Por Guilherme Diniz
Nome: Stamford Bridge
Localização: Londres, Inglaterra
Inauguração: 28 de abril de 1877, exclusivo para atletismo. Passou a abrigar partidas de futebol a partir de 1905.
Partida Inaugural: Chelsea 4×0 Liverpool, 04 de setembro de 1905
Primeiro gol: Bob McRoberts, no jogo Chelsea 4×0 Liverpool, 04 de setembro de 1905
Proprietário: Chelsea Pitch Owners – Administrado pelo Chelsea Football Club
Capacidade: 40.341 pessoas
Recorde de público: 82.905 pessoas no Chelsea 1×1 Arsenal, 12 de outubro de 1935
A vila de Stamford Bridge, em Yorkshire (ING), possui muita importância na história inglesa. Foi lá que, em 1066, o Rei Haroldo II travou uma sangrenta batalha contra o Reino Da Noruega que terminou com vitória inglesa e o início do declínio dos Vikings no país. Esse evento ficou conhecido como a “Batalha de Stamford Bridge” e tal nome viraria um ícone de outros tipos de batalhas séculos depois, só que muito mais brandas, no âmbito esportivo e em outra cidade: Londres. Foi na capital inglesa que surgiu no final do século XIX o Estádio Stamford Bridge, inicialmente palco de provas de atletismo para só no século XX se transformar em um dos mais tradicionais estádios de futebol do Reino Unido e, décadas depois, de todo mundo.
Casa do Chelsea FC há mais de um século, Stamford Bridge foi a razão de existir e do nascimento do clube azul, após a negativa do Fulham em jogar por ali. No arborizado bairro londrino, Stamford Bridge se destacou como um ilustre palco de jogos emblemáticos do Chelsea e até de outros clubes, além de abrigar shows individuais de craques do mais alto nível. Com uma arquitetura notável e assinada pelo lendário Archibald Leitch, o estádio é um dos mais antigos do planeta e espectador das transformações esportivas e sociais da Inglaterra e de toda a Europa. É hora de conhecer a história do Alçapão Azul.
Sumário
Quase 30 anos de atletismo

Apesar de seu nome remeter ao local da histórica batalha do século XI, Stamford Bridge faz alusão aos detalhes de sua localização em Londres, no bairro de Fulham. Mapas do século XVIII mostravam um rio afluente do Tâmisa chamado Stamford Creek, que percorria uma longa estrada onde hoje existe uma linha de trem, no lado leste do estádio. O leito desse rio era atravessado por duas pontes: Sanford Bridge (algo como “ponte sob o vau de areia”), na Fulham Road (também conhecida como Little Chelsea Bridge) e Stanbridge (de “ponte de pedra”), na King’s Road. Esses dois nomes acabaram criando a derivação Samfordesbrigge, “a ponte no vau de areia”, que virou Stamford Bridge com o passar do tempo. O estádio foi construído em um terreno arrendado cuja propriedade era da Companhia Ferroviária Metropolitana de Londres e passou a ser utilizado pelo London Athletic Club para a prática de atletismo e outras atividades esportivas a partir de sua inauguração, em 28 de abril de 1877.
Mais antigo clube independente de atletismo do mundo, o London AC utilizou o campo de Stamford Bridge até 1904, ano em que os irmãos Gus e Joseph Mears tomaram posse do campo com o intuito de agregar ao local a prática de futebol. Inicialmente, os irmãos Mears ofereceram o campo ao clube do bairro, o Fulham, mas os Cottagers declinaram da oferta por conta de problemas financeiros. Desmotivados, os irmãos Mears cogitaram oferecer o terreno à GWR (Great Western Railway Company), que tinha planos de usar o local como pátio de carvão para seus trens.
Mas Gus Mears ainda não estava convencido da venda e decidiu fundar seu próprio clube a fim de transformar o sonho em realidade. Com isso, em março de 1905, ele fundou o Chelsea Football Club no The Rising Club Pub (atualmente The Butcher ‘s Hook), em frente à atual entrada principal do estádio, na Fulham Road. O nome Chelsea foi escolhido em alusão ao bairro de Chelsea, adjacente ao bairro de Fulham, pelo fato de já existir um clube com o nome Fulham na região. Mas ainda havia uma missão: adaptar Stamford Bridge para o futebol.
A construção da nova casa

