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Guarani x Ponte Preta – Derby Campineiro

Por Guilherme Diniz

A rixa: nenhuma cidade do interior do Brasil possui um clássico como esse. E, no estado de SP, ele é o mais antigo. Campinas simplesmente para quando bugrinos e pontepretanos se enfrentam. Um não suporta o outro. E um sempre quer ofuscar o outro e bater no peito para dizer que é o maior da cidade. Com um notável equilíbrio e dinastias, Guarani x Ponte Preta, o Derby Campineiro, conseguiu espaço no cenário futebolístico nacional e se consagrou como um dos mais tradicionais do país.

Quando começou: existe uma divergência histórica que impede de cravar uma data exata do primeiro jogo. A maioria das fontes cita o dia 24 de março de 1912. Versões apontam para vitória da Ponte no primeiro clássico por 1 a 0, enquanto o lado bugrino defende que o jogo foi 1 a 1. Curiosamente, o primeiro derby é o único sem registros na história e, por isso, não é contabilizado nas estatísticas. O primeiro resultado oficial é de 19 de maio de 1912, no campo do Hipódromo, com vitória da Ponte Preta sobre o Guarani por 2 a 1, válido pelo Campeonato Campineiro.

Maior artilheiro: Zuza (Guarani) – 17 gols

Quem mais venceu: Guarani – 72 vitórias (até fevereiro / 2026). A Ponte Preta venceu 70. Foram 70 empates. 

Maiores goleadas: Guarani 6×0 Ponte Preta, 05 de junho de 1960

Ponte Preta 4×0 Guarani, 07 de setembro de 1943

Ponte Preta 4×0 Guarani, 06 de julho de 1952

Guarani 0x4 Ponte Preta, 22 de agosto de 1954

Com mais de 100 anos de história e 4º clássico mais antigo do Brasil – atrás apenas de Botafogo x Fluminense (o mais antigo), Grêmio x Internacional e Náutico x Sport -, o Derby Campineiro possui a maior rivalidade do interior do país e é também um dos mais equilibrados de todos. Com hegemonias marcantes para cada lado e jogos polêmicos, Guarani e Ponte Preta dividem a cidade de Campinas e as paixões de torcedores que jamais se importaram com as crises ou momentos ruins que seus clubes viveram. Em um campeonato, o que vale é vencer o rival. É hora de conhecer a história desse duelo quente e centenário.

Do “apagão” aos primeiros embates

Um dos clubes de futebol mais antigos do Brasil, a Ponte Preta foi fundada em 11 de agosto de 1900 por alunos do Colégio Culto à Ciência, que praticavam futebol no bairro da Ponte Preta. Entre eles estavam Antonio Oliveira (o Tonico Campeão) e Pedro Vieira da Silva (primeiro presidente da história do clube). A data de fundação teve como objetivo homenagear a inauguração da ferrovia em Campinas, datada de 11 de agosto de 1872. Já com mais de uma década de existência, a Ponte Preta viu surgir na cidade um novo clube em 02 de abril de 1911: o Guarani, que nasceu por meio de Pompeo De Vito, Hernani Felippo Matallo e Vicente Matallo. 

Guarani x Ponte Preta - Derby Campineiro

Além deles, 12 jovens se encontraram no dia 1º de abril de 1911 na Praça Carlos Gomes para escolher o nome do clube, que passou a se chamar Guarani em homenagem à ópera O Guarani, a obra mais conhecida do maestro e compositor clássico Carlos Gomes, um dos mais ilustres cidadãos de Campinas. Uma curiosidade é que a data foi definida em estatuto como 02 de abril, e não 1º de abril, para evitar brincadeiras e problemas relacionados ao Dia da Mentira.

