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Jogos Eternos – Hungria 10×1 El Salvador 1982

Data: 15 de junho de 1982

O que estava em jogo: a vitória, claro, e pontos preciosos por uma vaga na fase final da Copa do Mundo da FIFA de 1982

Local: Nuevo Estadio, Elche, Espanha

Árbitro: Ibrahim Youssef Al-Doy (Bahrein)

Público: 23.000 pessoas

Os Times:

Hungria: Ferenc Mészáros; Gyözö Martos, József Tóth, László Balint e Imre Garaba; Sándor Müller (Lázár Szentes, 68′), Lázló Fazekas e Tibor Nyilasi; András Töröcsik (László Kiss, 56′), Sándor Sallai e Gábor Pölöskei. Técnico: Kálmán Mészöly.

El Salvador: Luis Guevara Mora; Mario Castillo, Francisco Jovel, Carlos Recinos e José Luis Rugamas (Luis Ramírez, 26′); Jaime Rodríguez, Joaquín Ventura (Ramón Fagoaga, 79′), Ever Hernández e Norberto Huezo; José María Rivas e Mágico González. Técnico: Pipo Rodríguez.

Placar: Hungria 10×1 El Salvador. Gols: Nyilasi-HUN, aos 4′, Pölöskei-HUN, aos 11′ e Fazekas-HUN, aos 23′ do 1º T; Tóth-HUN, aos 5′, Fazekas-HUN, aos 9′, Ramírez-ESA, aos 19′, Kiss-HUN, aos 24′, 27′ e 31′, Szentes-HUN, aos 25′ e Nyilasi-HUN, aos 38′ do 2º T.

 

“A volta dos Mágicos Magiares… Por 90 minutos”

Por Guilherme Diniz

Um dos maiores esquadrões de todos os tempos e responsável por revolucionar vários conceitos do futebol, a Hungria de 1950-1954 é cultuada até hoje como a mais espetacular seleção que não venceu uma Copa do Mundo. Ela chegou perto, ao fazer uma campanha maravilhosa no Mundial da Suíça, quebrar recordes de gols (27 gols), ter o artilheiro (Kocsis, com 11 gols em apenas 5 jogos), mas sucumbir na final diante da Alemanha de Fritz Walter por 3 a 2, no aclamado Milagre de Berna. Aquela derrota causou um impacto profundo no esporte do país, que ainda viveu momentos de turbulência com a revolução que ocasionou a debandada de craques como Puskás, Kocsis, Czibor entre outros e fez com que a Hungria jamais conseguisse formar novas seleções competitivas em Copas.

Décadas se passaram e, no Mundial de 1982, um desavisado que chegasse ao Nuevo Estadio de Elche, na Espanha, e visse o placar marcando 10 a 1 para a Hungria poderia pensar que os Mágicos Magiares de 1954 estavam em campo, reencarnados. Mas o que se viu foi o último suspiro da Hungria em uma Copa do Mundo, competição que o país disputaria só mais uma vez, em 1986. Aproveitando a fragilidade de El Salvador, que vivia na época os problemas de uma intensa guerra civil, os europeus massacraram o adversário principalmente no segundo tempo – na primeira etapa, o placar foi “apenas” 3 a 0. Na etapa complementar, a Hungria anotou quatro gols em apenas sete minutos, um recorde na história das Copas na época até acontecer um certo 7 a 1…

Na reserva, o atacante e camisa 10 László Kiss entrou no lugar de Töröcsik e marcou três gols, tornando-se o primeiro suplente a marcar três gols em um jogo de Mundial. Ramírez Zapata fez o gol de honra de El Salvador, mas os 10 a 1 dos Magiares entraram direto para a história como a maior goleada das Copas em todos os tempos e o primeiro placar com dois dígitos em uma competição da FIFA. Por 90 minutos, a Hungria fez uma nova geração ver o grande time que a equipe magiar foi um dia. É hora de relembrar Hungria 10×1 El Salvador 1982.

