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Jogos Eternos – São Paulo 1×0 Newell’s Old Boys 1992

Os capitães Martino e Raí.

 

Data: 17 de junho de 1992

O que estava em jogo: o título da Copa Libertadores da América de 1992. 

Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), em São Paulo, SP, Brasil

Juiz: José Torres Caldena (COL)

Público: 105.185 pessoas / 120 mil pessoas (estimado)

Os Times:

São Paulo Futebol Clube-BRA: Zetti; Cafu, Antônio Carlos, Ronaldão e Ivan; Adílson, Pintado e Raí; Palhinha, Müller (Macedo) e Elivélton. Técnico: Telê Santana.

Club Atlético Newell’s Old Boys-ARG: Scoponi; Llop, Gamboa e Pochettino; Berti, Berizzo, Tata Martino (Domizzi) e Saldaña; Zamora, Lunari e Mendoza. Técnico: Marcelo Bielsa.

Placar: São Paulo 1×0 Newell’s Old Boys. Gol: Raí-SAO, pênalti, aos 20’ do 2º T.

Nos pênaltis, São Paulo 3×2 Newell’s Old Boys. Raí, Ivan e Cafu fizeram para o São Paulo. Ronaldão perdeu. Zamora e Llop fizeram para o Newell’s. Berizzo, Mendoza e Gamboa perderam.

 

“O início da lenda do Tricolor da América”

 

Por Guilherme Diniz

 

Dois dos maiores clubes da América na época frente a frente. Dois técnicos lendários – Telê Santana e Marcelo Bielsa. Um estádio com o maior público da história em uma final de Libertadores. Craques do mais alto calibre. E todos os ingredientes possíveis para uma explosão de emoção. No tempo normal, 1 a 0 para o anfitrião, resultado que forçou a decisão por pênaltis. Nela, brilhou a estrela do goleiro brasileiro Zetti. Vitória tricolor por 3 a 2. O primeiro clube do Brasil desde 1983 a vencer o torneio. E início de um verdadeiro pandemônio no Morumbi. Nunca se viu uma festa como aquela após o apito final. Milhares de pessoas invadiram o gramado, que ficou ocultado pelo mar de gente ensandecida vibrando pela primeira conquista da América do clube. Tufos de grama, redes dos gols, bandeirinhas de escanteio e até um banco de reservas foi levado pela massa enlouquecida. Cenas marcantes. E só o início da consagração de um dos maiores esquadrões da história não só do futebol brasileiro, mas também do futebol mundial no século XX.

Aquela noite de Libertadores foi provocadora. A partir daquele 17 de junho de 1992, a competição continental seria a mais almejada por todos os clubes brasileiros. Mas por quê? Por tudo o que se viu em campo. Pela tensão. Pela emoção. Pelas arquibancadas que balançaram tanto, mas tanto, que o São Paulo teve que realizar profundas reformas estruturais em seu estádio. Foram as consequências de uma torcida que se apaixonou pela América naquela noite. Por aquele troféu tão surrado e tido como quase impossível para os brasileiros. Mas não era. Com garra, coração, técnica e torcida, vencer a glória eterna era possível. É hora de relembrar uma das maiores finais da história da Libertadores.

 

Pré-jogo

São Paulo e Criciúma fizeram grandes jogos naquela Libertadores.

 

Se os clubes brasileiros almejam a Libertadores mais do que qualquer coisa há mais de duas décadas, isso se deve ao que aconteceu no dia 17 de junho de 1992. Antes daquela data, a competição era quase menosprezada pelas equipes nacionais. Apenas Santos, Cruzeiro, Flamengo e Grêmio tinham em suas galerias o cobiçado troféu – e apenas o Peixe tinha mais que uma taça. Muitos acreditavam que a Liberta era coisa de argentino e uruguaio, que só eles sabiam disputar e vencer a competição. Pois aquela ladainha começou a cair por terra quando o São Paulo de Telê provou que era possível vencer o maior torneio das Américas. E que era possível vencer com garra e técnica combinados. 

O São Paulo teve dificuldades na fase de grupos da Libertadores daquele ano. O time começou perdendo por 3 a 0 para o forte Criciúma da época. Em seguida, veio a vitória contra o San José da Bolívia por 3 a 0, empate contra o Bolívar (BOL) em 1 a 1, revanche e goleada contra o Criciúma por 4 a 0, empate contra o San José por 1 a 1 e vitória na partida final contra o Bolívar por 2 a 0. Classificação assegurada, hora da fase de mata-mata.