Tempo depois, em março de 1912, a prefeitura de Campinas divulgou um “programa aberto ao público” para prestigiar na cidade, no campo de Santana, na Vila Industrial. Sem mais informações, tal evento despertou a curiosidade de todos e centenas de pessoas foram ao acanhado local que hoje tem o espaço ocupado por um condomínio de prédios, entre as ruas Sales de Oliveira e Francisco Teodoro. Pois o evento era o primeiro Derby da história! No entanto, um apagão de dados e informações jamais reuniu provas concretas de que ele existiu. O historiador da Ponte Preta, José Moraes dos Santos Neto, comentou sobre essa lacuna no Derby.

“Já procurei nos periódicos de Campinas, do estado de São Paulo e até mesmo em jornais sindicais, mas nada. Sem isso, fica impossível bancar um resultado. Os memorialistas se baseiam na conversa com pessoas, e o que passa de uma pessoa para outra sempre sofre algum tipo de distorção”. – José Moraes dos Santos Neto, em entrevista à EPTV, 24 de março de 2012.

Guarani x Ponte Preta Derby Campineiro

Segundo o memorialista Jolumá Brito (já falecido), esse primeiro Derby, amistoso, terminou com vitória da Macaca por 1 a 0, com gol de Lopes. Já um dos fundadores do clube, Pompeo de Vito, disse certa vez que o amistoso terminou 1 a 1. Só o segundo jogo, em maio, que ficou registrado, com vitória da Ponte por 2 a 1 sobre o Bugre, no campo do Hipódromo. Outro fator curioso é que o Derby Campineiro só passou a ser chamado assim em 1917, quando o jornalista da Gazeta Thomaz Manzoni definiu com a alcunha de Derby as partidas entre Corinthians e Palmeiras – então Palestra Itália. Com isso, as semelhanças de cores motivaram o uso da palavra também para o futebol campineiro. Antes, não havia uma definição precisa para o clássico campineiro. 

Naquele mesmo ano de 1912, Ponte e Guarani passaram a duelar no Campeonato Campineiro, criado pela Liga Campineira Operária de Futebol. E a Ponte conseguiu levantar sua primeira taça do torneio após embates contra o Guarani, ao derrotar o alviverde por 1 a 0. Com o passar do tempo, as partidas entre a dupla começaram a ficar mais acirradas, em especial em 1914, em vitória do Guarani por 2 a 0 no campo de Sousas, com troca de ofensas entre jogadores e diretorias. 

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O campo do Hipódromo, palco do duelo tenso de 1916. Foto: Acervo / Hora Campinas
 

Em 1916, ano do primeiro título bugrino no campeonato local, o Guarani venceu os dois jogos sobre a Ponte por 2 a 0, sendo o último deles, em maio de 1916, cheio de polêmicas. O Guarani vencia por 1 a 0 quando foi marcado um pênalti a favor do Bugre. Dois membros da comissão técnica da Ponte Preta entraram no gramado e ordenaram a retirada do time. Esse ato provocou indignação nas arquibancadas, com os torcedores indo embora e início de uma grande confusão dentro e fora de campo. Foram socos, bengaladas, empurrões e até amostras de armas de fogo. De fato, Campinas ficaria dividida para sempre a partir dali.

Novos estádios e crescimento

Após um predomínio do Guarani nas duas primeiras décadas – em especial nos anos 1910, com 9 vitórias do Bugre e apenas três da Macaca -, o clássico começou a ganhar mais equilíbrio à medida em que mais partidas foram sendo realizadas, principalmente com a consolidação do Campeonato Paulista. Na década de 1940, o Guarani brilhou no embalo do artilheiro Zuza, que virou o maior tormento da Ponte Preta na história. O atacante marcou os quatro gols do Guarani na vitória por 4 a 3, em 4 de julho de 1943, e registrou incríveis 17 gols na história do Derby, número jamais superado nem igualado desde então. Por outro lado, foi em 1943 que a Ponte Preta aplicou sua maior goleada no clássico: 4 a 0, placar que seria repetido outras duas vezes em diferentes ocasiões.