Pré-jogo

O Mundial de 1982 foi o primeiro da história a reunir 24 seleções, superando as 16 da edição de 1978. Esse aumento fez com que o Mundial tivesse várias estreantes como Camarões, Honduras, Kuwait e Nova Zelândia, além de marcar o retorno de El Salvador após sua primeira participação, em 1970, quando caiu na fase de grupos. O país conseguiu a vaga na Copa de 1982 após terminar na segunda colocação da zona central da CONCACAF, com o mesmo número de pontos e mesma campanha de Honduras (12 pontos, cinco vitórias, dois empates e uma derrota), mas atrás no saldo de gols (+10 de Honduras contra +7 de El Salvador). 

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El Salvador já em solo espanhol: caos antes, durante e depois da Copa.
 

A equipe era formada por atletas sem muita experiência e tinha o elenco mais jovem da Copa de 1982, com média de idade de 25 anos. Outro fato em destaque é que a equipe levou à Espanha um elenco de apenas 20 jogadores, e não 22 como era permitido na época. Isso se deu por conta do problemático governo e da Guerra Civil que assolava o país – e durou 12 anos -, que interferia em todas as esferas, incluindo a seleção. 

O presidente da federação de futebol também era complacente com o regime e disse na época que “uma convocação de 20 jogadores era mais do que suficiente”. Os jogadores de El Salvador tentaram arrecadar dinheiro para trazer os dois jogadores que ficaram para trás (Miguel González e Gilberto Quinteros) para o torneio, mas não tiveram sucesso. “Todos nós contribuímos com dinheiro do nosso próprio bolso. Cada um de nós doou 600 colones”, comentou o meio-campista José Luis Rugamas.

“Eles excluíram companheiros de equipe que estiveram envolvidos em todo o processo para incluir amigos da diretoria na viagem, que, aliás, nem sequer assistiram aos jogos e, em vez disso, fizeram uma excursão pela Europa”, comentou o goleiro Luis Ricardo Guevara Mora, ao El Diario de Hoy, 03 de junho de 2007. 

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Essa falta de apoio do governo e a falta de recursos fez com que El Salvador fosse a última seleção a desembarcar na Espanha, a apenas três dias antes da partida contra a Hungria. A viagem, aliás, foi interminável. De San Salvador, seguiram para a Guatemala, onde passaram uma noite. Depois, num voo da Iberia, fizeram escala em San José e Santo Domingo antes de chegarem a Madri, de onde apanharam outro avião para Alicante. 

“Estivemos no ar praticamente durante dois dias inteiros e chegamos a Alicante fisicamente exaustos e com os nossos relógios biológicos nove horas adiantados em relação à Europa. Na noite anterior à nossa estreia, não conseguimos pregar o olho e, ao meio-dia do dia seguinte, já estávamos a cair de sono”, lembrou Luis Ricardo Guevara Mora ao El Diario de Hoy (El Salvador), 03 de junho de 2007. 

“Faltou organização e isso nos custou caro. Honduras, por exemplo, partiu com um mês de antecedência”, acrescentou o defensor Jaime Rodríguez, anos depois. Assim que chegaram, os salvadorenhos tiveram mais problemas. A adidas, fornecedora de material esportivo da seleção da América Central, enviou quatro uniformes brancos e três azuis para cada jogador, mas apenas três brancos e um azul chegaram – os uniformes restantes teriam sido confiscados pela federação (!). Com isso, a seleção decidiu jogar com o uniforme branco e guardar o azul como recordação, já que todos os outros rivais utilizavam uniformes diferentes. Além disso, as bolas que a equipe precisava para treinar simplesmente sumiram na véspera da partida contra a Hungria, com isso, os salvadorenhos não conseguiram treinar. 

Hungria 10x1 El Salvador 1982

E, para piorar ainda mais a situação, El Salvador nunca tinha visto a Hungria jogar e o único conhecimento que tinham da equipe era um vídeo antigo que haviam comprado de uma fonte nada confiável… Era um amadorismo absurdo e uma falta de planejamento que chega a ser cômica nos dias atuais.

