in ,

Seleções Imortais – Uruguai 1950

Em pé: Obdulio Varela, Tejera, Gambetta, González, Roque Máspoli e Rodríguez Andrade. Agachados: Alcides Ghiggia, Julio Pérez, Míguez, Juan Schiaffino e Morán.
 

Grandes feitos: Campeã da Copa do Mundo da FIFA (1950) e responsável por calar um Maracanã lotado com 200 mil pessoas.

Time base: Máspoli; Matías González e Tejera; Gambetta, Obdulio Varela e Rodríguez Andrade; Ghiggia, Julio Pérez, Míguez, Schiaffino e Vidal (Morán). Técnico: Juan López.

 

“Os maiores carrascos da história do futebol”

Por Guilherme Diniz

Eles eram apenas 11 contra mais 11 do outro lado e outras 200 mil vozes no maior estádio do mundo. Eles levaram um gol. E precisavam de mais dois para ficar com a sonhada taça Jules Rimet. Eles não se abateram. Foram valentes, fortes, ousados, frios. Empataram. E, faltando pouco para o término da partida, viraram o placar. O maior estádio do mundo calou-se. Mais de 200 mil vozes fizeram do Maracanã um enorme velório. Por que o silêncio fúnebre? Alguém tinha morrido? Sim. A seleção brasileira tinha acabado de ser “assassinada” por um esquadrão vestido de azul celeste e negro de luto. O Uruguai, contra tudo e todos, conquistava o bicampeonato mundial e protagonizava naquele dia 16 de julho de 1950 uma das maiores derrotas da história do futebol canarinho (que, na época, ainda era branco, como os lenços da multidão que no início da partida tremulavam e, no final, enxugaram as lágrimas da tristeza).

Embora o Brasil tivesse um esquadrão mágico, baseado no Expresso da Vitória do Vasco multicampeão naqueles anos, o Uruguai tinha mais fibra, mais força, menos oba-oba. Máspoli, Tejera, Andrade, Ghiggia, Schiaffino e, sobretudo, Obdulio Varela, jogavam um futebol competitivo, vencedor, imponente. De seleção desacreditada e sem preparação adequada, aquele Uruguai virou o melhor do planeta. É hora de relembrar uma das façanhas mais míticas do futebol mundial.

Bagunça geral

Depois da 2ª Guerra Mundial, a Copa do Mundo, enfim, voltaria à cena em 1950, no Brasil. A seleção dona da casa, com vários craques do Vasco, era a grande favorita ao caneco, principalmente, claro, por jogar em casa e ainda pelas lembranças da boa campanha protagonizada na Copa de 1938, quando alcançou as semifinais, perdendo apenas para a futura campeã, Itália. Falando em Itália, a Azzurra é quem seria favorita não fosse o desastre aéreo que matou todo o time do Torino, em 1949, que era a base da seleção. Sem Mazzola e companhia, os europeus foram presas fáceis na Copa e não brilharam. Pelo lado sul-americano, a Argentina não quis participar do Mundial pelo fato de ser o Brasil a sede. Das forças do continente, o destaque seria o Uruguai, de volta a uma Copa desde 1930, sua primeira e única participação. Mas os celestes estavam na pior.

A equipe não tinha confiança alguma e a imprensa do país achava até que a seleção não deveria participar do mundial. Os jogadores estavam sem ritmo, o país ficou meses sem técnico e os jogos pré-Copa foram sofríveis, com derrotas, empates e pouquíssimas vitórias. A seleção enfrentou, inclusive, o Brasil, com duas derrotas e uma vitória, por 4 a 3, no Pacaembu. Nem mesmo essa vitória serviu para animar imprensa e torcida locais. Os jogadores teriam que provar, em campo, que podiam fazer bonito. Para pôr ordem na casa, coube ao “Negro Jefe” Obdulio Varela, meio campista e guardião do meio de campo do Peñarol e da seleção na época, inflar seus companheiros para um bom papel no Mundial.

Varela: líder de uma seleção valente.
 

