Seleções Imortais – Espanha 2008-2010

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Grandes feitos: Campeã do Mundo em 2010 e Campeã da Eurocopa em 2008.

Time base: Casillas; Sergio Ramos, Piqué (Marchena), Puyol e Capdevilla; Sergio Busquets (Marcos Senna), Xabi Alonso (Cesc Fàbregas), Iniesta e Xavi; Pedro (David Silva) e Villa (Fernando Torres). Técnicos: Luis Aragonés (2008) e Vicente Del Bosque (2008-2010).

“Uma seleção furiosa. E brilhante.”

Até o ano de 2008 a Espanha sempre era tida como favorita em todas as competições que disputava. Porém, inexplicavelmente, o time sempre sucumbia, seja nas fases de grupos, seja nas fases de mata-mata. As quedas mais doloridas foram na Copa do Mundo de 2002, quando a equipe foi claramente “garfada” pela arbitragem no jogo contra a Coreia do Sul, nas quartas de final, e em 2006, ao ser derrotada categoricamente pela França de Zidane. Após o Mundial de 2006, o time precisava juntar os cacos e desempenhar um bom papel na Eurocopa de 2008. Foi a partir daquela competição que o então técnico Luis Aragonés começou a construir uma equipe que daria show nos próximos dois anos com um toque de bola refinado, jogadores extremamente técnicos e que não deixava os adversários jogar. Levar gols? Era bem raro. Marcar? Sempre, ora de maneira econômica, ora em propulsão. Utilizando como base as estrelas espanholas dos maiores times da Espanha, Barcelona e Real Madrid, Aragonés levou a Fúria ao segundo título da Eurocopa ao bater a Alemanha na final. Pronto, a síndrome de “amarelona” estava temporariamente enterrada. Faltava, porém, ir bem na Copa do Mundo, na África do Sul. E a Espanha, depois de um susto na estreia, caminhou a passos largos rumo a uma inédita final, contra a Holanda. Um gol de Iniesta na prorrogação colocou os espanhóis, depois de tanto tempo, no topo do mundo. É hora de relembrar os feitos da seleção dona da bola desde 2008.

 

Hora da redenção

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Depois de cair logo nas oitavas de final da Copa de 2006, a Espanha iniciou seu caminho rumo à fase final da Eurocopa de 2008, disputada na Áustria e na Suíça. O time fez pequenos ajustes na equipe de 2006 e conseguiu a classificação para a Euro como líder de seu grupo nas eliminatórias, com nove vitórias, um empate e duas derrotas em 12 jogos. A equipe marcou 23 gols e sofreu apenas 8, sendo soberana nas partidas em casa, com seis vitórias em seis jogos. O time começava a mostrar uma eficiência tremenda em seu meio campo e ataque, com Torres, Villa, Silva e Fàbregas brilhando intensamente. Era hora de partir em busca do título europeu, conquista que não vinha desde 1964.

 

Desfilando na primeira fase

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A Espanha não encontrou dificuldades na fase de grupos da Euro e venceu os três jogos que disputou. A estreia foi contra a tradicional seleção da Rússia, que não foi párea para a dupla Villa e Torres. Foram deles (três de Villa e um de Torres) os gols da goleada por 4 a 1. Na partida seguinte, embate contra a Suécia de Ibrahimovic e Larsson. Torres abriu o placar aos 15´do primeiro tempo. Pouco tempo depois, Ibra empatou. No segundo tempo, já nos acréscimos, Villa conseguiu marcar o gol da vitória da Espanha, que praticamente garantia a equipe nas quartas de final. A última partida foi contra a então campeã europeia, a Grécia. Os gregos abriram o placar com o matador Charisteas, aos 42´do primeiro tempo. Porém, no segundo tempo, a Espanha colocou a bola no chão, pôs o adversário na roda, e virou o jogo para 2 a 1, gols de Rubén de La Red e Güiza. Torres e Villa foram poupados e não jogaram nesse jogo. Com 100% de aproveitamento, a Espanha estava classificada e embalada. Mas tinha um problema: o adversário seguinte seria a campeã mundial de 2006: a Itália.

