Data: 16 de maio de 2026
O que estava em jogo: o título do Campeonato Escocês de 2025-2026.
Local: Celtic Park, Glasgow, Escócia.
Árbitro: Don Robertson (ESC)
Público: 59.000 pessoas
Os Times:
Celtic: Sinisalo; Johnston, Scales, Trusty (Osmand) e Tierney (Saracchi); McGregor e Engels; Yang (Forrest), Nygren (Murray) e Tounekti (Iheanacho); Maeda. Técnico: Martin O’Neill.
Heart of Midlothian: Schwolow; Kingsley, Steinwender, Findlay e Milne (Chesnokov); Baningime (Spittal), Devlin, Kyziridis (Alan Forrest) e Altena (Kent); Kabore (Cláudio Braga) e Shankland. Técnico: Derek McInnes.
Placar: Celtic 3×1 Hearts. Gols: Shankland-HEA, aos 43′, e Engels-CEL, pênalti, aos 45’+4′ do 1º T; Maeda-CEL, aos 42′ e Osmand-CEL, aos 45’+8′ do 2º T.
“Corações Partidos”
Por Guilherme Diniz
Desde 1960 que o torcedor do Heart of Midlothian (mundialmente conhecido como Hearts) esperava por aquele momento: gritar “é campeão” do Campeonato Escocês. Nunca o fim do angustiante jejum esteve tão perto. O clube da belíssima Edimburgo liderou o torneio de 2025-2026 por 36 rodadas (as duas primeiras e da 4ª até a 37ª), oito meses e quase 3000 mil minutos. Poderia ter garantido a taça com antecedência, mas um empate na rodada 36, fora de casa, contra o Motherwell, deu a esperança a quem jamais o Hearts poderia dar: ao Celtic, o titã que buscava seu quinto título consecutivo. Na penúltima rodada, o clube grená venceu, assim como o Celtic, e a decisão da taça ficou para a última rodada, justamente contra os alviverdes, em Glasgow.
Era o jogo mais importante do Hearts em décadas. O clube venceu quatro títulos depois do torneio nacional de 1960, entre eles a Copa da Escócia de 2012, mas nada se comparava a um campeonato dominado pela dupla Celtic / Rangers de maneira ininterrupta desde 1985, último ano que um clube diferente conseguiu levantar a taça – o Aberdeen de Alex Ferguson. O Hearts abriu o placar no final do primeiro tempo, mas, nos acréscimos, o Celtic conseguiu o empate em cobrança de pênalti. O 1 a 1 ainda dava o título ao Hearts, que teve que segurar a pressão do dono da casa. Os alviverdes se lançaram ao ataque, enquanto o Hearts apostava nos contra-ataques. Os minutos se passavam e o título ficava mais perto de Edimburgo. Mas, aos 42’, Maeda, ídolo da torcida alviverde e sempre goleador, virou o jogo para o Celtic.
Foi um baque para o Hearts, que teve que se lançar de maneira desesperada ao ataque em busca de um gol nos minutos finais. Em um dos ataques, o goleiro do Hearts tentou a sorte em uma bola alçada na área, mas ela ficou com o Celtic, que engatilhou um contra-ataque mortal, sem qualquer oponente ou goleiro à sua frente. Foi o golpe final: 3 a 1. O pentacampeonato escocês era do Celtic, que “dilacerou e partiu” corações grenás naquela tarde em Glasgow. É hora de relembrar.
Sumário
Pré-jogo
O Campeonato Escocês de 2025-2026 ofereceu emoções novas aos torcedores graças a campanha surpreendente do Hearts desde o início do torneio. A equipe do técnico Derek McInnes (ex-Kilmarnock) emendou 12 jogos sem perder, com direito a um triunfo por 2 a 0 sobre o Rangers, no Ibrox, e um 3 a 1 sobre o Celtic, em casa. No embalo dos gols do atacante escocês Lawrence Shankland e do português Cláudio Braga, o clube de Edimburgo só foi tropeçar pela primeira vez na 13ª rodada, diante do Aberdeen (1 a 0), mas seguiu no topo e não saiu mais. Vieram mais vitórias sobre os titãs Rangers (2 a 1, em casa) e Celtic (2 a 1, fora) e o Hearts assumiu a liderança em definitivo na quarta rodada, permanecendo em primeiro lugar até a rodada final.