Nas oitavas de final, páreo duro contra o Nacional do Uruguai. Porém, o time mostrou maturidade e venceu os dois jogos, por 1 a 0 e 2 a 0. Nas quartas, novo embate brasileiro, de novo o Criciúma. Vitória tricolor no primeiro jogo por 1 a 0 e empate no segundo em 1 a 1, garantindo a vaga da equipe paulista nas semifinais. O time enfrentaria o Barcelona do Equador, e passou fácil no primeiro jogo com um 3 a 0. Na partida seguinte, muito sufoco, e mesmo a derrota por 2 a 0 garantiu o time na final.

Em pé: Ivan, Adílson, Zetti, Cafu, Ronaldão e Antônio Carlos. Agachados: Müller, Palhinha, Pintado, Raí e Elivélton. Foto: Acervo/Gazeta Press

 

Do outro lado, o Newell’s Old Boys ostentava o melhor ataque da Libertadores e um esquadrão lendário comandado por Marcelo Bielsa. O curioso é que, assim como o São Paulo, os leprosos estrearam na Libertadores com derrota. E das feias: 6 a 0 para o compatriota San Lorenzo. No entanto, o técnico Bielsa soube contornar uma possível crise e o Newell’s emendou duas vitórias contra Coquimbo Unido-CHI (3 a 0, em casa) e Colo-Colo-CHI (3 a 1, em casa), além de empatar em 1 a 1 com a Universidad Católica-CHI, fora de casa. Nos jogos seguintes, mais duas vitórias (1 a 0 no San Lorenzo, fora, e 2 a 1 no Coquimbo, fora) e dois empates (1 a 1 com o Colo-Colo, fora, e 0 a 0 com a Universidad, em casa), resultados que classificaram os leprosos em primeiro lugar do Grupo 1 com quatro vitórias, três empates e apenas uma derrota em oito jogos – vale lembrar que o grupo do time de Rosário foi o único com cinco times. Todos os outros tinham quatro equipes.

Em pé: Berizzo, Martino, Scoponi, Gamboa, Pochettino e Saldaña. Agachados: Berti, Lunari, Llop, Zamora e Mendoza.

 

No mata-mata, o Newell´s eliminou o Defensor-URU, nas oitavas, com um empate em 1 a 1, fora, e vitória por 1 a 0, em casa. Nas quartas de final, mais um encontro contra o San Lorenzo, que estava engasgado na garganta dos leprosos. E, no primeiro duelo, Pochettino, duas vezes, Zamora e Llop decretaram a goleada de 4 a 0 sobre os cuervos que praticamente selou a classificação para a semifinal. Na volta, o empate em 1 a 1 foi o suficiente para eliminar o San Lorenzo. Na semifinal, contra o América de Cali-COL, o Newell´s só empatou o primeiro jogo, em casa, em 1 a 1, e foi para a Colômbia precisando da vitória por qualquer placar. A equipe fez 1 a 0, com Pochettino, mas os diablos empataram e forçaram a disputa de pênaltis.

Na marca da cal, as equipes fizeram um jogo à parte e precisaram de 26 cobranças (!) para definir o finalista. Scoponi foi o herói ao defender os chutes de Bermúdez e Maturana, marcou o seu e selou o placar de 11 a 10 para os leprosos. Outra vez o Newell´s estava em uma decisão continental, assim como em 1988. No auge da forma, a equipe tinha certeza de que o momento de ser campeão da América havia chegado. Mas, para azar dos rubro-negros, eles teriam que topar de frente com o São Paulo de Raí, Cafu, Müller, Palhinha, Zetti e o técnico Telê Santana. Mas o Newell’s não deixava por menos e tinha Scoponi, Berti, Tata Martino, Pochettino e companhia, outro timaço. Era, de fato, uma das maiores finais da Libertadores em muitos anos.

Os capitães Martino e Raí.

 

Na ida, em Rosário, o Newell’s venceu por 1 a 0. Mas, na volta, os argentinos não tinham ideia do que iriam encontrar pela frente. Após levar públicos bem modestos ao Morumbi durante a fase de grupos e no mata-mata – nenhum jogo passou de 25 mil torcedores, nem mesmo na semifinal -, o torcedor são-paulino percebeu que a história estava próxima de ser escrita e simplesmente lotou o Morumbi. O São Paulo seria empurrado pelo maior público pagante da história da Libertadores: 105.185 pessoas. Extraoficialmente, cerca de 120 mil pessoas estavam naquelas arquibancadas. Era um ambiente magnífico, digno de final de Libertadores. Um jogo histórico antes mesmo de começar.

 

Primeiro tempo – Como furar o ferrolho?

Os times fizeram um jogo quente desde o primeiro minuto. O São Paulo usou com frequência a velocidade e técnica do lateral-direito Cafu, que de tão avançado jogava quase como um ponta em suas subidas ao ataque. Foi do brasileiro as principais chances nos sete minutos iniciais, com dribles, cruzamentos e lances de perigo afastados pela zaga argentina, em especial Pochettino. Aos 7’, inclusive, Cafu cobrou uma falta cheia de veneno e o goleiro Scoponi teve que dar um tapa na bola para evitar o gol. 