Sorte logo de cara

O sistema da Copa de 1950, como de praxe, era bem confuso. Seriam quatro grupos, dois com quatro equipes, um com três e um com apenas duas (justamente o do Uruguai). Os melhores de cada grupo disputariam um quadrangular final, onde o primeiro colocado ficaria com o título. A Celeste enfrentou a fraquíssima Bolívia, no estádio Independência, em Belo Horizonte, com apenas 6.200 pessoas. Sem dó, o time massacrou: 8 a 0, gols de Míguez (2), Vidal (2), Schiaffino (2), Julio Pérez e Ghiggia. Pronto, a equipe estava classificada para a segunda fase, fácil, fácil.

Fase final

No quadrangular final, o Uruguai encarou a Espanha no primeiro jogo, no Pacaembu com mais de 54 mil pessoas (!). A partida foi intensa e muito disputada, com muita pegada e força física. O Uruguai abriu o placar aos 29´do primeiro tempo, com Ghiggia chutando no canto esquerdo do goleiro espanhol. Mas a Espanha virou o jogo em apenas sete minutos, com dois gols de Basora. Na segunda etapa, o capitão Varela, vendo que o ataque não conseguia furar a retranca espanhola, se adiantou, conseguiu receber uma bola perto da intermediária adversária, driblou dois e chutou forte, sem chances para o goleiro: 2 a 2. Na garra, e até na técnica, a equipe conseguia um ponto importante.

Na partida seguinte, outro duelo difícil, contra a Suécia, de novo no Pacaembu, dessa vez bem vazio, com apenas 8 mil pessoas. A Suécia abriu o placar logo no começo do jogo com Palmér, mas Ghiggia empatou aos 39´. Um minuto depois, Sundqvist deixou os suecos novamente em vantagem. Na segunda etapa, a Suécia tinha o controle da partida e parecia que venceria mesmo o jogo, mas após os 25 minutos, os meias e atacantes começaram a recuar, por cansaço, e fizeram exatamente o que o Uruguai queria. Pobres europeus, que não se atentaram à cartilha uruguaia do “jamais se entregue em campo”… Os sul-americanos foram todos para frente e Míguez empatou, aos 32´, e virou, aos 39´do segundo tempo: Uruguai 3×2 Suécia.

O esquadrão Celeste estava mais do que vivo no Mundial. E só dependia dele mesmo para ficar com a taça na partida decisiva contra o Brasil, que havia vencido Suécia, por 7 a 1, e Espanha, por 6 a 1. Com a vitória da Suécia sobre a Espanha por 3 a 1, o grupo estava na seguinte ordem: Brasil, líder, com 4 pontos (as vitórias naquela época valiam dois pontos, e não três como hoje); Uruguai, segundo colocado, com 3; Suécia, 3º, com 2, e Espanha, última, com apenas 1. A partida final entre Brasil e Uruguai, marcada para o dia 16 de julho, seria decisiva. Um empate ou vitória do Brasil deixaria a Jules Rimet em solo nacional. O Uruguai, se quisesse ficar com o bicampeonato, teria que vencer o Brasil (um adversário, na teoria, superior) e toda a torcida contra.

“Jamais provoque a Celeste…”

Antes do jogo decisivo, o clima de já ganhou e a festa da torcida foram claros e explícitos no país. Todos tinham a certeza de que o Brasil sairia do Maracanã, construído especialmente para aquele Mundial, com a taça de campeão do mundo. Os jornais do dia do jogo davam até mesmo cartões postais da “Seleção Brasileira – Campeã Mundial”. Essa atmosfera toda de festa mexeu com os uruguaios, que usaram todos esses elementos para se inflarem antes do jogo. No vestiário, o grande personagem daquele mundial, o capitão Varela, mostrou toda sua autoridade ao ir contra a ideia do treinador Juan López de jogar na defensiva. Diante de um adversário rápido e letal no ataque, com Ademir, Zizinho e Jair, Varela rechaçou que era preciso jogar com inteligência, muita marcação na principal jogada brasileira – a troca de passes no meio de campo – e não cometer erros no ataque. Já no túnel, o Negro Jefe deixou curtas palavras:

“Não pensem nessa gente, não olhem para cima.”