Gus Mears e seu irmão queriam um estádio imponente e que pudesse colocar o bairro no mapa do futebol do país. Por isso, foram buscar o melhor arquiteto e especialista no assunto para isso: o escocês Archibald Leitch, célebre por ter conduzido os projetos de grandes estádios da época como o Ibrox (do Rangers, em Glasgow, Escócia), o Celtic Park (do Celtic, também em Glasgow) e o Craven Cottage (do vizinho Fulham). O projeto previa um estádio com capacidade para 100 mil espectadores, o que o tornaria um dos maiores do mundo no início do século XX. O design teria as características marcantes das obras de Leitch: arquibancadas em formato retangular, estrutura de ferro e madeira, além de uma grande arquibancada coberta no lado leste do campo.
Além disso, o estádio teria uma estação próxima e que facilitaria a chegada dos torcedores: a Chelsea and Fulham railway station, que funcionou até 1940, quando acabou bombardeada durante a 2ª Guerra Mundial na ação “The Blitz”, dos nazistas, e foi descontinuada. Após meses de obras intensas, o Stamford Bridge foi oficialmente reinaugurado em 4 de setembro de 1905, com um amistoso entre o Chelsea e o Liverpool. Os Blues venceram por 4 a 0, em jogo que marcou o início de uma longa história no local.


Com média de 60 mil torcedores em seu primeiro ano, Stamford Bridge tinha uma atmosfera impressionante. Com arquibancadas abertas, largas e espaçosas, o local conseguia abrigar multidões e ganhou o status de segundo maior estádio da Inglaterra, atrás apenas do Crystal Palace. Havia uma arquibancada no lado leste de 120 metros que abrigava pouco mais de 5 mil torcedores, enquanto as outras arquibancadas formavam uma espécie de “bacia aberta”, nas quais os torcedores ficavam em pé. Embora o Chelsea não tivesse a força de outros clubes da época – o clube só iria vencer seu primeiro título nacional em 1955 – Stamford Bridge entrou no mapa do futebol nacional ao abrigar três finais da Copa da Inglaterra em sequência (na época, ainda não existia Wembley). As decisões foram:
- 1920 – Aston Villa 1×0 Huddersfield Town, com 50.018 pessoas;
- 1921 – Tottenham Hotspur 1×0 Wolverhampton Wanderers, com 72.805 pessoas;
- 1922 – Huddersfield Town 1×0 Preston North End, com 53 mil pessoas
Renovações e sobrevivendo à Segunda Guerra

Em 1930, Stamford Bridge passou por sua primeira obra de renovação quando a arquibancada sul ganhou uma cobertura parcial – uma estrutura curiosa que mais tarde levaria ao apelido de “Shed End” (fim do galpão). Ironicamente, para um nome que se tornaria famoso no futebol, a cobertura assimétrica foi erguida para outro esporte. Cobrindo cerca de um quinto da área da arquibancada e projetada pelo arquiteto Archibald Leitch, ela foi encomendada pela Greyhound Racing Association, que por muitas décadas realizou corridas de cães na pista que circundava o campo – eles queriam cobertura para as casas de apostas e seus clientes. A Shed End se transformou em uma das arquibancadas mais icônicas de Stamford Bridge e abrigaria a ala mais fanática da torcida dos Blues.
Em 1935, o estádio registrou seu recorde de público na história: 82.905 pessoas assistiram ao clássico contra o Arsenal, que terminou empatado em 1 a 1. Tempo depois, em 1939, o estádio começou a receber uma nova ampliação na arquibancada norte, mas as obras tiveram que ser interrompidas por conta da Segunda Guerra Mundial, quando a Blitz atingiu fortemente Londres e causou danos às arquibancadas e às estruturas de apoio de Stamford Bridge.

No entanto, a construção robusta projetada por Archibald Leitch – com arquibancadas de concreto e aço, além da grande área aberta no gramado – evitou a destruição total do estádio. Após os ataques, o Chelsea realizou reparos emergenciais para manter o estádio em condições mínimas de uso durante e após a Guerra. Curiosamente, um dos alvos atingidos foi o setor leste, onde parte da cobertura desabou. Mas a estrutura principal não cedeu, e Stamford Bridge permaneceu de pé, simbolizando a resistência da cidade de Londres em um período muito sombrio.
Em 1945, Stamford Bridge sediou uma das partidas mais notáveis de sua história. O soviético FC Dynamo Moscow foi convidado para uma turnê pelo Reino Unido no final da Segunda Guerra Mundial, e o Chelsea foi o primeiro adversário da equipe de Moscou. Estima-se que mais de 100 mil pessoas lotaram Stamford Bridge para assistir ao empate por 3 a 3, com muitos espectadores na pista de corrida para cães e nas arquibancadas.
O primeiro título e novas remodelações