Do outro lado, a Hungria disputava sua 8ª Copa do Mundo e queria apagar a má impressão deixada no Mundial de 1978, quando foi eliminada ainda na fase de grupos com três derrotas em três jogos. Os comandados do técnico Kálmán Mészöly fizeram uma boa campanha nas Eliminatórias e terminaram na liderança do Grupo 4, com quatro vitórias, dois empates e duas derrotas em oito jogos, terminando na frente da Inglaterra. Em uma chave que tinha, além de El Salvador, Bélgica e Argentina, a Hungria sabia que terminar entre os dois primeiros colocados não seria fácil. Por isso, vencer a frágil equipe da América Central era mais do que obrigação para o time europeu. 

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A equipe tinha bons jogadores de frente como o capitão e meia Tibor Nyilasi, o atacante Fazekas e o também atacante László Kiss, que vinha se recuperando de contusão e pediu ao técnico para começar no banco o primeiro jogo. “Tive vários problemas musculares durante nossa preparação para a Copa do Mundo. Então, eu fui ao técnico Mészöly e pedi a ele para me colocar no banco para o primeiro jogo, mas para me chamar se necessário”, lembrou Kiss, ao site da FIFA, em 10 de outubro de 2022. Pois ele seria o grande destaque de um jogo histórico.

Primeiro tempo – Vitória protocolar

A seleção de El Salvador, comandada pelo ex-jogador Pipo Rodríguez, presente na Copa de 1970, começou disposta a atacar a Hungria. Só que o esquema tático da equipe simplesmente não existia. E, logo aos 4’, o capitão Tibor Nyilasi subiu com imensa facilidade no meio da zaga salvadorenha após cobrança de escanteio e abriu o placar. Com mais organização e velocidade, a Hungria conseguia espaços fáceis na bagunçada zaga rival, que tentava a todo custo afastar o perigo com chutões e carrinhos. Aos 11’, Gábor Pölöskei avançou pela ponta-esquerda e mandou um petardo sem chance alguma para o goleiro: 2 a 0. Dois gols em menos de 20 minutos, como mandava a cartilha do esquadrão de 1954. 

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Na sequência, El Salvador até se arriscou no ataque em duas oportunidades, mas o goleiro Mészáros defendeu a primeira tentativa e, na segunda, a bola foi para fora. A Hungria explorava muito as laterais, seja da direita, seja da esquerda, e mandava bolas na área salvadorenha com frequência, o que gerava escanteios, além de chutes de fora da área. E, em um deles, aos 23’, Fazekas surpreendeu o goleiro salvadorenho e marcou o terceiro gol, fazendo com que o técnico da seleção centro-americana realizasse sua primeira mudança aos 26’, quando colocou o atacante Luis Ramírez no lugar de Rugamas. 

O capitão húngaro no duelo Hungria x El Salvador 1982

O camisa 14 entrou bem no jogo e de fato levou perigo em duas oportunidades, mas o goleiro Mészáros fez outras boas defesas e evitou o gol da equipe alviazul. Pölöskei ainda fez o quarto gol, mas foi marcado impedimento. Ao fim do primeiro tempo, o placar era confortável para os húngaros, mas poderia ser maior tamanha a fragilidade de El Salvador e os espaços que o time deixava em campo.

Segundo tempo – A maior goleada da história das Copas do Mundo

O técnico Mészöly chegou a criticar seus atletas no intervalo por causa da complacência e exigiu mais ofensividade. Pois os húngaros atenderam aos pedidos do treinador e, logo aos 5’, József Tóth, que carregava o sobrenome do ponta-esquerda do lendário time de 1954, Mihály Tóth, fez o quarto gol húngaro, após bobeada da zaga salvadorenha. Na verdade, uma tremenda falta de sorte: o quarto gol da Hungria foi causado pela súbita surdez de Francisco Jovel, após sofrer uma forte pancada na bochecha. Quando Guevara Mora o chamou para interceptar a bola, o zagueiro não o ouviu, e a bola passou por Jovel em frente ao gol.

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Mesmo perdendo por 4 a 0, El Salvador continuava a jogar aberto, oferecendo espaços e dando o contra-ataque para a Hungria. Parecia um jogo suicida e kamikaze da equipe centro-americana. “Criamos mais oportunidades de gol do que a Hungria. O problema foi que fomos atacar os reis do contra-ataque. Eles lidaram com isso incrivelmente bem”, comentou Guevara Mora. Francisco Jovel foi ainda mais enfático. “Se alguém chegasse com um rifle e nós estivéssemos armados com um facão, o mais lógico a fazer seria tentar nos esconder. O mais lógico seria ficar para trás e esperar pela Hungria”.