E eles não olharam…

A Celeste da Copa: força pela direita era o grande trunfo do time. Na final, Vidal deu lugar à Morán.
A Celeste da Copa: força pela direita era o grande trunfo do time. Na final, Vidal deu lugar à Morán.
 

Enfim, o jogo

Os capitães Augusto e Varela, antes do jogo.
 

O Maracanã estava brilhante, límpido e maravilhoso naquela tarde ensolarada de 16 de julho de 1950. O público pagante daquele jogo foi de 172.772 pessoas, mas, como muitas pessoas entraram sem pagar, permanece a lenda de que 200 mil pessoas se amontoaram no maior estádio do planeta para presenciar a primeira conquista mundial do Brasil. A seleção estava completa, com as estrelas que não encontraram rivais durante a campanha: Barbosa; Augusto e Juvenal; Bauer, Danilo e Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir, Jair e Chico. Era um esquadrão entrosado, ágil e letal no ataque. O Uruguai tinha apenas uma baixa, Vidal, contundido, que deu lugar a Morán. A equipe tinha na sua linha de meio de campo e ataque as forças necessárias para fazer um jogo duro para o Brasil, com Gambetta, Andrade, Varela, Ghiggia, Julio Pérez, Schiaffino, Míguez e Morán.

O jogo começou e o Brasil foi quem deu os primeiros chutes e as primeiras chegadas ao ataque, mas sem grandes sustos. Ao longo do primeiro tempo, a seleção deu 17 chutes a gol, contra apenas 5 do Uruguai, que estava frio como gelo e sem sentir a pressão. Uma mostra disso foi o número de faltas: cinco do Uruguai contra 12 do Brasil. A Celeste conseguia anular a jogada do meio de campo do Brasil, Zizinho, Ademir e Jair não conseguiam cumprir seus papéis e os uruguaios ganhavam sobrevida. Pelas pontas, Gambetta e Matias González anulavam Friaça e Chico. Esse “ferrolho” durou até o primeiro minuto do segundo tempo, quando, enfim, o Brasil abriu o placar. Ademir recebeu de Zizinho e tocou na medida para Friaça, pela direita, chutar rasteiro, sem chance para Máspoli: 1 a 0 Brasil.

O barulho foi ensurdecedor e a alegria geral. Aquele resultado dava o caneco ao Brasil. Mas, naquele gol, começaria o pesadelo brasileiro. O capitão Varela, como forma de ganhar tempo e assustar a torcida, deixou o jogo mais de um minuto parado pedindo impedimento no lance. Aquele artifício foi confirmado pelo próprio craque, décadas depois, em entrevista à Revista Placar:

“Segurei a bola depois do gol do Friaça, alegando impedimento, chamei o juiz, o bandeirinha, pedi intérprete, fiz tudo isso só para acalmar aquela gritaria. Eu sabia que provocando o medo de verem o gol anulado aquilo se transformaria num túmulo. Tentei e deu certo.”Obdulio Varela.

Depois do gol, ao invés de liquidar o adversário, o Brasil diminuiu o ritmo e só foi dar mais um chute a gol aos 11´. Com isso, o Uruguai cresceu e passou a usar sua jogada mais perigosa: os lançamentos pela direita, explorando a velocidade e talento de Ghiggia. O Uruguai chegou ao empate aos 21´, quando Varela passou para Ghiggia na intermediária, perto da lateral. Ghiggia escapou de Bigode, correu, correu e tocou rasteiro para Schiaffino, que chutou alto, sem chances para Barbosa. A torcida emudeceu, mas continuou a incentivar a seleção. Mas aquele gol mostrou ao time Celeste o caminho para a consagração. E ela chegou aos 34´.