 

Duelo impróprio para cardíacos

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A Itália já não era mais comandada pelo ótimo técnico Marcelo Lippi, mas sim pelo ex-jogador Roberto Donadoni. O time não tinha mais Cannavaro e apostava em jogadores de pouco brilho para tentar conquistar a Europa e igualar os feitos da Alemanha e França, únicas seleções da Europa a vencer Copa do Mundo e Eurocopa de maneira consecutiva. Como era de se esperar, a partida entre espanhóis e italianos foi bem disputada, com a Itália sendo eficiente como sempre na defesa, mas praticamente nula no ataque. Sem conseguir furar o bloqueio azul, a Espanha não marcou gols pela primeira vez na competição, e viu a decisão para as semifinais ir para os pênaltis.

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A Itália nunca teve sorte em decisões por pênaltis, exceto em 2006, quando exorcizou os fantasmas e venceu a Copa. Porém, eles voltaram naquela partida. De Rossi e Di Natale erraram e a Espanha venceu os italianos por 4 a 2, garantindo, no sufoco, a classificação. Vencer os campeões mundiais foi um grande feito para a Espanha, que mostrava à Europa e ao mundo que estava mais forte do que nunca.

 

Novo velho adversário

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Nas semifinais, a Espanha encarou novamente a Rússia. Os russos haviam sido goleados pelos espanhóis na fase de grupos e queriam vingança. O que não aconteceu. Em uma partida incrível de Iniesta, a Espanha goleou novamente a Rússia marcando todos os gols no segundo tempo: 3 a 0, com Xavi, Güiza e Silva. A Fúria estava na final. E mais furiosa do que nunca! A decisão seria contra a sempre perigosa, e “de chegada”, Alemanha.

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Duelo de um time só

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A Alemanha ainda não tinha alguns dos jogadores que encantariam o mundo na Copa de 2010 como Özil e Müller, mas tinha uma equipe de respeito com Schweinsteiger, Lahm, Ballack, Podolski e o matador Klose. Porém, os alemães não viram a cor da bola na final. Com seu toque de bola magistral e envolvente, a Espanha tomou conta do jogo desde o início, e não deixou o rival jogar. Torres abriu o placar aos 33´do primeiro tempo, decretando o 1 a 0. Mesmo com a magra vitória, o placar não refletiu a superioridade espanhola em campo. Depois de 44 anos, a Espanha era campeã da Europa. De quebra, era a primeira seleção desde a própria Alemanha, em 1996, a vencer de maneira invicta a Eurocopa. Era a redenção da equipe que decepcionou na Copa de 2006, e a coroação de ótimos jogadores. Villa foi o artilheiro do torneio com 4 gols, e Xavi foi eleito o melhor jogador da competição. A Espanha deu exemplo, também, de fair play, ao não ter nenhum jogador expulso no torneio.

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Quebrando recordes

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No mesmo ano de 2008, a Espanha assumiu pela primeira vez a liderança do ranking da FIFA. O time estava em uma maré divina, e queria manter o embalo até a Copa de 2010. Vicente Del Bosque assumiu o comando da equipe logo após a Euro, com a saída de Aragonés. O bonachão e sempre sisudo treinador manteve o ritmo de jogo da equipe e enfatizou ainda mais a posse de bola, que estava em alta na época com o já brilhante Barcelona. Com isso, a equipe deu show nas eliminatórias para a Copa e venceu todos os seus 10 jogos. Isso mesmo, 10 vitórias em 10 jogos, com 28 gols marcados e apenas 5 sofridos. Bélgica, Bósnia, Turquia, Estônia e Armênia não foram páreos para os furiosos espanhóis, que viram Villa marcar 16 gols em 15 jogos em 2008 e quebrar o recorde de Raúl, de 1999.