Aos 11’, tabelinha tricolor na área e o chute de Palhinha, artilheiro daquela Libertadores com 7 gols, raspou a trave do goleiro. Aos 14’, o São Paulo chegou mais uma vez com perigo, mas durante a jogada o árbitro paralisou por entender toque de mão do zagueiro Antônio Carlos. Só dava São Paulo, que explorava a velocidade e o toque de bola diante de um adversário que dificultava as ações com a marcação-pressão exercida por todos os seus homens. 

Aos 15’, Cafu recebeu de Raí e fez outra bela jogada driblando dois marcadores. Ele tocou no meio para Palhinha, mas o atacante sofreu falta de Gamboa perto da grande área. Na cobrança, Pintado rolou para Ivan, que chutou rasteiro, mas a bola desviou e foi para escanteio. Após a cobrança, a bola sobrou para Cafu, que chutou de fora e a redonda passou perto da trave esquerda de Scoponi. Só aos 22’ que o Newell’s respondeu em um contra-ataque iniciado por Zamora após reposição errada de Zetti. O jogador do time argentino invadiu a área e chutou forte, mas a bola explodiu na trave. Por pouco o Newell’s não abriu o placar! Só que o São Paulo respondeu rápido, e, aos 25’, em boa jogada de pé em pé, Pintado roubou a bola no meio, tocou para Müller, que trombou com o zagueiro. A bola sobrou para Palhinha que, de calcanhar, devolveu para Müller. Este tocou para Raí na marca do pênalti, sozinho, chutar para fora uma grande chance. 

Quatro minutos depois, Palhinha recebeu na meia-lua e chutou no travessão! O jogo poderia estar 4 a 1, 3 a 1 para o São Paulo pelo menos! Aos 37’, Scoponi ainda salvou uma bola em cima da linha após chute de Müller na pequena área. No lance seguinte, após cobrança de escanteio, o zagueiro Ronaldão chutou para fora. Após dois minutos de acréscimos, o árbitro encerrou um primeiro tempo frenético, elétrico e angustiante. O placar sem gols dava o título aos argentinos, mas era questão de tempo até o São Paulo abrir o placar. Por mais que os rubro-negros estivessem se segurando de maneira quase espírita, o tricolor não ia sossegar enquanto a rede do Morumbi não balançasse tanto quanto suas arquibancadas.

 

Segundo tempo – Enfim, o gol

A etapa complementar começou com o Newell’s mais ligado e o São Paulo ansioso demais. Isso possibilitou chances perigosas dos argentinos, principalmente aos 10’, em chute rasteiro de Zamora, e aos 11’, quando Domizzi avançou pelo meio, tocou para Mendoza e este fez o corta-luz sem se mexer para Domizzi receber dele mesmo, sozinho, na entrada da área. Zetti correu para interceptá-lo, mas foi driblado pelo atacante, que chutou fraco pro gol. Adílson salvou a poucos metros da linha. Foi um susto tão grande quanto a bola na trave da primeira etapa. A torcida, impaciente, começou a pedir “raça” e também Macedo, jovem atacante que se destacava no time na época como um talismã. Telê Santana ouviu o povo e decidiu incendiar ainda mais a partida ao colocar Macedo no lugar de Müller, aos 19’. 

E foi exatamente Macedo quem invadiu a área argentina um minuto depois e, quando ia chutar, foi derrubado. Pênalti! A cobrança era para o capitão Raí, que confessou à Folha de S. Paulo que ficou muito tenso antes da cobrança. “A primeira imagem que me veio foi a Libertadores de 1974, quando São Paulo teve um pênalti a seu favor no tempo normal, desperdiçou-o e perdeu o título (para o Independiente). Pensei internamente: a história não pode se repetir“. O capitão bateu forte e rasteiro, sem chance alguma para o goleiro Scoponi: 1 a 0. Uma verdadeira explosão começou no Morumbi! Estava tudo igual! 

 

O São Paulo seguiu no ataque, mas não com o mesmo ímpeto de antes. A vitória magra levava a decisão para os pênaltis, mas uma exposição maior poderia gerar perigosos contra-ataques que o técnico Telê não queria ver seu time sofrer. O placar seguiu 1 a 0 e a disputa pela taça foi para as penalidades. Como mandava o script do drama, a primeira Libertadores daqueles clubes teria que ser na marca da cal. Com angústia e muita tensão.