Uma década depois, Stamford Bridge foi palco do primeiro título inglês do Chelsea, celebrado no ano em que o clube comemorou 50 anos de existência. Os Blues conseguiram superar o temido Wolverhampton da época, terminando com quatro pontos de vantagem sobre os Wolves. O jogo crucial da campanha foi a vitória por 1 a 0 sobre os aurinegros, em abril de 1955, diante de mais de 75 mil pessoas em Stamford Bridge, em gol de pênalti anotado por Richard Peter Sillett. O destaque da campanha vencedora foi o artilheiro e capitão Roy Bentley, autor de 21 gols, além de John McNichol, que marcou 14 tentos. O título deu ao Chelsea a possibilidade de participar da primeira Copa dos Campeões da Europa da história, na temporada 1955-1956, mas os Blues declinaram após pressão da FA, que achava a nova competição uma “distração” que prejudicaria o rendimento de seus times nos torneios domésticos…
Ainda em 1955, o Chelsea levantou sua primeira Supercopa da Inglaterra, quando aplicou 3 a 0 no Newcastle United também em Stamford Bridge. Nos anos 1960, o estádio passou por uma modernização maior com a instalação de refletores de iluminação, permitindo jogos noturnos, e melhorias nas arquibancadas para ampliar o conforto do público. Em 1965, o Chelsea venceu a Copa da Liga Inglesa pela primeira vez e derrotou o Leicester City no primeiro jogo da final, em casa, por 3 a 2. Tempo depois, o clube venceu a Copa da Inglaterra de 1969-1970 e, na temporada seguinte, a Recopa da UEFA, com destaque para as vitórias em casa sobre Aris-GRE (5 a 1), CSKA Sofia-BUL (1 a 0), Club Brugge-BEL (4 a 0) e Manchester City-ING (1 a 0). Na final, em campo neutro, os Blues derrotaram o Real Madrid e celebraram seu primeiro título continental.
O Rei de Stamford Bridge


Os títulos do começo dos anos 1970 consagraram Peter Osgood, considerado o maior ídolo da história do Chelsea. Atacante do time campeão da Recopa da UEFA de 1970-1971 e da Copa da Inglaterra de 1969-1970, Osgood jogou de 1964 até 1974 e de 1978 até 1979 nos Blues e foi um grande líder da equipe dentro e fora de campo, recebendo o apelido de “O Rei de Stamford Bridge”. Osgood faleceu em 2006 e suas cinzas foram enterradas embaixo da marca de pênalti da Shed End. Anos depois, em setembro de 2010, uma bela estátua foi erguida em frente a West Stand, a entrada principal de Stamford Bridge, em memória do craque. Uma placa na lateral da estátua, escrita pelo historiador oficial do clube Rick Glanvill, diz:
Stamford Bridge tem muitos heróis, mas apenas um rei
Técnico elegante
Atacante implacável
Ícone da efervescente década de 60
Adorado pelos torcedores
Autor de gols imortais em finais de copa
Um grande homem para uma era dourada
A crise

Curiosamente, foi naquela década de 1970 que o Chelsea iniciou um ousado plano de renovação de Stamford Bridge, com foco na reconstrução da arquibancada leste, que ficaria mais moderna graças aos dois novos andares, assentos cobertos e novas áreas de hospitalidade. Tal obra foi um marco, mas também gerou dificuldades financeiras para o Chelsea, que quase perdeu Stamford Bridge devido a disputas judiciais por conta de dívidas contraídas no período. A incorporadora imobiliária Marler Estates havia adquirido uma parte substancial da propriedade plena de Stamford Bridge e foi Ken Bates, presidente do Chelsea a partir de 1982 ao comprar o clube por 1 libra (!), quem travou uma intensa batalha para reintegrar a propriedade plena ao clube (e assim garantiu seu futuro).


