Data: 1º de julho de 2026
O que estava em jogo: uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo da FIFA de 2026
Local: Lumen Field, Seattle, EUA.
Árbitro: Saíd Martínez (Honduras)
Público: 66.925 pessoas
Os Times:
Bélgica: Courtois; Castagne, Mechele, Theate e De Cuyper (Meunier, 78′); Vanaken (Diego Moreira, 63′) e Tielemans; Trossard (Onana, 109′), De Bruyne (Raskin, 56′) e Doku (Lukébakio, 56′); De Ketelaere (Lukaku, 46′). Técnico: Rudi Garcia.
Senegal: Diaw; Diatta, Ciss, Niakhaté e Jakobs (Diouf, 93′); Diarra (Pape Matar Sarr, 73′), Idrissa Gueye (Bara Sapoko Ndiaye, 95′) Pape Gueye (Camara, 66′); Ndiaye (Ibrahim Mbaye, 73′), Sarr e Sadio Mané (Nicolas Jackson, 93′). Técnico: Pape Thiaw.
Placar: Bélgica 3×2 Senegal. Gols: Diarra-SEN, aos 25′ do 1ºT; Sarr-SEN, aos 6′, Lukaku-BEL, aos 41′ e Tielemans-BEL, aos 44′ do 2ºT; Tielemans-BEL (pênalti), aos 120’+5′ do 2ºT da prorrogação.
“A Virada da Concentração”
Por Guilherme Diniz
Rostov Arena, 02 de julho de 2018. Perdendo por 2 a 0 para o Japão a partida de oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia, a Bélgica via ruir a chance de classificação com sua tão aclamada “Geração Belga” da época. Mas, quando o relógio chegava aos 69’, Vertonghen, de cabeça, descontou para os belgas. Era a esperança e o gatilho para a reação. Cinco minutos depois, Fellaini, também de cabeça, empatou o jogo. A partida ficou dramática e, aos 90’+4’, a Bélgica engatilhou um contra-ataque espetacular, de pé em pé, e virou o jogo com Chadli. Belgas classificados. Japoneses, uma vez mais, eliminados. Um exemplo claro de persistência e concentração em busca da vitória.
Lumen Field, 1º de julho de 2026. Perdendo por 2 a 0 para Senegal a partida de 16 avos de final da Copa do Mundo do Canadá, EUA e México, a Bélgica precisava de um milagre se quisesse a vaga nas oitavas de final. Não tinha mais a tal da Geração. Mas tinha remanescentes. Figuras vivas da virada épica de 2018. Courtois. Meunier. De Bruyne. E Lukaku. Aos 86’, foi Meunier quem cruzou para a área e Lukaku apareceu para descontar: 1 a 2. Detalhe: ambos haviam entrado naquele segundo tempo. A Bélgica renasceu. Relembrou do passado. E começou a escrever seu novo presente. Aos 89’, Trossard cruzou na área e Tielemans aproveitou a péssima saída do goleiro para cabecear e empatar: 2 a 2. Não teve tempo para a virada como em 2018. Mas teve prorrogação, na qual a Bélgica conseguiu o terceiro gol, de pênalti, nos minutos finais. De novo com Tielemans: 3 a 2.
Belgas classificados. Senegaleses, eliminados. De novo em uma etapa eliminatória de Copa e em um mês de julho, a Bélgica conseguiu uma virada épica. E, de novo, uma seleção africana caiu diante de seus próprios erros e falta de concentração, algo que sobrou nos belgas. É hora de relembrar um dos jogos mais dramáticos da Copa de 2026.
Sumário
Pré-jogo
Após sobreviver ao Grupo da Morte da Copa, que tinha França, Noruega e Iraque, Senegal entrou na fase de 16 avos de final do Mundial querendo provar que era uma das melhores seleções africanas e fazer jus ao título da Copa Africana conquistado (em campo, mas retirado pela Confederação Africana de Futebol depois e dado ao Marrocos) meses antes. O problema é que o grupo senegalês não demonstrava tanta confiança assim e vivia às turras com a federação de futebol do país.