O Maracanazo

Aos 34 minutos da segunda etapa, Julio Pérez passou pela marcação brasileira e tocou para Ghiggia, sempre pela direita. Ele devolveu ao companheiro e partiu em velocidade, para receber nas costas de seu marcador, Bigode. O goleiro brasileiro Barbosa pressentiu que a jogada do primeiro gol poderia se repetir e se afastou da trave esquerda. Um erro fatal. Livre de marcação, pois Juvenal estava indo em direção a Schiaffino, Ghiggia correu e, ao invés de cruzar como no primeiro gol, chutou forte, rasteiro, exatamente no canto onde Barbosa deveria estar: Uruguai 2×1 Brasil. Faltando apenas 11 minutos para o fim do jogo, o time Celeste conseguia o que muitos acreditavam ser impossível. O Maracanã, agora sim, era tomado por um “silêncio de morte”, como muitos lembram até hoje. O Brasil não teve forças para empatar o jogo e, aos 45´, o juiz inglês George Reader cumpriu a pontualidade britânica e apitou o final do jogo, sem esperar a conclusão de um lance de perigo a favor do Brasil. Era o fim. O Uruguai, 20 anos depois, conquistava a Copa do Mundo, se igualava à Itália e era bicampeão mundial. O Brasil, favorito, com o melhor ataque da competição e jogando em casa, ficava como vice.

O Maracanã, que já estava silenciado, virava um poço de choro, lágrimas e tristeza. Os uruguaios não acreditavam no que viam, e se sentiam até mesmo sem jeito pela tragédia que haviam acabado de protagonizar. O presidente da FIFA, Jules Rimet, que tinha preparado até um discurso próprio para o Brasil, nem cerimônia fez ao entregar a taça para Varela, de tão perplexo que ficou. Estava sacramentado o Maracanazo, como ficou conhecida uma das maiores derrotas da história do futebol brasileiro. E, sem dúvida alguma, a maior vitória da história do futebol uruguaio, eterna e que até hoje não foi vingada pelos brasileiros. Ghiggia, Schiaffino e Varela viravam, de vez, monstros sagrados do esporte uruguaio e mundial. E os maiores fantasmas da seleção brasileira, no mesmo pedestal onde, anos depois, subiu o italiano Paolo Rossi, carrasco do Brasil na Copa de 1982.

Sob as lembranças de uma façanha eterna

Depois da conquista da Copa de 1950, o Uruguai seguiu forte e temido em todo o mundo, fazendo uma brilhante Copa do Mundo em 1954. Porém, a equipe perdeu para a poderosa Hungria de Puskás na semifinal, por 4 a 2 (sem Varela naquele jogo) e deu adeus ao sonho do tri. A seleção voltaria a brilhar na Copa de 70, chegando novamente nas semifinais, mas perdendo para o Brasil, no primeiro encontro entre as seleções depois da final de 50. Após isso, demorou 40 anos para a Celeste voltar a brilhar em um Mundial, quando alcançou novamente a semifinal na Copa de 2010. Quis o destino que em 2014 o Mundial voltasse ao Brasil, e a seleção uruguaia tivesse novamente um bom time. Mas, no mesmo Maracanã que eles silenciaram, eles caíram já nas oitavas de final. Com isso, a torcida do país vive das lembranças de um time histórico, forte e que soube como nenhuma outra seleção derrotar vários inimigos de uma vez só, com precisão, inteligência e garra, características únicas cravadas no futebol uruguaio. Uma seleção imortal.

Os personagens:

Máspoli: goleiro ágil, seguro e cheio de talento, foi um dos maiores de seu país em todos os tempos. Começou no Nacional, mas brilhou mesmo no Peñarol, onde venceu vários torneios e, como técnico, levantou uma Libertadores e um Mundial, em 1966.

Matías González: era jovem e não jogava num clube de peso no país (Cerro), mas foi exemplar naquele mundial e fundamental para o sistema defensivo da equipe. Jogou na seleção até 1955.

Tejera: estava nitidamente acima do peso naquele Mundial, mas foi bem quando exigido, embora não fosse tão eficiente em velocidade. Jogou no River uruguaio e no Nacional.

Gambetta: foi um dos mais sossegados jogadores naquela final e responsável por anular Chico pelo lado esquerdo. Teve destaque no Nacional e no Millonarios, da Colômbia.