Com muita regularidade, um time bem montado, investimentos e até um trabalho de análise de desempenho da Jamestown Analytics, o Hearts provou rodada a rodada que não iria largar a ponta tão cedo, mesmo em um torneio complexo e com poucos clubes (12), com três turnos e as seis rodadas finais com os seis primeiros jogando entre si. Enquanto o Hearts fazia uma campanha histórica, Celtic e Rangers não eram os dominantes de outrora, em especial o Celtic, que penava dentro e fora de campo com problemas diretivos e a demissão do técnico francês Wilfried Nancy, no início de janeiro de 2026, após oito jogos, sendo seis deles com derrota.
A diretoria apostou no retorno de Martin O’Neill, que já havia assumido interinamente o clube entre outubro e dezembro de 2025, após a saída de Brendan Rogers, mas ele também não conseguiu manter o time equilibrado e viu a liderança do campeonato ficar sempre a quatro, seis pontos do Hearts, além de ser eliminado na Liga Europa da UEFA para o Stuttgart-ALE nos Playoffs, com derrota por 4 a 1 em casa. Só a partir de abril que o Celtic, enfim, se encontrou no campeonato e emendou uma série de seis vitórias seguidas, incluindo um 3 a 1 sobre o rival Rangers.

Nesse mesmo período, o Hearts acabou perdendo pontos diante do Livingston (2 a 2), fora de casa, e na antepenúltima rodada, no 1 a 1 contra o Motherwell, também fora de casa. Na penúltima rodada, ambos venceram e o cenário ficou assim: o Hearts iria enfrentar o Celtic, fora de casa, precisando apenas de um ponto para ser campeão. Já o Celtic precisava vencer o jogo por qualquer placar.

As equipes foram com algumas mudanças, em especial o Celtic, cheio de desfalques – oito atletas estavam fora da lista, entre eles o zagueiro estadunidense Cameron Carter-Vickers e o goleiro dinamarquês Kasper Schmeichel (ex-Leicester City). Já o Hearts não teria o atacante português Cláudio Braga, se recuperando de lesão, embora pudesse entrar no decorrer da partida. Para seu lugar, o técnico McInnes colocou Kaboré, de Burkina Faso.
O clima no Celtic Park era espetacular, digno de final de campeonato. E era mesmo! Desde 1991, quando Rangers e Aberdeen duelaram na última rodada pelo título, que o Campeonato Escocês não tinha um jogo “final” como o daquela tarde. O Hearts, apesar da pequena torcida presente – em torno de 700 torcedores – queria consolidar a campanha histórica, a liderança desde a quarta rodada, e o aproveitamento superior a 60% que obteve naquela temporada. Era a oportunidade única de celebrar um troféu que não vinha desde 1960 e de fazer uma festa homérica pelas ruas de Edimburgo. Mas seria preciso derrotar um adversário poderoso, titânico no país, em sua casa e com sua barulhenta e fanática torcida.
Primeiro tempo – Hearts campeão
Quando a bola rolou, o time visitante quis impor ao Celtic um jogo mais físico, com pressão na saída de bola graças à escalação de Pierre Kaboré no lugar do português Cláudio Braga. O Hearts controlou as ações e a abordagem funcionou nos primeiros minutos. Ainda sem chances claras de gol e com muitos encontrões, era o Hearts o dono das boas oportunidades. Lawrence Shankland cabeceou por cima do gol após cruzamento de Milne, perto dos 20’. Depois, Kaboré tentou a sorte de fora da área, mas a bola passou longe do alvo.
A escalação de Kaboré era, de fato, a grande surpresa da partida até aquele momento, pois o africano causava problemas à zaga do Celtic, que se desdobrava na tentativa de conter o forte atacante do Hearts, que ganhava a maioria dos duelos aéreos contra Auston Trusty e Liam Scales. Com meia hora de jogo, o time de Edimburgo estava contente com o placar e confortável no jogo, enquanto o Celtic demonstrava muito nervosismo e pouca efetividade no ataque. A partida sofria muitas paradas por causa dos lances ríspidos e faltas, apesar de nenhuma ser tão grave, tanto é que o primeiro cartão amarelo só foi aplicado aos 38’, para o lateral-direito do Celtic Alistair Johnston.