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Feito histórico e zebra

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Em 2009, na Copa das Confederações, outro recorde: após as três vitórias contra Nova Zelândia, África do Sul e Iraque, a Espanha chegou ao recorde mundial de 15 vitórias consecutivas, sendo a primeira seleção na história a conseguir tal feito. A equipe ainda igualou o recorde do Brasil de 35 jogos consecutivos sem derrota. Porém, nas semifinais do torneio, contra os EUA, a equipe sofreu um apagão inexplicável, daqueles que os espanhóis já estavam acostumados nos últimos anos, e perdeu por 2 a 0, impedindo a quebra do recorde de jogos sem derrota. O time perdia a chance de tentar vencer um título inédito e de fazer uma final mágica contra o Brasil, que foi o campeão. A Fúria teve de se contentar com o terceiro lugar.

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Hora da Copa

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Depois do apagão na Copa das Confederações, a Espanha entrou na Copa do Mundo precavida, mas muito favorita. Ela era a seleção mais votada nas bolsas de apostas e todos davam como certa a conquista do título na África do Sul. O time estava no Grupo H, ao lado de Suíça, Chile e Honduras. Os adversários eram fáceis, mas a equipe sofreu um susto logo de cara. Na estreia, contra a Suíça, o time perdeu por 1 a 0 e já protagonizava a primeira zebra da Copa. Isso provocou o medo na torcida espanhola, que começou a ver o filme da Copa de 1998, quando a Espanha, com uma ótima equipe, foi eliminada logo na fase de grupos. Porém, aquilo foi um mero susto: o time não sofreria mais na competição.

Na partida seguinte, contra Honduras, começou a brilhar a estrela de David Villa, que seria um dos artilheiros do Mundial. O craque marcou os dois gols da vitória espanhola por 2 a 0. Com a vitória do Chile no outro jogo, a Espanha tinha a obrigação de vencer os latinos se quisesse avançar no torneio. E foi o que fez os europeus. Com gols de Villa e Iniesta, a Espanha venceu o Chile por 2 a 1, viu a Suíça empatar sem gols com Honduras, e se classificou em primeiro no grupo, ao lado do próprio Chile. A partida contra os chilenos seria a última em que os espanhóis sofreriam gols.

Início do mata-mata

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Nas oitavas de final, a Espanha fez um clássico ibérico contra Portugal. Os espanhóis dominaram o jogo como sempre, mas tinham dificuldades para furar a meta do goleiro Eduardo. Até que, no segundo tempo, Xavi deu um passe magistral para o artilheiro David Villa marcar o único gol do jogo, decretando a vitória por 1 a 0. A Espanha estava nas quartas de final, e eliminava um dos fortes rivais em busca do título.

 

Haja coração!

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A Espanha encarou o Paraguai nas quartas de final da Copa. O duelo foi equilibrado, mas com a Espanha tendo sempre maior posse de bola e as melhores oportunidades. Depois de um primeiro tempo morno, o segundo foi apoteótico. O Paraguai teve um pênalti a seu favor após falta de Piqué em Cardozo. O atacante paraguaio partiu para a bola e… Casillas defendeu! Tempo depois, foi a vez de a Espanha ter um pênalti a seu favor. Xabi Alonso bateu e marcou, mas o juiz mandou voltar. Na nova cobrança, Alonso bateu e… O goleiro Villar defendeu! O jogo parecia caminhar para a prorrogação, até que aos 82´, Villa, sempre ele, encheu o pé após aproveitar um rebote de um chute na trave de Pedro. Espanha 1×0 Paraguai. A equipe comandada por Del Bosque chegava, pela primeira vez desde a Copa de 1950, em uma semifinal de Copa. No sufoco, mas chegava. O adversário seria a sensação da Copa: a Alemanha.

Sem favorito

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A Alemanha estava irresistível até as semifinais da Copa de 2010. O time havia protagonizado dois shows épicos contra duas potências mundiais, Inglaterra e Argentina, ao golear ambas por 4 a 1 e 4 a 0, respectivamente. Porém, contra a Espanha, a Alemanha teria pela frente um adversário completamente diferente. A Fúria primava pela posse de bola, era extremamente técnica e decisiva no ponto certo. A Alemanha também primava pela técnica, contava com o jovem e brilhante Müller e tinha um ataque arrasador. Com isso, o duelo não tinha favorito. Qualquer coisa podia acontecer.

