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Futebol feminino ganha mais destaque nas apostas esportivas

Nos últimos tempos, o futebol feminino vem deixando de ser algo coadjuvante nos portões das casas de apostas para conquistar, de fato, um espaço de protagonismo. Um artigo recente da iGaming Brazil apontou que a modalidade tem ganhado força no setor de apostas no Brasil, reforçando uma mudança no comportamento do público e na estrutura do esporte como produto econômico.

Um estudo do Grupo Globo revelou que o futebol feminino já é a segunda modalidade mais popular entre apostadores, com 31% de adesão, atrás apenas do futebol masculino, que domina com 76%. Esse número mostra como o público que acompanha os jogos femininos passou a apostar neles com frequência crescente.

Uma das razões para esse fenômeno tem sido o aumento da exposição da modalidade na mídia. Clubes têm investido nas categorias femininas, as transmissões ganharam espaço na TV aberta e nos canais por assinatura, e o Brasil já se prepara para sediar a Copa do Mundo Feminina em 2027, um divisor de águas esperado.

Além disso, 43% dos apostadores relatam escolher esportes nos quais apostam com base no que gostam de assistir. Ou seja: o crescimento da audiência tem impacto direto no interesse em apostas nas plataformas legalizadas, criando um ciclo virtuoso de visibilidade, engajamento e investimento.

Um público mais diverso e feminino

Outro dado revelador mostra que, pela primeira vez, as mulheres são maioria no mercado de apostas. Estudos como os da AMIG e KTO indicam que cerca de 51% dos apostadores já são mulheres, especialmente entre 18 e 39 anos, com ensino superior e acesso via dispositivos móveis.

Esse perfil de apostadoras também se caracteriza por cautela: muitas limitam seus gastos semanais a R$ 200,00 e buscam informações antes de apostar. Essas características reforçam que o mercado de apostas esportivas não é mais um universo exclusivamente masculino, e que o futebol feminino tem muito a oferecer nesse novo contexto.

Mas o que o futebol feminino significa no mercado?

No âmbito esportivo, o crescimento do futebol feminino no Brasil é evidente. Em 2025, a Copa do Brasil Feminina voltou ao calendário depois de oito anos, com uma estrutura ampliada, agora que envolve 65 clubes em formato eliminatório. Já a Supercopa do Brasil Feminina 2025 foi disputada em março, com o São Paulo levantando o troféu e recebendo uma premiação histórica de R$ 700 mil, ainda que esse valor represente apenas 12% do que o vencedor masculino recebe.

Essas competições não só aumentam o calendário, mas também agregam frequência e relevância à modalidade, o que acaba refletindo diretamente nas apostas. Porém, podemos observar algumas coisas importantes:

  • O futebol feminino se firmou como alternativa sólida para apostadores, deixando de ser “complemento” para atletas e clubes, e se tornando produto de entretenimento e consumo de massa.
  • A entrada mais forte das mulheres como apostadoras cria novos perfis de público e exige estratégias mais inclusivas e diversificadas no setor.
  • A expansão das competições e as transmissões constantes reforçam o ciclo de visibilidade, audiência e monetização, tanto para o esporte quanto para as plataformas de apostas.

O avanço do futebol feminino no mercado de apostas não é um movimento isolado, é parte de uma transformação cultural e esportiva em curso. À medida que clubes se estruturam, torneios ganham força e o público acompanha, a modalidade se consolida como protagonista, cada vez mais relevante no cenário esportivo e econômico brasileiro.

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