O técnico Pape Thiaw estava sem contrato e com cinco meses de salários atrasados, a bonificação pela campanha na Copa Africana ainda não havia sido paga e o hotel escolhido para abrigar o elenco não era dos melhores, além de a comida servida no local gerar críticas dos atletas, que estavam pedindo suas próprias refeições de maneira individual! Era uma situação bastante desconfortável, mas que ainda sim foi contornada de certa forma pela campanha de Senegal na primeira fase.
A equipe perdeu para a super favorita França por 3 a 1 na estreia e por 3 a 2 para a Noruega na segunda rodada, mas a goleada de 5 a 0 sobre o Iraque classificou Senegal como 8º melhor terceiro colocado. Claro que não foi a posição desejada pelo time, mas, diante de adversários claramente superiores como França e Noruega, a vaga foi um presente para o time de Thiaw. Apesar de ter nomes como o zagueiro Koulibaly, o meio-campista Idrissa Gueye e os atacantes Ismaïla Sarr e Sadio Mané, Senegal demonstrava muitas fragilidades na zaga, apesar de seu ataque sempre marcar. Era preciso consertar os problemas defensivos, ainda mais com a ausência do goleiro Mendy, fora por causa de uma lesão no joelho esquerdo sofrida no duelo contra a Noruega.

Do lado belga, o cenário também era de incerteza por conta da campanha abaixo da média do time europeu na fase de grupos. Na estreia, a equipe do técnico Rudi Garcia só empatou em 1 a 1 com o Egito, com o gol dos Red Devils anotado contra por Mohamed Hany. Na segunda partida, outro empate insosso contra o Irã (0 a 0), o que gerou uma chuva de críticas pela falta de efetividade do ataque. Com a vaga em risco, a Bélgica entrou em campo diante da Nova Zelândia precisando da vitória. E conseguiu: goleada de 5 a 1, com dois gols de Trossard, um do meia De Bruyne, um de Lukaku e outro de Saelemaekers, resultado que lavou a alma da equipe e classificou a Bélgica na liderança do grupo com 5 pontos, à frente do Egito, também com 5.
Para a partida contra Senegal, Rudi Garcia teria todos os atletas à disposição, incluindo o ponta Jeremy Doku, recuperado de uma infecção respiratória. O camisa 11 teria ao seu lado no ataque De Bruyne e Trossard, além do centroavante De Ketelaere – Lukaku ficaria no banco como opção para o segundo tempo. O duelo entre Bélgica e Senegal era inédito na história. Com altos e baixos na primeira fase, as duas seleções entravam em condição de igualdade. Ninguém era favorito.
Primeiro tempo – Vantagem africana
A fragilidade defensiva de Senegal ficou escancarada nos duelos contra França e Noruega. E certamente o técnico Rudi Garcia passou isso aos seus jogadores, que forçaram os erros no meio de campo da equipe africana nos primeiros minutos. Logo aos 8’, Trossard interceptou um passe de Niakhaté e tocou para Vaneken, que deixou na direita com De Ketelaere. O camisa 17 deixou com Trossard, que chutou, mas o goleiro Diaw fez a defesa. A resposta senegalesa veio dois minutos depois, quando Mané tabelou com Jakobs pela esquerda, o lateral cruzou para a área, Courtois não segurou e Ismaïla Sarr, meio sem jeito, completou para o gol, mas a bola bateu na trave, ele tentou o rebote e a redonda foi para fora de maneira inacreditável! Que chance!