 

Enfim, finalista

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A Espanha soube neutralizar de maneira plena a Alemanha nas semifinais. A Fúria conseguiu fazer um time que jogava somente no ataque passar a maior parte do jogo recuado em sua defesa. Os espanhóis, mais uma vez, dominaram a partida, tiveram as melhores chances, mas… O gol não saia de jeito nenhum. Se o ataque não resolvia, foi um zagueiro quem colocou a Espanha na final. Aos 73´, Xavi cobrou um escanteio e Puyol cabeceou para o fundo do gol do goleiro Neuer. Quem diria! Um zagueiro marcava o tento salvador da Espanha, que garantiu o 1 a 0 (o terceiro consecutivo) que colocou a Espanha na final de uma Copa do Mundo pela primeira vez. Nunca um título mundial esteve tão perto. Aquela chance não podia ser desperdiçada de jeito algum.

A Espanha da Copa: toque de bola, movimentação e qualidade fizeram a diferença. E o mundial ficou em boas mãos.

A Espanha da Copa: toque de bola, movimentação e qualidade fizeram a diferença. E o mundial ficou em boas mãos.

 

As grandes escolas se encontram

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O mundo iria conhecer no dia 11 de julho de 2010, no belíssimo estádio Soccer City, em Johanesburgo, África do Sul, um inédito campeão mundial. Holanda e Espanha faziam a final e se encontravam pela primeira vez na história em um torneio internacional. Era o duelo entre duas das mais cultuadas e celebradas escolas do futebol. De um lado, a Holanda, que deixava de lado suas raízes técnicas e “totais” para praticar um futebol mais rígido e sisudo naquela Copa. Do outro, a Espanha fazia o que a própria Holanda e o Brasil ensinaram tão bem ao longo dos anos: jogar futebol bonito, para frente, com toque de bola refinado e preciso. A inversão de papéis dava um leve favoritismo à Espanha. Porém, a Holanda estava invicta no torneio com seis vitórias em seis jogos, e deixou para trás adversários como Brasil e Uruguai. No geral, seria um duelo equilibrado. Como ficou provado quando a bola rolou.

Pancadaria livre

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Com a bola rolando, o que se viu foi um dos jogos mais violentos da Copa e também a final com mais cartões na história: 14, sendo 9 apenas para a Holanda, somando um cartão vermelho ao zagueiro Heitinga. A Holanda praticou um futebol totalmente aquém de sua rica história, e a pancadaria rolou solta na partida, com direito a um legítimo “golpe de karatê” de De Jong no peito do espanhol Xabi Alonso em um lance repugnante. Mesmo assim, a Holanda ainda teve ótimas chances de gol, as melhores com a estrela Robben, mas que não entraram no gol de Casillas. A Espanha também teve tudo para marcar, principalmente em uma cabeçada de Sergio Ramos, mas o placar insistiu em ficar no 0 a 0. Pela segunda vez consecutiva, a Copa ia para a prorrogação. Será que veríamos, também pela segunda vez seguida, uma decisão por pênaltis?

Inieeeeeesta!

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Pedro, Villa e Xabi Alonso já haviam deixado o campo para as entradas de Navas, Fàbregas e Torres na Espanha. A Fúria queria a qualquer custo decidir a partida sem necessitar dos pênaltis. Até que, faltando apenas quatro minutos para o fim da prorrogação, Fàbregas deu um passe na medida para Iniesta, (o mesmo que em 2009 marcara um gol épico no último segundo do jogo que colocou o Barcelona na final da Liga dos Campeões da UEFA) que encheu o pé e marcou o gol do título espanhol: Espanha 1×0 Holanda. O estádio vibrava em uníssono. A Espanha era só delírio! Enfim, o esquadrão ibérico conquistava o mundo. Era a segunda seleção da história a vencer uma Copa fora de seu continente, igualando o feito do Brasil, que venceu duas Copas longe da América (em 1958, na Suécia, e em 2002, no Japão). De quebra, a Espanha igualava os feitos da Alemanha de Beckenbauer e da França de Zidane como uma das únicas a vencer uma Copa do Mundo e uma Eurocopa de maneira consecutiva.