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O Moisés Lucarelli, ainda em construção. Foto: Werner Haberkorn
 

Em 1948, a Ponte saiu na frente do rival e inaugurou seu estádio, o Moisés Lucarelli, com capacidade para 35 mil espectadores e construído com doações de material feitas por aficionados do clube ao longo de seis anos. Na época, o estádio ganhou o apelido de Majestoso e era o terceiro maior do Brasil, atrás apenas do Pacaembu e de São Januário. O nome do estádio foi uma homenagem ao sócio do clube Moysés Lucarelli, idealizador da obra e que angariou fundos entre associados e pessoas da comunidade. A grafia do estádio acabou sendo modificada, com o Moisés sendo escrito com “i”.

Para apimentar ainda mais o clássico, o Guarani fez questão de estragar a festa do rival e, no primeiro Derby realizado no Moisés Lucarelli, em 26 de setembro de 1948, o Bugre venceu por 1 a 0, em duelo válido pelo Campeonato Paulista da Série A2. O troco da Ponte foi em 1953, quando o Guarani inaugurou seu novo estádio, o Brinco de Ouro da Princesa, que ganhou esse nome após uma matéria no jornal “Correio Popular” trazer o título “Brinco de ouro para a ‘princesa'”, comparando o formato circular do futuro estádio a um brinco e fazendo um trocadilho com o apelido da cidade de Campinas (Princesa D’Oeste). Com capacidade para pouco mais de 30 mil pessoas, o estádio se transformou tempo depois no maior da cidade e chegou a receber mais de 50 mil torcedores em seu auge.

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Brinco de Ouro da Princesa virou o maior estádio da cidade.
 

O primeiro Derby foi um amistoso em 07 de junho de 1953 e terminou com vitória da Ponte por 3 a 0, que devolveu, com juros, o revés de 1948. Curiosamente, na primeira década com os dois rivais de casa nova, o clássico terminou com equilíbrio pleno: 14 vitórias para cada lado e nove empates em 37 jogos. Por outro lado, o Guarani aplicou nessa época sua maior goleada no Derby e que até hoje não foi igualada: 6 a 0, em 05 de junho de 1960, no Brinco de Ouro. Nos anos 1960, o clássico viveu um período de poucos jogos pelo fato de a dupla se desencontrar no Campeonato Paulista, com um majoritariamente na elite (Guarani) e o outro na Série A2 (Ponte Preta). Prova disso é que o Derby só foi realizado oito vezes entre 1961 e 1970, a maioria em torneios amistosos. Só nas décadas seguintes que o clássico, enfim, voltaria com força. E para todo o país ver. 

O clássico ganha o Brasil

A década de 1970 entrou para a história como a segunda com mais jogos do Derby – 31 partidas, atrás apenas dos anos 1950 e seus 37 jogos. Com ambos na elite do Paulistão, os confrontos ganharam ainda mais importância e levaram milhares de pessoas ao Brinco de Ouro e ao Moisés Lucarelli. E a Ponte Preta conseguiu a dianteira sobre o rival ao vencer 12 jogos, empatar 12 e perder apenas sete. Porém, quem se destacou nessa época foi o Bugre, que reuniu o maior time de sua história e faturou no ano de 1978 o título do Campeonato Brasileiro, um feito inédito para um clube do interior na época e que colocou Campinas no mapa do futebol. Durante a campanha, o esquadrão de Careca, Zenon, Renato, Zé Carlos e companhia venceu a Ponte Preta por 2 a 1, no Brinco de Ouro, e fez a festa da torcida alviverde. Embora também tivesse um grande time com Carlos, Dicá, Odirlei e companhia, a Macaca flertou com títulos, mas acabou vice-campeã Paulista em 1970, 1977, 1979 e ainda em 1981.

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Uma das formações do grande Guarani de 1978. Em pé: Neneca, Édson, Mauro, Gomes, Miranda e Zé Carlos. Agachados: Capitão, Renato, Careca, Manguinha e Bozó.
 
