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Com Lei da SAF, times clássicos são comprados por investidores

 

Com a nova Lei da SAF, times clássicos passam a ser negociados por investidores.

 

Ao longo da história do futebol brasileiro, os clubes são classificados como associações civis. Nesse caso, trata-se de entidades sem fins lucrativos, onde os associados auxiliam a gestão no funcionamento do time e nas decisões tomadas. No entanto, com a aprovação da Lei N°14.193, da Sociedade Anônima do Futebol, fica permitido que os clubes se transformem em empresas, possibilitando a realização de transações com companhias externas e outras instituições. A partir da Lei da SAF, os times clássicos podem assumir a posição de clubes-empresa, como explica esta matéria especial da Betway Insider.

A mudança busca, principalmente, facilitar a quitação de dívidas. Porém, também passou a atrair investidores do exterior, por conta do potencial do esporte e de ganhos desses times. Embora a lei ainda seja recente, diversos times do futebol brasileiro já aderiram a esse modelo. Veja alguns dos nomes mais conhecidos:

Botafogo

John Textor, o novo homem-forte do Fogão. Foto: Vítor Silva/Botafogo.

 

Com a Lei da SAF, times clássicos da Série A vivenciaram transações financeiras com investidores estrangeiros, como foi o caso do Botafogo. Em 2022, o clube-empresa anunciou um acordo com John Textor, um dos sócios do Crystal Palace, que deve investir cerca de R$ 400 milhões, além de quitar uma dívida de quase R$ 1 bilhão do clube carioca. O alvinegro foi um dos primeiros a realizar esse tipo de negociação a partir da Sociedade Anônima do Futebol.

Vasco

Dirigentes da 777 no CT Moacyr Barbosa (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco).

 

O cruzmaltino já era administrado como clube-empresa, mas, agora, negociou 70% de sua SAF e conseguiu uma promessa de investimento maior por isso, na casa dos R$ 700 milhões. A movimentação foi necessária para auxiliar o clube, que se encontra em diversas situações de dívidas. Dessa forma, os investidores, além de aplicarem recursos no time clássico, também poderão pagar os débitos.

Athletic Club

Parceria foi selada no final de 2021, em São João del Rei. Foto: Fernanda Trindade/Athletic Club.

 

Enquanto isso, com a Lei da SAF, times clássicos como o Athletic Club também negociam com empresas externas. O clube mineiro de São João del Rei foi comprado pela V2 Participações, dos empresários Vinícius Diniz e Victor Felipe Oliveira, que ficaram com 49% de participação no controle do clube. Outros clubes como esse clássico brasileiro também negociam, incluindo Cuiabá e Coritiba, conforme matéria da Betway, site de esporte bet.

Cruzeiro

Ronaldo (centro) virou o grande nome do Cruzeiro após a SAF. Foto: Divulgação / Cruzeiro.

 

A Lei da SAF e os times clássicos chamaram a atenção da mídia com o caso do Cruzeiro, que foi comprado pelo jogador Ronaldo, novo dono de 90% do time. Mesmo estando na Série B, a equipe é uma das mais tradicionais do Brasil, e o processo de transação conclui a compra ainda em 2022.

 

Com Lei da SAF, times clássicos também avaliam pontos de atenção

 

Embora a Lei da SAF traga benefícios interessantes, como possibilidade de investimento externo, pagamento de dívidas e regime tributário diferenciado, alguns analistas indicam pontos de atenção.

“O brasileiro precisa ficar de olho em dois pontos principais. O primeiro é sobre que SAF está sendo criada, o que está sendo colocado nessa SAF. Depois, quem está comprando essa SAF, qual o perfil desse investidor, qual a índole desse investidor, qual a perspectiva dele com o clube. Estamos falando de clubes com características muito distintas, expectativas da torcida muito distintas, e isso também vai pesar”, afirma o jornalista e pesquisador Irlan Simões, em entrevista para a Betway.

 

Além disso, outra questão central são os valores envolvidos nos negócios, conforme matéria do site de apostas. Isso porque os novos investidores realizam promessas iniciais, mas com montantes abaixo do valor de times clássicos brasileiros. “O que estamos vendo atualmente são os clubes se entregando a investidores por preços absurdamente baixos. É o preço de um jogador”, afirmou Mário Celso Petraglia, presidente do Athletico Paranaense, outro clube que alinha sua transformação como SAF para os próximos meses, em fala divulgada pela Betway.

Assim, apesar das novidades da Lei da SAF, times clássicos continuam divididos quanto à mudança para clubes-empresa. Por isso, é preciso atenção para preservar a imortalidade das equipes tradicionais brasileiras, a medida em que se torna viável restaurar os investimentos no esporte e alcançar um novo patamar nos clubes.

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