Senegal conseguia ficar mais com a bola e a Bélgica tinha dificuldades para sair jogando, o que dava chances para os africanos nos contra-ataques. Aos 16’, Diatta levantou a bola na área e a defesa tirou de cabeça. Na sobra, Gana Gueye bateu de primeira e Courtois defendeu. A Bélgica tentou responder aos 17’, com De Bruyne, mas o chute do craque foi longe do gol. Aos 22’, Mané colocou a bola por entre as pernas do lateral Castagne, repetindo o que havia feito no começo do jogo, e o belga teve que ir atrás para fazer o desarme do camisa 10. Só dava Senegal, que foi premiado com um gol aos 25’.
Tudo começou com Diatta, pela direita, que tocou no meio e a bola foi passando de pé em pé até parar na lateral-esquerda, com Mané, que cruzou para a área e Sarr cabeceou na trave de Courtois. No rebote, Diarra apareceu no meio de Mechele e De Cuyper e chutou para fazer 1 a 0. A vantagem no placar veio em um momento de dominância de Senegal e marasmo da Bélgica, que tinha praticamente um buraco entre a defesa e o ataque, o que dificultava bastante a transição de jogadas ofensivas.


Após a famigerada pausa para hidratação, a Bélgica voltou mais ofensiva e tentou com Doku, aos 32’, e De Ketelaere, aos 34’, mas a zaga africana conseguiu se sobressair. Aos 36’, Senegal voltou a atacar quando Mané superou Doku, tabelou com Diarra, recebeu na grande área, limpou o marcador e chutou rasteiro mesmo prensado por Castagne, exigindo a defesa de Courtois. Só aos 42’ que a Bélgica atacou com perigo quando De Bruyne fez um bom domínio na entrada da área e tocou na direita para Doku. O ponta finalizou, a bola desviou em Jakobs e surpreendeu o goleiro Diaw, que defendeu.
Perto do final do primeiro tempo, De Cuyper recebeu na entrada da área após cobrança de escanteio e arriscou de longe. A bola foi com efeito e o goleiro Diaw fez bela defesa, de mão trocada! Os belgas ainda tiveram outra chance aos 45’+5’, mas De Bruyne pegou mal na bola e a redonda foi pra fora. Apesar da desvantagem, a Bélgica saiu para o intervalo com esperança. O time melhorou nos minutos finais e apareceu bem no ataque senegalês. Faltava uma referência na frente e alguém mais efetivo. E esse alguém estava no banco de reservas…
Segundo tempo – Do nada ao tudo
O técnico Rudi Garcia decidiu começar a etapa final com Lukaku no ataque, que substituiu De Ketelaere. Com ele, a Bélgica ganhava mais força nas jogadas aéreas e uma opção intimidadora para vencer os combates mano a mano. Só que logo no primeiro minuto, Senegal chegou no ataque e teve boa chance com Ndiaye, que acabou chutando pra fora em oportunidade clara de gol. Aos 5’, Mané fez boa jogada pela esquerda, cruzou e Diarra chutou para fora. Mas, no minuto seguinte, Sarr recebeu ótimo lançamento de Niakhaté lá do campo de defesa, dominou entre dois marcadores na intermediária, avançou e soltou uma bomba para fazer um golaço e ampliar a vantagem senegalesa: 2 a 0.

Se a missão belga era difícil, ficou ainda mais com aquele golaço. Aos 10’, o técnico belga sacou De Bruyne e Doku e promoveu as entradas de Raskin e Lukébakio, para a fúria de Doku, que não gostou da substitução e saiu gesticulando bastante ao deixar o gramado. O clima era péssimo na Bélgica. Senegal deveria aproveitar aquele momento e ampliar o placar, só que a equipe africana deixava a Bélgica com a bola, que teve uma chance aos 14’, quando Lukaku deixou na direita com Tielemans, bem mais presente no setor ofensivo, e o capitão chutou cruzado pelo lado de fora. Tempo depois, Rudi Garcia sacou Vaneken, nulo em campo, e colocou Diego Moreira a fim de dar mais movimentação no meio de campo dos Red Devils.
Apesar de controlar a partida, a Bélgica não conseguia chegar com perigo ao gol de Diaw. Achando estar com a partida ganha, o técnico senegalês começou a mexer no time e sacou Pape Gueye para a entrada de Camara. O time africano fazia um jogo perigoso. Não liquidava o jogo, entrava no modo moroso. E a Bélgica era puro estado de nervos. Na pausa para a hidratação, Tielemans começou a discutir com Trossard e Lukaku teve que apartar a briga. Que situação!