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O título colocava os espanhóis definitivamente no rol dos imortais do futebol. Era a consagração de Puyol, Sergio Ramos, Xabi Alonso, Busquets, Iniesta, Xavi, Villa, Torres e Casillas, que se tornava o segundo goleiro capitão a erguer a taça FIFA, como o italiano Dino Zoff, em 1982. Ninguém podia com os espanhóis. O mundo era a fúria pura!

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Ainda no topo

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Desde 2010 a Espanha segue absoluta no topo do ranking da FIFA. O time vem realizando amistosos desde então, com o mesmo técnico e vários testes com novos jogadores como Thiago Alcântara, Llorente e outros. O time segue fortíssimo e provou ser mesmo um dos maiores da história com o bicampeonato da Eurocopa de 2012. Nunca uma Fúria foi tão mágica. E tão vencedora. Uma Espanha imortal.

 

Os personagens:

Casillas: é um dos maiores goleiros do mundo na atualidade e soberano na meta da Fúria há anos. Seus milagres tanto na Eurocopa quanto na Copa do Mundo foram essenciais para as conquistas da equipe. Vai brilhar por muitos anos ainda na seleção e em seu time do coração, o Real Madrid. É o recordista em partidas pela seleção com 128 jogos.

Sergio Ramos: um dos maiores laterais direitos do planeta, Sergio Ramos é absoluto na defesa da Espanha. Técnico, com ótima visão de jogo e impecável nos cruzamentos, o craque é bom, também, como zagueiro. Outro com vida longa tanto na seleção quanto no Real Madrid.

Piqué: começou a brilhar após a conquista da Eurocopa, ficando no lugar do zagueiro Marchena. Jovem, é elemento surpresa no ataque e marca gols com certa regularidade. Sua presença física o ajuda muito nas jogadas aéreas. Foi perfeito na Copa de 2010 ao lado de seu companheiro de Barcelona, Puyol.

Marchena: foi titular na conquista da Eurocopa em 2008 e era o companheiro de Puyol até a chegada da revelação Piqué. Teve sua importância na conquista continental de 2008 fazendo ótimas partidas.

Puyol: é um leão na zaga, seja no Barcelona, seja na Espanha. Extremamente competitivo e um líder natural, só não é capitão da Espanha por ser tão identificado com o Barcelona e com a Catalunha, célebre região separatista do país. Mesmo assim, é titular absoluto da Espanha há muitos anos e seguirá seguramente até a próxima Copa. Técnico, raçudo e leal, Puyol é um dos grandes zagueiros da atualidade. Ídolo incontestável no Barça supercampeão desse século XXI.

Capdevilla: lateral esquerdo extremamente regular e constante, Joan Capdevilla foi o titular da equipe campeã da Europa e do Mundo nos anos de 2008 e 2010. Fez brilhantes temporadas pelo Villarreal até se transferir para o Benfica, em 2011.

Sergio Busquets: assumiu a posição que era de Marcos Senna depois da Euro 2008 e não decepcionou. Ótimo no posicionamento e na marcação, Busquets foi o cão de guarda do time no Mundial. Outro titular do Barcelona.

Marcos Senna: o brasileiro naturalizado espanhol Marcos Senna jogou muito na conquista da Eurocopa de 2008. O jogador superou a desconfiança da torcida espanhola por ser estrangeiro e conseguiu seu espaço no ótimo time espanhol naquela temporada. Perdeu espaço nas temporadas seguintes, mas é sempre lembrado pela torcida.

Xabi Alonso: um dos grandes volantes do futebol mundial e ídolo no Real Madrid, Xabi Alonso quase virou vilão nas quartas de final da Copa, na partida contra o Paraguai, quando perdeu um pênalti no segundo tempo. Sorte dele que a Espanha correu atrás do prejuízo e venceu o jogo. Mas aquilo foi um susto. Alonso jogou muito na Copa e teve papel decisivo na conquista.

Cesc Fàbregas: foi titular na Eurocopa de 2008 e reserva de luxo no time da Copa de 2010. Extremamente técnico, habilidoso, com ótima visão de jogo e marcador de gols, Fàbregas deu o passe para o gol de Iniesta na final contra a Holanda. Jovem, tem muitos anos de futebol pela frente. Na época, era estrela do Arsenal, até ir para o Barcelona em 2011.