Obdulio Varela: é o maior mito do futebol uruguaio em todos os tempos, autoritário, capitão nato, um verdadeiro “jefe“, daí seu apelido de Negro Jefe, pela pele mulata e pela dominância. Foi um mito do Peñarol e o principal responsável pela conquista do Uruguai naquela Copa. Jogava muito no meio de campo, marcava como poucos e também era muito técnico, com visão de jogo e ótimo nos passes. Soube como ninguém calar 200 mil pessoas com garra, voz de comando e, claro, futebol. A camisa e chuteiras que usou naquela final foram leiloadas após sua morte, em 2003, e declaradas “monumentos nacionais” pelo governo uruguaio. Uma lenda. Leia mais sobre ele clicando aqui.

Rodríguez Andrade: era sobrinho do primeiro grande jogador negro do futebol mundial, José Leandro Andrade, campeão do mundo com o Uruguai em 1930. Jogava no meio de campo da Celeste e foi bem na Copa, mesmo sem o talento do tio.

Ghiggia: outro carrasco brasileiro, o ponta Ghiggia jogou demais naquela Copa do Mundo. Dos cinco gols que marcou com a camisa celeste na carreira, quatro foram somente naquele mundial. Rápido, oportunista e talentoso, era a principal arma de ataque do Uruguai naquele mundial. Virou o fantasma do goleiro Barbosa e ganhou, em 2004, a Ordem do Mérito da FIFA. Ghiggia faleceu, acredite, no dia 16 de julho de 2015, exata data de 65 anos do Maracanazo e um ano depois da Copa do Mundo da FIFA (realizada no Brasil). Futebol e seus misticismos…

Julio Pérez: era preciso nos lançamentos e tinha uma visão de jogo fabulosa. Foi essencial para o ataque uruguaio naquele Mundial.

Míguez: baixinho, mas muito perigoso e rápido, Míguez foi crucial para a vitória de virada sobre a Suécia no quadrangular final da Copa, colocando o time no páreo do título. Era centroavante e começou a jogar como ponta-direita.

Schiaffino: um dos maiores atacantes do futebol uruguaio, anotou o primeiro gol da reação uruguaia na final do Mundial. Teve uma carreira brilhante no Peñarol e no futebol italiano. Marcou 11 gols com a camisa uruguaia em 23 jogos, sete deles em Copas do Mundo (1950 e 1954). Leia mais sobre ele clicando aqui.

Morán: tinha apenas19 anos quando entrou em campo naquela final, sua única partida na Copa, pois substituiu o titular Vidal, contundido. Ponta-esquerda, teve pouco destaque no futebol do país e viveu do prestígio por ter entrado em campo naquele jogo histórico. Atuou apenas em equipes de pequena expressão.

Vidal: muito técnico e experiente, o ponta-esquerda Vidal foi titular do Uruguai durante toda a campanha, mas se contundiu justamente na reta final, perdendo a chance de atuar na final. Teve destaque no Peñarol da década de 40.

Juan López (Técnico): foi nomeado treinador do Uruguai apenas 30 dias antes do Mundial, mesmo dirigindo a pequenina equipe do Central. Fez carreira como auxiliar técnico e trabalhou durante 36 anos pela seleção. Naquela Copa, soube armar uma equipe forte e aguerrida, além de dar liberdade para Varela exercer a liderança em campo e até mesmo fora dele. Foi um predestinado.

Leia mais sobre o Maracanazo clicando aqui.

Durante muito tempo o Maracanazo foi a maior derrota do Brasil. Mas, em 2014, aconteceu uma pior. Saiba qual é clicando aqui.

Licença Creative Commons
O trabalho Imortais do Futebol – textos do blog de Imortais do Futebol foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial – SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em imortaisdofutebol.com.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença.

Comentários encerrados

3 Comentários

  1. O Brasil perdeu por imaturidade. Foi a última, derradeira e mais dura lição antes de se tornar o que se tornou. O processo começou em 1923 no Rio de Janeiro, com o primeiro grande passo dado pelo vasco da gama rumo a profissionalização do esporte no Brasil e culminou nessa dureza aí

Como Utilizar a Plataforma KTO a Partir de Seu Dispositivo Móvel?

Pin Up Betting: apostas desportivas