Logo após o reinício, Senegal fez mais duas mudanças e continuou com seu jogo defensivo. A Bélgica só foi aparecer com perigo após os 30’, quando Lukébakio recebeu na ponta da grande área, driblou o marcador e bateu colocado para fora, à direita da trave de Diaw. A Bélgica fez mais uma mexida, com Meunier no lugar de De Cuyper, enquanto o capitão Tielemans seguia como um segundo atacante no setor ofensivo – ele teve boa chance aos 38’, mas o chute foi para fora. Senegal era praticamente nulo no ataque. A Bélgica tentava, tentava, mas a bola não entrava. Até que, aos 41’, após um bate rebate no campo defensivo senegalês, a bola sobrou na direita para Meunier, que olhou para a área e viu Lukaku. Ele cruzou de primeira e o atacante também chutou de primeira para descontar.


O gol incendiou os Red Devils. Do banco, o técnico Rudi Garcia sinalizou o quanto faltava para o fim do tempo regulamentar, para seus jogadores entenderem que ainda era possível. Lukaku relembrou 2018. Meunier também. Eles sabiam que ainda dava tempo. E, três minutos depois, Diego Moreira recebeu um belo lançamento na esquerda, dominou, fintou, tocou para Trossard e este cruzou na área. Quem estava lá? Tielemans, o mesmo com quem ele havia discutido na pausa para hidratação. O capitão subiu mais alto do que todo mundo e testou firme na saída do goleiro Diaw para empatar um jogo perdido: 2 a 2.


Que roteiro! Que mágico! Em apenas três minutos, a Bélgica fez do nada o tudo. Voltou à Copa do Mundo. Voltou a ser a tal da Geração Belga. E fez o torcedor reviver a magia de 2018. Nos acréscimos, a Bélgica seguiu em busca da virada aos 90’+2’, quando Lukaku conduziu até a entrada da área, deixou na direita com Tielemans e o capitão cruzou, mas a zaga afastou. No último lance de perigo, Mané tentou um chute de fora da área e isolou. Ao apito do árbitro, teríamos prorrogação. Era a chance de a Bélgica conseguir a virada e liquidar um anestesiado Senegal.
Prorrogação – Vitória da mente
Apesar de fazer três mudanças no tempo extra, Senegal não conseguiu impor sua intensidade ofensiva como demonstrado no primeiro tempo e no começo da segunda etapa. A equipe sentiu muito os dois gols belgas e apresentou o mesmo roteiro de tantas outras seleções africanas em Copa do Mundo (com exceção de Marrocos): jogam como nunca, perdem como sempre. Sem mentalidade vencedora nem concentração, os senegaleses se perderam por completo e foram presas fáceis para a Bélgica, embora o time europeu também tenha feito uma prorrogação burocrática, em especial no primeiro tempo.
Só aos 10’ que Castagne mandou uma bola na área e Tielemans, após errar o domínio, viu Lukaku furar o chute diante de Diaw, e a bola saiu pela linha de fundo. No segundo tempo, Bara Ndiaye recebeu sozinho na ponta direita, invadiu a área e passou rasteiro para Mbaye, que chutou de primeira e mandou para fora, com a bola raspando a trave. Minutos depois, o mesmo Bara Ndiaye recebeu na intermediária e soltou uma bomba que o goleiro Courtois encaixou firme.



Mas, a partir dali, a Bélgica tomou as rédeas da partida novamente. Aos 11’, Moreira cruzou rasteiro na área, a bola desviou na zaga e sobrou para Lukebákio, que chutou no travessão! No entanto, no mesmo lance, o VAR viu possível pênalti de Camara em Tielemans. Foi bastante polêmico e a falta de Camara gerou dúvidas se houve ou não. No fim, o VAR e a arbitragem entenderam que o jogador de Senegal deslocou Tielemans no lance e, com isso, o pênalti foi marcado já nos acréscimos. O próprio Tielemans foi para a cobrança. Calmo, confiante. O camisa 8 chutou forte, no ângulo, e anotou o famoso golaço de pênalti: 3 a 2.