 

Pênaltis – A lenda de Zetti e a maior festa da história

Antes das cobranças, o goleiro Zetti recebeu do preparador de goleiros Valdir de Moraes a lista com o estilo de chutes dos jogadores do Newell’s. O goleiro foi preparado e seguiu à risca as recomendações, embora alguns jogadores não estivessem em campo e outros tenham mudado seus chutes, além de Berrizo chutar na trave e Mendoza mandar pra fora. Mas, com 3 a 2 no placar para o São Paulo, um dos atletas presentes na lista foi para a bola: Gamboa. Ele bateu com o pé direito, no canto esquerdo, exatamente como escrito no papel de Moraes. Zetti voou ali mesmo e defendeu. O São Paulo FC era campeão da Libertadores pela primeira vez em sua história!

A euforia levou os tricolores ao gramado, que se transformou em um mar de gente. Foi uma das celebrações mais épicas da história da competição e os torcedores levaram pedaços das redes, bandeirinhas de escanteio, tufos de grama e até um dos bancos de reservas (!). A entrega da primeira taça continental ao São Paulo atrasou, Raí teve que esperar quase uma hora para erguer o troféu num pequeno palco improvisado e nem a volta olímpica foi possível. As imagens da celebração são impressionantes – ainda mais depois do aporte dos cinco mil torcedores que ficaram do lado de fora, sem ingresso, ouvindo na rádio e que conseguiram entrar após a abertura dos portões na disputa de pênaltis – e visíveis na Rede OM, que transmitiu a partida com narração de Galvão Bueno e teve um pico de 53 pontos no Ibope – mais da metade dos televisores do Brasil estavam sintonizados na final!

O mar de gente no Morumbi.

 

 

Telê Santana, muito emocionado, era um dos símbolos maiores daquela conquista enorme. Por anos taxado de pé-frio, o técnico começava a calar os críticos com troféus em profusão. E aquela Libertadores era apenas parte de uma era de ouro que teria mais glórias nos dois anos seguintes. Ali, na multidão ensandecida no gramado do Morumbi, nasceu a lenda do Tricolor da América. Das tais “noites de Libertadores no Morumbi”, que embalaram mais dois títulos e tantos outros jogos sensacionais. Da ânsia pelo continente. E a faísca para que todos os outros clubes brasileiros passassem a valorizar devidamente o torneio sul-americano. Nunca mais uma festa de título foi como aquela. E dificilmente veremos outra igual. Uma noite eterna.

 

Pós-jogo: O que aconteceu depois?

 

São Paulo: meses depois da conquista, o tricolor viajou ao Japão e faturou seu primeiro título do Mundial Interclubes, vencendo de virada o lendário Barcelona de Cruyff. Em 1993, a equipe foi com tudo em busca do bicampeonato da Libertadores e faturou o torneio passando mais uma vez pelo Newell’s Old Boys, dessa vez nas oitavas de final. No primeiro jogo, vitória argentina por 2 a 0. Terra arrasada? Que nada… No Morumbi, goleada tricolor por 4 a 0. Nas quartas, o time de Telê passou pelo Flamengo (3 a 1 no agregado) e, nas semis, eliminou o Cerro Porteño-PAR (1 a 0 no agregado). 

Na decisão, contra a Universidad Católica-CHI, o primeiro jogo foi no Morumbi. E o tricolor tratou de liquidar ali mesmo a final: 5 a 1, fácil, fácil. Na volta, no Chile, a derrota por 2 a 0 não impediu o bicampeonato. Meses depois, veio também o bicampeonato mundial, em um jogo agônico contra o Milan-ITA. Em 1994, o São Paulo voltou à final da Libertadores e o tri só não veio por causa do Vélez Sarsfield de Bianchi e Chilavert. Leia mais sobre o São Paulo de Telê clicando aqui.

 

Newell’s Old Boys: a derrota na final de 1992 simbolizou o fim da era mais vertiginosa da história do clube de Rosário, que foi dominante em seu país de 1988 até 1992 com um esquadrão tricampeão argentino e finalista de duas Libertadores. Sem o técnico Bielsa, o clube demorou para se reencontrar e só voltou a conquistar um título nacional em 2004. Em 2013, a equipe fez uma nova boa campanha em Libertadores e alcançou a semifinal, mas outra vez foi vítima de um clube brasileiro: o Atlético-MG, que venceu os argentinos nos pênaltis por 3 a 2. Mesmo placar da decisão perdida pelo Newell’s em 1992…

 

Extra:

Veja os melhores momentos da final.

 

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2 Comentários

  1. Um dos jogos mais alucinantes da história do São Paulo Futebol Clube. ⚽️ poderia relembrar no próximo Jogo eterno a partida Real Madrid 1 X 3 Juventus pelas quartas de final da Liga dos Campeões de 2017/2018. Virada quase improvável da Juventus, Buffon expulso, Cristiano Ronaldo decisivo. Esse jogo merece muito. Abraço

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