Aos 32’, enfim, Sebastian Tounekti, do Celtic, deu o primeiro chute a gol da partida. O ponta recebeu na entrada da área, cortou para a direita e chutou rasteiro em direção ao gol. Alexander Schwolow, goleiro do Hearts, defendeu com tranquilidade. Minutos depois, o Hearts desperdiçou uma boa oportunidade de ataque, com Kaboré apenas desviando a bola para o gol após a redonda ser bloqueada por Liam Scales e ricochetear no atacante do Hearts, saindo pela linha de fundo.



Até que, aos 43’, Kingsley cobrou escanteio, mandou a bola para a área e o capitão Shankland, completamente sozinho no último poste, cabeceou firme para o fundo do gol de Sinisalo: 1 a 0. Era o roteiro perfeito para o time de Edimburgo: sair ao intervalo com a vitória e uma margem confortável para o segundo tempo. Só que a alegria do time grená durou pouco. Já nos acréscimos, Kieran Tierney tentou um cruzamento da esquerda, mas, na hora de interceptar a bola, o meio-campista Alexandros Kyziridis deu um carrinho com um dos braços levantados. A bola bateu no braço do jogador do Hearts e o árbitro, bem posicionado, marcou pênalti. Arne Engels bateu no canto esquerdo do goleiro, que ainda acertou o lado, mas a bola entrou: 1 a 1.
A etapa inicial se encerrou e o jogo ganhou ainda mais emoção para os 45 minutos finais. O Hearts precisava manter o empate ou tentar mais um gol se quisesse ser campeão. Já o Celtic ganhava o combustível necessário para ir com tudo em busca da virada e do título.
Segundo tempo – Agonia grená e festa alviverde
O técnico do Celtic decidiu mexer no time no intervalo e colocou Kelechi Iheanacho no lugar de Sebastian Tounekti, enquanto o Hearts trocou Jordi Altena por Frankie Kent, reforçando sua zaga com cinco homens, já que Iheanacho era muito perigoso e o 12º jogador do Celtic, conhecido ao longo da temporada como o super-substituto. Minutos depois, aos 51’, o volante dos grenás Beni Baningime sentiu uma fisgada na coxa e teve que ser substituído por Blair Spittal, o que deixou a torcida do Hearts apreensiva. Já eram duas modificações em pouco tempo. Será que o time iria manter o bom controle do meio de campo?
Aos 56’, o Celtic ameaçou quando Yang tentou alcançar um lançamento por cima da defesa. Ele foi desarmado dentro da área, antes do chute de Alistair Johnston ser desviado para fora. Dois minutos depois, o goleiro do Celtic, Viljami Sinisalo, saiu rapidamente da área para impedir que Kaboré recebesse um passe em profundidade e, em seguida, vários jogadores caíram no chão, com Kyziridis, do Hearts, ainda no gramado. Ele havia sofrido uma falta na jogada anterior, e Auston Trusty recebeu cartão amarelo como consequência.