A Bélgica conseguia a virada histórica. Senegal não acreditava. Nos minutos finais, os africanos ainda tiveram algumas chances, sendo a derradeira uma falta da meia-lua, em vão. Ao apito do árbitro, a vaga nas oitavas de final ficou com os europeus. Aos africanos, o lamento e o drama de perder um jogo ganho por pura falta de concentração. Eles tiveram técnica e força. Não tiveram concentração. E, sem ela, no esporte, você pode perder mesmo sendo o melhor. Ainda mais no futebol e em uma Copa do Mundo, aquela que não permite erros nem vacilos. A tarde ensolarada de Seattle terminou com festa belga. Uma épica virada que entrou direto para os grandes jogos da história dos Mundiais.
Pós-jogo: O que aconteceu depois?
Bélgica: a enorme vitória dos Red Devils recuperou a autoestima do time e provou que os europeus ainda podem ir além no Mundial. “Tenho orgulho do que conquistamos e fico feliz por ter ajudado a equipe. Tudo o que queríamos era vencer, jogar bem e representar nosso país da melhor maneira possível. Agora, precisamos analisar por que as coisas não correram bem durante grande parte do jogo, começando pelos dois gols que sofremos”, comentou o herói Tielemans no pós-jogo. O capitão ainda destacou o feito de seu time.
“Foi um milagre. Acreditamos até o fim e foi assim que conseguimos a vitória. Acho que ninguém no estádio imaginava que conseguiríamos a virada depois de 80 minutos de jogo. O primeiro gol foi fundamental. Ele nos deu o ímpeto necessário para virar a partida. Naquele momento, nos unimos como equipe. Era inevitável”.
Romelu Lukaku, veterano, também comentou. “Nunca se pode deixar de acreditar. Isso é algo que aprendi ao longo da minha carreira. É assim que funciona. Nosso espírito de equipe nos ajudou a virar o jogo”. A Bélgica terá pela frente os EUA, um dos anfitriões, no mesmo estádio de Seattle onde conseguiu sua virada. Resta saber quem se sentirá mais em casa no dia 06 de julho…
Senegal: “Voltarei para dizer algumas palavras sobre a eliminação, mas anuncio hoje que, enquanto esta comissão técnica permanecer, farei uma pausa na seleção”. O comentário de Pape Gueye logo após a partida reflete bem que, desde o início da Copa, a seleção de Senegal tinha problemas muito maiores. O técnico Pape Thiaw foi outro que não quis se prolongar sobre o resultado.
“Não vou comentar sobre a decisão do árbitro, nós estamos eliminados, e isso dói. Tenho que parabenizar a equipe rival mas, infelizmente, não conseguimos gerenciar o 2 a 0. É assim que acontece, cada um vai ter sua interpretação, não vou ficar entrando nessa polêmica do árbitro, vamos apenas parabenizar a Bélgica por ter se classificado. […] Nós tivemos problemas físicos, jogadores que estavam cansados, que não conseguiam seguir em campo. Mas nós tínhamos vantagem, poderíamos ter mantido. Agora é aceitar, não tem outro jeito, isso é o futebol”.
Diarra foi outro que comentou sobre a culpa dos jogadores pelo placar. “Fizemos um bom primeiro tempo, mas não foi suficiente. As partidas normalmente duram 90 minutos. Estamos muito decepcionados. Estamos arrasados. É muito difícil. As substituições? Não posso dizer nada. Temos que nos sacrificar quando estamos em campo. Não foi isso que fizemos. A culpa é nossa”, disse o senegalês à New World TV. Com isso, resta ao país juntar os cacos, tentar voltar a um Mundial em 2030 e se espelhar na seleção de 2002, que alcançou uma etapa de quartas de final de Copa com técnica, físico e concentração.

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Seleção africana entregando o ouro em copas a exceção de Marrocos vem desde Camarões em 90 contra a burocrática Inglaterra da época e dias depois foi a vez do Egito entrar na lista negra ao morrer contra a Argentina ( esperamos esse jogo por aqui também).