Após a falência da Marler, Bates fechou um acordo com os bancos no começo dos anos 1980 e criou a Chelsea Pitch Owners, uma organização criada para afastar futuras incorporadoras e tornar o clube mais viável financeiramente, além de ser dedicada à gestão de Stamford Bridge. Esse período complicado na parte administrativa refletiu dentro de campo, pois o Chelsea caiu para a segunda divisão alguns anos antes, em 1975, entrou em uma era sem títulos e só voltaria a celebrar um troféu em 1983-1984 (o Campeonato Inglês da 2ª divisão), já sob a presidência de Ken Bates.
Na temporada 1984-1985, após invasões no campo de hooligans e muitos problemas disciplinares, Bates instalou polêmicas cercas elétricas entre as arquibancadas e o gramado. Tal cerca nunca foi ligada, mas intimidou os baderneiros – a cerca foi removida tempo depois. E os Blues só voltariam a brilhar nos anos 1990, assim como Stamford Bridge.
De volta às glórias

Na década de 1990, o Chelsea fez profundas reformas em Stamford Bridge a fim de adequar o estádio às novas normas de segurança da Inglaterra devido às tragédias ocorridas no país no final dos anos 1980. Com isso, o estádio passou a ter assentos numerados em todos os setores, a pista de atletismo foi removida, o gramado ficou mais próximo das arquibancadas e a capacidade foi reduzida drasticamente para cerca de 40 mil torcedores. A Matthew Harding Stand (antiga North Stand), a Shed End e a remodelada West Stand foram reconstruídas com estruturas modernas, maior visibilidade e áreas de hospitalidade. As obras ajudaram a concentrar melhor o som dentro do estádio, diminuindo bastante as reclamações da vizinhança em dias de jogos – o bairro possui muitas residências.
Essa nova era de Stamford Bridge trouxe ventos prósperos ao Chelsea, que retomou o caminho dos títulos a partir da temporada 1996-1997 e levantou duas Copas da Inglaterra (1996-1997 e 1999-2000), uma Copa da Liga Inglesa (1997-1998), uma Supercopa da Inglaterra (2000), uma Recopa da UEFA (1997-1998) e uma Supercopa da UEFA (1998). Nesse período, ídolos como Vialli, Denis Wise, Desailly, Graeme Le Saux, Zola, Di Matteo, Poyet, Flo entre outros trouxeram de volta a alegria em Stamford Bridge e construíram uma era de glórias jamais vista no clube, abrilhantada também por grandes jogos no alçapão azul, como o lendário 5 a 0 de outubro de 1999 pra cima do todo-poderoso Manchester United de Alex Ferguson, com direito a hat-trick de Tore Andre Flo.
Tal período só foi superado a partir dos anos 2000, quando o clube viveu uma nova fase ao ser administrado pelo bilionário Roman Abramovich, que injetou milhões de libras em contratações e fez do Chelsea um dos principais clubes do país e também da Europa. O título da Premier League foi conquistado em 2004-2005 e o bi veio em 2005-2006. Mais taças nacionais vieram nas temporadas seguintes e craques como Petr Cech, John Terry, Makélélé, Ricardo Carvalho, Frank Lampard e Didier Drogba foram os astros de um esquadrão emblemático que forjou uma faceta copeira dos Blues até chegar na década de 2010, quando vieram a histórica Liga dos Campeões da UEFA (em 2011-2012), a Liga Europa da UEFA (em 2012-2013) entre outras taças.





Além dos craques dos Blues, Stamford Bridge abrigou também partidas memoráveis. Em 2005, Ronaldinho marcou dois golaços pelo Barcelona na derrota blaugrana por 4 a 2 para o Chelsea, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da UEFA. O troco blaugrana aconteceu em 2009, quando Iniesta fez um gol épico nos minutos finais do jogo, empatou a partida em 1 a 1 e colocou o Barça na final, destruindo mais um sonho de alcançar a Velhinha Orelhuda dos Blues na época.
Nos anos 2000, Stamford Bridge acompanhou ainda o crescimento da rivalidade entre Chelsea e Liverpool e abrigou o 4 a 0 dos Blues pra cima dos Reds em dezembro de 2001 – ano em que o clube de Anfield levantou 5 troféus -, o 3 a 2 da semifinal da UCL de 2007-2008, quando Drogba marcou duas vezes e Lampard anotou o gol da classificação para a final; os 4 a 4 da segunda partida das quartas de final da UCL de 2008-2009, com dois gols de Lampard, um de Drogba e outro de Alex; a semifinal das UCL de 2004-2005, com vitória do Liverpool por 1 a 0, no polêmico “gol fantasma” de Luis García, e a semifinal de 2006-2007, que teve vitória azul por 1 a 0, mas classificação do Liverpool na partida seguinte, em Anfield Road.