Aos 60’, o Hearts ganhou escanteio e a bola foi novamente para o segundo poste, semelhante à forma como o time abriu o placar no primeiro tempo, mas desta vez, a redonda foi muito forte e saiu pela linha de fundo. Seis minutos depois, Maeda teve a chance de marcar após cobrança de escanteio rápida que foi em direção à área, mas o atacante cabeceou para fora. Aos 68’, o técnico do Hearts arriscou e fez três mudanças, entre elas o português Cláudio Braga no lugar de Kaboré, mesmo com o lusitano se recuperando de uma lesão. Era a cartada final em busca do gol da tranquilidade e, quem sabe, do título. Do lado do Celtic, O’Neill também mudou um pouco antes, aos 62’, com a entrada de James Forrest no lugar de Hyun-jun Yang, e depois com as entradas de Saracchi no lugar de Tierney e Osmand no lugar de Trusty, aos 73′.
As mexidas deram resultado para o Celtic, que teve duas boas chances após os 72’. Callum Osmand se desequilibrou ao avançar em direção à área e perdeu a posse de bola para Frankie Kent. Em seguida, Benjamin Nygren recuperou e seu chute acabou bloqueado dentro da área. A pressão continuou e Cameron Devlin cometeu uma falta na entrada da sua própria área. Engels cobrou, mas chutou para fora.
O jogo entrou na reta final e a tensão aumentou. O Hearts ficava retraído, apostando nos contra-ataques, enquanto o Celtic tentava construir jogadas pelas pontas. Faltando 11 minutos, uma ótima jogada iniciada no campo de defesa foi conduzida de pé em pé até Iheanacho receber na entrada da área, cortar o zagueiro com um lindo controle de bola e chutar forte, no canto, mas a bola explodiu na trave direita do goleiro! Que chance! No minuto seguinte, Benjamin Nygren recebeu dentro da área e chutou no meio, mas o arremate foi espetacularmente defendido por Alexander Schwolow, que mandou a bola por cima do gol.
O Celtic era só ataque. Tentava de todas as maneiras, de todas as formas. Não queria perder sua coroa de jeito nenhum. Aos 84’, Callum Osmand cabeceou para fora após receber um cruzamento de Maeda. Faltavam seis minutos, mais um longo período de acréscimos. O Hearts estava cada vez mais perto do título que ansiava há 66 anos. O time de Derek McInnes se esforçava para afastar a bola ou ficar com ela, mas não conseguia. Os torcedores do Celtic temiam pelo pior. Mas tinham esperança. Lembravam dos heróis do passado, de esquadrões que batalharam por glórias únicas, como os Leões de Lisboa.
E, faltando três minutos para o fim do tempo regulamentar, Osmand recebeu na ponta-esquerda e cruzou para a área. Dentro dela estava Maeda, o xodó nipônico da torcida escocesa. Ele conseguiu se antecipar à zaga e só escorou a bola para o gol de Schwolow: 2 a 1. Mas será que foi gol? A torcida celebrou insanamente, enquanto Maeda e os outros jogadores mostraram enorme desapontamento quando o bandeirinha marcou impedimento. Só que tinha VAR…





Enquanto o árbitro consultava seus auxiliares, o estádio emudeceu. Ninguém se atrevia a gritar ou celebrar, nem de um lado, nem do outro. Após a checagem, tanto Osmand quanto Maeda estavam na linha e o gol foi validado. O calcanhar de um jogador do Hearts dava condição para todo o lance. De fato, calcanhares sempre causam problemas. Desde Aquiles…
Maeda vibrou muito, se emocionou e era o retrato da alegria do Celtic em campo. Artilheiro da temporada anterior do clube com 33 gols marcados, ele não estava tão prolífico na época 2025-2026 (aquele foi o 16º gol dele na temporada), mas provou que era um dos principais nomes do time e decisivo. Quando a bola voltou a rolar, teríamos mais oito minutos de acréscimos. No primeiro minuto extra, um lançamento longo para a área do Celtic é afastado para escanteio. Steinwender cabeceou, mas a bola saiu pela linha de fundo. Uma enorme ovação ecoou entre os torcedores do Celtic, que transformaram o estádio em um caldeirão de êxtase e festa. Do lado do Hearts, as câmeras captavam torcedores com semblantes de incredulidade.