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A Ponte Preta de 1981, vice-campeã paulista e semifinalista do Brasileirão. Em pé: Zé Mário, Nenê, Carlos, Juninho, Odirlei e Toninho Oliveira. Agachados: Édson, Marco Aurélio, Chicão, Dicá e Osvaldo.
 

O deleite para a torcida da Macaca foi ter eliminado o rival do Paulistão de 1979, quando 30 mil pontepretanos lotaram o Majestoso para ver a Ponte vencer a partida de ida por 2 a 1. No jogo de volta, na casa do Bugre, nova vitória da Ponte, por 1 a 0, com invasão de gramado por parte da torcida alvinegra. Em 1981, ambos decidiram o primeiro turno do Paulista e a Ponte venceu um jogo eletrizante por 3 a 2, o que garantiu o time alvinegro na final. Os gols da Macaca foram de Osvaldo, Serginho e Odirlei. No mesmo ano, a Ponte alcançou as semifinais do Brasileirão, mas foi eliminada pelo Grêmio, que se sagrou campeão. Disputando a Série B de 1981, o Guarani conseguiu mais um título nacional e foi campeão brasileiro, retornando à elite em 1982.

Foi nesse período de ouro dos rivais que ficaram registrados os maiores públicos do Derby:

  • 38.948 pessoas no Pacaembu (maior público da história do clássico), Guarani 2 x 0 Ponte Preta, 3 de junho de 1979, Campeonato Paulista;
  • 34.222 pessoas no Brinco de Ouro da Princesa, no Guarani 0 x 1 Ponte Preta, 30 de janeiro de 1980, Campeonato Paulista;
  • 31.970 pessoas no Moisés Lucarelli, no Ponte Preta 3 x 1 Guarani, 27 de fevereiro de 1977, Campeonato Paulista.

“Na minha época do Derby em Campinas, posso dizer que as equipes estavam em situações praticamente idênticas em termos de prestígio no futebol brasileiro. Um clube que sempre chegava próximo ou disputava final, revelava muitos jogadores para os times grandes. Eu (Oscar), Carlos, Polozzi, Juninho, tivemos a chance de ser convocados ainda jogando pela Ponte Preta e ir para a Seleção na Copa do Mundo. O Amaral, Renato, Careca, jogando pelo Guarani, coisa que hoje praticamente não existe. 

Os Derbys eram sempre de casa cheias, a semana muito agitada na cidade e com expectativa muito grande de quem vai ganhar, quem vai tirar sarro do outro, quem vai ficar por cima. Campinas é uma cidade de dois clubes apenas, então quem ganha o Derby, sempre fica em uma posição privilegiada”. – Oscar, ex-zagueiro e que disputou a Copa do Mundo de 1982, em entrevista à Gazeta Esportiva, 02 de abril de 2018.

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Revista Placar uniu as estrelas do Guarani e da Ponte Preta naquela era de ouro.
 

Entre 27 de junho de 1979 e 02 de setembro de 1984, a Ponte Preta registrou a maior série invicta da história do Derby: 16 jogos, sendo 8 vitórias e 8 empates. A série foi quebrada em novembro de 1984, pelo Paulistão, em vitória do Guarani por 3 a 1. Em 1986, o Bugre voltou a brilhar em solo nacional e foi vice-campeão brasileiro, após perder uma final épica para o São Paulo dos Menudos – e de Careca, ex-atacante do próprio Bugre. No entanto, alviverdes e alvinegros não se encontraram na elite nacional na época e só voltariam a duelar na Série A em 1998. 