Em 2014, foi a vez do Arsenal sofrer diante dos Blues em Stamford Bridge quando Samuel Eto’o anotou três gols nos 6 a 0 do Chelsea em março 2014, na Premier League de 2013-2014. Uma curiosidade é que foi o milésimo jogo de Arsène Wenger no comando do Arsenal… Na gestão Abramovich, Stamford Bridge recebeu várias melhorias tecnológicas, áreas VIP, restaurantes e museus, além de um corredor de ídolos em frente à loja principal do clube. Apesar das mudanças, o estádio ainda carrega elementos históricos de sua fundação, como a fachada da East Stand, preservada e integrada à nova arquitetura.
Patrimônio único e eterno

A diretoria chegou a planejar um novo estádio com mais de 60 mil lugares na Era Abramovich, mas o projeto foi paralisado em 2018. Outros planos de emancipação seguem em curso, principalmente após a saída de Abramovich e a entrada da BlueCo, mas ainda sem nada muito concreto. O fato é que Stamford Bridge não é apenas um estádio, mas o coração, a razão de ser e maior símbolo do Chelsea FC. Desde a sua inauguração, ele sobreviveu a duas Guerras Mundiais, a crises financeiras do clube e às constantes mudanças do futebol moderno. Ainda hoje, mantém viva a essência do início do século XX, com sua localização enraizada em Fulham e a atmosfera típica dos estádios ingleses tradicionais, fugindo do estereotipo das arenas tão comuns neste século XXI.

Curiosidades:
- Em 1958, Stamford Bridge abrigou as partidas finais do time do London XI na Copa das Cidades com Feiras, precursora da Copa da UEFA (atual Liga Europa da UEFA). Na semifinal, o time da capital derrotou o Lausanne-Sport-SUI por 2 a 0 e, no primeiro jogo da final, contra o Barcelona XI, empatou em 2 a 2. Na volta, porém, a equipe ime londrina perdeu por 6 a 0 no Camp Nou e ficou com o vice;
- A seleção da Inglaterra jogou apenas três vezes em Stamford Bridge. E nunca perdeu. a primeira foi em 05 de abril de 1913, quando venceu a Escócia por 1 a 0 pelo Campeonato Britânico. Depois, em 22 de novembro de 1929, quando goleou a seleção do País de Gales por 6 a 0, também pelo Campeonato Britânico. E, em 07 de dezembro de 1932, o English Team bateu a forte seleção da Áustria da época por 4 a 3, em partida amistosa;
- Em 2013, Stamford Bridge foi palco da final da Liga dos Campeões Feminina da UEFA. O Wolfsburg, da Alemanha, derrotou o Lyon-FRA por 1 a 0 e ficou com o título diante de 19.278 torcedores;
- No mesmo ano de 2013, a seleção brasileira realizou um amistoso no estádio contra a Rússia. O placar foi 1 a 1, com Fred anotando o gol do Brasil e Fayzulin o gol russo;
- Em 1980, o estádio abrigou partidas de críquete, repetindo a dose em 1981;
- De 1933 até 1968, a casa dos Blues abrigou corridas de cães e levou milhares de pessoas às tradicionais provas tão famosas na Inglaterra. O Stamford Bridge Greyhounds foi um dos mais importantes palcos da modalidade;
- A Matthew Harding Stand, uma das arquibancadas centrais do estádio, possui esse nome em homenagem a Matthew Harding, diretor e investidor responsável por recuperar as finanças do clube nos anos 1990 e fazer com que o Chelsea retomasse o caminho das glórias no período, além de ajudar na construção de tal arquibancada. Harding acabou falecendo em um acidente de helicóptero em outubro de 1996 e, por isso, o Chelsea batizou o setor com o nome do diretor;
- Além das estruturas bastante comuns em grandes estádios como lojas, restaurantes e museu, Stamford Bridge possui em seus arredores dois hotéis, apartamentos e bares, todos desenvolvidos ainda na era Ken Bates;
- O estádio é muito bem servido pelo transporte público de Londres e pode ser acessado por ônibus, metrô, trens e até por balsa, graças à estação Chelsea Harbour Pier, a 15 minutos do estádio.
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