De fato, El Salvador criou várias chances de gol, mas parou na falta de pontaria e nas defesas do goleirão Mészáros, sempre bem colocado. O problema maior do time era mesmo na defesa, na falta de consciência tática e em fechar os espaços, principalmente pelas pontas. Com isso, quatro minutos depois, Fazekas avançou pela ponta-esquerda, cortou o defensor à sua frente e chutou rasteiro para fazer 5 a 0. Do banco, o atacante Kiss via tudo aquilo ansioso. Ele queria fazer parte da farra de gols dos Magiares.

“Estávamos marcando um gol atrás do outro, então o lógico seria eu ficar lá, descansando. Mas é uma Copa do Mundo – lembro-me de sentar lá e estar desesperado para entrar! Eu sabia que outros jogadores gostariam de ter a oportunidade de entrar também, mas avisei ao treinador que estava pronto e felizmente ele sinalizou para que eu continuasse”, comentou o atacante ao site da FIFA.

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Dois minutos depois do quinto gol húngaro, o camisa 10 entrou em campo. E, minutos depois, El Salvador conseguiu marcar seu primeiro gol com Ramírez, que recebeu dentro da área e tocou na saída do goleiro. O camisa 14 vibrou muito, mas alguns de seus companheiros pediram para ele não festejar tanto para não irritar os húngaros. 

“(Norberto) Huezo veio me dizer para me acalmar, que iríamos irritar os húngaros e que eles marcariam mais gols contra nós. E no final, eles ainda marcaram mais gols…”, lembrou Ramírez ao El Diario de Hoy.

Bem, ele deve ter irritado o atacante Kiss, que começou a partir dali seu recital. O camisa 10 fez um gol minutos depois, mas foi anulado por impedimento. Porém, aos 24’, ele recebeu dentro da área, girou e bateu forte para fazer 6 a 1. No minuto seguinte, Szentes, que havia acabado de entrar, marcou o sétimo, sozinho na pequena área, após outra bola cruzada da esquerda. Aos 27’, Kiss recebeu no bico da área, percebeu o goleiro adiantado e bateu por cobertura para fazer um golaço: 8 a 1. 

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Na sequência, a Hungria teve mais duas chances e por pouco não ampliou. E, aos 31’, Kiss aproveitou o rebote do goleiro e fuzilou para fazer o nono gol e seu triplete, o que fez do atacante o primeiro na história das Copas a sair do banco de reservas e marcar três gols em uma Copa do Mundo.

Sem se abater, El Salvador seguiu atacando e teve duas grandes chances de marcar, mas a pontaria não estava mesmo boa naquele dia – incluindo uma cobrança de falta de Ramírez, o grande expoente ofensivo do time salvadorenho. Só que a Hungria queria mais gols. E, faltando sete minutos para o fim, o capitão Nyilasi, o mesmo que abriu o placar naquela noite em Elche, fechou a maior goleada da história das Copas do Mundo: 10 a 1. 

“Depois que a Bélgica venceu a Argentina (1 a 0), sabíamos que simplesmente precisávamos vencer El Salvador e que tínhamos que tentar construir nosso saldo de gols. O time deles estava longe de ser ruim – a Bélgica suou sangue para vencê-los por 1 a 0 na segunda rodada –, então, marcar 10 foi simplesmente incrível. Não consigo ver outro time fazendo isso em uma Copa do Mundo tão cedo”, comentou Fazekas, ao site da FIFA, em 2022.

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Pela primeira vez uma seleção anotava um placar de dois dígitos em uma Copa do Mundo, além de a Hungria igualar a maior diferença de gols perante um rival – nove gols -, até hoje a maior dos Mundiais (vale lembrar que a própria Hungria havia derrotado a Coreia do Sul por 9 a 0 em 1954, marca repetida pela Iugoslávia contra o Zaire em 1974). Naquela noite em Elche, os húngaros ofereceram uma volta ao passado. Um passeio pelos anos 1950, quando os Mágicos Magiares goleavam seus rivais e encantavam. Durou apenas 90 minutos, mas valeu pela eternidade. 