Crises e novos jogos para a história

A partir de 1987, o Guarani iniciou sua maior série invicta sobre a Ponte Preta e emendou 14 jogos sem perder, com 6 vitórias e 8 empates, de 28 de junho de 1987 a 28 de outubro de 2002. O longo período – 15 anos e meio – se deu mais uma vez pelos desencontros da dupla tanto no Campeonato Brasileiro quanto no Paulistão, com muitas idas e vindas. Tanto é que o clássico teve vários hiatos no final dos anos 1980 e nos anos 1990, com três anos sem jogos entre 1987 e 1990; mais três anos entre 1990 e 1993; e outros três anos entre 1995 e 1998. Com isso, na década de 1990, forma míseros 9 jogos, com quatro vitórias do Guarani, cinco empates e nenhum triunfo da Ponte. Um jogo em destaque aconteceu em 1999, pelo Brasileirão, no empate em 0 a 0 entre os rivais, no Moisés Lucarelli, que terminou com o recorde de 105 faltas! Foram 55 do Guarani e 50 da Ponte, média de uma falta marcada a cada 51 segundos. Foram sete cartões amarelos, mas, acredite, nenhum expulso!

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105 faltas derby

No começo dos anos 2000, o clássico voltou com força graças aos bons momentos de ambos, presentes tanto na elite do Paulista quanto no Brasileirão. Foram 15 jogos na década, com cinco vitórias do Bugre, quatro da Ponte e seis empates. Vale lembrar que em 2004 foi o último ano em que os rivais se enfrentaram na elite do Brasileirão. Nos anos 2010, foi a vez da Ponte Preta se sobressair perante o rival com sete vitórias e apenas duas derrotas em 12 jogos, com destaque para as vitórias por 2 a 0 e 3 a 0 no Campeonato Brasileiro da Série B e os 3 a 1 no Paulista de 2013, ano em que a Macaca fez uma campanha histórica na Copa Sul-Americana e chegou até a final, mas acabou perdendo para o Lanús-ARG e amargou outro vice. O Bugre acabou fazendo a festa sobre o rival na semifinal do Paulista de 2012, quando derrotou a Macaca de virada por 3 a 1 e avançou até a final – perdida para o Santos.

Depois do clássico de 2013 pelo Paulista, o Derby Campineiro só voltou a ser realizado cinco anos depois, em 2018, nos 3 a 2 da Ponte sobre o Guarani em pleno Brinco de Ouro, pela Série B do Brasileiro. Nos anos 2020, o Derby passou a ser disputado com mais frequência na Série B e virou acontecimento raro no Paulista – foram apenas três jogos, um em 2021 (vitória da Ponte por 3 a 1), um em 2022 (Guarani 3×0 Ponte Preta) e outro em 2025 (Ponte Preta 2×0 Guarani). Os mais recentes embates aconteceram na Série C do Brasileiro de 2025, quando a Ponte Preta enfrentou o rival três vezes, venceu duas e empatou outra. A última vitória foi histórica: 2 a 0, em casa, em jogo que valeu a vaga da Ponte na final e tirou a chance do Guarani de brigar pelo acesso à Série B. Para consagrar ainda mais a temporada, a Macaca derrotou o Londrina na final, levantou seu primeiro grande título na história e foi campeã da Série C de 2025. 

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Ponte fez a festa em 2025, manteve o rival na Série C, foi campeã e subiu para a Série B. Foto: Marcos Ribolli / Ponte Press.
 
Guarani x Ponte Preta
Bugre derrotou o rival no Paulista de 2026 e manteve a Ponte muito perto de ser rebaixada. Tempo depois, a queda foi consumada – para delírio dos bugrinos. Foto: Raphael Silvestre/ Guarani FC
 

Mas, em Derby, sempre tem o troco. E, em 2026, no Paulista, o Guarani enfrentou a Ponte Preta no Brinco de Ouro e, mesmo com o goleiro expulso ainda no primeiro tempo, conseguiu vencer por 1 a 0, com um gol no finalzinho, condenou o rival ao rebaixamento e manteve a dianteira no Derby com 72 vitórias contra 70 da Macaca, margem pequena, mas que dura desde 1916. Com equilíbrio puro e muita rivalidade, Guarani e Ponte Preta seguem como rivais eternos, responsáveis por parar uma cidade e levar o clima interiorano para muito além.

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