileirão depois de 21 anos – o último havia sido o Paysandu, em 2005. Falando no Papão, a festa da torcida azulina em 2025 foi ainda maior pelo fato de o rival ter caído para a Série C, ou seja, em 2026, o Remo estará na A e o Paysandu na C, algo que vai apimentar ainda mais a gozação do Re-Pa. Após o jogo, o técnico Guto Ferreira exaltou a diretoria e seus jogadores.
“Eu divido esse ‘obrigado’. Eu fui só uma peça da engrenagem. O foco dos jogadores foi diferente. Agradeço ao [Marcos] Braz por tudo o que fizemos juntos aqui dentro. É um cara excepcional, experiente. Isso foi fundamental, trouxe confiança. A diretoria, a presidência, o staff… todos são os grandes responsáveis por essa conquista. A força dos jogadores, se posicionando, se entregando, não deixando nada de ruim acontece. O principal é que, mesmo depois do gol, nós não nos entregamos. Não baixamos a cabeça. O gol do Pedro Rocha foi importantíssimo, no apagar das luzes. Foi crucial”.
O Remo terminou na 4ª colocação, com 62 pontos conquistados após 16 vitórias, 14 empates, oito derrotas, 51 gols marcados e 39 gols sofridos em 38 jogos. Pedro Rocha, com 15 gols, foi o artilheiro do time e da Série B, além de ter dado 8 assistências para gols (o 2º no quesito, atrás apenas de Giovanni Augusto, da Chapecoense, com 9 assistências). O clube foi o dono também do maior público do campeonato, exatamente no duelo com o Goiás, com 43.315 pagantes (49.706 presentes), um número que certamente será visto com frequência na Série A de 2026.

Goiás: muito irritado com o desempenho de seu time – que terminou na 6ª colocação -, o técnico Fabio Carille não escondeu a insatisfação com a apatia do elenco após o empate do Remo. “Temos que ser verdadeiros e sinceros. Não fizemos por merecer. Não podemos enganar o torcedor. Até o gol, fizemos o que foi treinado. Depois deixamos de jogar. Entregamos a bola para o Remo. Voltamos do intervalo apáticos. O que mais me incomodou foi a apatia. Treinamos o perde-pressiona, mas fiquei com a impressão que o jogo estava em 220, e a gente estava em 110”. Com isso, o Goiás, tão presente na elite nos anos 2000 e 2010, terá que recomeçar mais uma vez para tentar o retorno em 2026.

O trabalho Imortais do Futebol – textos do blog de Imortais do Futebol foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial – SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em imortaisdofutebol.com.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença.