Faltando três minutos para o fim, o Hearts cobrou outra falta para a área. Maeda sofreu uma falta na jogada e comemorou de frente para o capitão Shankland, levando ao delírio a torcida alviverde. Em mais uma tentativa de chuveirinho para a área, o goleiro do Hearts, Schwolow, foi tentar ajudar, ser o herói. Mas a bola alçada foi fraca demais e a zaga do Celtic tirou. No rebote, Devlin, que fez um grande jogo, não conseguiu dominar direito e foi bloqueado por Iheanacho, que tocou e engatilhou um contra-ataque para o Celtic. Eram três jogadores alviverdes em direção ao gol do Hearts. E ninguém do Hearts à frente. Apenas o gol. Osmand, que “acabou” com o jogo desde o momento que entrou naquele segundo tempo, merecia fechar a conta. E fechou: 3 a 1.




Centenas de torcedores começaram a invadir o gramado do Celtic Park. Não tinha como segurar aquela torcida em polvorosa. Era apenas mais um título para o clube, sim, mas um dos títulos mais emocionantes e épicos da história do Celtic. O lado triste daquela celebração foi a atitude de certos torcedores, que agrediram alguns jogadores do Hearts no gramado, incluindo o capitão Shankland. A partida não teve como ser retomada – faltavam pouco mais de 30 segundos – e foi encerrada. Era o fim do sonho do Hearts. Depois de 250 dias na liderança do Campeonato Escocês, ele a perdeu no último ato, no último dia, no último jogo. Jogava pelo empate ou pela vitória. Jamais pela derrota. E justo ela apareceu. Corações foram partidos no Celtic Park. E outros, de Glasgow, bateram fortes pela 56ª vez na história do Campeonato Escocês.
Pós-jogo: o que aconteceu depois?
Celtic: o pentacampeonato fez o Celtic ultrapassar o rival Rangers na soma de títulos escoceses e o clube alviverde alcançou 56 taças contra 55 dos Gers. A diretoria do clube se desculpou pela invasão de campo e pelos incidentes. “O clube lamenta que a nossa vitória sobre o Hearts tenha sido seguida pela invasão do campo por alguns indivíduos. Reiteramos que não há justificativa para esse comportamento que, para a grande maioria dos torcedores do Celtic, apenas diminui a alegria de tais ocasiões. O Celtic cooperará integralmente com qualquer investigação e com a SPFL em seus próprios processos. Pedimos também desculpas ao Hearts pela situação enfrentada por seus jogadores e funcionários ao final da partida e pelo fato de que esses eventos os impediram de saudar seus torcedores ao final de uma campanha emocionante, para a qual tanto contribuíram.”

Hearts: diante do caos que se tornou aquele final de jogo, os jogadores do Hearts deixaram o Celtic Park imediatamente e foram ao ônibus do clube sem ao menos trocar de roupa no vestiário, partindo em direção a Edimburgo. Chegando na cidade, a cena dos atletas sendo recepcionados pelos torcedores, aos prantos, e com os jogadores também chorando muito e dilacerados emocionalmente, foi uma dos momentos mais tocantes não só do esporte britânico, mas da história recente do futebol. O clube está bem administrado e no caminho certo para levantar troféus, mas essa derrota será difícil de esquecer. A volta por cima precisa vir rápido. De preferência, com triunfos memoráveis sobre o Celtic…

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Com o perdão do trocadilho foi o dia que centenas de Hearts infartaram mas fica a lição que num campeonato onde existe um titã tem que resolver a parada logo e não dar brecha pra ele e realmente uma história bonita e triste ao mesmo tempo.