Iniesta: Andrés Iniesta adora marcar gols nos últimos minutos. Os maiores exemplos são os tentos na semifinal da Liga dos Campeões da UEFA de 2009, ao empatar para o Barcelona um jogo perdido contra o Chelsea que colocou os catalães na final, e na decisão da Copa de 2010, quando entrou de vez para o rol de imortais do futebol ao marcar o gol do título espanhol. Iniesta é um dos maiores jogadores do mundo há anos. Seja como meia, volante ou meia de ligação, Iniesta é um motorzinho no meio campo do Barcelona e também da Espanha. Foi um dos três melhores jogadores do mundo em 2010.

Xavi: um dos maiores meio-campistas do planeta há anos, Xaxi Hernández é perito em passes magistrais e lançamentos inacreditáveis. Cansou de dar gols de presente para Villa e companhia nas conquistas da Euro e da Copa do Mundo. Cerebral, Xavi já é um dos maiores jogadores de todos os tempos. Basta lembrar a ajeitada de bola do craque na final do Mundial de Clubes de 2011, que resultou em um passe para Messi abrir o placar para o Barcelona contra o Santos. Simplesmente genial. E um gênio da bola.

Pedro: arisco e muito rápido, Pedro foi o parceiro de Villa em boa parte da Copa do Mundo de 2010. A falta de experiência pesou quando era hora de decidir, por isso, coube ao parceiro marcar os tentos espanhóis na competição. Mesmo assim, fez seu papel.

David Silva: outro meia/atacante habilidoso da Espanha, Silva foi mais decisivo na Euro de 2008, quando foi titular. Na Copa, perdeu espaço. Mesmo assim, é um dos grandes jogadores da seleção até hoje.

Villa: foi na era mais brilhante da Espanha na história que Villa também viveu seu auge. O craque se tornou a maior referência no ataque da Fúria nas duas conquistas no período. Tornou-se ainda o maior artilheiro da história da seleção com 51 gols em 82 jogos, superando o matador Raúl González, com 42 gols em 102 jogos. A Espanha ainda torce pela recuperação de seu maior matador para ter a referência no ataque na disputa da Euro de 2012, já que o artilheiro sofreu uma séria contusão em 2011 que o tirou dos gramados. Ele segue em recuperação e deve estar pronto exatamente nas vésperas da competição. É o que os espanhóis, e o futebol, torcem.

Fernando Torres: Torres brilhou na conquista da Eurocopa de 2008, quando marcou o gol do título da Fúria. Era o ídolo da seleção no ataque até entrar em uma maré negra tremenda e perder espaço para Villa. Ainda em baixa, Torres espera voltar a brilhar na Euro de 2012. Futebol, o craque tem de sobra. Basta tirar a “urucubaca”.

Luis Aragonés e Vicente Del Bosque (Técnicos): Aragonés foi o responsável por “plantar a semente” vencedora na Espanha, em 2008, ao conquistar a Eurocopa. Sob o comando do técnico, a Fúria brilhou, começou a dominar as partidas e estabeleceu um padrão incrível de jogo, que dura até hoje. Vicente Del Bosque conseguiu melhorar o que já era bom, quebrou recordes com uma seleção que não perdia, e venceu a inédita Copa do Mundo em 2010. Ambos estão para sempre na história do país como imortais. E personagens fundamentais para o sucesso do futebol espanhol na atualidade.

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Extras:

Europa espanhola

Torres marcou o único gol do jogo e a Espanha venceu sua segunda Eurocopa na história.

 

Acabando com a Alemanha (de novo)

A Espanha encontrou novamente a Alemanha em uma partida decisiva. E venceu de novo, 1 a 0, com gol salvador de Puyol.

 

O mundo é da Fúria

O jogo foi tenso, disputado, pegado, mas a Espanha venceu a Holanda e conquistou sua primeira Copa do Mundo.

 

A bola é nossa

Veja um claro exemplo de domínio de bola da Espanha no vídeo abaixo. Depois de 38 passes e quase dois minutos, o time fez o gol. Simplesmente incrível.

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