Pós-jogo: o que aconteceu depois?

Hungria: “Quando olho para trás em 1982, sinto arrependimento, porque honestamente sinto que, com a equipe que tínhamos, poderíamos ter ido longe”. Foi assim que László Kiss, o artilheiro daquele jogo, sintetizou a campanha húngara na Copa da Espanha. Na partida seguinte, a Hungria não viu a cor da bola e foi derrotada pela Argentina por 4 a 1, com os quatro gols dos sul-americanos anotados em 60 minutos. Na partida derradeira do grupo, os magiares só empataram com a Bélgica em 1 a 1, e, com 3 pontos ganhos (na época as vitórias ainda valiam dois pontos), acabaram eliminados, pois a Bélgica terminou na liderança, com 5 pontos, e a Argentina avançou em segundo lugar, com 4 pontos. A equipe ainda disputou a Copa de 1986, mas outra vez caiu na fase de grupos e nunca mais conseguiu se classificar. Com isso, o último grande momento do país em Copas foi mesmo os 10 a 1 sobre El Salvador em 15 de junho de 1982.

El Salvador: como não poderia deixar de ser, a comissão técnica e os jogadores tiveram conversas ásperas para tentar entender aquela derrota tão acachapante logo na estreia. “No dia seguinte, nos reunimos. Fizemos uma autocrítica para nos prepararmos para as outras partidas. O Dr. Calix nos uniu ainda mais. Ele nos disse: ‘Ou melhoramos um pouco isso, ou terminamos e vamos embora.’ Foi um golpe muito duro, mas depois disso jogamos duas partidas muito respeitáveis”, comentou o meio-campista Maurício Alfaro. De fato, El Salvador foi outra equipe nos duelos contra Bélgica e Argentina. 

Os jogadores Francisco Jovel, Norberto Huezo e Ramon Fagoaga passaram a liderar o elenco e o técnico Pipo Rodríguez não teve mais comando sobre os jogadores. “Decidimos assumir o comando da equipe, da estratégia. Fizemos as mudanças e jogamos de forma diferente contra a Bélgica”, disse Jovel. Na segunda rodada, no mesmo Nuevo Estadio de Elche, os salvadorenhos perderam por apenas 1 a 0 para a Bélgica e, na última rodada, foram derrotados por 2 a 0 pela Argentina, que marcou o primeiro gol de pênalti (Passarella) e o segundo já no segundo tempo, com Bertoni. 

Sem somar pontos, El Salvador foi eliminado e terminou com o pior saldo de gols da Copa (-12). O país nunca mais disputou um Mundial, mas jamais sentiu vergonha da goleada sofrida em 1982. Tanto é que a Federação Salvadorenha de Futebol convidou Fazekas, Kiss e amigos a San Salvador para uma reedição daquele jogo, 25 anos depois. E, após a Hungria abrir 2 a 0, Ramírez brilhou e levou El Salvador ao empate ao sair do banco e marcar não só um, mas os dois gols que decretaram o 2 a 2. “O empate significou muito para nós, psicologicamente falando”, disse um emocionado Mágico González, também presente naquela partida, aos 49 anos em 2007, ao The Guardian (Reino Unido). “Foi maravilhoso finalmente poder retribuir o carinho dos nossos torcedores”.

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1 COMENTÁRIO

  1. Quando o Brasil levou sete no lombo em 2014 o zagueiro Mário Castillo postou a frase: eu sei muito bem o que vocês estão sentindo brasileiros e o atacante Lazlo Kiss se mostrou um bom reserva pois nos outros dois jogos ele virou titular e a Hungria não ganhou mais e caiu fora já o atacante mágico Gonzales fez um ótimo jogo e uma boa copa indo jogar depois no Cádiz da Espanha onde jogou muito mas muito mesmo e quase foi pro Barcelona mas a vida louca fora dos campos atrapalhou o negócio.

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